Mensagem

"Não permita que aquilo que você chama de amor se transforme em obsessão.
Amor é liberdade.
Amor é vida.
Jamais prisão ou limitação."

Militão Pacheco

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Mediunidade e o "Movimento Espírita".




Há profusão de médiuns neste nosso extenso País, como há, também, profusão de Casas Espíritas.

Elas estão se acumulando em micro-regiões e em macro-regiões, particularmente nos centros urbanos, nas grandes cidades.

Tudo certo: pequenos centros espíritas, em grande volume, para acolher número relativo de necessitados do auxílio e do trabalho, cada um deles.

O apelo de cada centro espírita precisa ser o rigor com a Doutrina.

Manter o leme, a diretriz, de cada Casa Espírita voltado para o foco Espírita propriamente dito, sem o afastamento corriqueiro para o mar das ilusões e consequentes desilusões.

O mesmo precisa fazer o médium: manter a direção através do aprendizado da Codificação que o guiará a passos corretos para a direção a ser seguida.

E tanto um como outro, só poderão alcançar êxito seguindo as instruções codificadas pelo professor Rivail.

Estamos aprendendo, ainda, às duras penas, os ensinamentos deixados por ele. Há muito o que sedimentar em termos de conhecimento. Há muito o que ler, discutir em grupo, para que se possa efetivamente dizer ter aprendido Espiritismo.

Ninguém pode considerar Kardec ultrapassado. Seria arrogância.

Neste campo, debruçar sobre a leitura é apenas o mínimo necessário a ser feito para que se torne um Espírita autêntico.

A Casa Espírita que se denomina Espírita deve ter as obras básicas à disposição para todos. As demais obras de literatura podem ser consideradas dispensáveis, embora algumas sejam importantes ferramentas para o aprendizado mais pleno.

Mas ambos, a Casa Espírita e o médium têm de ter algo mais importante para determinar a diretriz espírita em suas vidas: a conduta.

O verdadeiro espírita irá dar qualidades ao ambiente da Casa Espírita.

Ambos seguirão na direção do Cristo, em busca da verdade, da oportunidade do trabalho, da chance de servir, de ser útil e de aprender a amar.

O "Movimento Espírita" não produz médiuns. Mas os médiuns esforçados "produzem" um bom "Movimento Espírita"!


Leopoldo

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Cura da Alma




Há hospitais, casas de saúde, médicos, terapeutas e para-médicos que são encontrados em muitos recantos deste Planeta.

Todos deveriam estar treinados para auxiliar na cura das doenças orgânicas ou pelo menos para aliviar o sofrimento.

Para isso lançam mão de muitos recursos que encaminham para uma diagnose adequada, preparando o caminho para o adequado tratamento.

Entretanto, as doenças da alma, não menos complexas, escapam aos exames habituais de laboratório e, por isso, ficam em nós, requisitando a medicação, aplicável apenas por nós mesmos.

Estimamos o adequado tratamento da doença física.

Mas, será a doença da Alma menos importante para os problemas do Espírito?

Extraímos a verruga, as manchas da pele, os tumores em vários setores da organização física.

Mas, não será importante extirpar também os maus pensamentos, as palavras indevidas e as atitudes viciosas?

Esmeramo-nos por livrar-nos da neurastenia capaz de esgotar-nos as forças, mas para fazer o quê com a eventual vitalidade que venhamos a reconquistar?

Tratemos também de nosso temperamento para que a impulsividade não nos induza à ira destruidora.

Cuidamos do coração, da pressão arterial, da circulação, através de medicamentos, correção alimentar e atividade física regular e disciplinada.

Mas precisamos adequar, de igual modo, o sentimento para que emoções desregradas não nos precipitem nos equívocos passionais em que se aniquilam tantas vidas preciosas, inclusive a própria vida.

Cuidamos, como é justo, em assistência dentária na proteção indispensável, não somente para a saúde bucal, mas também para a saúde de todos os demais órgãos do corpo.

Empenhemo-nos de semelhante maneira, na seleção da palavra para que a ela não se faça chicote das sombras para nós mesmos.

Defendemos os olhos contra a catarata e o glaucoma, como é desejável para todos.

Mas precisamos, também, purificar igualmente o modo de ver, evitando o velho hábito de julgar pelas aparências, por exemplo.

Preservamos o engenho auditivo contra a surdez.

Do mesmo modo, eduquemos o ouvido para que aprendamos a escutar auxiliando.

A Doutrina Espírita é instituto de educação e de redenção do ser para a vida eterna.

A morte efetivamente não existe.

Somos criaturas eternas.

Se o corpo, em verdade, não prescinde de cuidados permanentes, a Alma também.

E o melhor cuidado de todos para a Alma é a transformação moral voltada para o Bem.


Militão Pacheco

sábado, 28 de janeiro de 2012

Quem? Eu me preocupar?





Fico admirado com a grande preocupação que muitos espiritistas têm com relação às identidades anteriores de algumas personagens da historiografia espírita e isso é apenas uma admiração mesmo, não chegando a me abalar de modo algum.

Apenas para reflexão, leio alguns textos, às vezes longos, que explanam as razões que justificam a posição de alguns pesquisadores quanto à opinião, a título de exemplo, de que Chico Xavier seria a reencarnação de Allan Kardec.

Nada contra.

Nada a favor.

Apenas não consigo ver utilidade neste debate. Julgo que há problemas de ordem existencial muito mais importantes para debater, como as questões de foro íntimo que levam à reforma interior necessária para que se tenha uma vida plena, longe de confusões que habitualmente provocamos.

Quer dizer, debater assuntos através dos quais não se chega a lugar algum efetivamente é o mesmo que patinar no mesmo ponto e esquecer que precisamos crescer espiritualmente.

Não parece efetivamente útil saber quais as reencarnações de um determinado Espírito. Não parece necessário refletir tão profundamente sobre o assunto. Afinal, não há realmente como comprovar se o que se debate é verdadeiro. Só há como promover ilações estéreis e, de um lado ou de outro, tentar demonstrar conhecimento – não se sabe a título de quê – e poder.

Assim, quando vejo tais textos, atualmente, já mudo o foco da leitura e procuro outro que me dê recursos para ser alguém um pouco menos pior do que sou atualmente.



Militão Pacheco

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Biografias de personagens importantes para o Espiritismo




Caírbar de Souza Schutel

No início do século XX, quando eram ensaiados os primeiros passos no grandioso programa de divulgação do Espiritismo, e quando a Doutrina dos Espíritos era vista como uma novidade que vinha abalar os conceitos até então prevalecentes sobre a imortalidade da alma e a comunicabilidade dos Espíritos, dentre os pioneiros da época, surgiu um vulto que se destacou de forma inusitada, fazendo com que a difusão da nova Doutrina tivesse uma penetração até então desconhecida.

O nome desse seareiro era Caírbar de Souza Schutel, nome esse que se impôs, em pouco tempo, ao respeito e consideração de todos. Ele jamais esmoreceu no propósito de fazer com que a nova revelação, que vinha fazer o mundo descortinar novos horizontes e prometia restaurar, na Terra, as primícias dos ensinamentos legados por Jesus Cristo quase vinte séculos antes, pudesse conquistar os corações dos homens, implantando-se na face do nosso planeta como uma nova força cujo objetivo básico era de extirpar o fantasma do materialismo avassalador.

Biografar um vulto dessa estirpe não é fácil tarefa, uma vez que as suas atividades não conheciam limitações nem eram bitoladas por conveniências de grupos ou de pessoas. Conseqüentemente, tudo aquilo que se disser sobre Caírbar Schutel não passa de uma súmula muito apagada de uma vida cheia de lutas, de percalços e sobretudo de ardente idealismo.

Caírbar de Souza Schutel, aos nove anos de idade, ficava orfão de pai e, seis meses após, de mãe. Seu avô, Dr. Henrique Schutel, interessou-se pela sua educação, matriculando-o no Colégio Nacional, depois Colégio D. Pedro II, onde estudou durante dois anos.

Animado de novos propósitos, abandonou os estudos e a casa do avô, passando a trabalhar como prático em farmácia, o que fez com que, aos 17 anos de idade já se tornasse respeitável profissional desse ramo. Nessa época abandonou a antiga Capital Federal e rumou para o Estado de S. Paulo, onde se localizou primeiramente em Piracicaba e logo após em Araraquara e Matão. Esta última cidade era então um lugarejo muito singelo, com poucas casas e dependendo quase que exclusivamente do comércio de Araraquara, a cujo município pertencia.

Nessa humilde cidade, Caírbar Schutel acalentou o propósito de servir à coletividade, o que fez com que batalhasse arduamente para que Matão subisse à categoria de Município. Conseguindo colimar esse desiderato, foi eleito seu primeiro Prefeito. Homem dotado de ilibado caráter, de ampla visão e de grande humildade, conseguiu conquistar os corações de todos. Na política não enfrentava obstáculos. Deve-se a ele a edificação do prédio da Câmara Municipal, o que fez com seus próprios recursos financeiros.

A política, no entanto, não era o seu objetivo, por isso, tão logo ele teve a sua Estrada de Damasco, representada pela sua conversão ao Espiritismo, abandonou esse campo, passando a dedicar-se inteiramente à nova Doutrina.

Conheceu o Espiritismo através de Manoel Pereira do Prado, mais conhecido por Manoel Calixto, que na época era um dos poucos e o mais destacado espírita do lugar. Embora não sendo profundo conhecedor dos princípios básicos da Codificação Kardequiana, Manoel Calixto conseguiu impressionar o futuro apóstolo, com uma mensagem mediúnica de elevado cunho espiritual, recebida por seu intermédio.

Em seguida a esse episódio, Caírbar integrou-se no conhecimento das obras fundamentais da Doutrina Espírita e, tão logo se sentiu compenetrado daquilo que ela ensina, fundou, no dia l5 de julho de 1904, o primeiro núcleo espírita da cidade e da zona, denominando-o "Centro Espírita Amantes da Pobreza".

Não satisfeito com essa arrojada realização, no mês de agosto de 1905, lançou a primeira edição do jornal "O Clarim", órgão esse que vem circulando desde então e que se constituiu, de direito e de fato, num dos mais tradicionais e respeitáveis veículos da imprensa espírita.

Numa época quando pontificava verdadeira intolerância religiosa e quando o Espiritismo e outras religiões sofriam o impacto da ação exercida pela religião majoritária, Caírbar Schutel também teve o seu Calvário: um sacerdote reacionário e profundamente intolerante, resolveu promover gestões no sentido de fechar as portas do Centro Espírita, usando como arma ardilosa uma campanha persistente no sentido de fazer com que a farmácia de Caírbar fosse boicotada pelo povo.

Com o apoio do delegado de polícia, conseguiu deste a ordem para o fechamento do Centro onde se difundia o Espiritismo. Caírbar Schutel, no entanto, não era dos que se intimidam e, contra o padre e o delegado, levantou a barreira da sua autoridade moral e da sua coragem. A ordem do delegado não foi respeitada por atentar contra a letra da Constituição Federal de 1891, e o valoroso espírita foi à praça pública protestar contra tamanho desrespeito. O padre, não tolerando aquela manifestação promovida por Caírbar, também promoveu uma passeata de desagravo. Outros sacerdotes, nessa época, já estavam em Matão, apregoando a necessidade de se manter o "herético" circunscrito, de nada se adquirirem sua farmácia, e, sobretudo proibindo a todos a freqüência ao Centro Espírita.

Em face da tremenda pressão exercida, Caírbar anunciou que falaria ao povo em praça pública, refutando ponto por ponto todas as acusações gratuitas que lhe eram atribuídas pelos sacerdotes. O delegado proibiu-o de falar. Caírbar não acatou a proibição do delegado e, estribando-se na Constituição, dirigiu-se para a praça pública, falando aos poucos que, não temendo as represálias do padre, tiveram a coragem de lá comparecer. Este, por sua vez, expressou a idéia de que, se a liberalíssima Constituição brasileira permitia esse direito a Caírbar, a Igreja de forma alguma consentiria e, aliciando um grupo de homens fanatizados, marchou para a praça pública, cantando hinos e cantorias fúnebres, portando, além disso, vários tipos de armas. O objetivo da procissão noturna era de abafar a voz do orador e atemorizar o povo.

Essa barulhenta manifestação provocou a repulsa de algumas pessoas cultas da cidade, as quais, dirigindo-se à praça, pediram a aquiescência do orador para, de público, manifestarem a desaprovação àquelas manifestações e responsabilizando o padre pelas conseqüências danosas daquele desrespeito à Carta Magna, afirmando que o orador tinha todo o direito de falar e de se defender. Diante dessa reação, o padre ficou assombrado e decidiu dispersar os acompanhantes, o que possibilitou a Caírbar prosseguir na defesa dos seus direitos e dos seus ideais.

Caírbar sabia ser amigo até dos seus próprios inimigos. Sempre inspirava simpatia e respeito. Sempre feliz no seu receituário, tornou-se, dentro em pouco, o Médico dos Pobres e o Pai da Pobreza, de Matão. Além de prescrever o medicamento, ele o dava gratuitamente aos necessitados. Sua residência tomou-se um refúgio para os pobres da cidade. Muitas pessoas eram socorridas pela sua generosidade. Muitos recebiam socorros da mais variada espécie, em víveres, em roupas e sobretudo assistência espiritual.

O sentimento de amor ao próximo teve nele incomparável paradigma. Estava sempre solícito e pronto para socorrer um enfermo ou um obsediado. Atos de renúncia e de desapego eram comuns em sua vida. Sua residência chegou a ser transformada em hospital de emergência para doentes mentais e obsediados. Em vista do crescente número de enfermos, em 1912 alugou uma casa mais ampla, na qual tratava com maiores recursos e com mais liberdade todos aqueles que apelavam para a sua ajuda fraternal.

No dia 15 de fevereiro de 1925, lançou o primeiro número da "Revista Internacional de Espiritismo", órgão que desde então vem circulando sem solução de continuidade.

Quando foi rasgada a Constituição ultra-liberal de 1891, Caírbar Schutel foi à praça pública apoiando a Coligação Nacional Pró- Estado Leigo, entidade fundada no Rio de Janeiro pelo Dr. Artur Lins de Vasconcelos Lopes. Nesse propósito combateu sistematicamente a pretensão, esposada por alguns grupos, de se introduzir o ensino religioso obrigatório nas escolas. Certa vez programou uma reunião num cinema de cidade vizinha para abordar esse tema. Na hora aprazada ali estavam apenas alguns dos seus amigos, dentre eles José da Costa Filho e João Leão Pitta. Caírbar não se perturbou. Mandou comprar meia dúzia de foguetes e soltou-os à porta do cinema. Daí a 20 minutos o recinto estava repleto.

Foi pioneiro no lançamento de programa espírita pelo rádio, pois em 1936 inaugurou, pela PRD- 4 -- Rádio Cultura de Araraquara, uma série de palestras que mais tarde publicou num volume de 206 páginas.Como jornalista escreveu muito. Durante muito tempo manteve uma secção de crônicas e reportagens no "Correio Paulistano" e na "Platéia", antigos órgãos da imprensa leiga.

Sua bibliografia é bastante vasta, dela destacamos as seguintes obras: "Espiritismo e Protestantismo", "Histeria e Fenômenos Psíquicos", "O Diabo e a Igreja", "Médiuns e Mediunidade", "Gênese da Alma", "Materialismo e Espiritismo", "Fatos Espíritas e as Forças X", "Parábolas e Ensinos de Jesus", "O Espírito do Cristianismo", "A Vida no Outro Mundo", "Vida e Atos dos Apóstolos", "Conferências Radiofônicas", "Cartas a Esmo" e "Interpretação Sintética do Apocalipse".

Fundou também a Empresa Editora "O Clarim", que passou a editar livros de outros autores. Caírbar Schutel foi um homem de fé, orador convincente, trabalhador infatigável, dinâmico, realizador e portador dos mais vivificantes exemplos de virtude cristã.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Muita Experiência!




Gregory Robert Smith é um norte-americano de 13 anos de idade e poderia ser um pré-adolescente comum se já não estivesse prestes a cursar um doutorado em Matemática em Oxford. Sim, doutorado. Aliás, a precocidade dele surpreende. Aos 14 meses resolvia problemas simples da sua matéria preferida, quando aos 10 anos começava a graduação pela Randolph-Macon College, em Washington. Greg chega a cobrar 10 mil dólares por palestra e teve seu nome indicado pela segunda vez ao Prêmio Nobel da Paz pela sua defesa de crianças pobres no mundo. Um talento precoce conhecido, entre outros, foi o do compositor Mozart. Ele compôs minuetos aos 5 anos e escreveu sua primeira ópera aos 14 anos.

Os casos de crianças superdotadas sempre chamaram a atenção. A ciência não possui uma explicação convincente sobre o assunto, alega, apenas, se tratar de uma predisposição genética associada a rápida reação a estímulos externos. Precocidade, porém, não seria mais sinônimo de genialidade. O gênio seria aquele que conseguiria agregar valor, trazer algo de novo a humanidade e não simplesmente ser alguém com uma capacidade acelerada de produção comparada à média geral. Os gênios representariam 0,1% da população mundial, segundo estatísticas otimistas.

O debate sobre o que é realmente a inteligência nunca foi tão promissor como atualmente. Muitas teorias têm ampliado o conceito de inteligência, fugindo ao esquema ultrapassado de medição dela pelo Quociente Intelectual, o Q.I. mediante aplicação do Teste de Binet. Gênios como Greg teriam Q.I. entre 160 a 180, mas o que esse número responderia sobre a origem desta “anormalidade”? Para demonstrar a multivariedade de expressão intelectual, Howard Gardner, professor da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, desenvolveu a Teoria das Inteligências Múltiplas que permite compreender a manifestação da inteligência humana pelas capacidades verbal-lingüística; lógico-matemática; visual espacial; rítmica musical; corporal sinestésica; interpessoal; intrapessoal e naturalista dos indivíduos. Outros teóricos, entre eles, Daniel Goleman, advertiram que a inteligência teria também um caráter emocional, demonstrado pelo desenvolvimento de competências como autoconhecimento, autogestão, conhecimento do outro e habilidades sociais. Outro professor da Universidade de Harvard, Robert Coles, salientou a existência do que chamou de Inteligência Moral, isto é, a capacidade de refletir sobre o certo e o errado.

O que todas estas teorias não levaram em consideração é a possibilidade da inteligência ser atributo ou conquista do próprio Ser como resultado acumulativo de seus conhecimentos e vivências de existências anteriores, admitindo-se a reencarnação como fato. As idéias inatas que possui são lembranças espontâneas do seu patrimônio particular, em diferentes esferas de expressão, alguns em estado mais latente como nas chamadas crianças-prodígio. Ficaria bem mais fácil compreender toda essa complexidade da mente humana.Mais recentemente, o Doutor Richard Wolman, também de Harvard, incorporou às demais teorias em voga o conceito de Inteligência Espiritual, que seria a capacidade humana de fazer perguntas fundamentais sobre o significado da vida e de experimentar simultaneamente a conexão perfeita entre cada um de nós e o mundo em que vivemos. Não é exatamente o que define a Doutrina Espírita, mas já é um avanço no entendimento integral do indivíduo.

O atual estágio evolutivo dos seres viventes na Terra ainda não permite uma definição mais próxima do que seria afinal o Espírito, tanto que a resposta dada ao questionamento do organizador do Espiritismo, Allan Kardec, fora superficial, quando afirmou que “são os seres inteligentes da criação”, o que dá a entender que é a inteligência um fator preponderante de caracterização do Ser no processo evolutivo, tanto que possui um corpo mental na sua constituição total.

À inteligência, a que se associar a capacidade de utilizá-la para o bem de si próprio, da comunidade que participa e da humanidade. Este é o sinal que ainda estamos bastante lerdos. Quem dera que os novos gênios que chegam a Terra, muitos deles advindos de outras esferas planetárias, venham-nos a ensinar a conjugação perfeita entre precocidade intelectual com desenvolvimento do senso moral. Isso, certamente, seria coisa de gênio.

Carlos Pereira

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

ATITUDES MENTAIS QUE SE OPÕEM À RAZÃO: Filosofando...




1 - O CONHECIMENTO ILUSÓRIO

Que é o conhecimento da mera aparência das coisas que não alcança a realidade ou a verdade delas; para a RAZÃO, a ILUSÃO provém de NOSSOS COSTUMES, de NOSSOS PRECONCEITOS, da ACEITAÇÃO IMEDIATA das coisas como parecem ser. As ilusões criam opiniões, geram crenças, que variam de pessoa para pessoa, de sociedade para sociedade. A RAZÃO SE OPÕE À MERA OPINIÃO.

2 - AS ENERGIAS, OS SENTIMENTOS, AS PAIXÕES

São os estados mentais cegos, caóticos, desordenados, contrários uns aos outros, ora dizendo SIM a alguma coisa, ora dizendo NÃO a essa mesma coisa, como se não soubéssemos o que queremos e o que as coisas são. A RAZÃO É VISTA COMO ATIVIDADE OU AÇÃO INTELECTUAL E DA VONTADE, oposta à paixão ou à passividade emocional.

3 - CRENÇA RELIGIOSA

Onde a “verdade” nos é dada pela fé numa relação divina ou de origem tida como superior. Não depende do trabalho do conhecimento realizado pela nossa inteligência ou pelo nosso intelecto. A RAZÃO É OPOSTA AO CONHECIMENTO TEOLÓGICO. Consideramos a RAZÃO como sendo a argumentação que reconhece a VERDADE OBJETIVA, como característica da REVELAÇÃO CIENTÍFICA.

4 - O ÊXTASE MÍSTICO

No qual o Espírito mergulha nas profundezas do divino e participa dele, sem qualquer intervenção do intelecto ou da inteligência, nem da vontade. Pelo contrário, o êxtase místico exige um estado de abandono da vontade, de rompimento com o estado consciente, para entregar-se à punição do abismo, por tempo infinito. A RAZÃO ou CONSCIÊNCIA se opõe à INCONSCIÊNCIA do ÊXTASE. Podemos equipará-lo ao fanatismo religioso.

OS PRINCÍPIOS RACIONAIS

Ninguém depois de Kardec se preocupou com a compreensão dos conceitos com o mesmo interesse científico, visando elucidar as questões do Além. Nossa sala de Áudio Conferência, Projeto Espírita, por este motivo, procura esclarecer da forma mais ampla possível, as questões do CONTROLE e da UNIDADE DOUTRINÁRIA.

A Filosofia sempre considerou que a RAZÃO opera seguindo certos princípios que ela própria estabelece e que estão em concordância com a própria realidade, mesmo quando empregamos sem conhecê-los explicitamente. Ou seja, o CONHECIMENTO RACIONAL obedece a CERTAS REGRAS ou LEIS FUNDAMENTAIS, que procuramos respeitar até mesmo quando não conhecemos diretamente QUAIS SÃO e o QUE SÃO. Nós as respeitamos porque somos seres racionais e porque são PRINCÍPIOS QUE A REALIDADE É RACIONAL.

1 - PRINCÍPIO DA IDENTIDADE

O PRINCÍPIO DA IDENTIDADE defende um enunciado surpreendente: “A é A” ou de forma equivalente “O QUE REALMENTE É”. De acordo com este enunciado podemos dizer sem qualquer possibilidade de contestação: “Kardec é Kardec” bem como “Deus é Deus”. É o mesmo que dizer “A coisa é por ela mesma”. O princípio da identidade é a condição do pensamento, e sem ele não podemos pensar. Um objeto só pode ser conhecido e pensado se for percebido e conservado com sua identidade. Outra coisa não é que a posse do conhecimento do objetivo do objeto.

Uma vez definido um objeto, nenhum outro objeto diferente em sua natureza e propriedade, poderá ser definido do mesmo modo, com a mesma definição. O PRINCÍPIO DA IDENTIDADE é a condição para que definamos as coisas e possamos conhecê-las a partir de suas definições.

2 - PRINCÍPIO DA NÃO-IDENTIDADE

É também conhecido como princípio da contradição. O enunciado é o seguinte: “A é A e é impossível que seja ao mesmo tempo não-A”. O “É” e o “não-É” não podem se referir a um mesmo objeto quanto a uma propriedade. Existe uma DICOTOMIA entre “SER” e “NÃO-SER”, pois quando uma possibilidade ocorre e outra é excluída.

Por exemplo: os docetistas afirmaram que “Jesus teve um corpo exclusivamente fluídico, que sua existência foi fictícia, e não passou de aparência”. Tal premissa em julgado, pode ser falsa ou verdadeira. E uma vez que é falsa não pode ser verdadeira. A negação de tal premissa é verdadeira.

Sem o princípio da CONTRADIÇÃO, o principio da identidade não poderia funcionar. O princípio da NÃO-IDENTIDADE, ou seja, da CONTRADIÇÃO, afirma que uma coisa ou uma idéia que se negam a si mesma se AUTODESTRÓEM, desaparecem, deixam de existir. Afirma, também, que as coisas e as idéias contraditórias são impensáveis e impossíveis.

“EM MATÉRIA DE ESPIRITISMO NADA PODE ESTAR EM CONTRADIÇÃO COM A VERDADE”.

3 - PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO

O enunciado é o seguinte: “OU A é X ou é Y e não há terceira possibilidade”. Ou seja, estabelece-se uma dicotomia para A, em torno de X e de Y. Vejamos alguns enunciados como exemplo: “Ou é Emmanuel o autor do livro ‘Consolador’ ou não é”; “ou faremos a guerra ou faremos a paz”; “Ou aceitamos a verdade ou aceitamos a mentira”; etc.

Pelo princípio do TERCEIRO-EXCLUÍDO não há meias verdades: um fato é verdadeiro ou falso – não há outro valor lógico. No Espiritismo o que está em erro é repudiado e não se admite meias-verdades; ou é ou não é. Equivale ao “ser” ou “não ser”.

O princípio do terceiro excluído define a decisão de um dilema – “ou isto ou aquilo” – e exige que apenas uma das alternativas seja verdadeira. E não há terceira possibilidade ou terceira alternativa, pois entre várias escolhas possíveis, só há realmente duas, a certa ou a errada.

4 - PRINCÍPIO DA RAZÃO SUFICIENTE

Afirma que tudo o que acontece tem uma razão (causa ou motivo) para existir ou para acontecer, e que tal razão, pode ser conhecida pela nossa razão. O princípio da razão suficiente costuma ser chamado de PRINCÍPIO DA CAUSALIDADE, para indicar que a razão afirma a existência de relações ou conexões entre as coisas, entre fatos, ou entre ações e acontecimentos.

Não podemos afirmar que a razão não admita o ACASO ou AÇÕES e FATOS ACIDENTAIS, mas sim que ela procura, mesmo para o acaso e para o acidente, uma causa, ou razão suficiente, e a CAUSA CASUAL ou ACIDENTAL está em a primeira se realiza sempre dentro de uma previsibilidade, é universal e necessária, enquanto a causa acidental ou casual só vale para aquele caso particular, para aquela situação específica, não podendo ser generalizada e ser considerada válida para todos os casos e situações semelhantes, pois, juntamente o ACASO ou a SITUAÇÕES são ÚNICAS.

A morte, por exemplo, é um efeito necessário e universal – válido para todos os tempos e lugares. Mas a morte pode ocorrer acidentalmente, sem qualquer previsibilidade, e situação que muitas circunstâncias poderia ser evitada. A guerra pode ser evitada, deixando de eliminar muitas vidas. As ações terroristas são ações de guerra que atingem a população civil. Mas se uma guerra acontecer, ela terá necessariamente causas – mesmo as mais absurdas e inaceitáveis, e se ela acontecer terá como efeito as mortes. Mas as causas dessa guerra são somente dessa guerra e de nenhuma outra. Embora se possa considerar uma causa comum – O EGOÍSMO – a causa de praticamente todas as necessidades humanas.

OUTRAS CONSIDERAÇÕES SOBRE OS PRINCÍPIOS RACIONAIS

Há ainda a considerar algumas características importantes para os PRINCÍPIOS DA RAZÃO:

I - NÃO POSSUEM UM CONTEÚDO DETERMINADO: são apenas formas – indicam como as coisas devem ser e como devemos pensar, mas não nos dizem QUAIS AS COISAS SÃO, nem os CONTEÚDOS que devemos ou vamos pensar.

II - POSSUEM VALIDADE UNIVERSAL: onde houver RAZÃO, nos seres humanos, nas coisas, nos fatos e nos acontecimentos, em todo o tempo e em todos os lugares, tais princípios são verdadeiros e empregados por todos os seres humanos e obedecidos por todos – COISAS, FATOS e ACONTECIMENTOS.

III - SÃO NECESSÁRIOS: são indispensáveis para o pensamento e para a VONTADE, indispensáveis para AS COISAS, os FATOS e os ACONTECIMENTOS. Indicam que algo é assim e não pode ser de outra maneira. NECESSÁRIO significa: É IMPOSSÍVEL QUE NÃO SEJA DESSA MANEIRA E QUE PODE SER DE OUTRA. A idéia da RAZÃO constitui o IDEAL da RACIONALIDADE criado pela SOCIEDADE EUROPÉIA OCIDENTAL, que depois do abalo que sofreu no início do século passado, mais se aproxima do que já defendia Kardec na Codificação Espírita. Kardec antecipou os princípios que viriam a ser conclusivos em termos de racionalidade para os filósofos contemporâneos. Temos, na Ciência e na Filosofia modernas, à disposição, ferramentas intelectuais para construirmos solidamente o CONHECIMENTO ESPÍRITA. Quem não o faz, das duas uma:

1- não está atento à finalidade da vida e vive iludido pelo materialismo efêmero;

2- ignora os instrumentos intelectuais indispensáveis ao Conhecimento Espírita.

Muitos simpatizantes espíritas, advertimos, encontram-se nesta segunda alternativa e enveredam por caminhos falsos, caminhos traçados por estados mentais que se opõem aos da mais pura RAZÃO.

A Filosofia, nos dias atuais, introduziu um novo princípio da racionalidade: O PRINCÍPIO DA INDETERMINAÇÃO. Assim, o PRINCÍPIO DA RAZÃO SUFICIENTE é valido para os fenômenos menos MICROSCÓPICOS, enquanto o PRINCÍPIO DA INDETERMINAÇÃO é válido para escalas HIPERMICROSCÓPICAS. Podemos estender sua aplicação para a área da fenomenologia ESPIRITISTA.

A aceitação dos fatos não condicionados à CRÍTICA significa ENGESSAMENTO INTELECTUAL, condenado por Jesus em seu “SIM, SIM... NÃO, NÃO” ou na opção morna: “EU SEI AS TUAS OBRAS, QUE NÃO ÉS FRIO NEM QUENTE: OXALÁ FORAS FRIO OU QUENTE!”; “ASSIM PORQUE ÉS MORNO, E NÃO ÉS FRIO NEM QUENTE, VOMITAR-TE-EI DA MINHA BOCA” (Apocalipse 4:15-16).

A dificuldade em aceitarmos a CRÍTICA como COADJUVANTE no processo de CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO, talvez seja decorrente da INTELIGÊNCIA HUMANA SER LENTA. Isto pode significar que passamos por um lento processo intelectual até vencermos os obstáculos pessoais e culturais e alcançarmos a EXATA COMPREENSÃO DE UMA MENSAGEM. Esta nem sempre se mostra de imediato no momento da comunicação. É necessário dispensar um espaço de tempo considerável para que possamos DECODIFICAR e ASSIMILAR o que foi revelado através de alguma forma de verbalização ou de escrita.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Ser Espírita




“O espírita é reconhecido pelo esforço que faz para sua transformação moral e para vencer suas tendências para o mal.” – Allan Kardec

Ter conhecimento sobre o Espiritismo não transforma necessariamente a pessoa em Espírita.

Aliás, temos notado que algumas vezes o conhecimento sobre o Espiritismo, tem afastado muitas pessoas das verdadeiras diretrizes do ato de se efetivar como Espírita "praticante".

Podemos dizer que o verdadeiro espírita não é aquele que simplesmente "aceita" os princípios básicos da Doutrina Espírita.

Temos assistido grande número de criaturas verbalizando ideais espíritas em grande parte do tempo de suas vidas, como se estivesse tentando convencer a si mesmos de que aquilo que divulgam é verdadeiro.

Mas, ao mesmo tempo, esses irmãos, que acompanham a Doutrina abençoada que nos ampara, vivenciam outra realidade, distinta daquela que seria razoável para dizer verdadeiramente que eles são Espíritas.

As atitudes são incoerentes com o discurso.

A palavra é bela, mas os gestos...

Isso não é tão difícil de compreender, afinal, é só mentalizar que a essência de tudo no ser humano está no pensamento e, enquanto este não se modifica, todo o restante manterá o padrão de atitudes correspondentes ao que ele irradia para a criatura.

Mesmo que discurse veementemente a favor da Doutrina Espírita, seu íntimo ainda apresenta a postura cristalizada no passado, então, seus gestos serão correspondentes a esta postura.

É que ainda não houve o processo de maturação libertador que eleva o indivíduo ao nível de compreensão Espírita.

Mas este processo ocorrerá, certamente. É apenas questão de tempo para todos nós. Ainda que pareça longínquo, nosso momento de conversão autêntica para o Bem virá, pois todos estamos destinados construtivamente ao Amor.

Ainda assim, em fase de construção da personalidade Espírita, quando lhe perguntarem sua religião, não vacile e diga: "sou Espírita", para que você consolide cada vez mais sua proposta renovadora íntima e converta suas aspirações de concretizar a nova proposta de vida, em consonância com o Cristo de Deus, que nos aguarda no íntimo de cada um.

Não se trata de uma apologia vazia ao Espiritismo, mas de uma ideologia a ser implantada, conquistada e desejada a cada instante.

Iremos, em nosso próprio ritmo, alcançando o necessário desprendimento de nossos hábitos antigos e construindo essa maravilhosa proposta Espírita, que nos consola e esclarece sempre.

Basta exercitar continuamente.



Militão Pacheco

domingo, 22 de janeiro de 2012

O Amor




Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;

Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;

Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.


1 Coríntios 13:1-13

Cura Mediúnica




O médium curador tem amplas possibilidades de servir, pois dispõe de sua própria reserva magnética.

Pode e deve aliar ao fluido pessoal o fluido generoso dos Amigos Espirituais. Aliás, mesmo que muitos não queiram entender assim, o mecanismo mediúnico envolve sempre as duas esferas da vida.

Com os recursos da vontade firme, projeta, à distância, o fluido que lenitiva e cura. Isso mesmo, não precisa ser somente na presença da pessoa: pode ser à distância, pela impressão da vontade.

E a prece é o principal recurso que leva bem longe seus poderes curativos.

Palavra, olhar e gesto, estimulados pelo desejo de servir, conjugam-se no esforço da cura. Mas precisamos lembrar também da respiração. A cuda pode acontecer num sopro.

Se não for cura, pode ser melhora, alívio.

O médium curador precisa ser tranquilo. Evitar excitações nervosas. Cultivar a prece.

A força nervosa ou magnética que existe no homem é acrescida e sustentada pelos Benfeitores Espirituais. Mas, se a sintonia não for construtiva, poderá ser secundada por Entidades perturbadas e gerar problemas para o próprio médium, que adoecerá, mais cedo ou mais tarde.

Entrando em sintonia com os Bons Amigos, através da oração, expressando humildade e desejo de ajudar, os recursos espirituais se ampliam e a tarefa pode ser executada com as bençãos do alto para a prática da caridade mediúnica.

Os Mensageiros do Amor, operando em nome de Jesus, dirigirão os fluidos para o que seja melhor para o paciente, levando-o ao alívio ou mesmo à cura.

O médium curador precisa aprender a ter humildade para entender que os recursos de que dispõe procedem de Deus e não dele mesmo.

O concurso dos Amigos Espirituais condicionam-se, por seu turno, às determinações divinas.

O crescimento espiritual do médium está na razão direta de sua compreensão, fé em Deus e desprendimento, isso porque reconhece que «nem o que planta é alguma coisa, mas Deus dá o crescimento», segundo a palavra de Paulo de Tarso.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Medos





Dos maiores obstáculos na vida o medo dá à criatura potencial para perder-se no caminho durante todo o processo de existência, seja como encarnado ou desencarnado.

Tanto faz em qual plano da vida se está, pois a emoção “medo” acompanha-nos em todas as faixas de existência.

Mas é preciso entender o atavismo desta emoção. Onde está a causa das tensões que literalmente gera obstáculo para que se possa movimentar livremente.

Dando um olhar no passado de todos, pode-se observar que cada ser humano já teve inúmeras oportunidades de cultivar experiências das mais variadas em todos os períodos de vivência, de tal modo que os equívocos e os prejuízos causados a outrem não foram incomuns em outras vidas e mesmo no período entre elas, quando livres do corpo físico.

Seja pela razão que tenha sido, por mágoa, ressentimento, sentimento de justiça pelas próprias mãos, desejo de vingança, inconformismo, todos tivemos nos períodos passados verdadeiras experiências destrutivas com relação a outras pessoas, em virtude da própria inquietação que faz parte da juventude espiritual de cada um.

A juventude, muitas vezes má conselheira, pode conduzir o indivíduo a atitudes que permanecem gravadas em seu inconsciente para sempre.

Essas memórias, advindas de vidas anteriores, ficam presentes de modo indelével na mente do Espírito, embora guardada de modo sutil em camadas interiores que não se manifestam habitualmente, levando a pessoa a ter uma espécie de sombra, manifesto de sua consciência culpada do pretérito, que o faz sentir um medo que não sabe de onde vem.

Medo, por conta de que sabe que, de algum modo, irá expiar pelos próprios descaminhos, isto é, o Espírito tem guardado dentro de si a lei de ação e reação e pressente que irá reencontrar com seus desafetos em algum momento de suas existências.

Se não for com seus desafetos, que eventualmente poderão ter perdoado suas faltas, sabe que irá se deparar com as atitudes que cometeu e sente medo.

Não sabe exatamente de quê, mas tem medo.

Por isso, muitas vezes, o pânico, a ansiedade generalizada, a síndrome do pânico, as fobias e desajustes inerentes ao tipo de desequilíbrio que tenha gerado anteriormente, por conta de seu próprio livre-arbítrio.

Tivesse o homem certeza da presença de Deus em sua vida, em sua existência, e ele não vacilaria em enfrentar suas próprias sombras, pois teria plena consciência de que passará apenas por aquilo que necessita, nem mais nem menos.

E, na verdade, a consciência tranqüila é a única forma de afastar o medo da própria existência.

Por isso, se tivemos um passado difícil, é hora de não gerar ansiedades pelo que passou, mas de cultivar o presente equilibrado, para que o futuro seja livre e desimpedido de embaraços certamente desnecessários.



Leonardo

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Obras Básicas do Espiritismo





Resumo das Obras Básicas da Doutrina Espírita

· O Livro dos Espíritos: lançado por Allan Kardec em 1857, é o principal livro da Doutrina Espírita. Podemos chamá-lo de espinha dorsal, pois sustenta todas as outras obras doutrinárias. Divide-se em quatro partes: “As causas primárias”; “Mundo espírita ou dos Espíritos”; “As leis morais”; e “Esperanças e consolações”. É composto de 1018 perguntas feitas por Kardec aos Espíritos superiores responsáveis pela vinda do Espiritismo aos homens. O que é Deus? De onde viemos? Para aonde vamos? O que estamos fazendo na Terra? Estas são algumas das questões respondidas pela falange do Espírito de Verdade.

· O Livro dos Médiuns: teve seu lançamento em 1861. Nele, Allan Kardec mostra os benefícios e os perigos da mediunidade, ou seja, o canal que liga o homem encarnado ao mundo espiritual. Demonstra que embora todos os seres vivos possuam esta abertura de contato, há aqueles que a têm de uma forma mais abrangente. Kardec e os Espíritos superiores alertam sobre a sutileza desta faculdade, para que uma pessoa possa contatar os Espíritos sem ser prejudicada por entidades maléficas, descontrolando sua mediunidade.

· O Evangelho Segundo o Espiritismo: editada em 1864, esta obra pode ser entendida como a parte moral da Doutrina Espírita. Nela, Kardec e os Espíritos superiores comentam numa linguagem acessível as principais passagens da vida de Jesus. Explicam suas parábolas e demonstram a grandiosidade do Mestre nos seus ensinos, dando-nos, além disso, conselhos importantes sobre nossa conduta diária frente às dificuldades e dúvidas da vida.

· O Céu e o Inferno: Kardec lançou este livro em 1865. Através da evocação dos Espíritos de pessoas das mais diferentes classes sociais, crenças e condutas, demonstra-nos como foi a chegada e a vivência espiritual destes seres após o seu desencarne. Rainhas, camponeses, religiosos, assassinos, ignorantes e intelectuais são alguns dos que contam o que os aguardava depois de suas atitudes terrenas e como poderão ser suas vidas futuras.

· A Gênese: nesta obra, de 1868, Kardec explica a Gênesis Bíblica, a formação do Universo, demonstrando a coerência da mesma quando confrontada com os conhecimentos científicos, despida das alegorias próprias da época em que foi escrita. Expõe o que são os milagres, explicados pelas leis da natureza, produtos da modificação dos fluidos que nos cercam. Enfim, faz a religião e a ciência caminharem juntas, fortalecendo a fé dos que crêem em Deus.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Quem você está seguindo?




Quando alguém se aproxima da Doutrina Espírita, faz contato com elementos diferentes daqueles com os quais mantinha até então.

Os olhares para a vida passam a ser diferentes daqueles habituais e inicia a percepção de que tudo é na verdade um grande ato de responsabilidade diante de si mesmo, diante dos outros e diante de Deus.

Tudo o que esse alguém pensa, fala e faz passa a ter outra dimensão diante das experiências que tinha até essa nova abertura que adquire por conta dessa experiência absolutamente esclarecedora que o Espiritismo pode oferecer.

É que, em verdade, o Espiritismo simplesmente retrata o pensamento de Jesus.

A simplicidade do Mestre dos Mestres implanta em nossa vida uma reformulação na postura mental que tem todo o potencial de mudar totalmente a jornada da experiência humana na carne.

A vida pode passar a ser mais suave, mais plena, mais alegre, mais produtiva e gerar amor por onde esse alguém passe.

Entretanto, para que esse fenômeno ocorra verdadeiramente, é preciso que a experiência não fique apenas no campo da teoria e passe para a atividade efetiva.

Não basta ler as obras que constituem a codificação doutrinária para que a pessoa seja transformada.

É preciso que esta pessoa tome o que aprendeu e coloque em prática em seu cotidiano.

Não adianta conhecer Jesus e acompanhá-lo à distância, aguardando um suposto melhor momento para realmente unir-se a Ele, como se pode dizer da vivência de sua mensagem divulgada pelo Espiritismo.

É preciso, de fato, acompanhar Seus ensinamentos e praticá-los.

Quando venha a fugir as possibilidades de atuar como um verdadeiro cristão, retomar as rédeas da situação e colocar-se à disposição do Cristo logo em seguida.

Não esmorecer diante dos naturais obstáculos que a vida oferece.

Não abandonar o projeto de vivenciar o Cristo, seguindo a Doutrina Espírita, por conta de incertezas geradas naturalmente pela dor.

É necessário ter em mente que o Espiritismo fornece todo o manancial de conhecimentos para ter condições de avanças em direção à Luz, mas que é fundamental exercer esse conhecimento sempre para que a trajetória não seja interrompida.



Elizabeth.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Identidades





Ninguém discute a genialidade de Fernando Antônio Nogueira Pessoa.

Escritor brilhante, daqueles que faz pensar a quem leia suas obras.

Assim como, por exemplo, neste trecho:

“Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.”

Diante do público, por interesses variados, se apresentava por meio de heterônimos, isto é, nomes diferentes dos seus.

Mas todo mundo sabia e sabe que o texto era originado de uma mente brilhante, de um homem sensível e genial. Tinha lá suas fraquezas, como todos as temos, mas era sim, diferente dos demais. Tanto é que deixou sua marca para a humanidade. “Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, Não há nada mais simples. Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte. Entre uma e outra todos os dias são meus.”

Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caieiro ou simplesmente Fernando Pessoa.

Outras pessoas também apresentam “heterônimos” para escrever. Isso pode ser uma forma de se apresentar em público, que esconde a verdadeira identidade de quem escreva, mas que pode esconder, na atitude, algo de revelador.

Pode significar humildade.

Algumas vezes necessidade.

Outras levam a crer tratar-se de covardia.

Considerando que humildade não é bem algo da prática humana, ficam restritas as possibilidades.

Passa pela mente, que quem não se identifique seja realmente medroso.

Uma carta anônima é sinal de covardia.

Um codinome pode ser até romântico, mas dizem que os românticos têm personalidade “diferente”, não é mesmo?

Entretanto, cabe uma questão: qual a verdadeira razão para alguém se esconder atrás de um nome ou de uma insígnia que não corresponda à verdade?

Seja qual for a justificativa oferecida por quem escreva e se esconda, não há como acreditar, pois, se a própria identidade é falsa...



Militão Pacheco

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Prisão voluntária





Liberdade é uma situação de relativa sensibilidade para cada pessoa, afinal de contas o que é liberdade para uns é prisão para outros.

Muitas vezes acontece uma ligação mais intensa entre duas pessoas, o que, com o tempo, limita as ações de uma delas ou de ambas e isso faz que se desenvolva uma sensação de desconforto para um ou para os dois.

Infelizmente é muito comum de se perceber esse tipo de sensibilidade aflore em homens que, casados e pais de um ou mais filhos, se sintam aprisionados pela união.

Mas isso também acontece, em menor número de casos, com as mulheres.

A grande responsabilidade, extratora de oportunidades sensoriais, por não permitir que o indivíduo possa desfrutar de seu egoísmo, assusta e pode conduzi-lo ao equívoco de afastar-se de esposa e filhos, por conta de procurar caminhos prazerosos e por se julgar tolhido em sua liberdade.

Não é incomum que este indivíduo termine por se envolver em uma teia de erros que tolhem ainda mais sua liberdade, conduzindo-o ao envelhecimento precoce e ao adoecimento.

Também não é incomum assistir a situações nas quais os filhos, já crescidos, terminem por cuidar do pai que abandonou o ninho quando eles estavam na mais tenra idade.

É o círculo da vida, que dá a oportunidade de se perdoar e de se redimir de alguma maneira.

Nesse exemplo, nota-se que o egoísmo é o maestro do destino de muitas pessoas.

É que ele, o egoísmo, gera dores mais profundas que só se percebe com o passar dos anos.

Ainda assim, muita gente não consegue perceber que é egoísta e alardeia pelos quatro cantos que apenas luta pelos seus direitos.

Quem julgue estar se libertando ao abandonar uma grande responsabilidade, deixa-se conduzir pelas algemas que o egoísmo constrói.

Os prazeres fugidios da Terra são incapazes de gerar a alegria que uma tarefa bem executada pode dar ao ser humano.

Nenhuma chave para a liberdade é mais poderosa do que a chave do dever cumprido.



Militão Pacheco

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Yvonne e Divaldo




texto de Orson Peter Carrara

Os dois médiuns que intitulam essa matéria são dignos, entre outros, de nosso maior respeito e gratidão. Seja pelo exemplo mediúnico, seja pela dedicação, seja pela fidelidade à causa espírita ou pelo conteúdo de suas produções literárias e verbais em favor da divulgação espírita.

Desde menino acostumei-me a ver meus pais lerem os livros de Yvonne. Inclusive cheguei a corresponder-me com ela. Com Divaldo não foi diferente: sua oratória vibrante, sua coerência e lucidez nas palestras e seminários, sempre empolgaram-me e seus livros são sempre grande sucesso editorial.

Eis que um novo livro biográfico, sobre Yvonne, chega-me às mãos. E, interessante, há um capítulo referindo-se aos dois médiuns. Pelo carinho, admiração e gratidão que sinto por ambos, não pude furtar-me de trazer aos leitores transcrição parcial do referido capítulo:

“(...) Em 1962, Divaldo passou por uma difícil provação. Embora não sendo solicitada pelo orador baiano, Yvonne Pereira pediu aos Espíritos amigos que ditassem palavras de conforto para o médium. Daí a alguns minutos, ela recebia a seguinte mensagem, gentilmente fornecida por Divaldo, que passo a publicar pelo seu ineditismo:

Cabeçalho feito por Yvonne: Divaldo Pereira Franco – Salvador – Bahia

Se possível, rogamos uma palavra de conforto para ele.

Mensagem recebida:

Meu amigo e filho querido, Deus nos abençoe.

Por que te admiras dos espinhos que circundam os teus caminhos, se o teu Mestre de Nazaré foi coroado com os mesmos espinhos?

Por que te admiras que as lágrimas corram dos teus olhos, confrangido que está o teu coração, se teus irmãos do início do Apostolado Messiânico se viram frente aos leões dos circos da iniqüidade, para satisfação das trevas?

Por que desejamos encontrar apenas sedas e arminhos se desde o início da Terceira Revelação foi anunciado que os adeptos mais responsáveis seriam atingidos pela zombaria e o ridículo, visto que passara a época dos gládios e dos circos romanos? De graças a Deus por mereceres sofrer frente ao serviço do Senhor. Reaja a tua fronte abatida, certo de que depois da borrasca surgirá a bonança. Lembra-te de que ao Cordeiro seguiu-se a Ressurreição, para que a Doutrina do Cristo imperasse nos corações.

Resigna-te ao presente e espera que a luz rebrilhe em teus futuros caminhos. Na Seara do Cristo nem só os que escrevem são eleitos. Os que choram e sofrem também o são, porventura com maiores méritos. Tua missão maior é junto aos que sofrem, como o teu Mestre Jesus Nazareno, e não ao pé dos letrados do século.

Prossegue, pois, enxugando lágrimas. Revigorando corações, amando, perdoando, esperando... e o mais vir-te-á por acréscimo de misericórdia.

Deus seja contigo. Não estás só. Amigos do invisível velam por ti.

Paz

Vianna de Carvalho (...)”

A beleza do texto dispensa outros comentários. A transcrição, parcial, é do livro Yvonne uma heroína silenciosa, páginas 99 e 100, autoria de Pedro Camilo

sábado, 14 de janeiro de 2012

Caminhos diferentes





Algumas pessoas ainda ficam atônitas com os acontecimentos que transbordam no mundo da atualidade. Isso é algo de bom: que algumas pessoas ainda tenham sensibilidade com relação à violência, seja de qual tipo for.

Embora saibamos que a violência faça parte da história toda da humanidade na Terra, ela sempre causa algum tipo de choque.

Nos últimos tempos ela tem sido mais densa, é verdade. E tem se adensado por conta de que há um foco mais intenso de desencadeamento para que ela se forme em uma verdadeira nuvem que se espalha por todos os recantos.

Esse foco é o egoísmo.

A egolatria tem movimentado profundamente a criatura humana nessas últimas décadas. E tem sido estimulada pela própria humanidade, em processo autofágico, curioso no mínimo.

É autofágico por que evidentemente provoca a perda de vidas inumeráveis.

Assim como a desestruturação da família e da sociedade.

O alimento para esse processo é fundamentalmente o consumismo desenfreado e desnecessário. Ele faz com que a pessoa não se sinta satisfeita de modo algum, por mais que tenha e por melhor que seja sua vida.

Esta insatisfação gerada por sucessivas frustrações, evidentemente ladeadas por outros fatores comemorativos, não apenas a incessante busca por prazer, mas também e por exemplo, a desconexão do indivíduo de sua família, leva à procura por prazeres distintos, que aliviem tais frustrações e gerem ilusões fugidias e viciantes: as drogas.

Elas são o recurso para o atual movimento de desagregação sócio-econômico-cultural.

Há perda da integridade mental, emocional e racional.

Há isolamento do indivíduo, que deixa de vivenciar o convívio real ter experiências surreais imaginárias e geradoras de prazer também imaginário.

Fechado em si mesmo, por conta de uma viciação corrosiva (como todas são), o usuário perde-se em ilações desconexas e esvazia sua vida de sentido.

O usuário não estuda como deveria (quando o faz), não responde pelo que faz, não labora como deveria e poderia, não rende para a sociedade, não produz como precisaria, gera desajustes, provoca perda da integridade familiar, causa frustrações sucessivas e outros muitos fatores que não caberiam aqui.

Interessante que, ainda que esteja muito envolvido com a droga (inclusive o álcool), sempre tem um discurso que redunda ser capaz de parar no momento que queira e que as drogas não são perniciosas para a saúde.

Esse discurso é uma retórica de sofisma inabalável, em função do processo de hipnose pelo qual passa em decorrência do vício.

E ele não percebe como e quão está envolvido no redemoinho das paixões geradas pelo álcool, pela cannabis, cocaína, crack, mescalina, LSD, ecstazy e vários outros mecanismos de entorpecimento da razão e da moral.

É tão entorpecedor que gera violência social redundante, mesmo que os usuários não entendam assim. É fato: a droga está consumando um total desequilíbrio familiar e social, provocando perda de valores éticos e morais.

Provavelmente sejam elas, as drogas, os maiores recursos obsessivos para comprometer o desenvolvimento efetivo da humanidade, na chamada Era de Aquário.


Militão Pacheco

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Família





Muitas civilizações foram perdidas por conta de haverem se perdido em paixões das mais variadas, como o poder e o sexo desregrado.

Não há dúvidas que poderemos encontrar outras justificativas para os desatinos que encaminharam as tais civilizações para o precipício do equívoco em processo de suicídio inconsciente.

Mas também não há dúvida de qual é o foco fundamental para que toda uma sociedade se perca: o egoísmo!

É ele que faz com que tudo em uma sociedade estrutura vá perdendo agregação e coezão, pois ele é o que derruba a primeira pedra constituinte de uma estrutura: a família.

É por conta do egoísmo que se perde a estrutura familiar, haja vista que o indivíduo que olha apenas para as próprias necessidades, esquecendo-se de que todos os componentes de sua família também têm as suas, inicia um processo de desajustamento progressivo e de sofrimento em cadeia que certamente irá desagregar o conjunto, levando à separação dos seus componentes.

O cônjuge que se desvia do caminho da responsabilidade familiar, após ter cedido espontaneamente ao caminho da formação de uma família, deixa-se conduzir pela eventual sensualidade que é o primeiro fator de uma cadeia de acontecimentos que gerará dores e sofrimentos.

O jovem que, algumas vezes em decorrência justamente da postura egóica de um de seus genitores, se envolve com eventos psico-alucinónegos, inicia um processo de velocidade variável de desmanche de relações, não somente no seio da família, mas também nas relações sociais, já que quaisquer que sejam os recursos para fuga da realidade, drogas ou álcool, terá para si uma profunda perda de contato com a realidade objetiva da vida, sendo carregado para o redemoinho de paixões infindáveis que só terão parada relativa com a morte física.

Ainda assim, após a morte, temos notado muitas criaturas humanas completamente perdidas e sem qualquer rumo, sem mesmo buscar auxílio, em função do uso “habitual” de álcool ou cannabis, o que leva a crer que as conseqüências do chamado hábito são bem mais dantescas do que o que quer que seja apregoado pelos usuários na Terra.

O pobre que não aceita de modo algum sua condição material e que se deixa levar pela insatisfação, pela inveja e pela revolta e que parte para o crime, é um dos fatores desencadeantes de desajustes dos mais veementes para a sociedade. E o uso concomitante de drogas e álcool é absolutamente comum já há muito tempo.

Enfim, quaisquer fatores analisados levam a uma situação comum: a perda da célula da sociedade, que é a família. Sem valores familiares, todas as civilizações se perderam, como está acontecendo atualmente.

É preciso reconsiderar a questão da estruturação de um lar estável, partindo para uma postura que gere construção desta importante constituinte do meio social que gera o aprendizado do amor, através do convívio entre espíritos com afinidades comuns e necessidades idem.

Sem a família adequadamente formada, perde-se o ser humano.


Militão Pacheco.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Mediunidade e doenças





Não há qualquer dúvida de que a saúde física é importante para o bom êxito de qualquer atividade, seja física, intelectual ou espiritual.

Dizem que ter saúde normal é não ter impedimentos para quaisquer atividades.

Como o Espírito age sobre a mente, nas comunicações mediúnicas, e os reflexos dessas comunicações atingem o campo orgânico, torna-se necessário que, para uma boa manifestação do ser inteligente, esteja o corpo em boas condições.

É necessário que estejam a mente e o corpo sadios para que o médium possa ter sua plenitude em atividade. Mas adoecimentos não impedem o ato mediúnico, até certo ponto.

Não há impossibilidade de que o médium eventualmente em desajuste somático possa promover boas comunicações.

Que possa o médium cuidar adequadamente de sua saúde, a fim de que faça o melhor em seu trabalho. Faça mais em favor do próximo.

O médium muito doente, ou muito cansado, diminui sua capacidade de trabalho, reduz a produtividade. Mas é assim em todas as atividades humanas.

O médium também se ressentirá das desarmonias orgânicas, ressentindo-se de condições adequadas.

Espíritos em dificuldades e portadores de viciações, impregnados de fluidos densos e pesados, exercem sua atuação de maneira mais agressiva sobre os médiuns doentes, ou enfraquecidos, por lhes serem menores as resistências.

Cuidar do corpo é medida salutar, indispensável a todos e, em particular, aos médiuns.

Mesmo as doenças espirituais, as obsessões, não são fatores impeditivos para o trabalho mediúnico. Mas dentro de certos limites que devem ser estabelecidos com a razão e o bom senso.

A gestação não é uma doença e, portanto, não é fator para afastar uma mulher de atividades mediúnicas, a não ser que ela esteja com algum quadro de adoecimento simultâneo.

De qualquer modo é necessário que todos cuidemos e tenhamos zelo pelo organismo físico do qual somos portadores durante toda a vida na Terra.


Militão Pacheco

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Objetivos





Há muitos Centros Espíritas espalhados (no bom sentido da palavra) por esse Brasil imenso. E a cada dia surgem outros, formados por equipes dispostas a trabalhar em prol de uma abençoada Doutrina que acolhe a todos, sem distinção.

A partir de grupos já crescidos, embora nem sempre amadurecidos, outros pequenos nascem, na tentativa de suprir as necessidades de seus fundadores e seguidores.

Muitas boas idéias são acrescidas aos novos trabalhos, sempre com o objetivo de agregar forças para dar sustentação ao freqüentador, que busque no Centro Espírita o amparo para superar suas dificuldades durante a jornada terrena, que certamente não é simples de ser vencida.

Infelizmente agregam ao Centro Espírita alguns ideais que não condizem com a Doutrina que estabeleceu a formação de uma religião-ciência-filosofia que abraça a todos, sem qualquer distinção, mas que não abraça buscas ingênuas de curas fáceis ou caminhos que não tenham a ver com a fé raciocinada proposta pelos Espíritos Superiores desde a demanda inicial na formação do código doutrinário.

Espiritismo é a expressão mais simples e mais objetiva da palavra de Jesus.

Não está ligado a forma de curas que não proponham o mais importante de tudo: a cura interior.

O maior objetivo de qualquer Centro Espírita precisa ser a transformação moral do Ser Humano.

Que acolha o necessitado, através da mediunidade das mais variadas expressões, inclusive curando doenças físicas. Por conta do amparo de Espíritos Servidores do Cristo. Não por conta de mecanismos variados que liguem o Ser à inércia e que nada têm a ver com o Espiritismo.

Mas que encaminhe cada pessoa que o procure a refletir sobre si mesmo, afastando os antigos hábitos que guarda dentro de si prejudiciais a ela mesma e a todos os que a acompanham na jornada.

Que nos trabalhos seja muito valorizada a palavra lida, estudada, propalada que leva os ideais do Cristo ao mundo, para que cada freqüentador ouça e reflita cada vez que for ao Centro Espírita.

Que se mantenham os trabalhos mediúnicos habituais, pois são extremamente necessários.

Mas que se pregue a correção dos vícios, a geração do amor, a preocupação com a família, o cuidado com a criança e com o jovem e o perdão entre as criaturas, pois isso é o papel e o objetivo mais importante da Casa Espírita, ainda que tenha médiuns fantásticos, pois eles nada representarão por conta de fenômenos mediúnicos, se não forem intermediários para o Amor.


Leopoldo.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Gentilezas




"Aprendamos, assim, a calar toda frase que malsine ou destrua, porque,conforme a Lei do Bem promulgada por Deus, toda palavra que obscureça ou enodoe é moeda falsa no tesouro do coração." EMMANUEL

A melhor forma de se entender a Vida Espiritual é fazer um paralelo entre a nossa vida material e a Vida Maior.

Pode-se dizer que os níveis de organização dos dois planos da Vida são semelhantes.

Pelo menos na questão de ordem moral, não há como dizer que não há paralelo.

Amor-próprio e vaidade, inveja e ciúme, nobreza e desprendimento, altruísmo e espírito de renúncia são expressões psicológicas e morais das comunidades daqui e do Além.

Notamos, muitas vezes, no trato com os Espíritos, certas dificuldades para que o médium se comunique, como se nossos irmãos, pelo simples fato de estarem desencarnados, necessitem de outra linguagem, de outro manuseio de palavras.

Geralmente, essas dificuldades não resultam da falta de preparo, ou de inspiração, mas porque tais companheiros insistem em considerar as entidades como seres à parte da Criação.

Os encarnados não são diferentes dos desencarnados, exceto pela questão do corpo físico.

Carregam as mesmas virtudes e defeitos que assinalam a posição evolutiva dos encarnados.

Têm os desencarnados sentimentos, que os tornam reconhecidos ao trato gentil que lhes dispensam.

Os desencarnados, pensando em termos de reuniões mediúnicas, necessitam do mesmo tratamento gentil que necessitam os encarnados.

Particularmente por conta de que os contatos com eles são fugazes, fugidios, esparsos. Mais raramente tem-se encontros repetitivos entre os encarnados e os desencarnados, nas sessões mediúnicas.

Quando isso acontece, há alguma razão específica que denota vínculos entre ambos, que certamente precisarão de reajustes, o que leva, com maior razão à necessidade do aprimoramento do relacionamento.

Felizmente, o encontro mais frequente, neste formato, praticamente não ocorre.

Os desencarnados são necessitados da caridade, compreensão e gentileza, a se expressarem de várias formas, assim como são os encarnados.

Esclarecimento respeitoso. Palavra atenciosa. Orientação sincera. Paciência sempre.

Energia e firmeza que se não transformem em dureza, mas que se impregnem de bondade e justiça. Como sempre se diz: duro e doce, quando necessário, sempre no intuito de auxiliar, de amparar, de levar a palavra de consolo e de esperança.

O verbo agressivo que magoa o encarnado fere também e constrange o visitante desencarnado. Fato, aliás, não tão incomum na Casa Espírita, já que as pessoas que a frequentam, efetivamente "esquecem" de que estão cercadas de Entidades Espirituais o tempo todo.

Refletindo no fato de que os Espíritos são almas que estagiaram no corpo físico, compreenderemos, sem dificuldade, que as entidades que se apresentam em estado doloroso, inseguras e vacilantes, são necessitadas de nossa afabilidade, quanto as criaturas que transitam conosco no dia-a-dia terreno.

Grupos mediúnicos devem ser o recinto amigo e fraterno onde os caminheiros do Infinito possam encontrar, em verdade, bom ânimo e paz, esclarecimento e consolo.

Albino Teixeira

domingo, 8 de janeiro de 2012

Caridade





Caridade material é representada pelo alimento, o vestuário, o remédio e outros bens que dependem do recurso financeiro.

Caridade espiritual independe dos valores terrenos: perdão, tolerância, entendimento, indulgência, preces e vibrações em favor de outrem não têm preço na moeda terrena.

Todavia, na caridade material há um sentido intrínseco de origem espiritual, uma vez que, quem dá algo a alguém, atende um impulso generoso do Espírito.

Essencialmente, portanto, sob o ponto de vista Espírita, se o impulso que gerou o ato material vem do coração, é ato espiritual.

O trabalho mediúnico, essencialmente espiritual, é uma das mais belas fontes de caridade.

Através dele é possível auxiliar encarnados e desencarnados, amparando e orientando, modificando situações, alterando destinos.

A verdadeira caridade é «aquela em que procuramos nosso irmão, seja quem seja, amigo ou inimigo, conhecido ou desconhecido.»

A caridade cristã, o que vale dizer, a caridade espírita, praticada sob angulação doutrinária, não humilha quem a recebe.

Necessário, portanto, dar com humildade e brandura, discrição e amor, revestindo o ato com delicadeza fraterna.

Emmanuel, na frase de abertura deste capítulo, é muito claro, como sempre.

Na caridade mediúnica, também devemos levar em conta a Lei Áurea:

«Fazer aos outros o que gostaríamos que fizessem a nós.»

Caridade legítima, na sementeira mediúnica, não espera retribuição, de nenhuma espécie.

Na caridade, nas reuniões de intercâmbio, há benefícios para desencarnados e encarnados.

Com a prática da caridade, que parte de nosso coração, muita coisa sublime acontece em nosso favor. Iluminamo-nos.

Identificamo-nos com a realidade. Promovemos a fraternidade.

Conquistamos valores que a traça não consome. Construímos preciosas amizades nos dois planos.

Adquirimos a confiança dos Bons Espíritos e a gratidão dos que estagiam na retaguarda do aperfeiçoamento.

Afastamos, de nós, as más influências. Aumentamos, enfim, nossas possibilidades de crescimento pelo trabalho.

Acolhendo o irmão desencarnado, em reuniões adequadas, amenizamos-lhe o sofrimento.

Despertamos-lhe o sentimento de fraternidade. Consolamos-lhe a alma atribulada e o coração sofredor.

Restauramos-lhe esperanças que se esvaíam. Sustentamos-lhe a fé, levantando-lhe o ânimo. Esclarecemo-lo para o exercício do bem.

Segundo Paulo, na Primeira Epístola aos Coríntios, o amor, que é caridade, «é paciente, é benigno, não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece.»

Em «O Livro dos Espíritos», na questão 886, encontramos sublime conceituação das entidades:

«Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.»

Allan Kardec, o grande Apóstolo de Jesus, esclarece, a respeito da caridade:

«(. .. ) não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores.»

Assim é a caridade, segundo o prisma do Espiritismo. E Kardec estabeleceu a legenda sublime:

«Fora da caridade não há salvação».

Que melhor e mais importante campo, para praticá-la que o mediúnico?

sábado, 7 de janeiro de 2012

Crianças e a mediunidade





A Doutrina Espírita desaconselha o exercício da mediunidade pelas crianças, atento aos vários inconvenientes que possam advir.

Dois aspectos são importantes para serem analisados: o físico e o psíquico.

Há crianças bem desenvolvidas fisicamente, mas com limitações psíquicas, por conta de variados fatores, o que reforça a sábia orientação do eminente Codificador.

Existem crianças fisicamente pouco desenvolvidas, porém mental e intelectualmente bem desenvolvidas, provavelmente por conta de suas aquisições em vidas pregressas.

Em ambos os casos a prudência aconselha seja evitado, junto à criança, o trabalho mediúnico. Mas não só, elas devem ser mantidas afastadas de atividades mediúnicas.

Desenvolver a mediunidade, ou seja, educá-la, pode levar a criança ao desequilíbrio ainda maior, em função da exposição a todo tipo de entidade espiritual a que ela pode ficar exposta.

O organismo infantil não suporta as nuances de um trabalho mediúnico com facilidade.

A imaginação da criança é, sobremodo, excitável, o que pode ocasionar conseqüências perigosas sob o ponto de vista do equilíbrio, da estabilidade espiritual.

A criança é facilmente impressionável.

O "mundo" do ser humano, na fase da infância é preenchido de características particulares, que facilita em muito processos obsessivos, se exposto ao mecanismo evolutivo de trabalhos mediúnicos.

Não recomendamos nem mesmo a "brincadeira" de aplicar passe, quando a criança imita os passes do Centro Espírita. Pode ser "bonitinho", mas é delicado para ela esse tipo de brincadeira.

Espíritos perversos ou brincalhões podem aproveitar a fragilidade e inocência infantis para exercerem assédio sobre os ainda pequeninos intermediários do Mundo Espiritual.

São negativos todos os aspectos do desenvolvimento mediúnico das crianças.

O Codificador, missionário escolhido, estava certo ao desaconselhar tal proceder.

Há recursos de amparo às crianças que revelam mediunidade.

Prece em seu favor e dos Espíritos que delas tentam acercar-se.

Passes ministrados por companheiros responsáveis. Freqüência às aulas espíritas de Evangelho, a fim de que possam, a pouco e pouco, ir assimilando noções doutrinárias compatibilizadas com sua idade.

E o Evangelho no Lar, para higienizar o ambiente onde a criança cresce e se desenvolve de forma natural.

Assim como os pais da Terra «esperam, compassivos, pelo crescimento dos filhos», esperemos, também, que o crescimento da criança enseje a oportunidade de sua integração na paisagem mediúnica.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Paixões humanas





O caminho vivenciado durante a vida é repleto de paixões que desencadeiam mágoas, rancores e ódios.

Quanto aos ódios, algumas vezes duradouros, devemos recordar que são das expressões humanas mais difíceis, por gerarem desequilíbrios não apenas entre as pessoas, mas para o próprio gerador de tal sentimento, pois ele, o ódio, funciona a conta de veneno e de auto-veneno.

Gera disputas entre as pessoas.

Gera doenças para aqueles que o cultivam no âmago do coração.

Algumas pessoas permanecem com o ódio no coração por décadas, silenciosamente, inaparentemente.

Esse ódio sorrateiro se irradia pelas células de todo organismo, gerando desequilíbrios progressivos até que em determinado momento uma doença eclode, surpreendentemente. Até a própria pessoa não consegue entender de onde vem o bombardeio e a razão para ele.

Mas se tivesse se perguntado sobre seus desequilíbrios silenciosos no correr dos anos e tivesse cuidado para mudar os padrões de mentalização, teria aumentado as chances de evitar conturbações em sua jornada.

Tivesse praticado o perdão e daria mais liberdade para seu organismo, que permaneceu constrangido por décadas na prisão da falta de perdão.

Evidente que estamos todos mergulhados em processos muitas vezes desconhecidos de causa-e-efeito ligados às vidas passadas, por conta de erros algumas vezes seculares e que poderemos sofrer os efeitos de um resgate, ainda que não tenhamos noção de sua causa, que está perdida em nossa memória de Espíritos.

Mas, por qual razão precisaríamos provocar ainda mais dificuldades em nossa jornada cultivando na mente e no coração a mágoa, o ressentimento, o rancor e o ódio?

Por qual motivo deveríamos cultivar o desejo de vingança ou a silenciosa aspiração de uma justiça ao nosso modo para quem quer que seja que eventualmente tenha nos prejudicado?

A vida é luz imperecível que nos impulsiona para as Esferas Superiores, mas exige de nós duros esforços para a evolução, através do abandono do ego, do egoísmo, do orgulho e da vaidade.

Façamos todos os necessários esforços para compreender os fatos da vida com a maior racionalização possível, afastando os movimentos mentais apaixonados que verdadeiramente irracionalizam a vida.

A vida é fonte de vida, de amor, desde que tenhamos um mínimo de bom senso para conduzi-la afastada de obstáculos, particularmente aqueles que nós mesmos costumamos criar.

Lembre-se: quanto menos problemas criarmos na vida, melhor ela será para nós. Na vida material ou na vida espiritual.


Albino Teixeira

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Pensamentos




A influência do pensamento na vida humana é indiscutível, criando reflexos negativos ou positivos, segundo o rumo que lhe dermos.

Pensamentos negativos conduzem à doença, ao desânimo.

Estabelecem sintonia com entidades menos felizes - sintonia que pode gerar obsessões angustiosas, caracterizando a «mediunidade torturada».

Pensamentos elevados proporcionam saúde e bem-estar, curam enfermidades, mesmo graves, propiciam entusiasmo e alegria.

Favorecem a ligação com entidades superiores, ligação que pode ser o prelúdio de sublimes realizações mediúnicas.

Não cremos existam pessoas neutras, que jamais pensem no bem ou no mal.

Idéias e reflexos exigem a participação do pensamento.

Não há ninguém suficientemente bom que esteja isento de idéias infelizes.

Não há ninguém tão mau que não tenha impulsos de bondade.

O pensamento não pára. Jamais é estático.

Ê sempre dinâmico.

O pensamento de Deus mantém a Vida Universal.

Os orbes, as galáxias, todos os seres. Parasse de atuar o pensamento de Deus, morreria o Universo, na desagregação cósmica.

A paralisação do pensamento humano seria a destruição do que é indestrutível, por sua natureza intrínseca - o Espírito.

O mundo exterior atua, sobre o campo mental humano, através de pensamentos emitidos pelos seres inteligentes.

Pela multidão que passa, indiferente a nós. Pelos que estão próximos de nós.

Pelos que se acham a distância.

Os seres desencarnados comunicam-se conosco, intercambiam conosco, pelo pensamento, transmitindo-nos o júbilo das Boas Novas Celestiais ou o desencanto das regiões sombrias ligadas à Terra.

O pensamento de outrem produz felicidade ou infelicidade em nós, quanto o nosso nos irmãos de jornada.

O pensamento gera afinidades, segundo a natureza específica.

E a mediunidade, convém não esquecer, é, em todos os graus, um processo de afinidade.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Mais sobre obsessões




"Serve, e atrairás as forças espirituais que abençoam."
EMMANUEL


São variáveis, em grau e durabilidade, as conseqüências de o encarnado entregar-se às sugestões dos desencarnados, fato ao qual está todo encarnado sujeito em função de seu estado mental.

Tendo a influência do desencarnado origem no passado recente ou remoto, algumas vezes portanto com raízes profundas, as conseqüências são tão mais sérias quanto mais antigas e podem levar a um processo obsessivo mais profundo, que, evoluindo, pode caminhar para a subjugação.

A influenciação menos profunda, às vezes até de caráter transitório, apresenta efeitos mais atenuados.

O que determina o grau e a intensidade da obsessão são, em princípio, as causas que motivaram o perseguidor a atacar o encarnado, assim como a sua maior ou menor resistência ao assédio.

O «orai e vigiai» de Jesus é roteiro seguro para a preservação da integridade espiritual dos seres humanos, em todos os processos obsessivos, uma vez que a obsessão, atingindo-lhe com mais profundeza as profundezas da mente, pode lhe causar o desequilíbrio.

Toda a base dos processos obsessivos está na mente.

O corpo é simples instrumento de repercussão. Nele, refletem-se os efeitos.

Por exemplo, nos quadros de esquizofrenia nota-se, no decorrer do tempo, alterações cerebrais em função da persistência do processo obsessivo, que progressivamente provoca lesões cerebrais.

A obsessão pode ser considerada uma prova, sob o ponto de vista de teste, de experimentação.

Em casos, todavia, de resgates, parece-nos mais adequado classificá-la como expiação, já que o encarnado não teve como escolher pelo que iria passar.

Ouçamos Kardec, o mestre, em «O Evangelho segundo o Espiritismo»:

«Assim, a expiação serve sempre de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação.»

As lições evangélicas são o ponto de referência para o nosso comportamento.

Elas aferem a qualidade de nossa vida.

Se o que nos é inspirado suavemente pela Espiritualidade, ante a linha de conduta que escolhermos, contrariar o Evangelho, em seus ensinos morais, e a Doutrina Espírita, em seus fecundos ensinamentos, estaremos abrindo as portas da mente para a obsessão, dada nossa distonia com o Plano Espiritual Superior.

Nas atividades mediúnicas, o sofrimento dos que estagiam na erraticidade leva os núcleos assistenciais a atenderem grande número de necessitados.

Os problemas com que se debatem irmãos nossos além do campo físico refletem desacertos, equívocos morais ou contacto com adversários, cúmplices ou vítimas, desencarnados ou não.

Só a consciência pacificada, em quaisquer continentes do Universo, assegura felicidade e paz.
A vivência mental em faixas vibratórias densas determina sofrimento e tristeza.

O oxigênio salutar dos Planos de Luz garante alegria e bom ânimo.

Influências prejudiciais podem atingir, também, mentes infantis, levando-as, algumas vezes, ao desajuste.

O Espiritismo elucida tais ocorrências com explicação lógica: A criança que temos, hoje, diante de nós, foi adulta ontem, em experiências anteriores, quando o seu Espírito, utilizando mal o livre-arbítrio, terá cometido delitos cujas conseqüências se manifestam, agora, com o corpo físico ainda em desenvolvimento.

Preces, passes e freqüência às aulas sobre Evangelho são a terapêutica para fenômenos obsessivos na idade infantil.

E também reuniões mediúnicas, sem a presença da criança, pois ela não tem preparo para enfrentar uma reunião mediúnica sem se desequilibrar ainda mais.

Tratar a criança com obsessão em reunião mediúnica ou diante de um médium psicofônico pode se tratar de grave conduta equivocada.

Ela nem mesmo deve perceber que está em tratamento para ser tratada: esse o ponto ideal para seu equilíbrio.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Valiosa colaboração





José freqüenta o Centro Espírita há cerca de dois anos assiduamente. Mas tem hábitos desagradáveis: cultiva o falatório desmedido, a conversação desnecessária e o descuido gestual.

Após alguns meses de freqüência ao Centro Espírita, sendo portador de mediunidade que estaria sendo mal utilizada por ele mesmo, os Espíritos responsáveis pelas diretrizes da Casa que o abrigava, resolveram convidá-lo para o trabalho mediúnico de passes, com o objetivo de ocupá-lo com atividades úteis que reduziriam as chances de se envolver com o bate-papo inútil que estava desenvolvendo.

Um dos Espíritos da Casa chegou a afirmar em uma reunião que “ele é um bom sujeito, mas frequenta apenas os corredores da Casa, afastando-se dos estudos e das sessões, servindo de esteio para os obsessores que vêm aqui juntamente com os encarnados em busca de auxílio.”

José foi então direcionado para o trabalho de passes e foi reforçada a necessidade de sua presença nos estudos e sessões de prática mediúnica.

Pouco durou sua ocupação executada com seriedade. Após alguns dias já estava envolvido com a palavra desnecessária mais uma vez, ao fazer uma espécie de “orientação” para todos aqueles a quem atendesse durante o passe que aplicava.

Foi chamado atenção para que não se comprometesse com esse tipo de “orientação”, aja vista a existência de um trabalho apropriado para essa finalidade, o chamado atendimento fraterno.

Ele se calou. Por pouco tempo. Após alguns dias foi presenciado fazendo críticas à sistemática de trabalho da Casa que o abriga, dizendo não concordar com este e com aquele ponto de vista dos dirigentes e que seria necessário mudar a dinâmica de desenvolvimento dos trabalhos para que eles tivessem melhor desenvoltura e maior eficiência.

Como se vê, algumas pessoas não percebem a importância de um trabalho de um Centro Espírita.

Também não se dão conta de que podem ter nas mãos uma oportunidade importante para si mesmos, no desenvolvimento de suas tarefas mediúnicas e de seus compromissos para com a vida.

Avalie sua postura dentro do Centro Espírita que você freqüenta. Você não é obrigado a concordar com tudo, mas precisa respeitar tudo e dar valor real para as oportunidades que tenha para o trabalho.

O Centro Espírita é, antes de qualquer coisa, um lugar onde praticamos a tolerância, onde exercitamos a caridade, onde aprendermos a viver e trabalhar em equipe, elaborando a vivência do entendimento de que há "algo mais" além daquilo que nossos sentidos humanos permitem perceber.



Militão Pacheco

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Efeitos Físicos




Na Transfiguração no Tabor, relatada no Evangelho e a que se reporta Emmanuel, Jesus apresenta-se diante de seus discípulos atônitos, «com as vestes resplandecentes e sobremodo brancas, como nenhum lavandeiro na Terra as poderia alvejar».

Elias e Moisés, materializados, confabulam com o Senhor.

Eis uma das mais belas reuniões espíritas do Novo Testamento.

Ouçamos Emmanuel sobre o assunto:

«No Tabor, contemplamos a grande lição de que o homem deve viver a sua existência, no mundo, sabendo que pertence ao Céu, por sua sagrada origem, sendo indispensável, desse modo, que se desmaterialize, a todos os instantes, para que se desenvolva em amor e sabedoria, na sagrada exteriorização da virtude celeste, cujos germes lhe dormitam no coração.»

Os companheiros de Jesus participaram de legítima reunião de materialização.

Foram eles, Pedro, Tiago e João, testemunhas de autêntico fenômeno mediúnico. Elias e Moisés revestiram-se de corpos tangíveis, organizados com elementos fluídicos do ambiente e do laboratório da Vida Mais Alta.

Nos dias de hoje, nas reuniões espíritas, as entidades se materializam com freqüência.

Corporificam-se para rever, abraçar, confabular com parentes, amigos e conhecidos que permanecem no mundo terreno, trazendo-lhes, jubilosos, a consoladora certeza de que a vida continua além da desencarnação.

«E depois da morte - diz Emmanuel - volta a confabular com os amigos, fornecendo-lhes instruções quanto ao destino da Boa Nova.»

Outro registro, também do querido Benfeitor Espiritual: «Reaparece, plenamente materializado, diante dos aprendizes, no caminho de Emaús, e, mais tarde, em Espírito, procura Saulo de Tarso, nas vizinhanças de Damasco, para confiar-lhe elevada missão entre os homens.»

Não nos deteremos no aspecto fenomênico da Transfiguração do Mestre, que escapa aos objetivos desta obra.

Recordemos o episódio sob o prisma de nossas mais expressivas aspirações.

Elias e Moisés materializaram-se para que os Homens, de todos os séculos, jamais pudessem alegar ignorância quanto ao problema da sobrevivência e comunicabilidade dos Espíritos.

Tornaram-se visíveis a fim de que nunca pudéssemos alegar que o Divino Amigo, em seu ministério de luz, omitira a possibilidade de que o Espírito, depois de liberto do corpo somático, pudesse vir até nós.

A Transfiguração no Tabor constitui sublime advertência à criatura humana no que diz respeito ao imperativo do aperfeiçoamento, enquanto pisamos o chão da Terra.

Representa incisivo convite para que orientemos a vida segundo os padrões do Evangelho, em função da vida futura sempre rica de surpresas.

O Tabor é um convite, permanente, para que nos libertemos das mesquinharias humanas, aquecendo-nos no Sol da Boa Nova da Imortalidade.

Jesus, confabulando com Elias e Moisés, convoca a Humanidade para o esforço da sublimação, parecendo dizer: «Humanidade! Sofre, luta, ama, perdoa e trabalha. Deixa que a suave Luz da Esperança inunde teu coração sequioso de esclarecimento e amor, alegria e paz!»

O simbolismo do Tabor representa a vitória do bem sobre o mal, da luz sobre a treva, no rumo da evolução.