Mensagem

"Não permita que aquilo que você chama de amor se transforme em obsessão.
Amor é liberdade.
Amor é vida.
Jamais prisão ou limitação."

Militão Pacheco

sábado, 19 de dezembro de 2015

Doçura para com o mundo


Afabilidade e doçura, eis duas características que fogem ao domínio humano em geral.

Não falo da doçura entre uma mãe e seu bebê, mas sobre a amabilidade entre as pessoas.

Amabilidade, palavra que denota o significado “doçura”, é parte das relações entre os seres viventes do planeta.

O mundo é realmente atribulado, entremeio a burburinhos, correria desnecessária, muito pouco instigante à prática da amabilidade entre as pessoas.

Para ser amável, é preciso tentar ser, antes de tudo, humilde.

Aspirar à humildade é tentar se dirigir à Luz.

É a partir desta tentativa de se alcançar a humildade, por mais singela que seja, que desenvolvemos a doçura e a tolerância com o próximo e com as situações inusitadas.

Não podemos conceber a amabilidade como uma característica solitária num indivíduo.

Quem busca a humildade e tenta praticá-la, fatalmente irá percorrer os caminhos da amabilidade e tolerância.

Ter tolerância por sua vez, requisita o auto-domínio de todas as suas angústias ao reconhecer no outro as características que lhe eram ou ainda são nocivas.

Quem não tolera as mazelas e imperfeições alheias, em parte ainda não se propôs a uma mudança reparatória dos próprios caracteres indesejáveis.

Para compreendermos o outro, é necessário que nos compreendamos primeiro.

Para tanto, ... precisamos dominar nossas feras interiores, esses pequenos monstros que nos falam interiormente quando estamos a sós com nossos próprios pensamentos.

Dominemos a angústia, a cobiça, a ambição, o egoísmo, a inveja, e tudo em que se constituem os excessos.

E então, tudo ficará mais compreensível, mais fácil de encarar o outro como alguém realmente muito próximo de você.



Mensagem recebida em 19 de dezembro de 2015
Júlio César

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O Verbo


O profeta enunciou, há muitos séculos, que "a palavra dita a seu tempo é maçã de ouro em cesto de prata".

Se estamos, portanto, verdadeiramente interessados na elevação, constitui-nos inalienável dever o conhecimento exato do valor “tempo” estimando-lhe a preciosidade e definindo cada coisa e situação em lugar próprio, para que o verbo, potência divina, seja em nossas ações o colaborador do Pai.

É lamentável se dê tão escassa atenção, na Crosta da Terra, ao poder do verbo, atualmente tão desmoralizado entre os homens.

Nas mais respeitáveis instituições do mundo carnal, segundo informes fidedignos das autoridades que nos regem, a metade do tempo é despendida inutilmente, através de conversações ociosas e inoportunas.

Isso, referindo-nos somente às “mais respeitáveis”.

Não se precatam nossos irmãos em Humanidade de que o verbo está criando imagens vivas, que se desenvolvem no terreno mental a que são projetadas, produzindo conseqüências boas ou más, segundo a sua origem.

Não é à toa que a palavra pode ser chamada de "verbo": ela tem potencial para a execução daquilo que se fala.

Essas formas naturalmente vivem e proliferam e, considerando-se a inferioridade dos desejos e aspirações das criaturas humanas, semelhantes criações temporárias não se destinam senão a serviços destruidores, através de atritos formidáveis, se bem que invisíveis.

Toda conversação prepara acontecimentos de conformidade com a sua natureza.

Dentro das leis vibratórias que nos circundam por todos os lados, é uma força indireta de estranho e vigoroso poder, induzindo sempre aos objetivos velados de quem lhe assume a direção intencional.

A ausência de qualquer palavra menos digna e a presença contínua de fatores verbais edificantes facilitam a elaboração de forças sutis, nas quais os orientadores divinos encontram acessórios para se adaptarem, de algum modo, às nossas necessidades na edificação comum.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Ser grato é melhor


Uma das potencialidades mais importantes do Ser humano é a capacidade de ser grato, de reconhecer que recebeu auxílio, que recebeu ajuda e que seu provedor é importante para sua experiência de Vida.

Talvez por causa disso a ingratidão seja uma atitude tão reprovável diante de olhares entristecidos.

Ser grato é como aspirar a ser humilde, por reconhecer a benção do auxílio diante de si mesmo.

Ser ingrato é desprezar aquele ou aquela que pode ter fornecido esperança, amparo, abrigo e acolhimento.

Ser grato é ter uma atitude nobre diante das próprias mazelas.

Ser ingrato é fazer pouco de quem se propõe a estender as mãos nas horas mais difíceis - muitas vezes.

Ser grato é tentar ser cristão.

Ser ingrato é não permear com atitudes dignas o próprio coração.

Ser grato é, acima de tudo, respeitar e aprender a amar e ser ingrato é corroborar com a própria falência de caráter.

Talvez por tudo isso todos tenham sérias dificuldades para aceitar o gesto de ingratidão!

Melhor fazer o possível para agir sempre com gratidão, para ter a experiência construtiva do Amor.




Mensagem recebida em 17 de dezembro de 2015
Giordano

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Gratidão a Jesus


Senhor Jesus, venho diante de Ti agradecer pela oportunidade da Vida, que tem sido muito melhor depois que O conheci.

Tua presença em minha mente, em meu coração, fez com que eu mudasse minhas disposições diante das pessoas com quem eu convivo e fortaleceu os laços de amor e de amizade que eu já tinha, pois tenho conseguido ser mais tolerante, mais compreensivo e, algumas vezes até mesmo mais caridoso em algumas oportunidades.

Sei que falta muito em minha jornada evolutiva, mas sei também que sem Tua marcante presença em minha caminhada eu nada teria modificado em minhas disposições íntimas.

Então, nesta época que é tradicionalmente um fechamento de ciclo na Terra, aqui estou para expressar minha gratidão por terem-nO apresentado a mim e pelo Senhor ter me permitido aprender e praticar as expressões do Teu Evangelho de Luz e Amor.

Muito grato, Senhor!



Mensagem recebida em 16 de dezembro de 2015
Roberto Brólio

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

As diferenças entre as pessoas


A situação mais comum no cotiano é esperar que as pessoas com quem se conviva tenham atitudes semelhantes à própria atitude.

Algo que é improvável de acontecer, já que cada indivíduo tem seu próprio modo de pensar...

Espelhar as atitudes alheias pela própria atitude é como imaginar um mundo no qual todos tivessem a mesma postura, a mesma lisura, os mesmos desejos, sonhos, projetos e finalmente atitudes.

Isso não é verdade!

A diversidade de formas de pensar é infinita, tão variada quanto o número de Espíritos, considerando a imperfeição na formação da personalidade de cada um.

Se existem mais de sete bilhões de Espíritos reencarnados na Terra atualmente, temos mais de sete bilhões de formas-pensamento diferentes entre si, por mais próximas que possam ser tais formas, em alguns casos, umas das outras.

Cada Espírito é assim, um indivíduo que guarda dentro de si um Universo particular, diferente dos demais, por sua construção, por sua elaboração, pela sua experiência que vem sendo construída no correr das muitas reencarnações que teve a possibilidade de experimentar e pelas vivências em variadas esferas por onde possa ter vivido nestas mesmas reencarnações.

São estruturas de personalidade diferentes entre si.

Podem guardar semelhanças, podem até ser idênticas, mas nunca iguais.

Claro que cada um deseja encontrar aquela "alma gêmea" que guarda "total sintonia" consigo próprio, mas "almas gêmeas" não existem verdadeiramente.

Existem Espíritos com imensas afinidades e estas afinidades vão se aprofundando cada vez mais em conformidade com um aspecto muito interessante: a evolução. Quanto mais evoluído o Espírito, mais ele se assemelha aos Espíritos evoluídos em sua forma de pensar e amar, pois tudo conflui para forma-pensamento idêntica, embora não "igual".

Quanto mais evoluído o Espírito, mais próximo da Luz e da perfeição ele se coloca.

Assim, mais ele ama e irradia tal amor em consonância com outros tão aperfeiçoados quanto ele possa estar.

Muito parecidos, mas ainda guardando sua própria individualidade, sempre!

Por isso, tomando atitudes semelhantes, muito próximas, mas não exatamente as mesmas!

Quanto mais imperfeito o Espírito, mais díspar é a sua posição com relação aos demais, por estar proporcionalmente mergulhado na vaidade, no orgulho e no egoísmo.

Assim, no mundo comum de relação, as pessoas, como na Terra as encontramos, tendem a ter cada um sua postura, em detrimento, muitas vezes, daquilo que seria razoável, justamente em função de sua imperfeição.



Mensagem recebida em 15 de dezembro de 2015
Herculanum

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Fiquemos com Kardec



Você acredita naquilo que quiser acreditar, acredite!

Se alguém lhe fizer uma denúncia e tal denúncia estiver em conformidade com sua forma de pensar, ainda que seja uma falácia, você tenderá a crer nela!

Assim funcionam as experiências do Espiritismo ou mesmo das formas de apresentação do espiritualismo de forma geral, também.

Se alguma Entidade Espiritual se apresentar como sendo uma personagem famosa e conhecida, expressando ideias sutilmente absurdas e você tiver dentro de você a tendência para crer nestes absurdos sutis, você crerá naquilo que tenha sido exposto pela Entidade pseudo-sábia.

Assim tem-se desconstruído o Espiritismo desde a época de sua divulgação, através de Kardec. Basta lembrar de Jean-Baptiste Roustaing...

Outras famosas Entidades Espirituais têm se manifestado, em algumas oportunidades com nomes famosos, em outras com nomes anteriormente desconhecidos, mas colocando-se como sendo "especiais" (e isto, por si só já é o bastante para duvidar de tal Entidade, pois os Bons Espíritos não se denominam "bons") com o objetivo de confundir os seguidores da Doutrina dos Espíritos.

Este fenômeno sempre foi presente na humanidade. Sempre. Mas, após o advento do Espiritismo, parece que há uma "vontade" mais intensa de confundir, já que a Doutrina Espírita representa verdadeiramente o consolo para a humanidade. Tudo o que traz à tona a Luz, gera inconformismo daqueles que se escondem às sombras e estes que ali estão se debatem e tentam obstruir o Caminho para a Luz.

Mas, basta uma análise superficial para entender que as mentiras não têm sustentação em suas propostas e que, baseadas em ideações abstratas e falsas, não conseguem dar o verdadeiro consolo para o Ser humano.

Ficar com Kardec - seguir as instruções fundamentais da Doutrina Espírita é essencial para se manter a caminho da Luz.

Afastar-se dele - Kardec - é buscar atalhos confusos que não determinarão a evolução de si mesmo, mas o "perder de tempo" com ilações falaciosas que não constroem, apenas confundem.

Por isso, fiquemos SEMPRE com Kardec para nortear nossa jornada!

Até mesmo porque, permanecer em Kardec é seguir Jesus, nosso mais amado Mestre!



Mensagem recebida em 14 de dezembro de 2015
Militão Pacheco

sábado, 12 de dezembro de 2015

Esperança


A vida é feita de obstáculos, todos nós sabemos, mas é preciso cultivar a esperança no íntimo para que possamos manter boa disposição para seguir a jornada sem que nos deixemos levar pelo desânimo ou pela insatisfação.

Estas duas situações aliás, não auxiliam em absolutamente nada para a construção da vida.

Ao contrário fazem ainda maior obstáculo para quem quer que as cultive no seu íntimo.

A esperança é a chave que permite ver adiante para seguir na jornada.

Ela é, também, sinônimo de que a criatura humana é portadora de alguma réstia de Fé.

De um princípio de Fé.

A esperança sinaliza que há futuro e que este futuro é sempre abençoado por nos transportarmos seguir os momentos atuais.

Ela permite ao homem vislumbrar as vidas sucessivas.

Faz compreender que a experiência atual irá ter este vínculo tão forte com a realidade, isto é, ela, a vida não se resume apenas nela. É muito mais do que podem ver.

É graças à esperança que muitos trouxeram para a humanidade as descobertas que auxiliaram a todos.

Se assim não fosse os cientistas não teriam vontade de pesquisas e pesquisas.

Mas, não, elas entoam as vontade da esperança, através do trabalho, da boa vontade para pesquisar sempre.

A esperança dá ao homem a perspectiva de viver melhor.

Faz com que ele seja artífice do próprio sucesso, em detrimento dos obstáculos encontrados pelo caminho.

Faça dela, da esperança, sua guia iluminada em sua jornada, para que esta - a sua jornada - possa ser coroada de vitórias.

Principalmente das vitórias sobre suas próprias mazelas, para que se liberte dos pesos, das âncoras que você tem lançado em seu caminho.

Seja esperançoso.

Seja corajoso.

Forte e firme para sua própria evolução espiritual.



Albino Teixeira
Psicografia recebida no NEPT em 11 de dezembro de 2015

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Fechamento de ciclo


Na Terra quando é comemorado mais um encerramento de um ciclo anual, agradecemos a possibilidade da vida e do convívio amoroso em todas as suas dimensões e manifestações.

Quando se experimentam as atribulações oriundas do campo material, calcado nas obrigações fictícias e ilusórias do consumo, podemos aproveitar para no silêncio dos corações cultivarmos os presentes verdadeiros do perdão, da amizade, do amor.

Num mundo tão conturbado pelas guerras, cultivemos a Paz com nosso próximo, a Paz conosco mesmos.

Num ambiente tão fragilizado pelo egoísmo e pelo esgotamento dos recursos naturais, cultivemos a fraternidade, a solidariedade e a sobriedade.

Num templo de tantos descaminhos causados pelo orgulho e pela vaidade, coloquemo -nos para a simplicidade de ações e propósitos e para a necessidade premente da aplicação dos valores cristãos a partir de nós mesmos, de nosso compromisso pessoal com a causa do Amor.

Que Jesus nos abençoe nesses propósitos.

Abraços fraternos
Roberto Brólio
psicografia recebida no NEPT em 09 de dezembro de 2015

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Kardec


Kardec, enquanto recebes as homenagens do mundo, pedimos vênia para associar nosso preito singelo de amor aos cânticos de reconhecimento que te exaltam a obra gigantesca nos domínios da libertação espiritual.

Não nos referimos aqui ao professor emérito que foste, mas ao discípulo de JESUS que possibilitou o levantamento das bases do Espiritismo Cristão, cuja estrutura desafia a passagem do tempo.

Falem outros dos títulos de cultura que te exornavam a personalidade, do prestígio que desfrutavas na esfera da inteligência, do brilho de tua presença nos fastos sociais, da glória que te ilustrava o nome, de vez que todas as referências à tua dignidade pessoal nunca dirão integralmente o exato valor de teus créditos humanos.

Reportar-nos-emos ao amigo fiel do Cristo e da Humanidade, em agradecimento pela coragem e abnegação com que te esqueceste para entregar ao mundo a mensagem da Espiritualidade Superior.

E, rememorando o clima de inquietações e dificuldades, em que, a fim de reacender a luz do Evangelho, superaste injúria e sarcasmo, perseguição e calúnia, desejamos expressar-te o carinho e a gratidão de quantos edificaste para a fé na imortalidade e na sabedoria da vida.

O Senhor te engrandeça por todos aqueles que emancipaste das trevas e te faça bendito pelos que se renovaram perante o destino à força de teu verbo e de teu exemplo!...

Diante de ti, enfileiram-se, agradecidos e reverentes, os que arrebataste à loucura e ao suicídio com o facho da esperança; os que arrancaste ao labirinto da obsessão com o esclarecimento salvador; os pais desditosos que se viram atormentados por filhos insensíveis e delinquentes, e os filhos agoniados que se encontraram na vala da frustração e do abandono pela irresponsabilidade dos pais em desequilíbrio e que foram reajustados por teus ensinamentos, em torno da reencarnação; os que renasceram em dolorosos conflitos da alma e se reconheceram, por isso, esmagados de angústia nas brenhas da provação, e os quais livraste da demência, apontando-lhes as vidas sucessivas; os que se acharam arrasados de pranto, tateando a lousa na procura dos entes queridos que a morte lhes furtou dos braços ansiosos, e aos quais abriste os horizontes da sobrevivência, insuflando-lhes renovação e paz, na contemplação do futuro; os que soergueste do chão pantanoso do tédio e do desalento, conferindo-lhes, de novo, o anseio de trabalhar e a alegria de viver; os que aprenderam contigo o perdão das ofensas e abençoaram, em prece, aqueles mesmos companheiros da Humanidade que lhes apunhalaram o espírito, a golpes de insulto e de ingratidão; os que te ouviram a palavra fraterna e aceitaram com humildade a injúria e a dor por instrumentos de redenção; e os que desencarnaram incompreendidos ou acusados sem crime, abraçando-te as páginas consoladoras que molharam com as próprias lágrimas...

Todos nós, os que levantaste do pó da inutilidade ou do fel do desencanto para as bênçãos da vida, estamos também diante de ti!... E, identificando-nos na condição dos teus mais apagados admiradores e como os últimos dos teus mais pobres amigos, comovidamente, em tua festa, nós te rogamos permissão para dizer: Kardec, obrigado!...

Muito obrigado!...

Psicografia de Francisco Cândido Xavier / Irmão X

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O Livro dos Médiuns


Este livro reúne o ensino especial dos Espíritos Superiores sobre a explicação de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com os espíritos, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os tropeços que eventualmente possam surgir na prática mediúnica.

É constituído de 2 partes: Noções preliminares e Das manifestações espíritas.

Dentre os vários assuntos que aborda, destacam-se: provas da existência dos Espíritos, o maravilhoso e o sobrenatural, modos de ser e proceder com os materialistas, três classes de espíritos, ordem a que devem obedecer os estudos espíritas: a ação dos Espíritos sobre a matéria, manifestações inteligentes, as mesas girantes, manifestações físicas, visuais, bicorporeidade, psicografia, laboratório do mundo invisível, ação curadora, lugares assombrados (com comentários sobre o exorcismo) tipos de médiuns e sua formação, perda e suspensão da mediunidade, inconvenientes e perigos da mediunidade, a influência do meio e da moral do médium nas comunicações espíritas, mediunidade nos animais, obsessão e meios de a combater, trata também de assuntos referentes à identidade dos Espíritos, às evocações de pessoas vivas, à telegrafia humana, além de vários temas intimamente relacionados com o Espiritismo experimental.

Não menos importante são os capítulos dedicados às reuniões nas sociedades espíritas, ao regulamento oficial da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritos e ao Vocabulário Espírita.

Como se observa, o Livro dos Médiuns é a obra básica da Ciência Espírita, graças a ele, o espiritismo firmou-se como Ciência Experimental.

Embora publicado há mais de 100 anos, seu conteúdo é atual, seus ensinamentos permitem ao leitor estabelecer relações evidentes da Ciência Espírita com várias conquistas científicas da atualidade.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

José Herculano Pires sobre Ramatis


J. Herculano Pires(1914-1979), jornalista, filósofo, poeta, tradutor e pensador espírita paulista.

É considerado o maior pensador espírita do Brasil e um dos maiores intérpretes do pensamento kardeciano.

Chamado de "O Guarda Noturno do Espiritismo" e "O soldado de Kardec", foi um dos grandes defensores do caráter cultural e filosófico do Espiritismo, tendo travado memoráveis polêmicas com detratores da Doutrina Espírita.

Fundador da União Social Espírita (atual USE), entusiasta da educação espírita, Herculano escreveu mais de 80 obras sobre inúmeros temas. Foi presidente do Sindicato Estadual dos Jornalistas de São Paulo.

Obras: O Reino; Espiritismo Dialético; O Mistério do Ser Ante a Dor e a Morte; O Espírito e o Tempo; Revisão do Cristianismo; Agonia das Religiões; O Centro Espírita; Curso Dinâmico de Espiritismo; Mediunidade; Ciência Espírita e suas Implicações Terapêuticas; Pesquisa Sobre o Amor.

Vamos, agora, aos seus comentários críticos sobre Ramatis e quejandos:

"Faz-se, em geral, muita confusão a propósito de Espiritismo. Há confusões intencionais, promovidas por elementos interessados em combater a propagação inevitável da Doutrina, e há confusões inocentes, feitas por pessoas de reduzido conhecimento doutrinário. As primeiras, as intencionais, não seriam funestas, porque facilmente identificáveis quanto ao seu objetivo, se não houvesse confusões inocentes, que preparam o terreno para aquelas explorações.

Os Centros Espíritas têm um grande papel a desempenhar na luta pelo esclarecimento do povo, devendo promover constantes programas de combate a todas as formas de confusão doutrinária. Por isso mesmo, devem ser dirigidos por pessoas que conheçam a Doutrina, que a estudem incessantemente e que não se deixem levar por sugestões estranhas. Quando os dirigentes de Centro não se sentirem bastante informados dos princípios doutrinários, devem revestir-se, pelo menos, da humildade suficiente para recorrerem aos conselhos de pessoas mais esclarecidas e à leitura de textos orientadores.

Há um pequeno livro de Kardec que muitos dirigentes desprezam, limitando-se a aconselhar a sua leitura aos leigos e principiantes: exatamente “O Principiante Espírita”. Esse livrinho é precioso orientador doutrinário, que os dirigentes devem ler sempre. Outro pequeno volume aconselhável é “O Que é o Espiritismo”, também de Kardec. Principalmente agora, nesta época de confusões que estamos atravessando, os dirigentes de Centros, Grupos Familiares e demais organizações doutrinárias, deviam ter esses livros como leitura diária, obrigatória.

Além das confusões habituais entre Umbanda e Espiritismo, Esoterismo, Teosofia, Ocultismo e Espiritismo, há outras formas de confusão que vêm sendo amplamente espalhadas no meio espírita. São as confusões de origem mediúnica, oriundas de comunicações de espíritos que se apresentam como grandes instrutores, dando sempre respostas e informações sobre todas as questões que lhes forem propostas. Um exemplo marcante é o de Ramatis, cujas mensagens vêm sendo fartamente distribuídas.

Qualquer estudioso da Doutrina percebe logo que se trata de um espírito pseudo-sábio, segundo a “escala espírita” de Kardec. Não obstante, suas mensagens estão assumindo o papel de sucedâneos das obras doutrinárias, levando até mesmo oradores espíritas a fazerem afirmações ridículas em suas palestras, com evidente prejuízo para o bom conceito do movimento espírita.

Não é de hoje que existem mensagens dessa espécie. Desde todos os tempos, espíritos mistificadores, os falsos profetas da erraticidade, como dizia Kardec, e espíritos pseudo-sábios, que se julgam grandes missionários, trabalham, consciente ou inconscientemente, na ingrata tarefa de ridicularizar o Espiritismo. Mas a responsabilidade dos que aceitam e divulgam essas mensagens não é menor do que a dos espíritos que as transmitem.

Por isso mesmo, é necessário que os confrades esclarecidos não cruzem os braços diante dessas ondas de perturbação, procurando abrir os olhos dos que facilmente se deixam levar por elas.

O Espiritismo é uma doutrina de bom senso, de equilíbrio, de esclarecimento positivo dos problemas espirituais, e não de hipóteses sem base ou de suposições imaginosas. As linhas seguras da Doutrina estão na Codificação Kardeciana.

Não devemos nos esquecer de que a Codificação representa o cumprimento da promessa evangélica do Consolador, que veio na hora precisa.

Deixar de lado a Codificação, para aceitar novidades confusas, é simples temeridade. Tanto mais quando essas novidades, como no caso de Ramatis, são mais velhas do que a própria Codificação."

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A Fé religiosa


Em todos os tempos, o homem sonha com a pátria celestial.

As ideias de céu e inferno jazem no pensamento de todos os povos.

Os indígenas da América admitem o paraíso de caça abundante e danças permanentes, com reservas inesgotáveis de fumo.

Os esquimós localizavam o éden nas cavernas adornadas.

As tribos maori, que cultivam a guerra, por estado natural de felicidade, esperam que o céu lhes seja uma rinha eterna, em que se digladiem, indefinidamente.

Entre os hindus, as noções de responsabilidade e justiça estão fortemente associadas à ideia da sobrevivência. De conformidade com a crença por eles esposada, nas eras mais remotas, os desencarnados eram submetidos às apreciações do Juiz dos Mortos. Os bons seriam destinados ao paraíso, a fim de se deliciarem, ante os coros celestes, e os maus desceriam para os despenhadeiros do império de Varuna, o deus das águas, onde se instalariam em câmaras infernais, algemados uns aos outros, por laços vivos de serpentes. Situados, porém, na sementeira da verdade, sempre admitiram que, do palácio celeste ou do abismo tormentoso, as almas regressariam à esfera carnal, de modo a se adiantarem na ciência da perfeição.

Os assírio-caldeus supunham que os mortos viviam sonolentos em regiões subterrâneas, sob amplo domínio das sombras.

Na Grécia, a partir dos mistérios de Orfeu, as concepções de justiça póstuma alcançam grau mais alto. No Hades terrificante de Homero, os Espíritos são julgados por Minos, filho de Zeus.

Os gauleses aceitavam a doutrina da transmigração das almas e eram depositários de avançadas revelações da Espiritualidade Superior.

Os hebreus localizavam os desencarnados no “scheol”, que Job classifica como sendo “terra de miséria e trevas, onde habitam o pavor e a morte”.

Com Vergílio, encontramos princípios mais seguros no que se refere às leis de retribuição. Na entrada do Orco, há divindades infernais para os trabalhos punitivos, quais a Guerra, o Luto, as Doenças, a Velhice, o Medo, a Fome, os Monstros, os Centauros e as Harpias, as Fúrias e a Hidra de Lema, simbolizando os terríveis suplícios mentais das almas que se fazem presas da ilusão, durante a vida física. Entre esses deuses do abismo, ergue-se o velho ulmeiro, em cujos galhos se dependuram os sonhos, aí principiando a senda que desemboca no Aqueronte, enlameado e lodoso, com largos redemoinhos de água fervente.

Os egípcios atravessavam a existência, consagrando-se aos estudos da morte, inspirados pelo ideal da justiça e da felicidade, além-túmulo.
Mais recentemente, Maomet estabelece novas linhas à vida espiritual, situando o Céu em sete andares e o inferno em sete subdivisões. Os eleitos respiram em deliciosos jardins, com regatos de água cristalina, leite e mel, e os condenados vivem no território do suplício, onde corre ventania cruel, alimentando estranho fogo que tudo consome, e Dante, o vidente florentino, apresenta quadros expressivos do Inferno, do Purgatório e do Céu.

As realidades da sobrevivência acompanham a alma humana desde o berço. lntuitivamente, sabe o homem que a vida não se encontra circunscrita às estreitas atividades da Terra.

O corpo é uma casa temporária a que se recolhe nossa alma em aprendizado. Por isso mesmo, quando atingido pelas farpas da desilusão e do cansaço, o espírito humano recorda instintivamente algo intangível que se lhe afigura ao pensamento angustiado como sendo o paraíso perdido. Desajustado na Terra, pede ao Além a mensagem de reconforto e harmonia. Semelhante momento, porém, é profundamente expressivo no destino de cada alma, porque, se o coração que pede é portador da boa-vontade, a resposta da vida superior não se faz esperar e um novo caminho se desdobra à frente da alma opressa e fatigada que se volta para o Além, cheia de amor, sofrimento e esperança.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier - da Obra "Roteiro".

sábado, 5 de dezembro de 2015

Quanto mais se tem


Uma das mais importantes características de um médium lúcido, consciente, é manter a simplicidade em sua postura.

Não se trata de exaltar a necessidade de ser "humilde", pois esta aquisição do Espírito é algo mais tardio na sua senda evolutiva, recordando que é uma conquista de cada um às custas de muito esforço.

Mas, ao menos ser simples, sem firulas, sem requintes desnecessários nos pensamentos, palavras e atitudes, é algo importante que precisa ser conquistado.

O médium responsável não precisa e nem deve ser arrogante diante das pessoas com quem conviva, não somente na Casa Espírita, mas também e principalmente em sua vida de relação cotidiana.

Precisa trocar qualquer traço de "certeza" das coisas por uma serena disposição de conduzir os estudos e as conversações de modo educado, polido, diplomático e equilibrado, sem dar sinais de afetação em função de sua mediunidade ou conhecimento.

É preciso pregar o Evangelho e a Doutrina dos Espíritos com gentileza e educação, passando para quem participe com ele dos trabalhos ou estudos uma consciência natural da sua carga de conhecimento e experiência mediúnica.

Fundamental para isso o estudo permanente, a leitura cotidiana e o treino constante no autoburilamento, essenciais para sua própria evolução.

Quanto mais se tem em termos de conhecimento, mais se é responsável pelo que se faz.



Mensagem recebida em 05 de dezembro de 2015
Roberto Brólio

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Resgate a coragem


As perdas são sempre traumáticas para todos.

Algumas vezes perder um simples objeto é uma experiência terrível! Chega a doer...

Perder uma oportunidade também não é agradável, seja para falar com alguém, seja para obter um trabalho, seja para adquirir algum bem; em todos os casos há uma sensação de frustração.

Natural frustrar-se diante de uma ocorrência como esta.

Mas, não é natural manter o sentimento de frustração na mente.

Ele precisa ser sublimado e até mesmo abandonado, pois se não for assim, certamente abre-se caminhos para a "invasão" de pensamentos desnecessários que tendem a fazer do frustrado uma "vítima" de si mesma.

Manter tal padrão vibratório aproxima a criatura de Entidades Espirituais que guardam a mesma faixa de pensamentos e que procurarão alimentar e amplificar esta qualidade de pensamento, de tal modo que a possibilidade de uma obsessão passa a ser mais elevada.

Qualquer fixação de pensamento em desarmonia é gerador de perda de integridade da Paz interior e este caso não é diferente.

A perda visita a Vida? Envolver-se em preces é o melhor medicamento para superar o sentimento de frustração.

Para encontrar dentro de si mesmo as energias necessárias para superar tal obstáculo pode não ser tarefa fácil, mas certamente será bem encaminhada quando as ferramentas da prece estiverem prontas para ser usadas dentro da mente, dentro do coração.

Não se deixe dominar por tal emoção, ainda que a perda seja trágica, pois sua Vida deve seguir, sem parada, já que o Criador lhe deu o que necessita para superar o momento mais difícil, bastando ter energia e vontade.

Busque dentro de si a necessária confiança em seu íntimo, recordando que nenhum de nós fica desamparado um instante sequer.

Resgate a coragem, respire fundo e siga adiante, quando o sentimento de perda ou frustração tentarem tomar conta de sua Vida.



Mensagem recebida em 04 de dezembro de 2015
Albino Teixeira

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Leia o Evangelho


Como manter o pensamento em padrão de harmonia e de equilíbrio se as influências do ambiente não são favoráveis a isso?

É preciso ter em mente que o grande recurso para que possa alcançar tal objetivo é a vontade. É através dela que se lança recursos para alcançar tanto os meios como a finalidade de ficar em Paz.

Através da vontade, procura-se as necessárias virtudes para trilhar pelo caminho que leva à harmonização e ao equilíbrio.

Pela vontade, por exemplo, há o desejo de focar o pensamento em níveis mais elevados, através da prece, da reflexão e da meditação que favorecem à reestruturação da forma de pensar, falar e agir.

Através dela busca-se leituras edificantes, que servem bem para fortalecer o Espírito em sua caminhada.

Palavras encorajadoras lidas ou escutadas podem certamente modificar o mundo interior de cada pessoa.

A partir daí começam a se abrir as portas e as janelas da mente de tal maneira que novas ideias e novos ideais circundam o pensamento para nutrir o coração espiritual com assertivas elaborativas e construtivas para o próprio Ser.

Por isso "ler" é tão importante para a formação da personalidade e, certamente, do caráter de cada criatura humana.

A vontade de ler impulsiona à transformação para o Bem, desde que, é claro, a leitura seja edificante!

No Evangelho Segundo o Espiritismo é encontrado todo o material para que se providencie uma jornada plena de bons empreendimentos.

É necessário ler tal Obra com frequência para gerar em si a consciência fundamental para alcançar a harmonia e o equilíbrio tão almejados por todos!

Mas, eles não "caem do céu"... é preciso fazer o esforço para alcançá-los e este esforço tem que ser persistente e permanente.

Quando cai o desânimo, leia o Evangelho...

O desespero quer tomar conta? Leia o Evangelho...

A desconfiança predomina em seu coração? Leia o Evangelho...

Sua leitura nunca será "demais", será sempre minimamente suficiente.




Mensagem recebida em 03 de dezembro de 2015
Militão Pacheco

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A Ciência e o Espírito


O jornalista e escritor Johan Horgan, autor do livro “O fim da ciência – uma discussão sobre os limites do conhecimento científico”, desenvolve uma tese polêmica: que a Ciência tem fim.

Segundo o autor, o ser humano já descobriu os principais mistérios da natureza, como a origem do Universo no Big Bang, as propriedades da matéria e da energia determinadas pela mecânica quântica, os fundamentos do espaço e do tempo explicados pela relatividade e o desenvolvimento da vida, elucidado pelo código genético e pela teoria da evolução de Darwin. Toda a tecnologia que nos cerca, decorre daí.

São, portanto, ciência aplicada, não aquela pura, cada vez mais árida pela ausência de mistérios profundos.

Embora possa ser considerada prematura esta afirmativa do autor, já que algumas conclusões ainda não são definitivas, podendo ser modificadas com novas revelações, sem dúvida um dia a humanidade terá descoberto tudo o que se refere ao conhecimento da ciência física o que, certamente, não está longe de acontecer.

A única ressalva que Horgan faz é com relação à mente, que ainda é um enigma para a Ciência, já que o ser humano ainda não utiliza nem 10% da sua capacidade mental.

Para compreender o funcionamento da mente e desenvolver todo o seu potencial é preciso o conhecimento da transcendência do ser humano. É necessário compreendê-lo em suas duas dimensões: física e espiritual.

O corpo físico nada mais é que uma ferramenta que o Espírito utiliza para sua atuação no mundo material, objetivando seu aperfeiçoamento, só conquistado nas experiências da matéria, sendo a mente o canal de expressão da sua vontade e pensamentos.

O esgotamento da ciência física, no cumprimento de seu papel revelador, é conseqüência do encadeamento de fatos a que a humanidade está sujeita, desde a criação do Universo até seu fim, não no sentido de termo, mas da sua finalidade e objetivo: a perfeição do ser humano.

Assim sendo, após ter atingido todos os conhecimentos ligados à matéria e ao mundo físico em que vive o ser humano, a Ciência passará a se dedicar a pesquisar tudo o que se refere ao Espírito e ao mundo extracorpóreo.

A Ciência já deu os primeiros passos ao iniciar estudos sobre a mente humana, principalmente através da Psicologia, mais precisamente pela Parapsicologia e vem obtendo significativas conclusões com os estudos dos fenômenos denominados Psi, tais como: Cv (visão sem olhos), Tp (linguagem da mente), Tt (janela do infinito), Mec (mergulho no passado), Gi (gravação do inaudível) etc. A Ciência e a Religião, segundo Allan Kardec, são as duas alavancas da inteligência humana que levam o homem à perfeição espiritual.

O Espiritismo, que se baseia nos pilares Filosofia, Ciência e Moral, com conseqüências religiosas no sentido de ligar a criatura ao Criador, iniciou a humanidade nos conhecimentos do Espírito, comprovando a existência da vida após a morte.

Allan Kardec ao deparar-se com a maravilhosa Doutrina que se desenhava nas revelações dos Espíritos, imaginou que estes conhecimentos seriam facilmente incorporados pelas religiões e em conseqüência, num curto espaço de tempo o mundo se transformaria. Lamentavelmente isto não ocorreu, ao contrário, o Espiritismo foi rejeitado e discriminado pelas religiões, embora tivesse boa repercussão nos meios acadêmicos da época, o que não bastou para popularizá-lo pelo mundo.

Assim sendo, o Espiritismo praticamente desapareceu em seu berço, a França e em todo o Velho Mundo. Veio para o Brasil, no final do século passado, onde encontrou campo fecundo para sua propagação, graças, embora possa desagradar a muitos, ao sincretismo religioso como constata Herculano Pires em seu livro “O Centro Espírita”.

Uma vez instalado no país, pelas características dóceis e pacíficas do nosso povo com seu grande mediunismo, poderia a Doutrina Espírita, após solidamente enraizada, espalhar-se pelo planeta e cumprir seu papel preconizado pelo Codificador: o de agente transformador do planeta.

No entanto, os caminhos da mensagem reformadora foram desviados, ficando impossibilitada de cumprir seu papel pelo despreparo e incompreensão dos homens que dirigiam e que dirigem o Movimento Espírita.

Apesar de nos gabarmos de sermos o maior país espírita do mundo, vemos que a falta de estudo e seriedade nas práticas doutrinárias ameaçam transformar a Doutrina Espírita numa mera religião de aparências, incorporando na vida de seus adeptos, conceitos e práticas totalmente estranhas aos interesses da Codificação.

Mas a lei de evolução, único determinismo da Lei Divina, certamente acabará por mostrar à humanidade, mais uma vez, o caminho, já que a Espiritualidade Maior tem um plano de desenvolvimento para o planeta, como também para todo o Universo.

A caminhada evolutiva da humanidade pode sofrer desvios em seu rumo, devido o livre-arbítrio humano relativo, porém nunca será impedida. Se não foi da forma planejada, será de outra, aproveitando as condições oferecidas pelo momento.

Os desvios ocorrido com o Cristianismo, com a Reforma Protestante e com o Movimento Espírita não impedirão a evolução do planeta, embora a tenha retardado.

Talvez, então, caiba à própria Ciência - (uma vez que as religiões falharam) - através do estudo e comprovação das leis do mundo espiritual, convencer a humanidade da transitoriedade da vida material, dando assim ao ser humano a motivação para sua melhoria moral, levando-o a percorrer o caminho para um mundo melhor, ao Reino dos Céus.


Delmo

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Agradecer


Agradecer é atitude ativa de prece em nossos corações.

É bendizer os inúmeros presentes que recebemos a todo o instante, o presente maior que é o "momento presente".

A oportunidade sagrada de plantio do bem, do amor, do serviço ao próximo.

Olharmos nossa vida com gratidão é virarmos a página à conduta viciante das lamentações, da rebeldia, da exasperação ante os fatores circunstanciais da jornada.

É direcionar nossa visão para abundância da vida, da natureza e das inúmeras possibilidades que o criador nos oferta no "agora".

A oportunidade de crescimento, de aprimoramento, de entendimento mais profundo da realidade.

Agradecer é alegrar-se, é compartilhar com todos o contentamento de saber-se partícipe do Universo de amor.

Que possamos todos aurir deste contentamento que só a gratidão sincera à Deus pode nos trazer.

Abraços fraternos


Roberto Brólio
Psicografia recebida no NEPT em 04 de novembro de 2015

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A nossa cruz


Muitas pessoas têm por hábito reclamar das dificuldades que têm na vida; dificuldades financeiras, dificuldades familiares, dificuldades de ordem física, enfermidades de maneira geral, dificuldades de ordem psico-emocional.

Mas elas esquecem que as provas que têm foram todas devidamente registradas antes do processo reencarnatório.

Nenhum de nós tem uma cruz maior do que pode carregar.

Deus não daria uma prova maior do que aquela que se pode carregar.

Ele faz as coisas exatamente na medida que podemos fazer.

Nenhum de nós deixa de fazer, deixa de superar a prova por impossibilidade.

Mas como cita "O Evangelho", deixa de superar a prova por falta de vontade.

É cruel dizer isso, porque muitas vezes nós nos deparamos com circunstancias extremamente difíceis e nos sentimos pequenos demais diante delas de tal forma, que nos sentimos incapazes.

O pânico toma conta de nós, mas se nós tivéssemos fé, uma fé pequena como um grão de mostarda, superaríamos o obstáculo e seriamos vencedores a cada momento.

Precisamos refletir sobre isso para não criarmos o hábito de queixarmos de tudo o que tenhamos pela frente.

Deus não dá prova maior do que aquela que podemos superar, de maneira nenhuma, em encarnação alguma, em qualquer circunstancia que seja.

Fiquemos em paz.



Psicofonia recebida no Nept em 04/11/2015

sábado, 28 de novembro de 2015

Os três anjos


Na formação da humanidade, o Criador se deu ao trabalho de gerar o ser humano com o poder de decidir o que gostaria de fazer.

Deu-lhe o livre arbítrio, potencial de se dirigir para onde quisesse.

Ocorre que na formação das sociedades humanas nos primórdios das suas formações havia um predomínio muito intenso do egoísmo sobre a bondade e desta forma, aqueles mais fortes sobre os egoístas sobrepujavam àqueles mais frágeis.

E assim foi que o criador enviou para junto da humanidade o primeiro anjo chamado anjo da Dor, do sofrimento.

Este anjo impôs ao ser humano, as conseqüências indeléveis das suas próprias atitudes.

E da forma que um vez estabelecida a caminhada no sentido do erro, o ser humano que tivesse assim escolhido, teria que colher os frutos relativos ao seus equívocos constituindo assim um quadro de dor e de sofrimento.

Evidentemente, no decorrer do tempo as pessoas começaram a perceber que sofriam porque haviam feito sofrer, mas não bastou.

Foi necessário em decorrência do ainda perpetrado egoísmo humano que o Criador enviasse à Terra mais um anjo,o anjo da Verdade, para que estas pessoas, estes seres humanos pudessem ser devidamente aquinhoados ou julgados em seus equívocos de tal forma, que a justiça veio à tona fazendo os necessários julgamentos e levando aqueles que cometiam os crimes a pagar por eles de forma inequívoca.

Ainda assim a humanidade carecia de algum movimento mais construtivo.

E por fim, o Criador enviou o anjo do Amor no seio da Humanidade, favorecendo os seres humanos de tal maneira que o anjo do Amor, inspirou o melhor de todas as emoções, o melhor de todos os sentimentos que um ser humano pode ter, a Caridade.

Usando o seu livre arbítrio, o ser humano pode praticar a caridade para evitar que venha a ter em decorrência dos crimes que possa cometer, as dores e os sofrimentos apontados pela justiça em decorrência de sua escolha.

A sabedoria Divina que é Infinita, permite que cada um de nós possa escolher o melhor dos caminhos construindo um futuro cada vez melhor, cada vez mais brilhante, tendo como ferramenta principal a expressão da caridade que talvez seja o mais próximo que tenhamos daquilo que denominamos como Amor para nós mesmos.

Saibamos nós fazer as escolhas de tal maneira que não fiquemos presos aos equívocos cometidos mas que possamos construir em decorrência da nossa vontade de praticar a caridade.

Que assim seja!

Psicofonia recebida no Nept 28/10/2015

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Ajuda do obsessor


Há casos de perseguidores que se convertem, que se afastam definitivamente do mau caminho, depois de seviciarem o organismo das vítimas, durante longo tempo... e, quando se verificam estes casos, os antigos verdugos se transformam em amigos, ansiosos de reparar o mal praticado. Por vezes, conseguem, recebendo a ajuda dos planos superiores, a restauração da harmonia orgânica naqueles que lhes suportaram a desumana influência, no entanto, na maioria dos casos, as vítimas não mais restabelecem o equilíbrio do corpo.

André Luis em Missionários da Luz

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Nesses momentos


Nos momentos de adversidade e convulsão social, reforcemos em nós os valores cristãos.

Abstenham de julgar.

Troquemos a missão sagrada da pacificação. Isto não significa alienação.

Significa opção por ações, por pensamentos, por vibrações voltadas à construção do mundo de justiça e paz prometido aos homens de boa vontade.

Constitui um verdadeiro chamamento à batalha da solidariedade, da fraternidade, da caridade.

Fazemos parte todos nós, deste mundo em transformação. As lutas se dão em várias frentes de trabalho.

Combatamos com os instrumentos de que dispomos para amplificar os domínios do bem, do esclarecimento face aos embates da ira, da revolta, do desânimo, do abatimento e da deserção.

Para a alvorada de um mundo melhor é imperioso o solo fértil dos corações pacificados pela oportunidade da reforma interior que sempre nos é misericordiosamente concedida a todo instante, a cada novo evento.

Assim como a natureza tem o poder benéfico de regenerar-se, assim também ocorre com os homens e a coletividade verdadeiramente empenhados na regeneração de que todos nós somos necessitados.

Com o abraço carinhoso deste irmão


Psicografia recebida no NEPT em 25 de novembro de 2015
Roberto Brólio

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Aura humana


Considerando-se toda célula em ação por unidade viva, qual motor microscópico, em conexão com a usina mental, é claramente compreensível que todas as agregações celulares emitam radiações e que essas radiações se articulem, através de sinergias funcionais, a se constituírem de recursos que podemos nomear por ‘tecidos de força”, em torno dos corpos que as exteriorizam.

Todos os seres vivos, por isso, dos mais rudimentares aos mais complexos se revestem de um “halo energético” que lhes corresponde à natureza.

No homem, contudo, semelhante projeção surge profundamente enriquecida e modificada pelos fatores do pensamento_contínuo que, em se ajustando às emanações do campo celular, lhe modelam, em derredor da personalidade, o conhecido corpo vital ou duplo etéreo de algumas escolas espiritualistas, duplicata mais ou menos radiante da criatura.

Nas reentrâncias e ligações sutis dessa túnica eletromagnética de que o homem se entraja, circula o pensamento, colorindo-a com as vibrações e imagens de que se constitui, ai exibindo, em primeira mão, as solicitações e os quadros que improvisa, antes de irradiá-los no rumo dos objetos e das metas que demanda.

Ai temos, nessa conjugação de forças físico-químicas e mentais, a aura humana, peculiar a cada indivíduo, interpenetrando-o, ao mesmo tempo que parece emergir dele, à maneira de campo ovoide, não obstante a feição irregular em que se configura, valendo por espelho sensível em que todos os estados da alma se estampam com sinais característicos e em que todas as ideias se evidenciam, plasmando telas vivas, quando perduram em vigor e semelhança como no cinematógrafo comum.

Fotosfera psíquica, entretecida em elementos dinâmicos, atende à cromática variada, segundo a onda mental que emitimos, retratando-nos todos os pensamentos em cores e imagens que nos respondem aos objetivos e escolhas, enobrecedores ou deprimentes.

Aura [do latim aura] - Emanação fluídica do corpo humano e dos demais corpos.

A aura é uma radiação que cobre todo o corpo físico, através dele são evidenciadas as emanações da parte física, mental e emocional.

É o espelho que mostra toda nossa situação espiritual.

Quando uma pessoa está tomada de raiva, seu aura mostra emanações curtas e avermelhadas. Quando nos tomamos pelo ciúme ele adquire uma coloração roxa. Quando nossos sentimentos são puros, desprovidos de qualquer paixão carnal, ele toma uma coloração azul e se torna amplo com grande faixa de irradiação.

Ele é dividido em três zonas distintas.:

1)Aura Magnético (emanações do magnetismo das células do corpo físico);
2)Radiação das Emoções do Perispírito ou Corpo Emocional;
3)Radiações do Corpo Mental.

Hoje, com o desenvolvimento das máquinas Kirlian de fotografia do aura, foi conseguida uma prova material aos ainda céticos.



fonte: André Luis - Evolução em dois mundos

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Podemos esperar mais



"De vós, amados, podemos esperar mais."

Esta passagem de Paulo aos Hebreus, está contida no VI capitulo, no seu IX versículo.

Há várias traduções que dão frases um pouco diferentes, mas a expressão basicamente é esta.

E isto nos leva a pensar na analise que muitas pessoas fazem com relação àqueles que são beneficiados pelos crimes.

As pessoas que desviam verbas públicas, em benefício próprio, que “se dão bem”.

Muitas pessoas ingênuas se questionam, será que Deus não avalia que esta pessoa está conquistando os seus bens de forma escusa?

Eu digo de forma ingênua porque imaginar que Deus não vê as coisas, é muito ingênuo!

Deus conhece cada um de nós, sabe o potencial que cada um de nós tem.

Então não é com Ele o problema.

O problema está com aquele que comete o equivoco, que comete o erro, o problema está com aquele que usufrui da felicidade alheia.

Porque na verdade essas pessoas que se beneficiam na Terra e que às vezes passam uma encarnação inteira sem ter uma única enfermidade e ricos, eles não se dão conta de que a vida na carne, de que a vida na Terra, é muito curta.

Não se dão conta que esses benefícios adquiridos e assumidos, através da infelicidade alheia, já lhe dão o premio de que necessitavam aqui na Terra, e que ao desencarnarem encontrarão com todas as mazelas que semearam durante a vida, porque se já tiveram as alegrias na Terra, não encontrarão com alegrias na vida espiritual.

Deus tudo sabe, tudo vê, deixa a cada um de nós o livre arbítrio, para escolhermos o caminho pelo qual queremos trilhar.

Estes que já se beneficiaram na vida terrena, que já viveram como nababos no luxo, no conforto, guardando dinheiro, guardando propriedades, vão ter que deixar tudo na Terra, não levarão nada consigo, mas levarão toda a infelicidade que provocaram nos outros, toda tristeza, toda a perda de esperança, toda enfermidade, toda fome, toda ignorância.

Tudo isso carregarão consigo porque aí sim entra em campo a justiça divina e é impossível fugir dela, não há como fugir da própria consciência, não há como fugir do Criador.

Então se um dia você puder ver alguém que enriquece às custas de erros, não julgue.

Faça você o seu melhor, não cometa você o mesmo erro, porque eu posso dizer que cada um de nós se estivéssemos na posição dele ou dela, teríamos a oportunidade de cometer o mesmo erro.

Então não julgue!

Recomende a Deus que o inspire para que comece a agir com retidão, como fez Zaqueu diante do Cristo, e como fizeram tantos outros espíritos em catarse abrindo mão dos bens terrenos em prol da própria felicidade espiritual.

Nada na Terra é perene.

Vejam as ruínas dos povos antigos, nada perdurou, nem mesmo o mármore dos grandes templos, nada.

O que perdura, o que se mantém para a eternidade, é o que você conquista para o seu espírito, para o seu coração, para a verdadeira vida que é a vida espiritual.

Por isso construa a sua felicidade pautada na correção das suas atitudes.

Que Deus nos abençoe.

Psicofonia recebida no Nept em 21/10/2015

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Brincadeiras com copos


Nessas sessões com o copo estão presentes espíritos despreparados e, às vezes, com um pouco de maldade, o que pode tornar a “brincadeira” perigosa.

O copo realmente se mexe por existir um ou mais médiuns nessas sessões, mesmo que sejam crianças.

De repente, numa dessas brincadeiras, as crianças resolvem parar e o espírito não quer.

E nesse momento que podem começar a acontecer alguns problemas.

Há um caso em que um grupo de adolescentes estava brincando com o copo e ele não parava.

Os jovens começaram a se apavorar e, depois, esse copo foi arremessado contra a janela e quebrou do lado de fora da casa.

O processo consiste em colocar as palavras Sim e Não no centro de um círculo formado com as letras do alfabeto e os números de 0 a 10, juntamente com um copo, que se movimentará na direção das mesmas.

Os participantes da "reunião" colocam o dedo no copo, pedem a um Espírito que venha atendê-los e então este começa a movimentar-se na direção das letras, construindo frases e atendendo ao questionamento dos presentes.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Sessões espíritas na casa de Carl Junq


Conforme relato de Martin Ebon, na revista "Psychic", de agosto de 1976, Carl Jung desde os 21 anos dirigia sessões espíritas em sua casa, com a participação de parentes e amigos. Depois, durante 64 anos, praticou o Espiritismo. As sessões domésticas de Carl Jung começaram em 1895.

Entre os médiuns principais estavam Helly Preiswerk, então com 14 anos, e D. Emile, mãe de Jung.

Eis o relato de uma das primeiras sessões:

'Foi colocado um copo no centro da mesa e feita uma corrente com as mãos sobre a mesa. Os dedos tocavam-se levemente. De repente o copo começou a tremer, a mesa também. Todos ficaram assustados. Jung observou em voz baixa: - "Há um excelente médium entre nós". Helly começou a tremer, retirou suas mãos da corrente, e disse: -" Vovô está nos visitando. Eu devo viajar agora. Ele me tomará..." E caiu, como se perdesse os sentidos. Jung, calmamente, indagou: "Helly, onde está agora? Então, responda o espírito que a tomou!" Uma voz muito diferente, de um homem velho, falou através da jovem médium: "Não tenham medo. Saibam que estou com vocês todos os dias. Eu sou Pai Samuel (avô de Jung). Rezem e peçam ao Senhor que permita a minha neta (referia-se a Helly) alcançar seu objetivo. Agora mesmo ela está no Pólo Norte, num ponto glacial elevado, mas o mais curto caminho para a América." Houve rápido diálogo entre o Espírito Samuel e Carl Jung, durante o qual todos ficaram sabendo que Helly viera, em desdobramento ao Brasil, para visitar sua irmã Bertha, que se casara com um brasileiro e acabava de dar à luz um menino. Semanas depois, uma carta chegou do Brasil - disse Jung - anunciando o nascimento do filho de Bertha, no mesmo dia e na mesma hora em que Helly recebia o Espírito Samuel. Note-se que Helly se recordava perfeitamente de tudo. "Eu assisti o nascimento da criança", dizia. (1)'

(1) “Anuário Espírita -1978”

Estás doente?




Estar doente é uma situação bastante corriqueira na Terra.

Estar doente é estar enfermo, mas é necessário perguntar-se qual é a razão da enfermidade?

Por que adoece o espírito encarnado?

Nós podemos afirmar que todas as enfermidades são oriundas do Espírito, sem qualquer exceção, ainda que sejam as enfermidades por exposição a determinados fatores.

O espírito só passa pela prova quando carrega consigo pré-disposições necessárias para que a enfermidade se instale e se desenvolva.

Mas quando estamos enfermos o que mais queremos é a cura da nossa enfermidade.

Não há nada melhor do que estar curado, não há nada melhor do que ter saúde.

Só que é necessário perguntar-se para que ter saúde?

Nós observamos que muitas vezes, enfermos que se tratam, assim que começam a melhorar, abandonam o tratamento e voltam para as paixões que desencadearam a enfermidade, porque na verdade a maioria dos enfermos quer apenas a saúde para desfrutar dos prazeres que a vida terrena oferece.

Então pergunte, pergunte a você mesmo, o que é que você quer com a sua saúde?

Por que é que você quer curar-se da sua enfermidade?

Qual é o seu objetivo?

O que você vai fazer com a sua saúde?

Qual vai ser o caminho que você irá trilhar estando saudável?

Se você já está bem, depois de passar por agruras interessantes em decorrência de determinado grau de alcoolismo, você voltará para o alcoolismo?

Se você está estável, melhor das funções respiratórias, depois de passar por uma prova intensa em decorrência do tabagismo, você voltará para o tabagismo?

Se você conseguiu emagrecer, abaixou sua pressão, controlou seu diabetes, você vai voltar para o prato farto à mesa e vai exagerar nas bebidas alcoólicas também?

O que você quer da vida?

Você gosta de sofrer?

Você quer apenas aproveitar, curtir a vida?

Pois saiba que a vida verdadeira é muito mais do que isso que você está experimentando.

Ela não acaba quando acaba o corpo, ela continua...

E aqueles que não zelarem do corpo durante a vida colherão frutos na morte, na vida espiritual.

Encontrarão com as próprias mazelas na vida maior, não irão se libertar assim tão fácil das paixões.

Então pergunte-se sempre: o que você quer da sua vida?

O que você vai fazer com a sua saúde?

Escolha o melhor caminho e siga em paz.

Que Deus abençoe.



Psicofonia recebida no Nept em 14/10/2015



terça-feira, 17 de novembro de 2015

Orgulho


Uma das maiores chagas da humanidade, é o orgulho.

Se nós soubéssemos o quão profunda é a conseqüência dessa postura do ser humano diante da vida, nós faríamos todo esforço possível para afastá-lo de nós, ainda que tivéssemos dificuldade para entender verdadeiramente o que é a humildade nós teríamos um grande sucesso afastando dos hábitos o orgulho.

O orgulho gera descontentamento, infelicidade, sofrimento, dor, desunião.

Leva ao egoísmo que faz com que a pessoa pense exclusivamente em si e não permite que a pessoa enxergue sequer a pessoa que está ao seu lado porque o orgulho faz com que ela pense que está sempre com a razão.

Se nós soubéssemos como o orgulho faz com a pessoa para que ela se transforme em alguém vaidoso nós abandonaríamos o orgulho imediatamente.

A vaidade também é uma das maiores chagas que a humanidade tem.

Ela impede que possamos avaliar quem são as outras pessoas que estão conosco, que possamos dar o valor devido a todos aqueles que nos acompanham a vida.

O egoísmo por sua vez, enclausura o ser humano dentro de si mesmo e faz com que cada um de nós tenhamos atitudes equivocadas pensando exclusivamente em nós mesmos.

Eu conclamo a todos que reflitam sobre estas três qualidades que todos nós temos, o orgulho, a vaidade e o egoísmo, para que possamos verdadeiramente abrir mão dos três.

Nenhum de nós é dono da verdade, nenhum de nós é capaz de dar diretrizes à vida alheia mas somos capazes de cuidar de nós mesmos.

Então não alimentemos no coração essas três qualidades infelizes, mas busquemos deixar nascer de dentro de nós a bondade, a caridade e a fraternidade.

Humildade mais adiante, humildade depois.

Mas se conseguirmos ter um pouco de bondade no coração,se conseguirmos ser um pouco fraternos nas nossas atitudes,já estaremos dando um grande passo para melhorara humanidade.

Que possamos fazer assim.

Fiquemos em paz.

Psicofonia recebida no Nept em 07/10/2015

sábado, 14 de novembro de 2015

Seguir a Luz do Cristo


Não se deixe levar por pensamentos corrosivos seja da espécie que for.

Cuide dos detalhes, das idéias que chegam à sua mente para que elas não conduzam suas ideações a um patamar inferior, banhados por emoções menos dignas.

Cultive, nos mais pequenos espaços da sua mente, apenas mentalizações dignas e respeitosas, fazendo com que seu campo mental se transforme em espaço justo para nobres ideais.

Para alcançar tal estágio de vibração, planeje leituras edificantes, preces que o dignifiquem e elevem sua auto estima e a estima por todos os que o cercam.

Tenha como leitura de cabeceira o Evangelho Segundo o Espiritismo, para seguir com diretriz crista suas palavras e suas atitudes.

Se possível busque nas obras de Emmanuel as bases esclarecedoras para os problemas que surjam no campo da moral e da ética.

Procure, também, nas obras de André Luiz, o respaldo tão vivo da Doutrina Espírita, para ter ferramentas melhores ao lidar com a problemática humana no campo da sociedade, no âmbito do convívio interpessoal.

Recorde as lições aprendidas com a leitura e coloque-as em prática com disciplina e boa vontade, para assim alcançar conquistas de vitória íntima na reformulação moral, ou na reforma íntima, como queira, que é tão necessária para sua liberdade e evolução espiritual.

Seja qual for o obstáculo que enfrente, recorde-se de orar por você mesmo, rogando a inspiração na coragem e na determinação para superar tal obstáculo.

Tenha em mente como é importante seguir Jesus e seus ensinamentos para que obtenha as necessárias conquistas que irão conduzi-lo à vitória sobre si mesmo.

Sem Jesus, que é o farol que ilumina nossa jornada, não teremos a Luz para seguir viagem, elevando em muito os riscos de um naufrágio e o potencial de perda de direção em mar revolto.

Tente permanecer o máximo que possa em paz para enfrentar tudo que tenha de enfrentar.

E, por último nesta mensagem, nunca se julgue deserdado ou esquecido, pois todos nós estamos sempre sendo assistidos por Espíritos Amorosos, que só aproveitam, através de nós mesmos, oportunidade de nos inspirar pensamentos que nos encorajam e fortalecem.

Para receber tal auxílio, entretanto, é preciso que façam um mínimo de esforço para entrarmos em sintonia com eles.

Faça, portanto, sua parte para seguir jornada em direção à Luz do Cristo.


Psicografia recebida no NEPT
Militão Pacheco
13.11.2015

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Escolhas e Livre Arbítrio


Quando as coisas que mais nos chamam a atenção no convívio com as pessoas é a postura cotidiana de cada um.

Fala-se tanto de corrupção, de escolhas, dos males que são feitos por pessoas, mas nós nos esquecemos das pequenas corrupções que nós promovemos durante o dia a dia, que para nós podem ser coisas normais.

A nossa intenção é sempre de inspirar uma coisa muito importante para a criatura humana que fará dela uma criatura humana melhor.

Ela precisa criar um currículo, um currículo de conduta.

Ela precisa saber escolher o que pensa, o que fala e o que faz.

É fundamental saber esses três níveis, dentro da própria consciência, elaborá-los um a um.

Então assim criando uma situação chamada dignidade.

Dignidade para pensar, dignidade para falar, e dignidade para agir.

Toda pessoa digna é obviamente respeitada.

Toda pessoa que não tem dignidade não é bem vista.

Se nós queremos viver bem, se queremos viver em paz, se queremos continuar conquistando amigos, amizades, construindo um bom relacionamento na vida, temos que ser dignos.

Não há meio termo.

A honestidade é uma coisa só, a honestidade é única, ninguém é mais ou menos honesto.

É assim, ou é honesto ou não é honesto.

Ou se é digno ou se é indigno.

Aceitar pequenos favores em detrimento da própria posição, tirando proveito dos outros mesmo os pequenos, é indigno.

Tirar em beneficio próprio proveito de situações ainda que seja situações pequenas, é indigno.

Por exemplo: quando se pede um favor a um profissional sem pensar em remunerá-lo pelo seu trabalho, estamos tendo uma atitude indigna, pelo desrespeito que se tenha a esse profissional que tanto estudou para alcançar o que tem.

E mesmo que não tenha estudado, tem o aprendizado da vida e precisa ser remunerado pelo seu trabalho, estamos na Terra e na Terra o trabalho precisa ser remunerado.

A gente diz assim:

Ah! Ele é meu amigo e não vai me cobrar nada.

Ele pode ser seu amigo, mas você não está sendo amigo dele, você está se corrompendo e tentando corromper, constrangendo uma pessoa a agir em detrimento dos seus honorários.

Mas isso é só um exemplo.

Até pequenos favores são feitos que nós nos aproveitamos, são formas de corrupção e atitudes indignas, quaisquer que sejam.

A retidão meus filhos, meus irmãos é algo difícil de alcançar, beira o radicalismo.

Mas quando nós vemos o Cristo, em Sua absoluta retidão, envolvido em uma nuvem de bondade, caridade, fraternidade, nós não pensamos em soberba.

Ele pode até dizer: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” porque É, sem qualquer presunção.

Mas e nós o que somos?

Qual é o nosso curriculum?

A nossa consciência nos permite dizer, sou digno, sou digna?

Tomara que sim.

Que Jesus nos abençoe.

Fiquem em paz.



Psicofonia recebida no Nept em 30/09/2015










quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Somos parceiros


Todos nós somos filhos do mesmo Deus, somos criaturas Dele.

Cada um de nós guarda dentro de si a Sua chama de amor, a Sua fagulha de amor.

Todos nós temos a oportunidade de exercer este amor das mais variadas formas, ainda que com as nossas imperfeições que são tamanhas temos o potencial de fazer alguma coisa de bom, de produzir algo de útil, de servir de alguma maneira.

E não é necessário esperar, não é necessário esperar estar bem, estar curado, estar rico, ter a situação resolvida.

As pessoas que muitas vezes se julgam impuras ou más, aguardam curarem-se das impurezas e da maldade para começarem servir ao Cristo e a Deus, como se aqueles que são imperfeitos não precisassem do trabalho para se reparar.

Todos somos parceiros, todos devemos nos dar as mãos e não há melhor recurso terapêutico na Terra do que o trabalho em favor do próximo, seja na área que for, seja no setor que for.

Se ainda hoje você sentir que as coisas não estão bem, não aguarde que fiquem bem.

Comece a trabalhar em favor do próximo, você verá que isso vai lhe ajudar muito e vai fazer com que você se recupere mais depressa do que você mesmo pode imaginar.

Que Deus nos abençoe a todos.





Psicofonia recebida no Nept em 23 de setembro de 2015

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Estudar


"A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido." - Lucas 12:48

A inconsistência usual da forma de pensar e do conteúdo do pensamento humano pode fazer dele um andarilho na Vida, em função principalmente da ignorância, no sentido adequado da expressão, que impede a criatura de refletir melhor sobre as questões de ordem ética e moral, justamente por causa da falta de conhecimento que conduziria a um nível de consciência mais adequado.

O "não conhecimento" gera atitudes incoerentes, ao menos para quem já tenha adquirido algum conhecimento, ainda que esta aquisição seja intuitiva!

Não ter conhecimento sobre higiene leva o Ser humano a tomar atitudes "pouco higiênicas".

Não saber sobre as reais necessidades éticas pode levar a criatura a tomar atitudes que para ela sejam "normais", enquanto, para quem tenha conhecimento mais apurado sobre ética, as mesmas posturas são consideradas barbáries,

A própria evolução da sociedade e da humanidade vai abrindo os olhos de todos para as efetivas necessidades e possibilidades de aquisição de conhecimento para melhorar todas as condições de Vida, abrangendo cada vez mais potenciais, entre os do afeto e aqueles das ciências.

É necessário evoluir, sempre!

Por isso, é fundamental estudar, sempre!

Sem estudo não se alcança conhecimento e não se coloca à disposição de efetiva melhoria individual e, evidentemente, coletiva!

Ficar "aguardando melhorar" é atitude cômoda e ingênua que leva à estagnação transitória, por isso é fundamental exigir de si mesmo para a própria evolução, facultando a possibilidade de crescer espiritualmente.

Porém, parece que fica claro, aquele que sabe mais, aquele que já aprendeu um pouco mais, aquele que conhece melhor as leis que regem a Vida terão dentro de si mesmos a clara cobrança da consciência para tomar atitudes mais coerentes diante dos eventos da Vida, não facilitando o caminho, mas tornando-o mais responsável e, por esta razão, mais lúcido e claro.

Quem melhor conhece sobre as experiências da Vida pode vislumbrar melhor o caminho que trilha e trilhará, tendo algo mais de chances para o ajuste e correção.

Por isso é fundamental estudar a Vida toda!




Mensagem recebida no NEPT em 11 de novembro de 2015
Albino Teixeira

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Vocações


Nem todos vêm à Vida com sabedoria sobre seus passos em termos profissionais, ao contrário. Em reflexões básicas podemos notar que a imensa maioria da humanidade reencarna com o intuito de aprender a aprender, com a necessidade de conquistar labores e habilidades nos variados campos de conhecimento humano.

Há que se considerar também que esta imensa maioria é composta por Espíritos relativamente jovens que precisam adquirir bases para a própria destinação futura, ou seja, estão em fase inicial de construção do "eu", habilitando-se lenta e progressivamente naquilo que podem, naquilo que conseguem.

Observando este universo de Entidades, pode-se compreender a razão pela qual tantos se debatem em busca de uma "vocação", que na verdade ainda não adquiriram, pois a estão construindo, na verdade!

Interessante notar que os estudiosos até mesmo acreditam que há uma "vocação", tanto é que aplicam o que chamam de "teste vocacional", para definir os chamados potenciais que a pessoa estudada tem dentro de si, mas o que se nota em uma grande maioria das vezes é que há um relatório dispersivo ou evasivo, procurando abranger o máximo possível de habilidades para o indivíduo, ampliando a margem de possibilidades para inferir em menor margem de erro.

O que se precisa considerar verdadeiramente é que cada Ser humano vem para a luta da reencarnação constituindo uma personalidade e não portador de uma personalidade já constituída.

Por mais que o Espírito já tenha adquirido potencialidades em suas reencarnações pregressas, certamente há sempre muito o que aprender, enquanto ele não tiver alcançado o nível de Espírito puro.

Isto certamente favoreceria à formação de algum grau de humildade por parte de cada um de nós no decorrer da nossa jornada evolutiva.



Mensagem recebida em 10 de novembro de 2015
Militão Pacheco

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Aparências


Há pessoas cuja vida se escoa em perfeita calma; que nada precisando fazer por si mesmas, se conservam isentas de cuidados. Entretanto, enganas-te, se pensas que as há em grande número.

Não raro, a calma é apenas aparente. Talvez elas tenham escolhido tal existência, mas, quando a deixam, percebem que não lhes serviu para progredirem.

Então, como o preguiçoso, lamentam o tempo perdido. Sabei que o Espírito não pode adquirir conhecimentos e elevar-se senão exercendo a sua atividade. Se adormece na indolência, não se adianta.

Assemelha-se a um que (segundo os vossos usos) precisa trabalhar e que vai passear ou deitar-se, com a intenção de nada fazer. Sabei também que cada um terá que dar contas da inutilidade voluntária da sua existência, inutilidade sempre fatal à felicidade futura.

Para cada um, o total dessa felicidade futura corresponde à soma do bem que tenha feito, estando o da infelicidade na proporção do mal que haja praticado e daqueles a quem haja desgraçado.

Livro dos Espíritos, questão 988

sábado, 7 de novembro de 2015

A dor


Muitas vezes, pessoas nos perguntam se a dor é o único recurso para a evolução do espírito humano?

É uma pergunta que encerra em si certo grau de desconhecimento da Doutrina Espírita mas ao mesmo tempo, demonstra também que a pessoa está atormentada pela dor.

Devemos deixar claro que é evidente que a dor não é o único recurso para o aperfeiçoamento humano, para a evolução humana.

Entretanto sabemos que o amor, que seria a outra ferramenta, não é exatamente uma ferramenta muito utilizada pelos seres humanos na Terra, mas se conseguíssemos lançar mão do amor em detrimento do nosso egoísmo, do nosso orgulho e da nossa vaidade, a cada gesto de amor certamente quitaríamos muitas dividas, muitos débitos de um passado difícil que vimos construindo no decorrer de muitas reencarnações.

Como disse João em seu Evangelho: “Somente o amor apagará a multidão dos nossos pecados”.

É extremamente importante ter em mente que um gesto de amor em favor do próximo é um cheque ao portador para nos libertar das dividas do passado.

Quanto mais nós nos dispusermos a amar, a servir, mais rapidamente nós nos livraremos dos débitos que temos em nossa consciência.

O amor é a grande ferramenta, no entanto a dor também é.

O problema é que nós no estado de humanidade em que estamos reconhecemos que a dor é para nós uma espécie de tormento, de tortura, algo que nos faz sofrer imensamente.

Mas, se paramos para pesar um pouco, um pouco que seja, e lembrarmos da imagem do Cristo de Deus, Jesus, nós observaremos que Ele veio a Terra e na Terra sofreu.

Ninguém poderá dizer que esse sofrimento do Cristo foi em decorrência de situações cármicas, porque o Cristo é um Espírito puro, mas quando Ele veio à Terra sabia das circunstancias as quais Ele se submeteria e Ele se entregou como o Cordeiro de Deus na expressão católica por nós todos.

Ele não foi um teórico.

Ele não disse vá lá e sofra que é bom para você.

Ele mostrou na prática como é sofrer sem se revoltar.

Mas não precisa ir tão longe.

Francisco de Assis, que é sabido ser a reencarnação de João Evangelista, quando volta da segunda cruzada que tinha participado, retornando do Egito, volta com uma enfermidade ocular chamada tracoma e a única terapêutica da época era cauterizar os olhos.

Diante da dor que o ferro em brasa iria lhe causar, Francisco abre os braços e começa a cantar, dizendo “Benevuto fuego amigo” agradecendo a Deus a oportunidade de receber aquela dor, enquanto aqueles que estavam à sua volta chegaram até mesmo a desmaiar ao ver a cena.

Ele já aceitou a dor com naturalidade, não se tratava de um castigo, mas de uma necessidade para o espírito que poderia promovê-lo, e promoveu, ao grau de ainda maior pureza de si mesmo.

O mesmo aconteceu com Estevão, diante de Paulo que mandou apedrejá-lo sendo que Paulo naquela época era considerado um criminoso e era, perseguiu os cristãos mas em nome de uma causa e no entanto depois de sua conversão, depois de muitos apedrejamentos sem queixa, com o corpo cheio de cicatrizes, diante da morte quando soldado romano cumprindo ordens, iria desferir o golpe, disse ao soldado que tremia: “Cumpra a sua ordem”

E ele foi morto decapitado pela espada do soldado romano, entregou-se sem reagir.

Por infelicidade ou não, o primeiro golpe não foi o bastante, foi necessário um segundo golpe, mas a par disso, ele se encontra ao despertar na vida espiritual com Abigail e Estevão e logo em seguida com o Cristo, porque não era mais ele quem vivia mas o Cristo que nele vivia.

Que Deus nos abençoe.

Psicofonia recebida na Nept em 16/09/2015

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Faccionismo


Falar sobre esse assunto demanda primeiro recordarmos da importância da religião na vida de cada pessoa na Terra.

As religiões todas têm por principio básico a ligação com o Criador.

Todas elas expressam em seu bojo de alguma maneira o aprendizado do amor, mas como quem conduzem as religiões são os homens, são os seres humanos, nós temos que dentro delas existe algum tipo de desvio que faz com que estes condutores, estes responsáveis por elas, tomem uma postura equivocada julgando-se proprietários ou possuidores, ou donos das religiões quaisquer que elas sejam.

Seria como se eles na verdade fossem os verdadeiros condutores da palavra do Criador, seja este criador aquele que cada religião quiser denominar como Deus ou Alá ou os alá dos deuses das mitologias e das crenças orientais, seja como for.

Quando o ser humano interpõe dentro da religião que professa ser proprietário de Deus, ele se esquece de que Deus o criou e que se for considerado como propriedade ele será propriedade, o próprio condutor.

Observe que estou dando o nome de condutor porque é um nome neutro; não é pastor, nem padre, não é missionário.

É condutor.

Esse condutor deveria ser mais responsável pelas suas atitudes e recordar que todos os homens são filhos do mesmo Criador que todos são iguais e que nenhuma religião tem qualquer tipo de privilegio diante desse que vos criou.

Se somos todos iguais, todas as religiões deveriam ser iguais, sem sectarismos.

O católico não é melhor que o protestante.

O protestante não é melhor que o judeu.

O Judeu não é melhor que o muçulmano.

O mulçumano não é melhor que o xintoísta, e assim por diante.

Os sectarismos religiosos vêm trazendo para a humanidade, dor e sofrimento, ao ponto que cada um de nós que professamos a Doutrina Espírita possamos compreender a importância de que todos somos irmãos, que ninguém é melhor que ninguém e que todas as religiões guardam em si as verdades do amor.

Que Jesus nos abençoe.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A Dor



Muitas vezes pessoas nos perguntam se a dor é o único recurso para a evolução do espírito humano.

É uma pergunta que encerra em si certo grau de desconhecimento da Doutrina Espírita mas ao mesmo tempo, demonstra também que a pessoa está atormentada pela dor.

Devemos deixar claro que é evidente que a dor não é o único recurso para o aperfeiçoamento humano, para a evolução humana.

Entretanto sabemos que o amor, que seria a outra ferramenta, não é exatamente uma ferramenta muito utilizada pelos seres humanos na Terra, mas se conseguíssemos lançar mão do amor em detrimento do nosso egoísmo, do nosso orgulho e da nossa vaidade, a cada gesto de amor certamente quitaríamos muitas dividas, muitos débitos de um passado difícil que vimos construindo no decorrer de muitas reencarnações.

Como disse João em seu Evangelho: “Somente o amor apagará a multidão dos nossos pecados”.

É extremamente importante ter em mente que um gesto de amor em favor do próximo é um cheque ao portador para nos libertar das dividas do passado.

Quanto mais nós nos dispusermos a amar, a servir, mais rapidamente nós nos livraremos dos débitos que temos em nossa consciência.

O amor é a grande ferramenta, no entanto a dor também é.

O problema é que nós no estado de humanidade em que estamos reconhecemos que a dor é para nós uma espécie de tormento, de tortura, algo que nos faz sofrer imensamente.

Mas, se paramos para pesar um pouco, um pouco que seja, e lembrarmos da imagem do Cristo de Deus, Jesus, nós observaremos que Ele veio a Terra e na Terra sofreu.

Ninguém poderá dizer que esse sofrimento do Cristo foi em decorrência de situações cármicas, porque o Cristo é um Espírito puro, mas quando Ele veio à Terra sabia das circunstancias as quais Ele se submeteria e Ele se entregou como o Cordeiro de Deus na expressão católica por nós todos.

Ele não foi um teórico.

Ele não disse vá lá e sofra que é bom para você.

Ele mostrou na prática como é sofrer sem se revoltar.

Mas não precisa ir tão longe.

Francisco de Assis, que é sabido ser a reencarnação de João Evangelista, quando volta da segunda cruzada que tinha participado, retornando do Egito, volta com uma enfermidade ocular chamada tracoma e a única terapêutica da época era cauterizar os olhos.

Diante da dor que o ferro em brasa iria lhe causar, Francisco abre os braços e começa a cantar, dizendo “Benvenuti fuoco amico” agradecendo a Deus a oportunidade de receber aquela dor, enquanto aqueles que estavam à sua volta chegaram até mesmo a desmaiar ao ver a cena.

Ele já aceitou a dor com naturalidade, não se tratava de um castigo, mas de uma necessidade para o espírito que poderia promovê-lo, e promoveu, ao grau de ainda maior pureza de si mesmo.

O mesmo aconteceu com Estevão, diante de Paulo que mandou apedrejá-lo sendo que Paulo naquela época era considerado um criminoso e era, perseguiu os cristãos mas em nome de uma causa e no entanto depois de sua conversão, depois de muitos apedrejamentos sem queixa, com o corpo cheio de cicatrizes, diante da morte quando soldado romano cumprindo ordens, iria desferir o golpe, disse ao soldado que tremia: “Cumpra a sua ordem”

E ele foi morto decapitado pela espada do soldado romano, entregou-se sem reagir.

Por infelicidade ou não, o primeiro golpe não foi o bastante, foi necessário um segundo golpe, mas a par disso, ele se encontra ao despertar na vida espiritual com Abigail e Estevão e logo em seguida com o Cristo, porque não era mais ele quem vivia mas o Cristo que nele vivia.

Que Deus nos abençoe.

Psicofonia recebida na Nept em 16/09/2015

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Dez Sinais


Algumas vezes é útil e bom lembrar algumas mensagens que nos deixam alertas, como esta:


Há dez sinais vermelhos, no caminho da experiência, indicando queda provável na obsessão:

quando entramos na faixa da impaciência;

quando acreditamos que a nossa dor é a maior;

quando passamos a ver ingratidão nos amigos;

quando imaginamos maldade nas atitudes dos companheiros;

quando comentamos o lado menos feliz dessa ou daquela pessoa;

quando reclamamos apreço e reconhecimento;

quando supomos que o nosso trabalho está sendo excessivo;

quando passamos o dia a exigir esforço alheio, sem prestar o mais leve serviço;

quando pretendemos fugir de nós mesmos, através do álcool ou do entorpecente;

quando julgamos que o dever é apenas dos outros.

Toda vez que um desses sinais venha a surgir no trânsito de nossas ideias, a Lei Divina estará presente, recomendando-nos a prudência de amparar-nos no socorro da prece ou na luz do discernimento.

* * *

Vieira, Waldo; Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Ideal Espírita.
Ditado pelo Espírito Scheilla.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Por Onde For


Você está numa jornada na Terra, uma jornada repleta de obstáculos, repleta de problemas.

Você está numa jornada que deverá encaminhá-lo para alcançar um objetivo; objetivo que você traçou antes de reencarnar.

Muitas vezes não se recorda, muitas vezes não tem sequer a intuição plena daquilo que você precisa fazer na Terra.

Entretanto, todos nós encarnamos com pelo menos um senso, o senso do bem.

Ninguém encarna na Terra para errar.

Ninguém vem para aTerra como emissário do mal.

Ninguém vem para a Terra para destruir.

Ninguém vem para a Terra para matar.

Cada um de nós que reencarna na vida espiritual, vindo para o planeta Terra, um planeta material, vem com o objetivo de superar os próprios obstáculos, então a jornada é bendita e abençoada.

Ocorre porém que em nossa caminhada somos tentados de várias formas:

Somos tentados pelo poder.

Somos tentados pelo dinheiro.

Somos tentados pelos vícios.

Somos tentados por todas as espécies de obstáculos que podem gerar em nós a insatisfação, o descontentamento, a tristeza, a revolta.

Enfim, a Terra é um Planeta de tentações, não há a mínima dúvida.

Mas, há coisas que nós precisamos aprender para não nos deixarmos levar por essas tentações.

Três propostas básicas podem nortear a jornada de cada um na Terra:

A disciplina.

A disciplina nas atitudes.

A disciplina nas propostas.

A disciplina nos compromissos.

A disciplina nas palavras.

A disciplina é pedra fundamental para qualquer projeto em qualquer lugar do Universo.

Sem ela não alcançaremos a segunda etapa que é a boa vontade.

Ninguém, sem disciplina, consegue cumprir com a sua jornada com boa vontade.

A boa vontade tem como pré-requisito o bom comportamento, a boa proposta e portanto, a disciplina.

A boa vontade conduz ao acerto, a disposição, a vontade de servir, de ser útil, de aprender e de se transformar em alguém melhor.

A boa vontade é que dá condição para o Espírito servir, seguindo assim o exemplo do próprio Cristo, e a boa vontade leva a um outro estágio ainda mais avançado e necessário:

A dignidade.

A dignidade é que faz a diferença para qualquer ser humano, homem ou mulher.

O homem digno,a mulher digna que tem postura diante dos outros, que age corretamente, que não é injusto ou injusta, que não se deixa conduzir pelas paixões desenfreadas é visto com respeito, é vista com respeito e consegue seguir a sua jornada em melhores condições.

Entretanto, aqueles que são indignos, que não têm um comportamento justo e correto, que não se dão o devido respeito diante de quaisquer circunstancias, pegam atalhos e se perdem.

Se perdem com muita facilidade, não só se perdem, como perdem oportunidades na encarnação.

A pessoa que não tem dignidade não é reconhecida como tal, e fica à disposição de todos os fatores obsessivos que a vida pode lhe favorecer.

O homem correto, respeitoso, digno numa palavra, a mulher correta, respeitada, digna numa palavra, ambos conquistam uma jornada de dificuldades que serão superadas.

Mas é necessário alcançar esses três fundamentos para que a jornada termine de maneira o mais adequada possível.

Que Jesus nos abençoe.




Psicofonia recebida no Nept em 21/10/2015