Mensagem

"Não permita que aquilo que você chama de amor se transforme em obsessão.
Amor é liberdade.
Amor é vida.
Jamais prisão ou limitação."

Militão Pacheco

sábado, 31 de dezembro de 2016

Achologia


Esta talvez seja a mais nova ciência dos homens. Usada diariamente, com mais intensidade nestes tempos de dificuldades maiores, está presente em todos os lugares, famílias, grupos e cidades... Sim, é a ciência do "acho que..." É, isso mesmo, eu acho que:

a) isto deveria ser feito assim, b) poderíamos fazer isso, c) isto ficaria melhor aqui, d) isto ficaria mais bonito se..., e) assim funcionaria melhor, f) falta isso para melhorar, g) alguém poderia tomar a iniciativa de..., etc., etc.

Na verdade todo mundo acha, mas poucos tomam a iniciativa de ... Poucos são os que se expõem, muitos têm o medo de se comprometerem, outros se escondem na suposta incapacidade ou timidez e muitos acabam achando que os outros é que deveriam fazer o que precisa ser feito...

Nesta avalanche do eu acho que, surgem as críticas a governantes, autoridades e as sempre presentes pedradas em quem faz, pois quem faz se expõe, está a frente e como todo mundo está sujeito a erros e também pode errar, aí fica como fácil alvo daqueles que criticam e nunca agem. Mas, pensando como o consagrado Prof. Marins: "...erre, mas pelo amor de Deus, faça!..."

Mas esta é a questão: todo mundo espera que alguém faça algo para melhorar a situação de dificuldades, acha que poderia ser desta ou doutra forma, mas permanecemos todos na acomodação, até indiferença, esperando que as coisas caiam do Céu e esquecendo o acerto da canção popular que diz que quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Estas considerações todas também podem ser levadas para o Centro Espírita, o Movimento Espírita ou no relacionamento entre os espíritas. Existe muita gente achando que, enquanto o tempo passa, as coisas deixam de acontecer, perdemos tempo adiando dias melhores... Veja alguns exemplos:

a) Acho que poderíamos convidar fulano para falar outra vez. Foi tão boa aquela palestra... b) Acho que fulano poderia hospedar aquele orador. É uma noite só; c) Acho que podemos preparar um lanche para as crianças; d) Acho que se trocássemos as cadeiras do Centro, ficaria melhor... estas estão velhas; e) Acho que se alugássemos uma Van para ir assistir aquela palestra na outra cidade; f) Acho que os estudos ficariam melhor se fossem às 20 horas...; g) Acho que se fulano fosse o Presidente, seria melhor...; h) Acho que podemos organizar uma festinha para os assistidos...; i) Ah, mas eu acho que se pintasse de amarelo ficaria melhor; j) Mas, eu acho que uma Noite da Pizza resolveria nossa questão de caixa.

O fato é que precisamos agir. Está à nossa espera a iniciativa, a decisão, o primeiro passo a ser seguido da perseverança. Há muito o que fazer no Centro, no Movimento. Interessemo-nos, saindo da inércia e da acomodação. Mesmo errando, mas deixando tanto de achar que...


Orson Peter Carrara

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Criaturas em Paz


Estamos no século XXI e ainda ronda o fantasma do ódio da cobiça e da guerra.

A violência permanece abrigada em muitos corações e o medo ainda surge em muitos lares.

Embora não se possam fechar os olhos e os ouvidos ao que acontece, o que não podemos é deixar de observar que o entendimento trazido à luz pela revelação da Espiritualidade tem transformado aos poucos, mas firmemente, os nossos valores.

Em nenhuma outra época de nossa história tivemos tantos grupos interessados e atuando em favor da natureza e da humanidade em múltiplas facetas, nunca se viu o mundo inteiro unido pela paz fazendo com que as nações bélicas refreassem seus impulsos destruidores.

A Paz, tão buscada e comentada atualmente, começa a criar suas raízes no seio de todas as nações.

Ela foi no passado plantada pelo grande Semeador, adubada e regada pelos seus grandes emissários e agora desponta os primeiros sinais dos frutos que serão colhidos e é necessário que limpemos o terreno das pragas e ervas daninhas para que nada interfira na colheita

Não nos aflijamos com os prenúncios de guerras e destruições, pois “os tempos são chegados” e não muito longe a fraternidade será uma realidade, não tenhamos dúvidas quanto a isso.

Se quisermos ajudar, façamos antes as nossas partes procurando individualmente semearmos a amizade, a concórdia e o amor através de todos os mecanismos com os quais o Criador nos dotou.

Utilizemos as armas do pensamento, da palavra , do sorriso, da ação e acima de tudo a da Fé, ou melhor dizendo, a da certeza de que todos somos filhos de Deus e fomos criados para sermos felizes na Terra, nos Céus ou em qualquer outra dimensão de existência.

A Paz começa no reconhecimento de que somos todos criaturas de Deus.

Vivamos em paz.


Humberto

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Caridade


Caridade

Uma palavra singela, mas profunda. Um pensamento raro, mas importante. Um gesto incomum, mas fundamental. Um caminho a ser trilhado. Uma real necessidade para todos os seres humanos.

Aquilo que faz cada um poder ser espelhado, véu diante dos outros, na frente da própria consciência.

Uma postura que aproxima cada um dos Cristo de Deus.

Algo que gera oportunidade de aproximação de outros irmãos não somente por causa da gratidão a que remete, mas, principalmente em função do exemplo que gera e também da possibilidade de que emitem a mesma postura.

Tão simples.

Tão profunda.

Tão necessária.

Assim é a caridade, quando praticada gera amor. Quando se pratica ainda que em menor escala, também gera amor. Caridade é amar, é amor. É essencial para a humanidade.

Possam nós, cada um de nós, colocá-la em prática em todas as oportunidades que tenham, para que possam nos aproximar naturalmente, passo a passo, do Cristo de Deus, Jesus.


Militão Pacheco
psicografia recebida no NEPT em 09 de dezembro de 2016

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Clichês mentais


Esta é uma época muito boa para se falar em clichês, porque tudo fica obsoleto rapidamente. A velocidade de tudo nos faz impacientes com as repetições dos acontecimentos. Existe uma ansiedade por novidades, e isso traz também impaciência. Um detalhe de um produto, ou um recorte diferente na roupa já é suficiente para se falar em tendência.

No entanto, somos todos vítimas dos clichês e das idéias repetitivas. A propósito, o que é um clichê?

Segundo o dicionário Aurélio, clichê é uma placa fotomecanicamente gravada em relevo sobre metal, usualmente zinco, para impressão de imagens e textos por meio de prensa tipográfica. Não sei o quanto esta definição esclarece para o leitor leigo, que nunca tenha entrado na redação de um jornal.

Mas tem que ser um jornal à moda antiga, daqueles em que o tipógrafo ia formando as palavras e os textos pegando de uma enorme caixa de madeira, onde as letras estavam separadas em escaninhos, em ordem alfabética, e em cada um deles, havia um punhado de tipos de cada letra. Ele era um compositor, isto é, um homem que compunha todo o jornal juntando cada um dos tipos formando as palavras. Fazia assim o papel da antiga máquina de escrever.

Nesse tempo, as fotos eram feitas com clichês. Primeiro se tirava a fotografia, depois ela era enviada para onde se fabricava o clichê. A foto voltava numa placa de zinco sobre uma madeira para que ficasse da mesma altura dos tipos. Para simplificar, podemos dizer que as fotos eram transformadas em uma espécie de carimbos.

Assim sendo, para publicar novamente a foto de alguém era preciso ir a um depósito onde havia pilhas de clichês e, dentre eles, encontrar o clichê da foto desejada. Hoje é bem mais simples. As fotos de um jornal estão nos arquivos dos computadores e bastam cliques do mouse para se ter as fotos novamente. Isso permite que os jornais sejam lidos na Internet, em tempo real com os acontecimentos.

O objetivo de usarmos a palavra clichê é o significado que ela contém quando falamos em clichês referindo-se a idéias. Usar um clichê é buscar idéias fixas sobre determinado ponto de vista, ou então usar frases padrão ou de efeito, como costumamos dizer. De modo que, uma pessoa ao fazer uso de clichês, acaba sendo um indivíduo de idéias repetitivas e que o tornam totalmente previsível. Basta que ele abra a boca e já sabemos o que vai dizer. Aí está a doença que o clichê provoca: idéias “clichezadas” são idéias cristalizadas ou congeladas.

Nos tempos atuais, vemos e ouvimos clichês de todos os tipos, tamanhos e conteúdos. Basta a gente ver ou ouvir entrevistas, e será difícil alguém não deixar escapar algum clichê. São frases feitas e chavões que andam de boca em boca, como se fossem formas de pensamentos “xerocadas” de idéias semelhantes.

Os políticos são especialistas no seu uso (na verdade os "marqueteiros"). É uma época em que vemos poucas idéias ou maneiras de expressão inovadoras, criativas ou que nos tragam uma compreensão inédita, capaz de proporcionar um estalo, como se costuma dizer, significando descoberta de um novo ponto de vista, ou que tenhamos uma “sacada” genial, e com isso, sejamos capazes de ver outro ângulo de situações antigas e conhecidas.

Os clichês de idéias, por serem muito duráveis, como os próprios chichês dos velhos jornais e da velha forma de imprimir palavras e imagens, são usados largamente sem o risco de serem desgastados pelo tempo. Talvez o leitor não concorde comigo, por pensar que as frases feitas estão em descrédito e já não possuem mais força de convencimento.

No entanto, é impossível não perceber como novas pessoas usam velhas idéias. Faz-se uso de velhas formas de pensamento, quer seja por falta de criatividade ou para garantir um mínimo de conteúdo, num discurso qualquer. Na verdade, os clichês precisam ser jogados fora para surgirem idéias que permitam pensar e levar os outros a refletirem de formas novas, trazendo uma compreensão diferenciada dos problemas antigos que teimam em permanecer.

Este tema torna-se mais complexo, quando colocamos a dimensão da continuidade da vida na suas sucessivas encarnações. Na medida em que os clichês de pensamentos acabam encerrando uma simplificação da maneira de pensar, escondem o medo de debater idéias e opiniões, propostas e maneiras de pensar, dos fatos atualizados forçosamente pelo tempo, portanto, sucumbe ao medo de progredir.

É, muitas vezes, a lei do mínimo esforço, do comodismo das nossas mentes. Além disso fazem a gente viver cada novo dia da mesma maneira que antes. Vamos buscar em Emmanuel os riscos dos clichês mentais quando nos ensina, nas reflexões do livro “Pensamento e Vida”, no capítulo 12 sobre a Família, a compreender que:

“O homem primitivo não se afasta, de improviso, da própria taba, mas aí renasce múltiplas vezes, e o homem relativamente civilizado demora-se... Até que a soma de suas aquisições o recomende a diferentes realizações. É assim que, na esfera do grupo consanguíneo o Espírito reencarnado segue ao encontro dos laços que entreteceu para si próprio, na linha mental em que se lhe caracterizam as tendências. Temos assim, no grupo doméstico, os laços de elevação e alegria que já conseguimos tecer, por intermédio do amor louvavelmente vivido, mas também as algemas de constrangimento e aversão, nas quais recolhemos, de volta, os clichês inquietantes que nós mesmos plasmamos na memória do destino e que necessitamos desfazer, à custa de trabalho e sacrifício, paciência e humildade.”

Quem não sabe história, repete a história, pois não consegue perceber novas correlações entre fatos e acontecimentos numa linha seqüencial de tempo. Assim tornam-se espectadores de fatos e não estudiosos do que acontece. Não conseguem tirar dos registros, significados mais profundos. Não conseguem ver na história a construção intrincada de tendências. Não conseguem garimpar detalhes preciosos, que são os sinais do novo, que está sempre enraizado no acontecido e no vivido.

Viver em comunidade e buscar o bem comum, onde os homens produzissem e mantivessem as amizades e o progresso para todos, como queria Aristóteles, os clichês seriam abandonados e as idéias fixas seriam rejeitadas, para dar lugar a padrões novos e a mudanças constantes dos paradigmas. A máxima de que somos pessoas diferentes a cada minuto e a cada dia, também é um clichê. Entretanto, estranhamos as propostas de mudanças quando, idéias que não soam familiares aos nossos ouvidos, permitem que se apoderem de nós, os medos, e tentando ficar livre deles, buscamos a segurança das velhas idéias ou das formas congeladas de pensar.

Abandonar clichês é viver certos fatos, como se fosse pela primeira vez. Certa vez perguntaram a um gênio da fotografia, o que ele teria a dizer para um fotógrafo que estava se iniciando nessa arte. Ele respondeu “evite o centro da foto”, querendo dizer, que não devemos olhar pelos ângulos convencionais, do contrário não conseguiremos enquadrar as nossas fotos de maneira criativa, inusitada, dando-nos uma visão nova de realidades conhecidas.

Como ter um filho que, ao crescer, faz você enfrentar, todos os dias, problemas novos a partir de situações conhecidas. É como ser criança e perguntar coisas óbvias. Tais perguntas, irão nos conduzir ao surgimento do novo, porque as saídas inéditas sempre estarão escondidas nos becos-sem-saída da vida. Um antigo animador de programas de calouros na televisão, dizia que o amanhã ninguém usou ainda. Não é demais repetir o conselho de Emmanuel: evitar os clichês inquietantes que nós mesmos plasmamos na memória do destino e que necessitamos desfazer.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Discípulo de Jesus


A Vida, com os avanços exibidos na modernidade das descobertas da ciência, nos pede agir com dignidade.

Também no exercício das atitudes cristãs, reveladas, com esmero nos verdadeiros princípios de moral ensinados por Jesus.

O homem que se projeta pelo campo fértil dos discursos, sem a prática do que apregoa, sem que seus atos e suas atitudes fora do palco espelhem o real reflexo de tudo que diz, expõe-se ao ridículo, e à negação dos princípios que divulga.

Nesse tão grave momento, e diante de tão obscuro cenário do desenvolvimento moral da terra é que os aprendizes do Cristo devem comparecer a Seara do Bem para servir, pois como verdadeiros cristãos são também expoentes da filosofia edificante da renúncia e da bondade, revelando em suas obras isoladas, a experiência divina d'Aquele que preferiu a crucificação ao pacto com o mal.

Conscientes de suas responsabilidades para com a vida é que entram em cena os verdadeiros discípulos do divino Rabi da Galiléia, que vão aos poucos surgindo, Independentemente de um "sacerdócio organizado", trabalhando com dedicação em prol dos irmãos em sofrimento, dos simples, dos necessitados, que trabalham com a bênção esclarecedora da filosofia espiritista cristã, ultrapassando os obstáculos terríveis da cultura intoxicada pelos dogmas, no combate sem tréguas ao conceito dominante das idéias comodistas e ultrapassadas.

Passados tantos séculos após a vida do Cristo os momentos vividos pela humanidade são idênticos àqueles mesmos que Jesus declarava quando da Sua vinda ao nosso Planeta; e as figuras dos judeus e gregos de outrora, estão muito bem representados hoje nos negocistas desonestos e nos intelectuais vaidosos, que prosseguem na mesma posição de antes.

Deus em sua infinita bondade e misericórdia, vendo a necessidade de evolução do nosso Planeta, faz surgir no meio deles os continuadores da obra iniciada por Jesus nosso Mestre, a fim de auxiliá-los em seu crescimento e transmitir-lhes o ensinamento contido no Evangelho.

Diante das dificuldades, sarcasmos e conflitos, o aprendiz sincero, decidido, e fiel ao seu Mestre, não se atemoriza, e segue resoluto e confiante, na certeza de que não está só, pois sabe que conta com todo o apoio e ajuda dos Emissários da Vida Maior, procurando vencer suas próprias dificuldades morais para seguir adiante, amando, exemplificando e educando com as lições obtidas no Consolador Prometido, isto é, no Espiritismo Cristão.

José
Mensagem recebida em 27 de dezembro de 2016

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Sonhos: algumas considerações


É simplesmente a Alma que se desprende, que sai do corpo. Diz–se: o sono é irmão da morte. Estas palavras exprimem uma verdade profunda.

Sequestrada na carne, no estado de vigília, a alma recupera, durante o sono, a sua relativa, temporária liberdade, ao mesmo tempo em que o uso dos seus poderes ocultos. A morte será a sua libertação completa, definitiva.

Durante o sono, a Alma pode, segundo as necessidades do momento, aplicar–se a recuperar as perdas vitais causadas pelo trabalho quotidiano e a regenerar o organismo adormecido, infundindo–lhe as forças tiradas do mundo cósmico, ou, quando está acabado esse movimento reparador, continua o curso da sua vida superior, pairar sobre a natureza, exercer suas faculdades de visão a distancia e penetração das coisas.

Nesse estado de atividade independente vive já antecipadamente a vida livre do Espírito: porque essa vida, que é a continuação natural da existência planetária, espera–a depois da morte, devendo a Alma prepará–la não somente com as obras terrestres, mas também com suas ocupações quando desprendida durante o sono.

É graças ao reflexo da luz do Alto, que cintila em nossos sonhos e ilumina completamente o lado oculto do destino, que podemos entrever as condições do ser no além.

Se nos fosse possível abranger com o olhar toda a extensão de nossa existência, reconheceríamos que o estado de vigília está longe de constituir–lhe a fase essencial, o elemento mais importante.

Vemos aqui a importância do sono para a evolução, as Almas que de nós cuidam do nosso sono para exercitar–nos na vida fluídica e no desenvolvimento dos nossos sentidos da intuição.

Efetua–se, então, um trabalho completo de iniciação para os homens ávidos de se elevarem.

Os vestígios desse trabalho encontram–se nos sonhos.

Assim, quando voamos, quando deslizamos com rapidez pela superfície do solo, significa isso a sensação do corpo fluídico, ensaiando–se para a Vida Superior.

Insistimos também na propriedade misteriosa que tem o sono de nos fazer senhores, em certos casos, de camadas mais extensas da memória.

A memória normal é precária e restrita, não vai além do círculo estreito da Vida presente, do conjunto dos fatos, cujo conhecimento é indispensável por causa do papel que se tem de desempenhar na Terra e do fim que se deve alcançar.

A memória profunda abrange toda a história do ser desde a sua origem, os seus estágios sucessivos, os seus modos de existência, planetárias ou celestes. Ela está armazenada em nosso perispírito.

Um passado inteiro, feito de recordações e sensações esquecidas, ignoradas no estado de vigília, estão guardadas em nós.

Esse passado só desperta quando o Espírito exterioriza durante o sono natural ou provocado.

Uma regra conhecida de todos os experimentadores é que, nos diferentes estados do sono, à medida que se vai ficando à maior distância do estado de vigília e da memória normal, há expansão, dilatação da “memória”.

“O sono de ordinário pode ser considerado como ocupando uma posição que está entre a Vida acordada e o sono hipnótico profundo,” este conceito deve fazer o caro leitor meditar longamente e se possível pesquisar.” “E parece provável que a memória pertencente ao sono ordinário liga–se por um lado à que pertence à vida de vigília e, pelo outro, à que existe no sono hipnótico. Realmente assim é estando os fragmentos da memória do sono ordinário intercalados nas duas cadeias”.

“À proporção que nos vamos elevando na ordem dos fenômenos psíquicos, vão se apresentando com maior clareza, com maior rigor e trazem–nos prova mais decisivas da independência e da sobrevivência do espírito”.

As percepções da Alma no sono são de duas espécies.

Verificamos primeiramente a visão à distância a clarividência, a lucidez, vem depois um conjunto de fenômenos designados pelos nomes de telepatia e telestesia (sensações à distância).

”Para complementação da compreensão deste parágrafo sugerimos a leitura da obra de Leon Denis, O problema do ser, do destino e da dor”.

sábado, 24 de dezembro de 2016

O preparo para a vinda do Cristo


A manjedoura assinalava o ponto inicial da lição salvadora do Cristo, como a dizer que a humildade representa a chave de todas as virtudes.

Começava a era definitiva da maioridade espiritual da Humanidade terrestre, de vez que Jesus, com a sua exemplificação divina, entregaria o código da fraternidade e do amor a todos os corações.

Debalde os escritores materialistas de todos os tempos vulgarizaram o grande acontecimento, ironizando os altos fenômenos_mediúnicos que o precederam.

As figuras de Simeão, Ana, Isabel, João Batista, José, bem como a personalidade sublimada de Maria, têm sido muitas vezes objeto de observações injustas e maliciosas; mas a realidade é que somente com o concurso daqueles mensageiros da Boa Nova, portadores da contribuição de fervor, crença e vida, poderia Jesus lançar na Terra os fundamentos da verdade inabalável.


Emmanuel - A caminho da Luz (Psicografado no período de 17 de agosto a 21 de setembro de 1938)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

A benção de Jesus - Prece de Natal


O Evangelho de Lucas, é um dos mais interessantes relatos sobre os tempos antes do Cristo e sobre o próprio Cristo.

Lucas nunca conviveu com o Cristo, ele era conhecido como Lucano e era uma daqueles que estavam esperando a vinda do Cristo.

Muitos outros esperavam Sua vinda.

Alguns tentaram transformá-lo em filósofo, outros em um revolucionário, mas Cristo não foi o Cristo só pelo que fez durante seus 33 anos de encarnação, Ele já era esperado há muito tempo.

No Velho Testamento há referências sobre a vinda do Messias, do Ungido, do Filho do Pai, do Filho de Deus, do Grande Espírito que viria para a Terra. Então, muitos já o esperavam.

E Ele veio.

Veio numa manjedoura e foi embora numa cruz.

A manjedoura foi o caminho e a cruz o fechamento do ciclo do Cristo na Terra.

De todas as pessoas que estavam esperando a Sua chegada, existiu uma especial, que está citada justamente no Evangelho de Lucas, um senhor chamado Simeão.

Falam que Simeão era um visionário, era uma espécie de profeta, iluminado por espíritos Superiores. Um ser iluminado pelo "Espírito Santo".

O fato é que Simeão era uma espécie de profeta entre os judeus, um homem de Bem.

A fuga dos pais do Cristo com Ele para Alexandria, no Egito, não foi imediata.

Quando Jesus completou sete dias encarnado, foi levado ao Templo para ser submetido a circuncisão; lei estabelecida para todos os meninos judeus.

No oitavo dia Ele recebeu um nome. José e Maria seguindo as instruções do Anjo Gabriel, deu ao Cristo o nome, Jesus.

A palavra Cristo, significa Criador, Ungido, o Único, o Primogênito, o Único Primogênito do Pai. Como há várias traduções para a palavra Cristo, temos que Cristo não é um nome, é uma qualidade. Jesus era um nome. E Jesus era um nome tão comum como José, hoje em dia.

Quarenta dias depois - rezava a lei da Judeia antiga - o casal deveria levar o filho primogênito ao Templo e teria de ser feito um sacrífico, com a doação de dois animais.

As pessoas que tinham mais posses davam um cabrito, um bezerro. Como Jesus e Maria eram muito pobres, deram um pombo e um pássaro; uma rola; que era o que eles podiam oferecer.

Mas quando estavam levando os dois bichinhos para o sacrifício, eis que aparece uma visionária chamada Ana, que se aproximou e ficou olhando para Jesus. Ao mesmo tempo chegou também Simeão.

Simeão era um homem que já possuía uma certa idade, e à ele havia sido revelado que, só morreria depois que visse o Ungido. Então ele se aproxima. Ele sabe que é o Cristo. Tomado dos braços de Maria, pega Jesus no colo e diz:

- Agora, agora o Senhor pode me levar embora, porque agora eu vi o Ungido, então eu posso partir.

Jesus foi o Espírito mais importante que veio à Terra. Houve um preparo que perdurou por milênios para Sua chegada.

O Natal, convencionalmente, é o aniversário de Jesus.

Mas, embora seja uma convenção, podemos sim, comemorar Seu aniversário.

E nesta época, nós encarnados, temos a oportunidade de conviver com Espíritos muito elevados, que se preparam especialmente para se aproximar de nós, pois estamos com os nossos corações mais abertos, próximos de tentar perdoar, de tentar entender, de ser mais indulgentes, mais complacentes, enfim, estamos mais suscetíveis a prática do amor.

Portanto, devemos aproveitar esse momento para mudar, para sermos melhores. É um exercício que precisamos colocar em prática todos os dias. E não é fácil, mas precisamos aproveitar esse contágio Natalino, para nos reformar.

Sigamos o exemplo de Paulo de Tarso, que tinha uma reverência para falar do Cristo muito profunda. Exemplo disso, foi quando disse:

- Não sou eu mais que vive, mas o Cristo é que vive em mim.

É o Cristo que tem que viver em cada um de nós.

É o exemplo que todos devemos seguir.

O Cristo é mensagem de Amor.

E quando se fala de Natal, se fala em congraçamento, união familiar, união entre as pessoas, em aproximação.

Aproveitemos a exemplo dos os Árabes, dos Judeus e de todos os Latinos que se reúnem em volta de uma mesa para se alimentar em união com seus familiares e pessoas mais próximas, mas, lembremos que o mais importante não é o alimento físico, e sim o alimento espiritual.

Natal é isso! É aproximação, é União! Façamos essa união! Vamos aproveitar esse momento e nos unir o máximo possível.

Um bom Natal à todos!

Que Jesus nos abençoe!

Mensagem da reunião pública de 21 de dezembro de 2016 no NEPT – Prece de Natal

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Siga Jesus: é o melhor caminho!




Jesus é Paz e precisamos nos aproximar dele.

Devemos conservar o amor a Jesus em todas as circunstâncias, não nos esquecendo de que para produzir a Paz, temos que cultivar o amor no outro, que está vivendo conosco aqui na Terra.

Utilizar Jesus como um modelo no sentido de que nos mostrou os caminhos.

Devemos crescer nos seus valores tanto quanto ele buscou não personalizar o que estava ensinando.

Muitas vezes as pessoas valorizam o "homem" Jesus e não suas idéias.

É necessário, então, que se coloque Jesus na condição de um Espírito Puro, com gigantesco conhecimento, com infinito Amor e que veio mostrar os caminhos que devemos seguir para sermos felizes.

Podemos segui-Lo pelo Seu Evangelho, pela sua Boa Nova, que é a carta de diretriz para a jornada presente na construção do futuro.



Mensagem recebida em 22 de dezembro de 2016
Albino Teixeira

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O aniversariante esquecido


Começam a soar festividades e o ambiente terreno impregna-se das melodias natalinas.

Um clima de boa vontade se estabelece, e os corações - enternecidos - pulsam ao sabor dos atos de abnegação e amor.

Algumas vezes, até mesmo os canhões se calam, dando uma trégua ao instinto beligerante do homem.

Sem embaraços, muitas pessoas, ainda equivocadas quanto à verdadeira essência da data, julgam homenagear o Cristo de Deus com troca de presentes ao redor da árvore enfeitada, em festas condimentadas pelos excessos gástricos-etílicos.

Natal - definitivamente - não é isso!

O objetivo de toda festa é alegrar o aniversariante.

Jesus é o aniversariante festejado no Natal; é um aniversariante muito especial, singular!...

O melhor presente que podemos ofertar-Lhe é um coração afastado de todo egoísmo e que se transforma - todos os dias - em aconchegante manjedoura onde Ele renasce sempre.

Vamos tentar Lhe oferecer a dádiva de nossa Caridade expressa no cumprimento fiel propostas divulgadas por Ele, resumidas no "amai-vos uns aos outros", trazendo-a do discurso teórico para a prática em nossa Vida, aprendendo a conviver em Paz com todos e sabendo conjugar em todos os tempos e modos o verbo perdoar.

Saibamos, pois, amar, tolerar, compreender, perdoar e trabalhar no bem incessante com Ele.

Vamos tentar nos transformar em apóstolos do Seu Amor infinito.

Ele é e será sempre o nosso sublime e mais perfeito modelo e guia.

Façamos neste Natal um balanço de nossa Vida, auscultando os mais íntimos detalhes de nosso ser, comprometendo-nos conosco mesmos proceder à erradicação de todas as mazelas, substituindo-as pelas sublimes claridades legadas por Ele à Humanidade há dois milênios.

Só assim Ele não mais será o Aniversariante esquecido em todos os Natais passados.


Oseias
Mensagem recebidas em 21 de dezembro de 2016

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Natal


Tempo de renovação, tempo de amar e tempo de refletir.

Amigos, não percamos tempo com desentendimentos.

Vamos nos unir, perdoar, amar, mesmo em outras datas.

Todos os dias vamos viver para aprender e amar.

Que o Natal nos inspire para um novo ano de Amor.

Abraços fraternos
Brólio
psicografia recebida no NEPT em 16 de dezembro de 2016

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Maria, mãe de Jesus


Mãe de todos nós.

Zeladora de nossas mentes e de nossos corações.

Força viva que carregou o Cristo no ventre.

Olhai por nós, Teus simples seguidores, para que não continuemos a cair no erro, na tentação.

Ainda que além do túmulo, contamos com Teu amparo.

Graças Te damos Maria, mãe do Cristo na Terra.

Graças Te damos!

Cora
Psicografia recebida no NEPT em 16 de dezembro de 2016

sábado, 17 de dezembro de 2016

O filho de Deus


Inesquecível, Inolvidável, Adorável, Admirável, Pura Luz, Amor puro;

Representante da simplicidade, da humildade, da sensibilidade, da inteligência, do respeito, do cuidado, do zelo, do Amor.

Representante do Criador na Terra, veio consolar, curar, amparar, orientar, carregar, esclarecer e Amar.

De simples carpinteiro a Espírito redivivo e muito iluminado.

Trouxe a todos a verdadeira Vida, a verdadeira Paz.

Ninguém na Terra sabe exatamente qual a sua importância, mas ao mesmo tempo, todos, de algum modo, guardamo-lo no íntimo com profundo respeito, admiração e Amor.

É, sempre foi e será médium do Criador e cuidará de todas as ovelhas que o Criador lhe confiou, com o mesmo cuidado, com o mesmo carinho e dedicação.

Deixou-se imolar por profundamente amar a todos.

Foi o homem mais inteligente e o mais corajoso de todos em todos os tempos.

Hoje - e sempre - é o Anjo que cuida da Terra com desvelo imenso.

Esse é o filho do Senhor, Jesus Cristo que nos acolhe e acolherá sempre.

Cora
Psicografia recebida no NEPT em 16 de dezembro de 2016

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Quem é o meu próximo?


"E Mestre, quem é o meu próximo?"

A esta pergunta Jesus respondeu com a narrativa da Parábola do Bom Samaritano.

Assim imortalizou-se aquela figura da Samaria como sendo o homem piedoso que socorreu o estranho em seu caminho, como se fosse o mais próximo e querido ente de sua família.

Não quer Deus que assim também nos portemos com aqueles que ao nosso lado palmilham os caminhos da vida?

Em sua infinita misericórdia e sabedoria, coloca o Pai em nossa caminhada aqueles para com os quais mais precisamos nos tratar como verdadeiramente irmãos.

Não perguntemos por seu nome, recebemos como irmãos e pratiquemos o amor. O amor que o próprio Cristo nos ensinou.

Seremos assim resgatados do egoísmo, do orgulho, desse isolamento que nos afasta da nossa família, a Humanidade inteira.

Poderemos então sonhar com o Reino do Pai na Terra.

Ele está onde e quando nos portemos como filhos do altíssimo e irmãos entre nós.

Para alguns o reino do Pai está no Porvir.

Para o homem da Samaria o reino já estava lá, há mais de dois mil anos.

Pensemos nisso!


Que Deus nos abençoe em nossos propósitos de melhoria!
Abraços fraternos
Roberto Brólio
osicografia recebida no NEPT em 14 de dezembro de 2016

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Reflexões sobre o abortamento




Ficamos pensativos diante de determinados assuntos, como por exemplo, a questão sobre o aborto.

Há, no mundo, uma enorme série de ideias a respeito deste tema, fazendo com que se insurjam focos de ideais que levam a se tomar as mais variadas posições diante do tema, quando, na verdade a posição diante da disposição para tal atitude deveria ser única, sem qualquer possibilidade de flexibilização, ainda que se possa considerar, ou se pudesse considerar, questões como o estupro, as anomalias de formação fetal e tantas outras questões polêmicas.

Ao se conceber o Ser humano, que fica alojado no útero materno, tem-se o início do processo reencarnatório, com a ligação progressivamente mais intensa e profunda entre o Espírito reencarnante e o corpo físico que ora é moldado, instante a instante.

A ligação entre ambos é consumada no momento da concepção, sem qualquer réstia de dúvida e aí se inicia a vida deste ser humano.

Dentro do útero, o feto é frágil e indefeso. Incapaz de reagir às muitas agressões de que possa ser alvo.

Sejam quais forem tais agressões, desde uma moléstia infectocontagiosa, passada por enfermidades somáticas da mãe, por doenças mentais da genitora, traumas internos e externos.

Seja qual for a agressão, o feto é altamente vulnerável, sem dúvida.

O abortamento, como deve verdadeiramente ser chamado tal atitude, é uma agressão externa intencional com alto grau de covardia, diante de um Ser em formação.

É crime dos mais graves diante da consciência e diante da vida maior.

Evidentemente que, para aqueles que não têm consciência real de que se trata de um crime, a consciência não carregará consigo peso de culpa tão grande como ocorre para aqueles que têm consigo a ciência de que o ato é grave erro diante da Economia Moral do Universo.

“A quem muito é dado, muito será cobrado. ”

Quanto maior o discernimento maior é a responsabilidade diante de seus crimes, pois o abortamento é, efetivamente, um crime.

Ninguém, na Terra, sabe as reais razões pelos quais muitos fatos ocorrem.

Não se sabe, por exemplo, porque uma criança nasce com alguma dificuldade orgânica limitante.

Mas muitos nascem.

Se fôssemos eliminar do ventre materno todos aqueles que guardam em si imperfeições, nenhum de nós reencarnaria, porquanto, podemos renascer com o organismo perfeito, entretanto guardamos em nosso íntimo, imperfeições morais dos mais variados graus.

Hitler nasceu perfeito e causou grandes problemas para toda a humanidade em função de suas imperfeições morais profundas.

Stephen Hawking nasceu perfeito, desenvolveu esclerose lateral amiotrófica, que já estava registrada em seu código genético, e tem trazido enormes benefícios para a humanidade.

Ninguém poderia ser favorável ao abortamento em praticamente nenhuma situação, a não ser aquela na qual a genitora corre risco de perder sua vida.

Esta é a única exceção, para que se preserve a vida já formada.

Psicografia recebida no NEPT em 09 de dezembro de 2016
Augusto Militão Pacheco

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Boas influências


Amigos e irmãos queridos, A Paz do Cristo esteja com todos.

Nós aqui permanecemos nas palavras do Mestre Jesus e vemos o quanto elas soam aos nossos ouvidos de encarnados, como também dos desencarnados.

Nós que buscamos a felicidade e a paz, vemos que a palavra é muito fácil para nos influenciar.

Portanto, deixemo-nos influenciar por estas palavras de nosso Mestre para nos colocar em sintonia com a felicidade tão almejada.

Procuremos pratica-las a todo o instante em que vivemos.

Aí sim viveremos com a paz do Cristo em nós.


Um amigo
Psicografia recebida no NEPT

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Alma irmã


Quando uma Alma Irmã caminha por atalhos tenebrosos, muitas vezes nos cabe somente orar por ela, pois, na imensa maioria das vezes ela está cega e surda para a verdade.

Por isso o Cristo nos alertou para que tivéssemos ouvidos de ouvir e olhos de ver.


Bezerra
Psicografia recebida no NEPT

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Coragem


O mundo é repleto de dificuldades e de obstáculos,sem dúvida alguma.

E é preciso sempre muita coragem para superar todos eles.

Os que se acovardam, os que recuam, não só não superam-nos, como também se dão ao desfrute de não aprender mais uma lição.


Manoel
Psicografia recebida no NEPT

sábado, 10 de dezembro de 2016

Amor Maior


Que o nosso amado Mestre possa abençoar aos nossos corações.

Colocar em todos nós o seu bálsamo de amor e levar ao irmão menor, a dádiva do bem estar, ainda encarnados.

Que o Mestre nos conduza ao amor maior, ao Universo de Paz que a todos deveríamos ter.

Que o ano vindouro traga bênçãos aos homens e aos menos favorecidos do corpo e da alma.


Abraços
Sebastião
Psicografia recebida no NEPT

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Atrocidades


De todas as atrocidades que um ser humano pode cometer contra outro ser - quer seja do reino animal ou hominal - na minha opinião, é tirar-lhe a vida.

Pois a vida é uma dádiva concedida por Deus e ninguém em hipótese nenhuma tem o "direito" de cessar a vida de alguém.

Entretanto, nenhuma outra atrocidade poderia ser praticada.



Seu irmão em Cristo.
César Fabiano
Psicografia recebida no NEPT

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Filhos de Deus


Cada um de nós é uma parte da Divina Criação.

É por isso que somos chamados de filhos de Deus.

Entretanto, muita pouca gente se comporta como filho de Deus.

É triste para mim constatar que na Vida passada eu agi mais como um animal irracional do que racional.

Por várias vezes eu "perdi" a razão e deixei o lado animal agir e agir com violência.

Oh! como me envergonho dessas atitudes de ferocidade.

Tenho ainda agido dessa maneira como um animal feroz quando acuado, mas ajo assim de modo mais brando, consciente dessa ação e isso me mostra que, realmente, a morte do corpo físico não é passagem para a angelitude.

O "eu" interior, o que era no meu íntimo - personalidade - continua, nada mudou em mim.

É certo que no lado dos mortos - Espiritualidade - a consciência do que somos e o que fazemos é muito mais visível do que na forma de encarnado, pois camuflamos ser o que não somos e às vezes, somos acreditados nessa "performance" falsa.

Não vou alongar nesse texto, acho que transmiti o que penso a respeito do assunto: transparência na personalidade.

Que Jesus nos guie sempre.
Marcos Paulo
Psicografia recebida no NEPT

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Necessita de Paz?



Se o que você necessita é de Paz, recorde-se de que ela nasce dentro de seu coração.

O íntimo cheio de serenidade irradia Paz ao seu redor.



Irmão Libório
Psicografia recebida no NEPT em 02 de dezembro de 2016

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Luz interior


Só faz luz para outrem quem produz luz em seu íntimo.

Para esta finalidade é preciso que cada um se aproxime do Cristo, em pensamentos, palavras e atitudes.

Se assim não for executado não se faz a luz interna e tampouco se pode iluminar a outrem.


Albino Teixeira
Psicografia recebida no NEPT em 02 de dezembro de 2016

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Caminho pedregoso


Se teu caminho é pedregoso faça o possível para que ele não seja apoiando-se nos suportes de sustentação que o Evangelho do Cristo lhe oferece.

Jamais teu caminho será feito de abandono.

Bons amigos espirituais estarão ao teu lado para que possas seguir adiante e para que consigas obter o devido êxito em tua jornada.

Psicografia recebida no NEPT em 02 de dezembro de 2016
Irmã Luiza

sábado, 3 de dezembro de 2016

Enganos


Algumas vezes nós nos enganamos.

Para os orgulhosos, quase nunca.

Para os caridosos, nunca.

Para os ingênuos, nunca, também.

Para os lúcidos, muitas vezes.

Para os humildes, Deus é quem sabe.

Mas, algumas vezes nós nos enganamos.

Vilson
Psicografia recebida no NEPT em 02 de dezembro de 2016

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Chico e Kardec



Sugiro a leitura atenciosa do início ao final:

É natural que surjam questionamentos à confirmação, fornecida por Allan Kardec em mensagem mediúnica, de que tenha reencarnado como Chico Xavier.

É preciso analisar e esclarecer os fatos com base em informações que constam da própria Codificação e também da obra de nosso querido médium de Pedro Leopoldo, sem o que correremos o sério risco de cair em contradições.

É exatamente o que acontece quando afirma-se que Chico fora a filha do senador Públio Lentulus, encarnação de Emmanuel na época do Império Romano, como fazem alguns médiuns. Vejamos:

a) Chico não foi a filha, mas o filho de Públio Lentulus, Marcus, raptado na Judeia por André de Gioras, em represália a uma rigorosa punição aplicada a seu filho Saul pelo senador romano, na ocasião da chegada da família Lentulus à região;

b) Já no final de sua vida, ao retornar à Judeia como delegado do Imperador de então, Públio reencontra André de Gioras, então em posto de liderança na região. O judeu o reconhece, e faz o filho raptado ainda na infância, Marcus, furar os olhos de seu pai, Públio Lentulus;

c) A maior prova de que Chico fora Marcus são as dificuldades que Chico teve com sua visão, tendo ficado praticamente cego no final de sua vida;

d) O grande erro que nós espíritas cometemos é fazermos de nossos amigos espirituais grandes mitos;

e) Não há dúvida alguma da grandeza do trabalho de Chico Xavier —mas daí a achar, como temos ouvido no meio espírita, que ele é um anjo ou santo, como sugerem autores como Ranieri, há uma enorme distância.



Outra afirmação que merece nossa atenta análise é a de que Chico Xavier teria dito ser a primeira vez que encarnava no sexo masculino. Vejamos:

a) Poderia parecer, pelo comportamento do Chico, que ele tinha dificuldade de se manifestar em seu corpo masculino;

b) A nós mesmos diversas vezes perguntaram se Chico era homossexual;

c) Isso demonstra profundo desconhecimento da realidade do Espírito propriamente dito, como diz Kardec;

d) Nós, como Ego (preferimos adotar este termo para designar o Espírito propriamente dito, para evitar confusões com o Espírito desencarnado, mas ainda envolto por qualquer corpo fluídico), não temos sexo;

e) O que nós temos, como Ego, é a capacidade do manuseio de nossa força criativa através do pensamento;

f) Como nós, obrigatoriamente, temos que reencarnar em ambos os sexos para evoluir, não faz sentido imaginar que alguém com o grau de evolução (e não perfeição ou santidade, atente) de Chico Xavier estivesse encarnando pela primeira vez como homem;

g) No decorrer de nossas diversas encarnações, automatizamos em nossa mente o modo de manifestar essa força criativa como homem ou como mulher;

h) Quem define o sexo com o qual o Espírito manifestará sua força criativa enquanto encarnado é o DNA;

i) Se a combinação do DNA for XX, nosso psiquismo assumirá o automatismo feminino;

j) Se o DNA contiver a combinação XY, o psiquismo do encarnado assumirá o automatismo masculino;

k) Isso porque cada combinação dá uma formatação própria aos cérebros perispiritual e físico, que só permitirá um tipo de manifestação da força criativa.



Então o que aconteceu com o Chico?

a) Dada a enorme importância em terminar a segunda parte da Codificação —algo revelado a Kardec pelo próprio Espírito da Verdade, como veremos adiante—, Chico preparou sua encarnação para ser um celibatário ou assexuado;

b) Isso para que ele pudesse direcionar toda a sua força criativa para a sua mediunidade. Inclusive, uma das causas de sua excepcional mediunidade estava nesse fato;

c) Porém, para isso, era preciso que a força criativa de Chico Xavier fosse unificada, para que todos os conhecimentos de suas existências anteriores ficassem à disposição dos Espíritos comunicantes[1],

d) Com isso, Chico Xavier tinha à sua disposição tanto sua masculinidade quanto sua feminilidade, unidas como uma única força. Daí a dificuldade em detectar nele um comportamento característico;

e) Diga-se, porém, que Chico deixou claro não se incomodar em nada com isso.



Quanto ao livro do médium Ranieri, não podemos deixar de prestar atenção às explicações pouco compreensíveis, e mesmo na dificuldade do autor em explicar Kardec. Diz o médium que Chico tinha qualidades excepcionais e a humildade necessária para ser classificado entre as maiores figuras da humanidade:

a) Que Chico foi e é um ser humano exemplar, concordamos plenamente;

b) Mas daí a elevá-lo ao nível de anjo ou santo, que não pôde ter cometido erros em sua missão, é uma afronta a essa mesma humildade;

c) O próprio Emmanuel esclareceu isso, quando a FEB (Federação Espírita Brasileira) discordou do termo “alma gêmea” usado na obra “Há 2000 Anos”;

d) Emmanuel esclareceu, na época do questionamento da FEB, que havia sido interferência mediúnica de Chico.



Diz o referido livro: “Se dependesse de nós escolher alguém que ele [Chico Xavier] pudesse ter sido, nós escolheríamos Francisco de Assis, alma talvez mais pura que a de Allan Kardec”.

a) Nós em absoluto nos damos o direito de escolher quem foi Allan Kardec. Para fazer qualquer afirmação, baseamo-nos em fatos, pois somos conscientes que opiniões pessoais não têm valor perante nossa Doutrina;

b) Se, como afirma o autor, Chico havia sido Flávia, filha de Públio Lentulus, ele não poderia ter sido Francisco de Assis;

c) Isso porque, em “A Caminho da Luz”, Emmanuel afirma claramente ter sido este a reencarnação do apóstolo bem amado, João Evangelista;

d) Não é possível, portanto, que Chico tivesse sido Flávia e João Evangelista, tendo em vista que ambos estavam encarnados na mesma época;

e) Veja o mito e a confusão que se criou, deixando parecer que Chico era mais “puro” que Kardec.



Após tecer comparações entre Francisco de Assis e Chico Xavier, o autor diz: “Escolheríamos até João Evangelista, que segundo alguns é o mesmo Francisco de Assis. Há uma linha de evolução que torna essas criaturas herdeiras umas das outras”.

a) Aqui, Ranieri dá sua opinião, sem basear-se em fato algum. E ainda corre o risco de gerar no leitor menos atento a confusão de que um mesmo Espírito poderia estar reencarnado em dois corpos diferentes ao mesmo tempo, algo impossível, tendo em vista que Flávia e Francisco de Assis, como João Evangelista, estavam reencarnados e vivendo próximos, em Jerusalém;

b) Além disso, tendo em vista que “A Caminho da Luz” fora ditado a Chico Xavier por Emmanuel em 1938 e a obra do referido médium fora publicada em 1976, o autor demonstra neste trecho desconhecer a afirmação de Emmanuel sobre Francisco de Assis;

c) Logo, Chico Xavier não foi Francisco de Assis. E, como fica claro ao relacionar “Há 2000 Anos” à condição física da encarnação de Chico, também não foi Flávia;

d) É por isso que evitamos dar opiniões pessoais, e nos baseamos apenas em fatos.



Maior prova de que Chico foi Kardec

Porém a maior prova de que Chico Xavier foi a reencarnação de Allan Kardec está em “Obras Póstumas”. Vejamos um trecho do texto “Minha volta”, transcrito da Segunda Parte do livro, em que Kardec dialoga com o Espírito da Verdade em sua casa, em comunicação dada pela médium Sra. Schmidt:

[Espírito da Verdade] Prossegue em teu caminho sem temor; ele está juncado de espinhos, mas eu te afirmo que terás grandes satisfações, antes de voltares para junto de nós “por um pouco”.

[Kardec] Que queres dizer por essas palavras: “por um pouco”?

[Espírito da Verdade] Não permanecerás longo tempo entre nós. Terás que volver à Terra para concluir a tua missão, que não podes terminar nesta existência (grifo nosso). Se fosse possível, absolutamente não sairías daí; mas, é preciso que se cumpra a lei da Natureza. Ausentar-te-ás por alguns anos e, quando voltares, será em condições que te permitam trabalhar com mais êxito[2] (grifo nosso). Entretanto, há trabalhos que convém os acabes antes de partires; por isso, dar-te-emos o tempo que for necessário a concluí-los.

NOTA — Calculando aproximadamente a duração dos trabalhos que ainda tenho de fazer e levando em conta o tempo da minha ausência e os anos da infância e da juventude, até à idade em que um homem pode desempenhar no mundo um papel, a minha volta deverá ser forçosamente no fim deste século ou no princípio do outro.



a) Em sua observação, Kardec calcula que voltará entre fins do século 19 e começo do 20. Chico Xavier nasceu em 1910.

b) Por ser o Consolador prometido por Jesus, que viria restaurar sua obra e completá-la, o Espírito da Verdade só pode ser um Espírito perfeito;

c) Além da lógica pura, essa afirmação também é comprovada no Apocalipse, quando João, no capítulo 14, referindo-se à vinda do Espírito da Verdade, diz: “(…) vi um semelhante ao Filho do Homem (…)”;

1) Filho do Homem — Jesus, Espírito perfeito da ordem Crística;
2) Semelhante — da mesma classe espiritual de Jesus;
3) Logo, o Espírito da Verdade também é perfeito.

d) Sendo perfeito, o Espírito da Verdade não pode errar;

e) Se ele disse que Kardec reencarnaria logo, é que com certeza isso iria acontecer (“É preciso que voltes para completar a tua missão”);

f) Por favor, apresente-nos alguém que, além de Francisco Cândido Xavier, completou tão bem a segunda parte da Revelação Espírita;

g) Depois, continua o Espírito da Verdade: “(…) quando voltares, será em condições que te permitam trabalhar com mais êxito”;

h) A mediunidade de Chico, que Kardec não tinha, deu a ele a “possibilidade de trabalhar com mais êxito”, pois ele não ficou, como médium, na dependência de ninguém;

i) Novamente pedimos: apresentem-nos alguém capaz de substituir Chico Xavier nesta missão revelada a Kardec pelo Espírito da Verdade;

j) Ou o Espírito da Verdade, como Espírito perfeito, errou;

k) Ou Chico Xavier é a reencarnação de Allan Kardec.

Parece-nos óbvio que, mesmo que Chico soubesse ser a reencarnação de Kardec, ele não diria. Se isso ficasse claro, a estátua de Chico seria construída enquanto ele ainda estivesse vivo, e ele não conseguiria trabalhar.

Quanto à total mudança de personalidade, a assexualidade de Chico, como já explicamos, permitiu essa condição. E isso contrabalanceou a força criativa masculina que Kardec teve com uma força criativa feminina, que Chico também havia adquirido anteriormente. As sucessivas reencarnações como homens e mulheres permitem isso perfeitamente.



Será que o Chico disse?

É preciso cuidado com o processo de mitificação que tem envolvido os adeptos do Espiritismo. E devemos alertar nossos companheiros de Doutrina quanto à tentativa que vem sendo feita de atribuir a Chico Xavier coisas que certamente ele não disse.

A “Folha Espírita” de maio de 2011 traz um artigo dizendo que Chico teria profetizado fatos que supostamente ocorreriam em 2019. A ideia tomará corpo no livro “Não será em 2012”, a ser lançado em agosto de 2011, sobre o mesmo tema.

Segundo o artigo, com a chegada do homem à Lua em 1969, Jesus teria se reunido com os seres angelicais do Sistema Solar para deliberar sobre os destinos da Terra. Lemos:

“(…) a bondade de Jesus decidiu conceder uma última chance à comunidade terráquea, uma última moratória para a atual civilização do planeta Terra. [Preste atenção] Todas as injunções cármicas previstas para acontecer no final do século 20 foram então suspensas, pela Misericórdia dos Céus, para que nosso mundo tivesse uma última chance de progresso moral.”

O texto depois faz as contas a partir de julho de 1969 e diz que, com 50 anos de moratória, o processo apocalíptico aconteceria em julho de 2019 —ou seja, mudaram a data do “planeta chupão”, que, já sabemos, trata-se de um mito.

a) O texto dá a entender que Jesus tem dúvidas sobre o que acontece na Terra e também sobre o futuro de nosso planeta, o que é absurdo;

b) Mas se Jesus, que é o médium de Deus, não sabe direito o que vai acontecer com nosso planeta, Deus também não sabe, pois bastaria a Jesus perguntar a Deus, que é onisciente, para conhecer o futuro;

c) O artigo, baseado em palavras de um “amigo do Chico”, usa o nome mais que respeitável do médium de Pedro Leopoldo para trazer ao Espiritismo a volta de um Deus barbudo e arbitrário, que nos aponta o dedo para nos fulminar;

d) E tudo isso publicado em um jornal de respeito da Federação Espírita do Estado de São Paulo.



Mas o pior vem depois. Diz a matéria: “Algumas potências angélicas de outros orbes de nosso Sistema Solar recearam (grifo nosso) a dilatação do prazo”.

a) Segundo o texto, Espíritos perfeitos, que têm acesso ao pensamento de Deus e, portanto, conseguem antever o futuro para ajudar o Pai a manter a ordem universal, podem se desentender e ficarem receosos;

b) Por receio, discordaram da atitude de Jesus, mas tiveram que “engolir” uma imposição de nosso Cristo planetário;

c) As trevas não ficaram satisfeitas em transformar Jesus em deus do Panteão Romano com o mito da Santíssima Trindade, e agora ressuscitam as velhas brigas dos deuses da Mitologia, só que usando Jesus e os Cristos do Sistema Solar;

d) E ainda imputam tais absurdos ao nosso Chico;

e) É preciso transcender a própria ingenuidade —já que é impossível detectar maldade nas pessoas envolvidas com a divulgação de tais informações— para sequer imaginar que Chico Xavier seria capaz disso;

f) É preciso lembrar que no programa Pinga Fogo, Emmanuel, através de Chico, esclareceu que todo o processo de transição que estamos passando terminaria por volta de 2057;

g) Sem dúvida, Emmanuel, no início dos anos 1970, já estava sabendo que tudo isso iria acontecer;

h) Se Emmanuel sabia, imagine Jesus.



Está claro que já há algum tempo as trevas estão se aproveitando da ingenuidade de uns e da vaidade de outros para espalhar a confusão no meio espírita.

Mas com bom senso nada temos a temer, pois a Revelação Espírita, como base da regeneração do mundo, está nas mãos de Jesus e do Espírito da Verdade. Este, apesar de esquecido pelos Espíritas, nunca deixou de velar por ela.

Tenhamos muito cuidado, portanto, com “o Chico disse”.


[1] Ver explicação sobre o animismo nas comunicações espíritas concedidas pelo instrutor Áulus a André Luiz no livro “Nos domínios da mediunidade”.
[2] Utilizamos aqui a 11a edição de “Obras Póstumas”, da LAKE, com tradução de João Teixeira de Paula, que traduz a expressão idiomática francesa “de bonne heure” (com mais êxito) com mais acerto que a edição da FEB (mais cedo).

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Paulo de Tarso


"Ainda que eu falasse a língua dos anjos e dos homens, se não tiver Amor nada serei."

Assim inicia Paulo a Epístola que se consagrou como um dos mais belos e inspirados textos da história da Humanidade em tributo ao Amor, ao Amor no seu mais amplo e completo significado.

Aquele que foi um dos homens mais cultos do seu tempo, dono de um intelecto brilhante, conhecedor de vários idiomas, onde sua confissão de Fé e transformação à mensagem redentora do Cristo, que em essência é a mensagem sublime do Amor.

Que esta verdadeira oração possa guiar como um farol a todos aqueles que se perdem cotidianamente enredados pela soberba e pela vaidade da ciência, do intelecto, da razão desprovidas da luz do Amor.

Paulo atravessou o deserto de seu orgulho, do seu poder, de todo o conhecimento de que era detentor para alçar sua transformação, sua redenção pessoal através da luz do Cristo.

Só assim deu sentido e significado ao seu conhecimento.

Só assim aquele conhecimento pode se transformar em sabedoria, permitindo que o apóstolo dos gentios se elevasse pelas asas do Amor.

Que possamos nós também pautarmo-nos por esta tão significativa exemplificação!

Abraços fraternos

Roberto Brólio
psicografia recebida no NEPT em 30 de novembro de 2016

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Somos todos irmãos, queiramos ou não...


Mergulhados na Vida material ficam os Seres humanos tomados por uma profunda impressão de que tudo se resume ao que têm de experiência nela.

Dá a impressão de que a Vida é realmente apenas e tão somente o que a Vida material demonstra.

Assim, as pessoas dão importância para coisas que efetivamente não têm importância, a não ser durante esta experiência.

Mas, se cada um pudesse se ver como realmente é, um Espírito, certamente muitos "conceitos" cairiam por terra em suas mentes, em seus íntimos.

Espíritos não têm cor de pele.

Não apresentam sexualidade - embora alguns queiram dizer que sim, o que é ledo engado.

Não se condicionam a partidarismos políticos - apenas enquanto ainda estão apegados às experiências materiais, por imperfeições que são próprias da ilusão que ainda guardam consigo transitoriamente, algo que deixará de fazer parte deles cedo ou tarde, conforme compreendam seu real e verdadeiro estado: o de Espírito!

Assim, na Verdadeira Vida, que é a Vida de Espírito, todos somos iguais. Iguaizinhos enquanto Espíritos!

O que nos diferencia verdadeiramente é nosso estado moral! Apenas isso!

Nada de dar importância para cor da pele, para opção sexual, para escolha política, para time de futebol, para nível social, para títulos acadêmicos... Nada!

Na Vida Maior nos vemos como somos. A nós mesmos e uns aos outros! Somos transparentes. O corpo material não mais nos acolhe e tampouco nos esconde. Não temos mais "esconderijo".

Nesta Vida temos de aprender, temos que gerar vontade dentro de nós para seguir adiante. É possível estagnar, mas o preço para esta escolha não é baixo!

Enfim, enquanto Espíritos, entendemos verdadeiramente que somos todos filhos de um um mesmo Criador!

Então, compreendemos que somos irmãos e que é necessário cultivar sinceramente o espírito de fraternidade, que se ausenta do coração quando estamos mergulhados em um corpo material transitório, mas que necessita ser buscado mesmo nesta fase da Vida.

Vida que não é o que parece na Terra: é muito mais do que isso!

Fomos criados pela Eternidade, para a imortalidade, mas para aprender a amar pela eternidade, pois este é o desejo do Criador!


Psicografia recebida em 30 de novembro de 2016
Albino Teixeira

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Membro-fantasma


Foi o médico norte-americano Silas Weir Mitchell que cunhou a expressão “membro fantasma” depois da Guerra Civil. Ainda não havia, naquela época, os antibióticos, daí as amputações de milhares de membros infectados pela gangrena e muitos soldados voltavam para casa com membros fantasmas.

O cirurgião francês Ambroise Paré (1509-1590) considerado o “pai da cirurgia moderna”, 1 também foi testemunha da persistência da sensação em membros depois de amputados.

Depois de perder o braço direito em um ataque que não deu certo a Santa Cruz de Tenerife, Lord Nelson (1758-1805] sofreu dores terríveis no membro fantasma com a inconfundível sensação de dedos se fincando na palma da mão inexistente. Essas sensações fantasmagóricas levou o ilustre almirante dizer que o membro fantasma era “uma prova direta da existência da alma.” 2 Se um braço pode existir depois de retirado, por que a pessoa inteira não pode sobreviver à aniquilação física do corpo?

O ilustre pensador e Codificador Espírita Allan Kardec vem ao encontro do notável almirante britânico, ratificando e complementando:

“O perispírito é o laço que à matéria do corpo prende o Espírito, que o tira do meio ambiente, do fluido universal. Participa ao mesmo tempo da eletricidade, do fluido magnético e, até certo ponto, da matéria inerte. Poder-se-ia dizer que é a quintessência da matéria. É o princípio da vida orgânica, porém não o da vida intelectual, que reside no Espírito. É, além disso, o agente das sensações exteriores. No corpo, os órgãos, servindo-lhes de condutos, localizam essas sensações.” 3

E mais adiante volta a esclarecer:

“Do mesmo modo, se o Espírito não tivesse perispírito, seria inacessível a toda e qualquer sensação dolorosa.” 4

Segundo o neurologista V. S. Ramachadran não são apenas pernas e braços fantasmas, há muitos casos de seios fantasmas em muitas pacientes que sofreram uma mastectomia radical (retirada da mama). O renomado neurologista registra também um caso de apêndice fantasma onde o paciente se recusava a acreditar que o cirurgião o tinha retirado devido as dores que persistiam.

O neurocirurgião norte-americano Wilder Graves Penfild (1891-1976) durante as décadas de 1940 e 1950, estabeleceu uma distribuição topográfica detalhada das áreas sensoriais e motoras do cérebro, isto é, um mapa desenhado com informações compiladas de cérebros humanos reais. Penfild fez várias cirurgias de cérebro em pacientes sob anestesia local e como em muitas vezes grande parte do cérebro ficava exposta durante a operação, ele aproveitava a oportunidade para fazer experiências que nunca tinham sido tentadas antes. Estimulando regiões específicas dos cérebros de pacientes com um eletrodo e simplesmente perguntando o que sentiam, Penfild trouxe a tona todos os tipos de sensações, imagens e lembranças, e as áreas do cérebro puderam ser mapeadas. Penfield descobriu surpreso que a área envolvida com os lábios ou com os dedos, ocupava tanto espaço quanto a área envolvida com todo o tronco do corpo e concluiu que assim seria porque os lábios e os dedos são altamente sensíveis ao toque e capazes de discriminação muito apurada, enquanto o tronco seria menos sensível. Muito bem!

Essas questões levaram Tim Pons e seus colegas a entrarem na pesquisa:

“Sua estratégia foi registrar sinais dos cérebros de macacos que tinham sido submetidos a uma rizotomia dorsal – um procedimento em que todas as fibras nervosas que transportam informações sensoriais de um braço para a medula espinhal são completamente cortadas. Onze anos depois da cirurgia, eles anestesiaram os animais, abriram seus crânios e fizeram registros a partir do mapa somatossensório. Como o braço paralisado do macaco não estava enviando mensagens ao cérebro, não se esperava registrar quaisquer sinais quando você tocasse na mão inútil do macaco e registrasse a partir da “área da mão” no cérebro. Deveria haver um grande nesga de córtex silenciosa correspondente à área afetada.

De fato, quando os pesquisadores bateram na mão inútil, não houve nenhuma atividade nesta região. Mas, para sua surpresa, eles descobriram que, quando tocaram no rosto do macaco, as células cerebrais correspondentes à mão “morta” começaram a se excitar vigorosamente. (O mesmo aconteceu com as células correspondentes à face, mas isso já era esperado.) Aparentemente, a informação sensorial da face do macaco não somente ia para a área da face no córtex, como aconteceria num animal normal, mas também tinha invadido o território da mão paralisada!” 5

O Dr. Ramachadran resolveu também embarcar na pesquisa e descobre no rosto de Tom (um de seus pacientes com membro fantasma), um mapa completo da mão fantasma e concluiu que a maneira de explicar o toque, que gerou sensações na mão fantasma numa área tão distante do tronco (o rosto), seria no mapeamento peculiar das partes do corpo no cérebro, como rosto se localizando logo abaixo da mão.

Não satisfeito o Dr. Ramachadran continuou a explorar a superfície do corpo de Tom. Quando tocava seu tórax, o ombro direito, a perna direita ou a parte inferior das costas, ele tinha sensações apenas nesses lugares e não no fantasma. Mas pesquisa vai, pesquisa vem e o Dr. Ramachadran descobri um segundo e bem traçado mapa de sua mão desaparecida, agora na parte superior do braço esquerdo, acima poucos centímetros da linha da amputação. Quando tocava a superfície da pele deste mapa no braço de Tom, o Dr. Ramachadran provocava sensações localizadas precisamente em cada dedo. Uau!

Não demorou muito e o neurologista italiano, Dr. Salvatore Aglioti descobriu que muitas mulheres submetidas a mastectomia radical sentiam nítidos seios fantasmas. Procurando por respostas ele resolve pesquisar e descobre que estimulando regiões adjacentes no tórax, isto é, partes do esterno e da clavículas, produzia sensações no mamilo do seio fantasma.

A causa destes fenômenos não é o cérebro, como querem os acadêmicos reducionistas e sim o Espírito via perispírito. Com a palavra Allan Kardec:

“...Ora, não sendo o perispírito, realmente, mais do que simples agente de transmissão, pois que no Espírito é que está a consciência, lógico será deduzir-se que, se pudesse existir perispírito sem Espírito, aquele nada sentiria, exatamente como um corpo que morreu.” 6

Lamentamos profundamente pelo descaso dos neurocientistas que pensam que o cérebro é tudo. As vezes parecem mágicos tentando tirar da cartola não apenas coelhos, mas sim, o segredo da vida. Outras vezes parecem malabaristas e com contorcionismos mentais tentam agradar a gregos e troianos. Parece que agora temos uma neofrenologia!

Mais uma vez vamos ao encontro de Kardec, para ouvir suas advertências:

“Tomando em consideração apenas o elemento material ponderável, a Medicina, na apreciação dos fatos, se priva de uma causa incessante de ação. Não cabe, aqui, porém, o exame desta questão. Somente faremos notar que no conhecimento do perispírito está a chave de inúmeros problemas até hoje insolúveis.” 7

Vale a pena lembrar que no fenômeno da amputação o que é cortado ou retirado é a parte física do corpo. A chave para explicação dos membros ou sensações fantasmas, é o perispírito e fim papo!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Bom senso


A Dourina e a Filosofia Espírita primam sempre pelo equilíbrio, e não pelos extremismos alienantes da rebeldia arrogante, que insulta e violenta a todos com o disparatar do verbalismo inflamado, a incendiar com a discórdia o campo da Paz.

O Movimento Espírita Brasileiro Sempre foi agitado por abusos cometidos pelos pseudo-sábios espíritas, que disseminam absurdos aos montes.

Os fluidistas são estudiosos da obra de Roustaing e os laicistas adversários dos roustainguistas.

Lamentavelmente com esse bate-boca, Kardec é colocado em segundo plano, ou, o que é pior, esquecido.

Fazer do Espiritismo meio de dissensão é, sem dúvida nenhuma, um absurdo dos mais grosseiros.

Allan Kardec, o mestre por excelência, mostrou que a educação espírita se faz de forma integral com Jesus, aliás, esse é o pensamento que dá base a toda Doutrina Espírita.

Então por que toda essa discussão em torno de Jesus?

A religião Espírita é natural, está na Natureza, porque é aonde encontramos as leis de Deus, que também está em nossa consciência. Não vai levar a nada os formalismos desnecessários, e nem a indiferença daqueles que propagam um Espiritismo sem Jesus.

Na introdução de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, Kardec em suas primeiras palavras, declara com sabedoria:

“Podem dividir-se em cinco partes as matérias nos Evangelhos: os atos comuns da vida do Cristo; os milagres; as predições; as palavras que foram tomadas pela Igreja para fundamento de seus dogmas; e o ENSINO MORAL. As quatro primeiras têm sido objeto de CONTROVÉRSIAS: a última porém, conservou-se constantemente INATACÁVEL. Diante desse código divino, a própria incredulidade se curva. É terreno onde todos os cultos podem reunir-se, estandarte sobre o qual podem todos colocar-se, quaisquer que sejam suas crenças, porquanto jamais constituiu MATÉRIA DAS DISPUTAS RELIGIOSAS, que sempre e por toda parte se originam das questões dogmáticas. Aliás, se discutissem, nele teriam as seitas encontrado a sua própria CONDENAÇÃO, visto que, na MAIORIA, elas se agarram mais à parte MÍSTICA do que à parte MORAL, QUE EXIGE DE CADA UM A REFORMA DE SI MESMO.”


Nem oito, nem oitenta, o Espiritismo deve ser o fiel da balança das leis morais e deixar a intemperança dos ideólogos equivocados, que pensam revolucionar o mundo, em discussões desvairadas desnecessárias dos propagadores da discórdia.

Vamos botar a mão na consciência e lembrar que as leis de Deus, estão escritas em nossa consciência e não esquecer, que Jesus continua senso “o tipo mais perfeito” que ele é para toda humanidade, o guia e modelo que todos devemos seguir.

E para encerrar:

“Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más.”

sábado, 26 de novembro de 2016

Kardec


“Ah! quando todos os homens compreenderem tudo o que encerram as palavras amor e caridade, na Terra não haverá mais soldados nem inimigos; só haverá irmãos; não haverá mais olhares torvos e irritados; só haverá frontes inclinadas para Deus!"

"Não há fé inabalável senão a que pode encarar face a face a razão, em todas as épocas da humanidade. "

"Os homens não são igualmente ricos por não serem eles igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem moderados e previdentes para conservar."


As frases acima são palavras ditas por Kardec, que denunciam sua extrema inteligência e, por simples que possam parecer, somos muito limitados para compreendê-las totalmente, exigindo de nós freqüente repetição e constantes reflexões.

É bom pensar um pouco mais sobre seu trabalho na Terra, além de analisar sua luta na educação dos homens, que sempre foi seu objetivo primeiro, como se tivesse vindo habitar este inundo corri a missão bem clara de iluminar as almas que aqui se encontram.

Sempre é bom lembrar e reconhecer a importância da existência de Kardec, não só na implantação de uma nova doutrina.

Muito antes de se deparar com os fenômenos das mesas girantes, que em sua época eram motivo de distração e curiosidade entre os homens ociosos e ávidos de divertimento, encontrando por trás deles os Espíritos, sua causa determinante, o professor Hippolyte, seu nome antes de se popularizar como Allan Kardec, fora homem que se destacou pelo seu espírito de método e organização, em vários os campos da Ciência, mostrando-se perseverante na busca da verdade, o que demonstrou em todos os seus trabalhos, entre eles a própria codificação do Espiritismo.

Suas numerosas obras publicadas, de natureza muito diferente umas das outras, como gramática, aritmética, geometria, física, química, astronomia, fisiologia, além de numerosas outras de métodos didáticos, demonstram sua capacidade intelectual.

Sua evolução moral é demonstrada na sua preocupação em esclarecer as massas, o que já fazia desde muito cedo como discípulo de Pestalozzi.

Conciso, profundo, era capaz de se fazer compreendido pela linguagem simples, própria das grandes almas e assim passava seus conhecimentos àqueles que o rodeavam interessados em aprender, pois o saber, nesse tempo, era reservado a uma minoria privilegiada.

Ainda nesta linha de raciocínio, devemos lembrar que esse trabalho era gratuito, em sua própria residência, que se transformara em escola.

Apesar de sua forma humilde de viver, era reconhecido como homem íntegro e honrado, sábio e generoso, por seus trabalhos muito apreciados, o que o fez participar de inúmeras associações entre os intelectuais de seu tempo.

Que possa ssrvir para que, conforme propõe a Revista Espírita de maio de 1869, na biografia de Allan Kardec: sejamos como ele, infatigáveis, tolerantes e solidários, e não temamos seguir-lhe o exemplo, reconsiderando, quantas vezes for preciso, os princípios daquele que matou a morte e mostrou-nos o caminho da perfeição, a serviço de Jesus, renovando nossas esperanças de Paz e Felicidade, além de trazer-nos a compreensão do que nos rodeia e do que nos aguarda como Espíritos eternos, criados para o aperfeiçoamento constante.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Laços de família


Os laços de família não se verificam por acaso: há uma Lei Divina comandando o destino e a união das almas na vida corpórea. Antes de acolhermos nos braços, com ternura, o ser pequenino, pelas vias da maternidade sagrada, idealizamos para ele o melhor: o corpo mais perfeito, a saúde orgânica integral, a inteligência lúcida; mas não devemos esquecer que essa escolha já foi feita realmente por nós, desde muito tempo, sem ilusões e sonhos, na maioria das vezes, antes de reencarnarmos. Deste modo não devemos alarmar-nos com o que os filhos possam trazer para nós de trabalhos dificuldades e problemas, desde tenra idade.

Nossos filhos, em verdade, não são nossos filhos: São filhos de Deus, e temporariamente se encontram sob nossos cuidados. Junto aos filhos simpáticos, pacíficos e obedientes, surgem também aqueles outros que, desde o berço, já começam a provocar preocupações, irritações, tensões emocionais, aborrecimentos, angústias e canseiras físicas e psíquicas, por apresentarem um temperamento forte de rebeldia e desobediência, destacando-se pela insubordinação e leviandade. São os filhos problema que a Lei da Reencarnação trouxe ao nosso convívio familiar, ensejando a oportunidade de renovação de seus destinos. É o reencontro para a reconciliação indispensável entre pais e filhos, em busca de um melhor futuro espiritual. Na intimidade do coração, os pais sempre indagam quem são estes filhos diferentes que trazem uma maior dose de lutas e trabalhos. O mentor espiritual Emmanuel explica: "Os filhos-problema são aqueles mesmos espíritos que prejudicamos, desfigurando-lhes o caráter e envenenando-lhes os sentimentos".

Os filhos difíceis são filhos de nossas próprias obras, em vidas passadas, que a Providência Divina agora encontra a possibilidade de nos unir pelos laços da consanguinidade, dando-nos a maravilhosa chance de resgate, reparação e os serviços árduos da educação.

A primeira atitude construtiva dos pais, ante os filhos rebeldes, é desenvolverem em si mesmos a grande compreensão, para não se deixarem dominar pela revolta e amargura, julgando que são infelizes e perseguidos pela má sorte... O evangelho de Allan Kardec nos ensina: "Não recuseis, portanto, o filho que no berço repele a mãe, nem aquele que vos paga com a ingratidão: não foi o acaso que o fez assim e que o enviou. Uma intuição imperfeita do passado se revela e dela podeis deduzir que um ou outro já odiou ou foi odiado, que um ou outro veio para perdoar ou para expiar".

Encontramos no livro do espírito André Luiz, "Nos Domínios da Mediunidade" cap. 24, psicografia de Francisco C. Xavier, um fato interessante sobre reencarnação e família. Na encarnação atual, vamos encontrar o pai de nome Júlio, espírita convicto, acometido de paralisia das pernas e que possui quatro filhos desorientados: Américo sofre de perturbação mental. Márcio é vítima do alcoolismo e Guilherme e Benício vivem na leviandade e extravagâncias noturnas. Os Espíritos Superiores revelaram a André Luiz que, em vida passada Júlio, o pai, fora chefe de um grupo de assaltantes e desencaminhou quatro rapazes para aventuras delituosas, os quais, hoje, são seus filhos desequilibrados. Teremos sempre os filhos de que precisamos e merecemos, dentro dos estatutos da Justiça Divina e através dos processos redentores das reencarnações expiatórias.

Os pais espíritas com cérebros esclarecidos e os corações iluminados pela Doutrina Kardecista, devem ficar felizes por encontrarem esta oportunidade grandiosa de cooperar na recuperação de espíritos infelizes; a quem devem e que talvez, há longo tempo, esperam por esta bênção do reencontro.

Walter

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

As duas asas



É fácil saber se uma pedra foi retirada de um rio ou se foi quebrada em uma pedreira. As de pedreira apresentam muitas quinas, são ásperas e irregulares, agressivas ao tato.

As pedras de rio são lisas e roliças, já sofreram um polimento natural. Ao longo do tempo, a correnteza das águas vai se encarregando de atirá-las umas contra as outras, para arredondar-lhes as arestas.

Na medida em que vão se tornando polidas, vai sendo reduzido o atrito entre elas, já não se ferem, deslizam harmoniosamente umas entre as outras, como esferas lubrificadas de um rolimã.

O processo evolutivo espiritual das criaturas humanas pode ser comparado ao do burilamento das pedras de rio.

O Espírito é criado puro e ignorante. Puro, porque não traz qualquer tendência para o mal. ignorante, porque não adquiriu ainda qualquer conhecimento.

Ao longo das reencarnações sucessivas, a correnteza da vida também nos atira uns contra outros: somos levados a conviver entre semelhantes. Em nossa infância espiritual, ainda como pedras-brutas, essa convivência é marcada pelo atrito entre nossas arestas.

A rusticidade do homem das cavernas nos mostra o que foram nossas primeiras encarnações; o instinto animal predominando sobre a razão e o sentimento, a matéria sobre o Espírito, o estado de guerra como condição permanente.

Passaram-se séculos e milênios, abandonamos as cavernas, participamos da construção, do apogeu e da queda de diferentes impérios, vivenciamos diversas culturas.

Com as conquistas da ciência, domesticamos a natureza, transformamos a paisagem ao nosso redor, descobrimos como tornar a existência mais confortável. Observando, no entanto, nosso mundo interior, nos deparamos com a presença incômoda e persistente de imperfeições atávicas, paleolíticas.

A História nos revela que, mesmo após deixar as cavernas, o homem conservou traços do troglodita em sua intimidade espiritual.

Foram nosso orgulho e nosso egoísmo que produziram as guerras, os massacres das Cruzadas, as fogueiras da Inquisição e os horrores da Escravatura.

Ingênuos os que supõem que não estavam lá. Assim, ao longo desses séculos, avançamos muito mais no progresso material, exterior, do que a jornada ética, íntima, do Espírito.

Mas, é necessário começar a jornada íntima e mudar, também, o panorama interior. Quanto mais cedo, melhor para todos nós!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Julgar para variar


Qual de nós é tão bom - puro nos sentimentos para julgar os maus atos de nossos irmãos?

Julgar - condenar o erro dos outros irmãos ou irmãs é tarefa que fazemos com tanta facilidade e frequência.

Então, pergunto:

Por que é tão difícil e quase nunca fazemos esse julgamento a nós mesmos?

Fica a dica.

Maurício
psicografia recebida no NEPT em 18 de novembro de 2016

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Sem receio



Amigos

Não fiquem com receio do porvir.

Fiquem com bom ânimo, muita coragem para enfrentar os altos e baixos da vida, que é normal enquanto humanos.

Se assim não fosse, tudo seria anormal.

Vamos em frente com confiança, Fé e Amor.

Abraços do amigo
Brólio
psicografia recebida no NEPT em 18 de novembro de 2016

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Aos Espíritas


Aos trabalhadores da última hora, a nós mesmos, pois somos todos trabalhadores da última hora, não percamos tempo com mesquinharia, futilidades, conversações malsãs.

O tempo - oportunidade - em fazer o bem está em curso e quiçá seja a última oportunidade de realizar -,efetivar - a tão desejada reforma íntima neste Planeta Terra.

"Os tempos são chegados" e aquele ou aquela que não souber aproveitar os tempos difíceis para se reformar no Bem dificilmente terá a chance de reencarnar nesta Casa - Terra - pois voltarão somente os Espíritos que estiverem aptos a habitar o Planeta na condição de Regeneração.

É sabido por muitos de nós que a transição do Planeta de Provas e Expiações para Regeneração ocorrerá com a mudança de cada ser, ou seja, os Espíritos é quem mudarão a condição do Planeta.

A Regeneração é do Espírito para habitar o Planeta nessa condição.

Aproveitemos todas as oportunidades de praticar o bem, e simultaneamente nos transformarmos em pessoas de bem para retornarmos ao berço - Terra.

Que Jesus nos abençoe hoje e sempre.

Um amigo de todos.
psicografia recebida no NEPT em 18 de novembro de 2016

sábado, 19 de novembro de 2016

Vagas aspirações


Alegam os mais ferrenhos materialistas que o conhecimento da sobrevivência, — se de fato ela existisse, — não serviria senão para perturbar a visão presente do homem desviando-o da execução pura e simples das tarefas imediatas. Kardec, que condenou a vida contemplativa, e pregou a necessidade da ação contínua, dando o exemplo concreto da sua própria vida de militante espírita, replica: "... a incerteza, no tocante às coisas da vida futura, faz que a homem se lance, com uma espécie de frenesi, sobre as da vida material."

A réplica de Kardec não exige demonstrações. A vida moderna, baseada no materialismo prático do mundo capitalista, vale por uma experiência natural, em escala de assombro. Nunca se viu tamanho frenesi na procura dos bens materiais. A advertência de Bacon: "Busca primeiro as boas coisas do espírito, que o resto será suprido ou não sentirás a sua falta", com base naquela do Cristo: "Busca primeiramente o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais te será dado por acréscimo", não soa no coração, mas apenas nos tímpanos desatentos do homem moderno. Diante disso, poderíamos esperar do materialismo teórico ou filosófico uma nova aplicação do princípio de Hahnemann, — similia similibus curantur — para curar o mundo desse delírio febril? Kardec diz ainda: "Esse é o inevitável efeito das épocas de transição. O edifício do passado rui, sem que o do futuro esteja construído. O homem é como o adolescente, que não tem mais a crença ingênua dos primeiros anos e não adquiriu ainda os conhecimentos da idade madura. Não possui mais do que vagas aspirações, que não sabe definir."

A sociedade socialista, baseada na filosofia materialista mais avançada, terminaria atormentada por essas "vagas aspirações" de que nos fala Kardec. E mais uma vez surgiria, no seu próprio seio, a luta entre o velho e o novo. A hipótese não é gratuita, pois para tal não acontecer, seria necessário que não existisse uma vida futura, que a sobrevivência não fosse uma das realidades do Universo.

José Herculano Pires