Mensagem

"Não permita que aquilo que você chama de amor se transforme em obsessão.
Amor é liberdade.
Amor é vida.
Jamais prisão ou limitação."

Militão Pacheco

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Disciplina e Boa Vontade

Estamos todos em um Centro Espírita, aguardando o auxílio dos Bons Espíritos, para que venham em nosso auxílio para aliviar nossas dores, curar nossas feridas, dar-nos a palavra de esperança para um futuro melhor, mais digno e consolar-nos diante dos obstáculos que temos de superar na Vida.

Ficamos na fila do passe, aguardamos um atendimento, ouvimos uma palestra com atenção, afastamos de lado os compromissos do dia-a-dia, para receber este amparo que é tão importante para nós, afinal, onde encontrar tanto amparo, tantos sorrisos, rostos tão amigos como se encontra em uma Casa Espírita? é o lugar onde temos um pouco de paz, em que encontramos explicações para as dificuldades, em que temos a oportunidade de aprender algo “a mais”, além do trivial que encontramos por aí.

Tudo no Centro Espírita tem um viés diferente daquele que costumamos encontrar na vida habitual, pois tudo acontece de modo pacífico, sereno, adequado, dando suporte para as dores, para os desencontros, para as perdas, para as doenças, enfim, para os problemas. Mas como isso acontece? Será que a presença dos “Amigos do Bem” afasta os “Seres das Trevas” e faz que fique adequado, que o ambiente do Centro fique “clean”, enfim, que fique tudo bem? Ou será que cada um tem alguma participação nesse contexto e tem responsabilidades também para manter o “ecosistema” da Casa?

Certamente temos a nossa cota de colaboração, nossa parcela de responsabilidade na manutenção do equilíbrio de qualquer lugar onde estejamos. No Centro Espírita não é diferente, aliás, pode ser diferente do ponto de vista das responsabilidades, pois elas são, digamos, mais intensas. Sim, pois a partir do momento no qual vemos o Centro Espírita como sendo um pronto-socorro, um posto de atendimento avançado para os Espíritos perdidos nas sombras das dúvidas, nos desfiladeiros das dores, nos desencontros da vida, deveremos ter uma postura digna e respeitosa, por conta da presença desses irmãos em sofrimento, assim como nós mesmos, que também levamos à Casa Espírita nossas próprias dificuldades para que sejamos amparados na medida do possível.

Somos necessitados e teremos ao nosso redor necessitados. O ambiente precisará ser cultivado na harmonia, no respeito, no sliêncio, equilíbrio, paz, enfim, Para isso, devemos cultivar o que há de mais precioso para um Centro Espírita: a disciplina.

Disciplina de pensamentos, de palavras e de atitudes. Disciplina no horário, no planejamento, no desenvolvimento dos trabalhos, na freqüência das atividades, em tudo enfim. Disciplina é fundamental. Fundamental. Sem ela, tudo se perde, pois não há como manter ordem sem disciplina.

E não há nada melhor para a disciplina do que os próprios trabalhadores da Casa darem o exemplo. É fundamental que cada trabalhador exemplifique através da disciplina, mostrando a todos os que somente frequentam o local como se deve proceder.

Isso afasta da rotina a história do privilégio: nada de privilegiar ninguém! Ao contrário: quem serve na Casa Espírita DEVE dar exemplo. DEVE se mostrar igual a todos e submeter-se à disciplina sem qualquer vantagem.

Por exemplo, se há atendimento fraterno, mesmo o maior trabalhador de uma Casa Espírita, aquele que vá todos os dias, aquele que fique mais horas, deve aguardar sua vez, sem qualquer privilégio diante dos demais.

Trabalhar no Centro Espírita não atribui condições especiais. Não dá direito a privilégio. Assim, todos devem ficar em termos de igualdade e, inclusive, o trabalhador de cada Centro Espírita necessita, ao contrário, ficar por último; ceder sua vez, aguardar a oportunidade adequada, mostrando que compreende o Evangelho em sua essência.

Passar na frente dos outros, “furar” fila, tirar alguma vantagem, são atitudes do mundo que precisam ser corrigidas. Qual lugar seria mais indicado para mudar de atitude do que o próprio Centro Espírita? É nele que se encontra os mais apropriados recursos para o exercício e a prática da caridade, da fraternidade e da bondade.

Vamos fazer a nossa parte?

domingo, 29 de agosto de 2010

A má vontade

O apóstolo Paulo, em uma de suas epístolas aos Efésios, nos dá uma referência bastante importante com relação ao mal que possamos praticar.
Um dos maiores males que nós podemos praticar em nossas existências, é a má vontade,
É estarmos mal servidos de vontade diante de quaisquer circunstâncias que venhamos a enfrentar.
A má vontade, meus irmãos, nos leva a estagnação porque haveremos de convir, que a má vontade leva à preguiça.
Aquele que tem má vontade, não deseja o trabalho, não deseja ter trabalho, não deseja se esforçar por nada.
Então, certamente, ficará estagnado, limitado a fazer nada.
Ocorre que a estagnação leva às sombras da ignorância e as sombras da ignorância conduzem à revolta. Porque o ser ignorante não consegue entender que está sofrendo e por que está sofrendo.
A ignorância por sua vez, leva o ser humano a cometer atitudes atrozes, equivocadas, que permeiam verdadeiramente o desequilíbrio e que abrem profundo campo para a obsessão.
Toda vez que nós nos dispusermos de má vontade diante de quaisquer dificuldades, deveremos refletir um pouco, porque abrindo a porta da má vontade, estamos franqueando a entrada de obsessores em nossas existências.
Uma das maiores dificuldades ao enfrentarmos alguém que nos pareça desagradável, é justamente, afastar do coração, o desdém, a ignorância, a má vontade.
Mas, o exercício cristão é muito claro.
Nós precisamos aprender, diante de quaisquer problemas, a enfrentar com boa vontade, porque a boa vontade faz exatamente o oposto, o caminho inverso.
Facilita a cura espiritual.
Afasta-nos dos campos obsessivos.
Liberta-nos da preguiça e do ranço postural que nos leva às sombras da ignorância.
Que Jesus nos abençoe.

Psicofonia recebida no NEPT em 25/08/2010

sábado, 28 de agosto de 2010

Fatos Curiosos

UMA NOTÍCIA QUE ESTÁ ABALANDO O EGITO


Um muçulmano egípcio matou sua esposa porque ela estava lendo a Bíblia e então a enterrou com seu bebê nascido há poucos dias e uma filha de 8 anos de idade.

As crianças foram enterradas vivas! Ele então disse à polícia que um tio havia matado as crianças. Quinze dias mais tarde, outra pessoa da família morreu.

Quando foram enterrá-la, encontraram as duas crianças sob a areia - E
VIVAS!

O país ficou em choque e o homem será executado... Perguntaram à menina de
8 anos como ela havia conseguido sobreviver por tanto tempo e ela disse:
'Um homem que usava roupas brilhantes e com feridas que sangravam em suas mãos, vinha todos os dias para nos alimentar. Ele sempre acordava minha mãe para dar de mamar à minha irmã'...

Ela foi entrevistada no Egito numa TV nacional por uma mulher jornalista que tinha o rosto coberto. Ela disse na TV pública, 'Foi Jesus quem veio cuidar de nós, porque ninguém mais faz coisas como essas!'

Os muçulmanos acreditam que Isa (Jesus) aparecerá para fazer coisas desse tipo, mas as feridas em Suas mãos dão provas de que Ele realmente foi crucificado e que Ele está vivo!

Também ficou claro que a criança não seria capaz de inventar essa história e não seria possível que essas crianças vivessem sem um milagre verdadeiro.

Os líderes muçulmanos terão muita dificuldade em lidar com essa situação e a popularidade do filme 'Paixão de Cristo' não os ajuda!

Como o Egito está bem no centro da mídia e da educação do Oriente Médio, você pode ter a certeza de que essa história vai se espalhar rapidamente.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Afirmação

O Céu auxilia sempre
a quem trabalha
mas espera de quem trabalha
o auxílio possível
para todos aqueles
que ainda não descobriram
a felicidade de trabalhar.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminhos.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
2a edição. Jabaquara, SP: CEU, 1981.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Esquizofrenia e Consciência

“...a esquizofrenia é enfermidade muito complexa, nos estudos da saúde mental. As pesquisas psiquiátricas e neurológicas têm projetado grande luz nas terapêuticas de melhores resultados para as vítimas dessa terrível alienação. No entanto, há ainda muito campo a desravar, em razão de as suas origens profunda se encontrarem ínsitas no Espírito que delinqüe. A consciência individual, representando de algum modo a Cósmica, não se poupa quando se descobre em delito, após a libertação da forma física, engendrando mecanismos de auto-reparação ou que lhe são impostos pelos sofrimentos advindos da estância do além túmulo.”
“Afetando o equilíbrio da energia espiritual que constitui o ser terreno, a consciência individual imprime nas engrenagens do perispírito os remorsos e turbações , os recalques e conflitos que perturbarão os centros do sistema nervoso e cérebro, bem como os seus equipamentos mais delicados, mediante altas cargas de emoção descontrolada que lhe danificam o complexo orgânico e emocional.”
“Noutras vezes, desejando fugir à sanha dos inimigos, o Espírito busca o corpo como refúgio no qual se esconde, bloqueando os centro da lucidez e da afetividade, que respondem com indiferença e insensibilidade no paciente de tal natureza.” (textos de Bezerra de Menezes)

Não é fácil compreender a esquizofrenia, certamente. Trata-se de doença caracterizada por imensa perturbação do paciente portador, que “lhe tira” o equilíbrio e “o faz” viver em situação paralela totalmente diferente da que a maior parte das pessoas costuma viver. Vozes, sonhos, idéias perturbadoras ficam persistentemente entremeadas com a realidade fugidia da vida deste paciente.
Certamente, como em tudo na natureza, há nuances, quadros parciais, quadros mais intensos, alguns que podem passar despercebidos, enfim, uma imensa variedade de situações, sendo que algumas sequer são consideradas como sendo a própria doença, em decorrência da impossibilidade dos médicos compreenderem o todo, na atualidade.
Há, também, de se considerar a totalidade da situação, que envolve os aspectos espirituais e orgânicos, isto é, as causas anteriores, as ligações do paciente com indivíduos com os quais ele se vinculou em vidas passadas e as seqüelas físicas correspondentes implantadas pela consciência no seu corpo espiritual que exteriorizam as manifestações de uma mente com perturbações inclusive mediúnicas, na sua vida de relação e em sua integração cognitiva atual, assim como os desequilíbrios cerebrais decorrentes desses desequilíbrios evidentemente espirituais ou reeencarnatórios.
Nada ao acaso ou por acaso, a esquizofrenia é uma forma de resgate de erros, como o são todas as doenças, da alma e do corpo, pelas quais passamos.
A visão médica atual ainda parece bastante limitada, por apontar apenas para as origens cerebrais do quadro clínico riquíssimo que mostra essa doença tão antiga quanto a humanidade, por conta dos desajustes provocados pelos equívocos do próprio ser espiritual que passe pelo reajuste, como já citado. Mas, compreendendo as particularidades do ser imortal que habita o corpo, começa-se a compreender os detalhes, as causas e as conseqüências deste processo complexo.
A presença de Entidades Espirituais provocando situações constrangedoras, gerando ilusões, vozes, imagens, tirando o paciente da realidade da Terra, levando-o a um patamar de dificuldades surreal, aparentemente imaginárias, mas real para o doente e maltratando-o, mudando sua fisionomia, sua postura, suas palavras, interferindo em seu pensamento algumas vezes continuamente, enfim, hipnotizando-o para conduzi-lo a erros algumas vezes dantescos e mais graves do que se pode pensar em situações habituais, é algo que a medicina tradicional não consegue nem mesmo catalogar, por ainda não inferir a possibilidade de que há uma Vida diferente dessa que presenciamos na Terra.
Mas, em conseqüência dos próprios aprendizados aos quais estamos sujeitos em nossas existências, em nossas experiências sucessivas, certamente o esclarecimento virá para que toda a Ciência vivencie, com naturalidade a Vida Espiritual e compreenda que doenças como esta são o fruto das nossas próprias incoerências em outras vidas, em vidas sucessivas e, então, essa mesma Ciência indicará o adequado tratamento para tais patologias do Espírito, da Alma, através de recursos magnéticos, passes, instrução, esforço auto-iluminativo e o profundo trabalho de doar-se em benefício do próximo como recursos terapêuticos necessários para o desprendimento do Ser Espiritual de suas indeléveis dívidas, que tem na atualidade a expiação de um sofrimento não cerebral, mas espiritual, com conseqüências físicas e cognitivas.
Isso, que hoje prega a Doutrina Espírita, será o fundamento futuro para a Ciência, agregada à Filosofia e à Religião para o amparo de tantos seres humanos que sofrem e poderão vir a sofrer de doenças da Alma em decorrência dos equívocos do passado.
Enquanto isso, nós, que adotamos a Doutrina Espírita como diretriz para a Vida, podemos compreender que as doenças chamadas cármicas, ou encadeadas no mecanismo de ação e reação, não são um castigo, mas uma necessidade para o Espírito em evolução, para que este se transforme e se liberte dos erros impregnados em sua memória que o levem à evolução, à prosperidade, como é natural pelos desígnios superiores.
Compreender alguém que sofra deste problema, aprender a conviver, tentar transformar sua experiência em algo melhor, faz parte da educação da Alma em evolução, no intuito de se transformar em alguém melhor e de colaborar para que todos possamos caminhar próximos em direção ao Cristo: este o melhor propósito possível.

Augusto Militão Pacheco.
Psicografia NEPT 20 de agosto de 2010

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Estar com Jesus

O homem da Terra, habituado a refletir sobre as suas necessidades, costuma dar importância exagerada para as preocupações do dia seguinte, e para as lembranças do dia anterior.
Por esse motivo nós vemos um enorme numero de pessoas pré-ocupadas e pós-ocupadas.
As pessoas pré-ocupadas, meditam sem serenidade sobre as dificuldades do dia seguinte, desejando que tudo seja resolvido corretamente, de acordo com os seus princípios e com o seu modelo de pensamento.
As pessoas pós-ocupadas, mentalizam com muita freqüência as dificuldades do passado dos dias anteriores, em processo de lamentação improdutivo, estagnante e paralisante.
Tanto uma postura quanto a outra, são dispersivas e levam o ser humano a não experimentar a vida no presente.
Mas, há aqueles que vivem no presente, e, só o presente.
Continuamente se envolvem em paixões desequilibradas, despreocupados com o futuro, e totalmente desprendidos do passado.
A vida é o momento, só o momento.
São apaixonados pela vida material.
Equivocados, desgastam o corpo físico e semeiam para o futuro as sombras que consumirão a própria existência.
Mas nós podemos perceber que há um pequeno grupo de criaturas humanas, que vivenciam Jesus diuturnamente.
Essas pessoas têm por fundamento as únicas paixões que o cristão deve vivenciar.
São três: aprender, servir e doar.
Graças a Jesus, conhecemos um mundo novo quando nós nos dispomos a seguir estas três paixões. E, conhecendo um mundo novo, nós nos transformamos em novas criaturas, verdadeiramente cristãs.
Não ficamos presos ao passado, em processo de lamentação, mas aprendemos que o passado foi nossa escola.
Não sofremos pela antecipação dos fatos, porque aprendemos a ter confiança no futuro.
E não nos envolvemos com paixões terrenas, porque as paixões são aprender, servir e doar.
Assim, nos transformaríamos numa criatura humana cristã.


Que Jesus nos abençoe, que nos ampare, desse seu irmão

Augusto Militão Pacheco.
Sigamos em paz.

Psicofonia recebida no NEPT em 18/08/2010

Afeições

O amor não é cego.
Vê sempre as pessoas queridas
tais quais são
e as conhece, na intimidade,
mais do que os outros.

Exatamente por dedicar-lhes
imenso carinho,
recusa-se a registrar-lhes
os possíveis defeitos,
porquanto sabe amá-las
mesmo assim.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminhos.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
2a edição. Jabaquara, SP: CEU, 1981.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Acidentes

Reflitamos nisto:
se tiveres humildade e calma,
num instante de crise,
guarda a certeza
de que conseguirás
evitar longo tempo
de remorso e pesar.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminhos.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
2a edição. Jabaquara, SP: CEU, 1981.

sábado, 21 de agosto de 2010

Psicoses

...Não obstante a demorada discussão em torno das psicopatias se manifestarem no corpo ou na mente, já não restam dúvidas quanto aos seus fatores causais, classificados como endógenos e exógenos, que facultam a eclosão do terrível mal, responsável por torpes alienações.

Essas doenças mentais, genericamente classificadas como psicoses, impõem, às vezes, desvios qualitativos, mesmo nos casos de aparente e puro desvio quantitativo, nos valores do caráter do homem. Em face das complexidade, multiplicidade de tais desvios, uma classificação exata dos fenômenos psicóticos é sempre difícil.

Nos fatores exógenos (causas externas à pessoa), há causas exteriores (tóxicos e infecções, por exemplo) e corpóreas (doenças de outros órgãos, distúrbios do metabolismo, delírios confusionais, diabetes, uremia, por exemplo), como também, nos de ordem endógena (esquizofrenia, perturbações mentais da epilepsia, por exemplo) em que as psicoses se expressam como um processo de autopunição que o Espírito se impõe pelos malogros e crimes cometidos em outras vidas, que não foram alcançados pela legislação humana.

A título de exemplo, o esquizofrênico, em sua múltipla classificação é um Espírito rebelde, preso, ainda, nas múltiplas armadilhas de abusos cometidos em vidas passadas e que passaram como se não houvesse justiça divina...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A Parentela Corporal e a Parentela Espiritual.

Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.

Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação. Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem então atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consangüíneos podem repelir-se, conforme se observa todos os dias: problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências (Capitulo IV, no.13).

Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e muitas vezes se dissolvem moralmente, já na existência atual. Foi o que Jesus quis tornar compreensível, dizendo de seus discípulos: Aqui estão minha mãe e meus irmãos, isto é, minha família pelos laços do Espírito, pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

A hostilidade que lhe moviam seus irmãos se acha claramente expressa em a narração de São Marcos, que diz terem eles o propósito de se apoderarem do Mestre, sob o pretexto de que este perdera o espírito. Informado da chegada deles, conhecendo os sentimentos que nutriam a seu respeito, era natural que Jesus dissesse, referindo-se a seus discípulos, do ponto de vista espiritual: "Eis aqui meus verdadeiros irmãos." Embora na companhia daqueles estivesse sua mãe, ele generaliza o ensino que de maneira alguma implica haja pretendido declarar que sua mãe segundo o corpo nada lhe era como Espírito, que só indiferença lhe merecia. Provou suficientemente o contrário em várias outras circunstâncias.

* * *

Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A Lei de Amor

O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra -amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.

O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.

Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía. Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta, aquele em quem predominam os instintos. A fim de avançar para a meta, tem a criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa. E então que, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestes. - Lázaro. (Paris, 1862.)

* * *

Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Adversários

Respeita os adversários
e honorifica-lhes as qualidades
com o melhor apreço.

As forças
que não te protegerem
os inimigos
não te prestarão
amparo algum.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminhos.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
2a edição. Jabaquara, SP: CEU, 1981.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

QUEM É A CRIANÇA

Quando uma criança nasce, traz consigo, além de traços semelhantes aos de seus pais e outros membros da família, possíveis deficiências e aptidões, as peculiaridades inerentes à sua personalidade e um projeto de vida, que ela própria irá concretizar, de acordo com seus pendores e potencialidades, no contexto social a que será levada a viver.

Sendo a criança um espírito reencarnado, traz ínsito em seu inconsciente, o acervo de conhecimentos e conquistas anteriores, que assomam durante a vida terrena em forma de aptidões, tendências, preferências, limitações, bloqueios, traumas, que constituem todo o elenco de facilidades e dificuldades nas múltiplas áreas de sua atuação e que irão influenciar o processo de seu desenvolvimento, educação, formação de caráter para compor a sua personalidade atual.

Infere-se que, a cada encarnação, o espírito, sem perder a sua individualidade, assume uma nova personalidade, decorrente de suas necessidades mais prementes. Assim está sempre vivenciando novas experiências, como por exemplo, desenvolvendo, em determinada existência, uma aptidão artística para cuja atividade encontrará facilidades ou aprimorando uma propensão para a mecânica, para a matemática, para o exercício da medicina, da engenharia, para pesquisas cientificas,etc..,como também poderá renascer em um meio onde não tenha condições de exercer determinadas tendências, embora estejam latentes em seu íntimo, como uma prova necessária, por tê-las usado de forma prejudicial para si e para os outros.

O ser humano não é apenas o resultado do encontro de um espermatozóide e um óvulo, que dá origem ao zigoto, mas acima de tudo, um espírito que retorna ao cenário terreno com uma nova proposta de vida, com todo o seu cabedal de aquisições, conhecimentos e expectativas e que, após a fecundação, se liga, através do seu perispírito, à nova forma física que se inicia.

Milhares de transformações acontecem, num processo que nada tem de casual, evidentemente obedecendo às leis da genética, mas trazendo no seu bojo, no fulcro mais recôndito, a presença do espírito reencarnante, que influencia vibratoriamente, com toda a sua carga energética, a seqüência desencadeada.
Esta é a gênese da vida.
A presença do espírito é fator determinante e indica que o feto não é apenas um amontoado de células que se organizam de forma automatizada, mas, sim, um ser humano que regressa ao plano material, com seus sentimentos, virtudes e paixões e, acima de tudo, que necessita da sagrada oportunidade de um novo corpo físico.

Segundo, o autor espiritual André Luiz, no livro, Missionários da Luz, expressivo número de reencarnações são precedidas por um planejamento, meticuloso, que engloba desde a escolha dos pais, o meio em que acontecerá o retorno até minuciosas providências com relação ao corpo carnal que registrará as seqüelas, as distonias ou o equilíbrio, a harmonia que expressam as aquisições do espírito através de seu campo perispiritual.


Em “O Livro dos Espíritos”, na questão 385, nos esclarece o seguinte:
“A infância ainda tem outra utilidade. Os espíritos só entram na vida corporal para se aperfeiçoarem, para se melhorarem. A delicadeza da idade infantil os torna brandos, acessíveis aos conselhos da experiência e dos que devem fazê-los progredir. Nessa fase é que lhes pode reformar os caracteres e reprimir os maus pendores.Tal o dever que Deus impôs aos pais, missão sagrada de que terão que dar conta.”

A infância é, pois, o período propício para que sejam introjetados no íntimo do espírito recentemente reencarnado os novos valores, através da aquisição de hábitos, condutas, vivências que enriquecem e preparam para o decurso de sua vida terrena.

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap.XIV, item9, Santo Agostinho nos esclarece:
“Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus:
Que fizeste do filho confiado à vossa guarda?
Se por culpa vossa ele se conservou atrasado tereis como castigo vê-lo entre os espíritos sofredores, quando de vós dependia que fosse ditoso.”


Trechos retirados dos livros:
Mediunidade e obsessão em crianças, Suely Caldas Schubert
Missionários da Luz, André Luiz, psicografia de Francisco C. Xavier
O Livro dos Espíritos
O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Colaboração de Magnólia Mamede

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Agasalho

O aprendiz buscou o orientador e clamou, agoniado:
- Amigo querido, por que a contradição em que me vejo? Vivia tranqüilo, quando adquiria fé.
Depois de instalar a fé no coração, o sofrimento apareceu em minha vida...
Se acumulei tanta confiança na Divina Providência, qual a razão pela qual tantas tribulações me acompanham?
Momentos surgem, nos quais me sinto em doloroso desespero.
Por que tamanho contra-senso?
O interpelado, entretanto, respondeu sem hesitar:
- Filho, não te revoltes. A Lei do Senhor é justiça e misericórdia.
O Pai Todo-Sábio não podia livrar-te da provação, mas não podes negar que a Infinita Bondade te amparou com o apoio oportuno, a fim de que atravesses as tempestades de hoje com o agasalho preciso...

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminhos.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
2a edição. Jabaquara, SP: CEU, 1981.

domingo, 15 de agosto de 2010

A NOSSA IGREJA

É fato que a humanidade vem construindo inúmeros templos no correr dos séculos, para acolher as imagens do Cristo e daqueles que o representaram de forma mais importante na Terra, e que são chamados pelas Igrejas Católicas, de santos.
É fato que a humanidade mais antiga também construiu templos pela mais variadas expressões religiosas onde pudessem se recolher e meditar, para buscar o kundalini, a expressão real do desprendimento do ser de seu corpo físico.
É fato também que as igrejas reformadas dos séculos XVI em diante propuseram uma nova fórmula de construírem igrejas para que pudessem adorar a Jesus e a Deus.
Como também é fato que o povo hebreu reverencia o Deus único nas sinagogas da vida, permitindo-se isentar, por alguns instantes, das preocupações do planeta.
Assim como o povo muçulmano dentro das mesquitas veneram a Deus de forma repetitiva, muitas vezes, mecânica.
Mas o fato mais importante de todos é que nós fomos educados por Jesus a reverenciar Deus dentro do coração, para que pudéssemos alçar vôos mais altos e para que pudéssemos nos desprender do planeta Terra, da forma correta, que é através do Amor e não da revolta.
O verdadeiro templo a Deus deve ser erigido no coração de cada um.
Mas ele é erigido através das obras efetuadas por cada ser humano.
Senão, vejamos uma comparação: a igreja erigida em pedra, não tem valor se o fiel não entra nela para a oração.
Da mesma forma, que a oficina não tem valor nenhum, se o mecânico ficar do lado de fora, ajoelhado, esperando que os veículos sejam consertados.
O Cristão, que consegue erigir a igreja em seu próprio íntimo, deve arregaçar as mangas para o trabalho incessante no bem, provando que a construção de tal igreja erigida em seu interior tem finalidade e objetivo, que é aprender a amar, através do serviço e da doação.
Que Jesus nos abençoe.

Psicofonia recebida no NEPT em 11/08/2010

sábado, 14 de agosto de 2010

A Grande Pergunta

E por que me chamais Senhor,
Senhor, e não fazeis o que eu digo?
- Jesus. (LUCAS, 6:46)


Em lamentável indiferença, muitas pessoas esperam pela morte do corpo, a fim de ouvirem as sublimes palavras do Cristo.

Não se compreende, porém, o motivo de semelhante propósito. O Mestre permanece vivo em seu Evangelho de Amor e Luz.

É desnecessário aguardar ocasiões solenes para que lhe ouçamos os ensinamentos sublimes e claros.

Muitos aprendizes aproximam-se do trabalho santo, mas desejam revelações diretas. Teriam mais fé, asseguram displicentes, se ouvissem o Senhor, de modo pessoal, em suas manifestações divinas. Acreditam-se merecedores de dádivas celestes e acabam considerando que o serviço do Evangelho é grande em demasia para o esforço humano e põem-se à espera de milagres imprevistos, sem perceberem que a preguiça sutilmente se lhes mistura à vaidade, anulando-lhes as forças.

Tais companheiros não sabem ouvir o Mestre Divino em seu verbo imortal. Ignoram que o serviço deles é aquele a que foram chamados, por mais humildes lhes pareçam as atividades a que se ajustam.

Na qualidade de político ou de varredor, num palácio ou numa choupana, o homem da Terra pode fazer o que lhe ensinou Jesus.

É por isso que a oportuna pergunta do Senhor deveria gravar-se de maneira indelével em todos os templos, para que os discípulos, em lhe pronunciando o nome, nunca se esqueçam de atender, sinceramente, às recomendações do seu verbo sublime.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminho, Verdade e Vida.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
17a edição. Lição 47. Rio de Janeiro, RJ: FEB.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O Pão Nosso de Cada Dia Dá-nos Hoje

O pão nosso de cada dia não é somente o almoço e o jantar, o café e a merenda.

É também a idéia e o sentimento, a palavra e a ação.

Para que reine a saúde com alegria, em torno de nós, precisamos de nossas refeições, mas necessitamos também de paz e esperança, de fé e valor moral.

Com os nossos modos de agir, operamos sobre os outros.

Conversando, distribuímos nossos pensamentos.

Nossos atos influenciam os que nos cercam, segundo as nossas intenções.

Por isso, também os outros nos alimentam com as suas atitudes.

Se estimamos as conversações deprimentes, se buscamos a leitura de natureza inferior, depressa nos vemos alterados e perturbados, sem disso nos apercebermos.

As nossas companhias falam claramente de nós.

Nossas leituras revelam nosso intimo.

Procuremos, desse modo, o pão espiritual que nos garanta a harmonia interior, que conserve o nosso caráter firme sobre os alicerces do bem, que nos guarde contra a maldade e que nos ajude a ser exemplos de compreensão e fraternidade.

Em Jesus temos o pão que desceu do Céu.

E, ainda hoje, o Mestre continua alimentando o pensamento da Humanidade, por intermédio de um Livro - o Evangelho Divino, em que ele nos ensina, através da bondade e do amor, o caminho de nossa felicidade para sempre.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso.
Ditado pelo Espírito Meimei.
19a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Caridade

Caridade é , sobretudo, amizade.

*

Para o faminto - é o prato de sopa.

*

Para o triste - é a palavra consoladora.

*

Para o mau - é a paciência com que nos compete auxiliá-lo

*

Para o desesperado - é o auxílio do coração.

*

Para o ignorante - é o ensino despretensioso.

*

Para o ingrato - é o esquecimento.

*

Para o enfermo - é a visita pessoal.

*

Para o estudante - é o concurso no aprendizado.

*

Para a crianca - é a proteção construtiva.

*

Para o velho - é o braço irmão.

*

Para o inimigo - é o silêncio.

*

Para o amigo - é o estímulo.

*

Para o transviado - é o entendimento.

*

Para o orgulhoso - é a humildade.

*

Para o colérico - é a calma.

*

Para o preguiçoso - é o trabalho.

*

Para o impulsivo - é a serenidade.

*

Para o leviano - é a tolerância.

*

Para o deserdado da Terra - é a expressão de carinho.

*

Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente. É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos, amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes, por que, onde estiver o Espírito do Senhor aí se derrama a claridade constante dela, a benefício do mundo inteiro.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Viajor.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
Araras, SP: IDE, 1985.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

OS NOSSOS PROFETAS

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo o Espírito Erasto, profundamente envolvido com a preocupação sobre a falta de informações a respeito da Doutrina Espírita, a respeito da mediunidade, alerta-nos claramente para que tomemos muito cuidado, para que tenhamos muita cautela, com os chamados "falsos profetas".

Aqueles que se intitulam mensageiros de Deus e que conquistam a confiança de muitas pessoas ingênuas, para conduzi-las ao erro, aos disparates de atitudes incoerentes com a doutrina e com o Cristianismo, propriamente dito.

Infelizmente, muitos falsos profetas estão infiltrados nas Casas Espíritas de tal forma, que vemos e temos visto, atitudes anticristãs. Eu não falo de forma nenhuma, da forma, do conteúdo sim, porque a forma pode variar de uma casa espírita para outra. Na verdade passa a ser o menos importante.

O que importa é o conteúdo. E quando uma Casa Espírita, dirigida por um desses falsos profetas, começa a segregar, começa a praticar atos equivocados, manipulando informações, manipulando dinheiro e conduzindo mal a Casa Espírita, tornando-a um templo vazio de cristandade, é motivo para nós nos preocuparmos.

Então os falsos profetas não são necessariamente aqueles que trazem para a Casa Espírita um tipo de tratamento qualquer que nada tenha a ver com o Espiritismo.

Mas, é principalmente aquele que detenha o próximo, aquele que desrespeita o próximo, aquele que segrega as pessoas, que divide ao invés de multiplicar.

Os falsos profetas, infelizmente, tentam se infiltrar em todas as Casas Espíritas.

Algumas vezes tentam se infiltrar em nossos lares.

Vamos vigiar para impedir que esse profeta do mal, que se intitula como um profeta de bem, possa se infiltrar em nossas vidas, conduzindo-nos ao erro e ao desajuste.

Basta ter bom senso, analisar com critério, com boa vontade, mas sempre vigilantes em Jesus.

Que Jesus nos abençoe.

Psicofonia recebida no NEPT em 04/08/2010

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Correta Visão da Vida

Quando a criatura se resolve por diluir o véu da ignorância, que encobre a realidade da vida espiritual, começa a libertar-se da mais grave cegueira, que é a propiciada pela vontade.

Cegos não são apenas aqueles que deixaram de enxergar; senão todos quantos se recusam a ver, sendo piores os que fogem das evidências a fim de permanecerem na escuridão.

A vida, por sua própria gênese, é de origem metafísica, possuindo as raízes poderosamente fincadas no mundo transcendental, que é o causal. Expressando-se na condensação da energia, que se apresenta em forma objetiva, não perde o seu caráter espiritual; elo contrário, vitaliza-se por seu intermédio.

Quando a consciência acorda e as interrogações surgem, aguardando respostas, as contingências do prazer fugaz e sem sentido cedem lugar a necessidades legítimas, que são as responsáveis pela estruturação do ser profundo, portanto, imortal.

Simultaneamente, os valores éticos se alteram, surgindo novos conceitos e aspirações em favor dos bens duradouros, que são indestrutíveis, e passíveis de incessantes transformações para melhor, na criatura.

Desperta-se-lhe então a responsabilidade, e a visão otimista do progresso assenhoreia-se de sua mente, estimulando-a a crescer sem cessar. A sensibilidade se lhe aprimora e seu campo de emoções alarga-se, enriquecendo-se de sentimentos nobres, que superam as antigas manifestações inferiores, tais o azedume, a raiva, o ressentimento, a amargura, a insatisfação...

Porque suas metas são mediatas, a confiança aumenta em torno da Divindade e as realizações fazem-se primorosas, conquistando sabedoria e amor, de que se exorna a fim de sentir-se feliz.

*

Quando a criatura se encontra com a realidade espiritual, toda uma revolução se lhe opera no mundo interior.

Dulcifica-se o seu modo de ser e torna-se afável.

Tranqüiliza-se ante quaisquer acontecimentos, mesmo os mais desgastantes, porque sabe das causalidades que elucidam todos os efeitos.

Nunca desanima, porque suas realizações não aguardam apoio ou recompensas imediatas.

Identifica no serviço do bem os instrumentos para conseguir a perfeita afinidade com o amor, e doa-se.

Na meditação em torno dos desafios existenciais ilumina-se, crescendo interiormente, sem perigo de retrocesso ou parada.

Descobre no século os motivos próprios para a evolução e enfrenta-os com alegria, dando-se conta que viver, no mundo, é aprender sempre, utilizando com propriedade cada minuto e acontecimento do cotidiano.

Usa as bênçãos da vida, porém, não abusa, de cada experiência retirando lições que incorpora às aquisições permanentes.

Acalma as ansiedades do sentimento, por compreender que tudo tem seu momento próprio para acontece; e somente sucede aquilo que se encontra incurso no processo da evolução.

Aprende a silenciar, eliminando palavras excessivas na conversação, e, logrando equilíbrio mental, produz o silêncio mais importante.

Solidário em todas as circunstâncias, não se precipita, nem recua.

Conquista a paz e torna-se irmão de todos.

*

Quando a criatura compreende que se encontra na Terra em trânsito, realizando um programa que se estenderá além do corpo, na vida espiritual, realiza o auto-encontro, e, mesmo quando experimenta o fenômeno da morte, defronta a vida sem sofrer qualquer perturbação ou surpresa, mergulhando na Amorosa Consciência Cósmica.

*

Certamente, pensando em tal realidade, propôs Jesus. - Busca primeiro o Reino de Deus e Sua justiça, e tudo mais te será acrescentado.

Despertar para a vida é imperativo de urgência, que não podes desconsiderar.

* * *

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1994.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Caridade

Nos caminhos claros da inteligência, muitas vezes as rosas da alegria incompleta produzem os espinhos da dor, mas, nas sendas luminosas da caridade, os espinhos da dor oferecem rosas de perfeita alegria.

*

Onde a mão da caridade não passou, no campo da vida, as pedras e a erva daninha alimentam o deserto; e, enquanto não atinge o cérebro, elevando-se do sentimento ao raciocínio, a ciência é simples cálculo que a maldade inclina à destruição.

*

indubitavelmente, a fé improvisa revolucionários, a instrução erige doutores, a técnica forma especialistas e a própria educação, venerável em seus fundamentos, burila gentilhomens para as manifestações do respeito recíproco e da solidariedade comum. Só a caridade, porém, edifica os apóstolos do bem que regeneram o mundo e lhe santificam os destinos.

*

A investigação e a cultura erguerão universidades e academias, onde o pensamento se entronize vitorioso; entretanto, somente a caridade possui as chaves do coração humano para fazer a vida melhor.

*

Cristãos abnegados da era nova, uni-vos sob o estandarte da divina virtude! Não convertais o tesouro do Céu em motivo para indagações ociosas quando, ao redor de vossos passos, se agita a multidão atormentada. Multiplicai o pão da crença e do reconforto, à frente da turba aflita e esfaimada, porque o Senhor vos renovará os dons de auxiliar, toda vez que o cântaro de vosso esforço trouxer aos mananciais de cima o sublime sinal da caridade benfeitora. Estudai e meditai, monumentalizando as obras de benemerência pública e ensinando a verdade imperecível com que a Nova Revelação vos enriquece, mas não vos esqueçais de instalar no peito um coração fraterno e compadecido.

*

Instituições materiais primorosas, sem o selo íntimo da caridade, são frutos admiráveis sem sementes. Sem a compreensão, filha da piedade generosa e construtiva, nossa organização doutrinal seria um palácio em trevas.

*

Iluminemos a luta em torno, clareando a vida por dentro.

*

Aspiremos ao paraíso, cooperando para que o bem alcance toda a Terra.

*

Fora de Deus não há vida e fora da caridade, que é o Divino Amor, não há redenção.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caridade.
Ditado pelo Espírito Thereza.
Araras, SP: IDE, 1978.

sábado, 7 de agosto de 2010

O Ateu

Sujeito que clama e berra
Contra a vida a que se agarra,
Vive em perene algazarra
Colado aos brejais da terra.
Do raciocínio faz garra
Com que à verdade faz guerra,
Na desdita em que se aferra,
À ilusão em que se amarra.

De mente sempre na birra
Ouve a ambição que lhe acirra
A paixão que o liga à burra.

Mas a luz divina jorra
E a vida ganha a desforra
Na morte que o pega e surra.

* * *

Xavier, Francisco Cândido; Baccelli, Carlos A.. Da obra: Brilhe Vossa Luz.
Ditado pelo Espírito Alfredo Nora.
4a edição. Araras, SP: IDE, 1987.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Calma para o Êxito

Em todos os passos da vida, a calma é convidada a estar presente.

Aqui, é uma pessoa tresvairada, que te agride...

Ali, é uma circunstância infeliz, que gera dificuldade...

Acolá, é uma ameaça de insucesso na atividade programada...

Adiante, é uma incompreensão urdindo males contra os teus esforços...

É necessário ter calma sempre.

A calma é filha dileta da confiança em Deus e na Sua justiça, a expressar-se numa conduta reta que responde por uma atitude mental harmonizada.

Quando não se age com incorreção, não há por que temer-se acontecimento infeliz.

A irritação, alma gêmea da instabilidade emocional, é responsável por danos, ainda não avaliados, na conduta moral e emocional da criatura.

A calma inspira a melhor maneira de agir, e sabe aguardar o momento próprio para atuar, propiciando os meios para a ação correta.

Não antecipa, nem retarda.

Soluciona os desafios, beneficiando aqueles que se desequilibram e sofrem.

Preserva-te em calma, aconteça o que acontecer.

Aprendendo a agir com amor e misericórdia em favor do outro, o teu próximo, ou da circunstância aziaga, possuirás a calma inspiradora da paz e do êxito.

* * *

Divaldo P. Franco.
Ditado pelo Espírito Joanna de Angelis.
Alvorada.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Visão Correta do Espiritismo

É inegável que o Espiritismo, essencialmente, como fato natural, como lei da vida, é de todos os tempos, encontra-se ainda que de modo difuso ou velado no alicerce de todas as crenças imortalistas, razão por que deve ser concebido não como uma seita particular e sim como elemento capaz de fortalecer as diversas religiões e abrir caminho para que elas se encontrem com as várias ciências, levando o homem a cumprir de maneira integral seu destino neste mundo, através do desenvolvimento tanto das potencialidades sentimentais quanto intelectivas. Assim sendo, nada impede que um católico, um teosofista, um amante da umbanda ou do esoterismo seja também espírita, em face do caráter universalista, cósmico, do Espiritismo, e quem quiser defender esta posição certamente descobrirá algumas frases de Allan Kardec para se apoiar. Contudo, somente será espírita em parte, e não de modo completo, pois é igualmente indiscutível que a verdadeira Doutrina Espírita está no ensino que os Espíritos deram (“O Livro dos Espíritos”, introdução, item XVII), e tal ensino é suficientemente claro quando estabelece os fundamentos de uma filosofia racional (idem, Prolegômenos) que incompatibiliza a teoria e prática do Espiritismo com tudo aquilo que tem sabor místico e é destituído de conteúdo lógico. Daí porque ninguém pode ser fiel à causa espírita se deixar de agir com bom senso.

Não basta tirarmos carteirinha no Clube da Pureza Doutrinária para servirmos com proficiência ao Espiritismo. Importa termos a sua visão correta e o bom senso indica que, para isso, o primeiro cuidado é não sermos radicais. Na história de todos os movimentos que hão surgido para alargar os horizontes mentais do ser humano sempre foram as concepções extremistas que estragaram tudo... São elas as fontes geradoras da ortodoxia e toda ortodoxia é fechadura dogmática trancando as janelas da livre análise, sem a qual torna-se impossível o progresso. Acontece que tanto há uma ortodoxia excessivamente conservadora, vocacionada para sustentar o tradicionalismo, quanto há uma ortodoxia exageradamente renovadora, que nada respeita, nem mesmo os valores fundamentais e imprescindíveis à identidade de um pensamento filosófico. A primeira produz por imobilismo a fé cega e a segunda vai tão longe que destrói qualquer fé, ainda que nascida do conhecimento bem construído. Ê lamentável, mas ainda não aprendemos uma grande lição da Antiguidade clássica: virtude está no meio...

Com o devido apreço aos que lutam por fixar o Espiritismo unicamente no plano científico ou exclusivamente na esfera religiosa, e ainda com a justa consideração àqueles que de sejam conservá-lo em sua feição primitiva ou modernizá-lo por completo, ousamos afirmar que a providência básica para termos uma ótica senão perfeita, pelo menos razoável, do Espiritismo, consiste em abandonarmos a presunção de sabedoria infusa e estudarmos com inteligente humildade obra de Kardec, onde são limpidamente expostos os princípios inquestionáveis de nossa Doutrina e os pontos sobre o quais ela própria recomenda reflexão, pesquisa e debate para amadurecimento das idéias.

O mal é que, ao invés de examinarmos sem premeditação os livros do mestre lionês, recorremos a eles com o deliberado ânimo de catar argumentos esparsos alimentadores de nossas tendências ideológicas, sem admitir que, como as demais pessoas, estamos sujeitos a limitações perceptivas. Ora, como todos nos situamos em graus de evolução diferenciados, cada um vê o Espiritismo de uma forma distinta, resultando daí as insanáveis divergências opiniáticas Se sabemos administrá-las, cultivando-as com equilíbrio e moderação, ainda dá para convivermos em regime de trabalho solidariedade e tolerância, consoante a divisa, ou lema, da Codificação. Se caímos no radicalismo, terminamos sendo nocivos e não úteis ao ideal comum. É o que parece, salvo melhor juízo...

(Reformador nº 2000 – Novembro/1995)
Nazareno TOurinho

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Reconciliação

Há uma interessante passagem evangélica na qual Jesus recomenda que o homem se reconcilie o mais depressa possível com seu adversário.
A reconciliação deve se processar enquanto ambos estão a caminho, para que um não entregue o outro ao juiz.
Porque o juiz poderá entregar o culpado ao Ministro da Justiça, que o colocará na prisão.
Se isso ocorrer, as celas não se abrirão enquanto não for pago o último ceitil.
Trata-se de imagens fortes, que chamam a atenção para a importância da convivência equilibrada.
A vida na Terra é uma fecunda e importante escola.
Espíritos de personalidades e valores diversos são colocados lado a lado.
O resultado deve ser o aprendizado e o crescimento de todos os envolvidos.
A convivência nem sempre é fácil.
Na vida social, costumam surgir desacertos.
As ideias e os objetivos costumam ser diferentes, mesmo entre pessoas de boa vontade.
Comumente se afirma que a convivência entre certos indivíduos é difícil por serem inimigos espirituais.
Nessa linha, teriam um passado de erros em comum, a justificar a animosidade presente.
Essa hipótese por vezes é verdadeira.
Entretanto, em geral os desentendimentos de hoje decorrem mais de imperfeições e vícios do que de real inimizade pretérita.
Vaidade, orgulho e egoísmo respondem pela ampla maioria das querelas do mundo.
Não importa o passado, seres generosos e humildes sempre encontram um modo de conviver de forma respeitosa e pacífica.
O problema não reside no ontem, mas no hoje que pode se desdobrar no amanhã.
Importa adotar comportamento digno e fraterno, para seguir livre.
A Lei Divina é perfeita e cuida de todos.
Ela jamais é burlada, mesmo no mais ínfimo ceitil.
Mas é programada para o progresso e a felicidade dos seres, não para punir e infelicitar.
Daí vem a magna importância da exortação de Jesus.
Seres imperfeitos erram e se atritam.
Dos embates e dos pontos de vista divergentes, o progresso pode surgir.
Contudo, limites se fazem necessários nesse processo de divergência.
A vida precisa ser levada de modo que o coração não se replete de mágoas.
Está-se em uma escola, não em uma batalha campal.
Os outros são irmãos, companheiros de jornada, embora por vezes pensem e ajam de modo diverso.
Acima de qualquer coisa, é preciso manter-se digno e fraterno.
Quando o semelhante erra, perdoá-lo de coração, sem impor condições humilhantes.
Quando se erra, arrepender-se, pedir desculpas, reparar e seguir adiante.
Só não convém esperar a incidência da lei, por entre mágoas e vaidades.
Porque é aí que surgem as grandes dores, destinadas a dulcificar o coração que se fez orgulhoso e ressentido.

fonte: Momento Espírita

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Algumas Definições.

Benfeitor - é o que ajuda e passa.

Amigo - é o que ampara em silêncio.

Companheiro - é o que colabora sem constranger.

Renovador - é o que se renova para o bem.

Forte - é o que sabe esperar no trabalho pacífico.

Esclarecido - é o que se conhece.

Corajoso - é o que nada teme de si mesmo.

Defensor - é o que coopera sem pertubar.

Eficiente - é o que age em benefício de todos.

Vencedor - é o que vence a si mesmo.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Luz em Ti

É um tesouro inigualável, teu somente.

Ninguém dispõe dele em teu lugar.

Nas horas mais difíceis, podes gastá-lo sem preocupação.

Quando alguém te fira, é capaz de revelar-te a grandeza da alma, no brilho do perdão.

No momento em que os seres mais queridos porventura te abandonem, será parte luminosa de tua bênção.

Ante os irmãos infelizes, é o teu cartão de paz e simpatia.

Nos empreendimentos que te digam respeito ao próprio interesse, converte-se em passaporte para a aquisição das vantagens que desejes usufruir.

No relacionamento comum, transforma-se na chave para a formação das amizades fiéis.

Na essência, é um investimento, a teu próprio favor, que realizas sem o menor prejuízo.

Esse tesouro é o teu sorriso, - luz de Deus em ti mesmo, - que nenhuma circunstância pode extinguir e que ninguém consegue arrebatar.

* * *

Meimei

(Página do livro "Palavras do Coração", recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier - Edição CEU.)