Mensagem

"Não permita que aquilo que você chama de amor se transforme em obsessão.
Amor é liberdade.
Amor é vida.
Jamais prisão ou limitação."

Militão Pacheco

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Mudanças




Às vezes eu me lembro da minha natureza humana, que carrega consigo, ainda, tantas dificuldades e limitações.

Quando isso acontece, eu reduzo um pouco minha soberba e me permito tentar aprender a ouvir as outras pessoas, a tentar ter um pouco de compaixão por aqueles que, ao meu ver, têm tantas limitações no raciocínio, que são bem mais lentos do que eu nas tarefas do dia-a-dia, que não têm o mesmo capricho que eu para executar essas mesmas tarefas, que se perdem nos caminhos e que procuram os mais longos, ao invés dos mais curtos, que fazem brincadeiras de mau gosto a todo momento, que não percebem o quanto são inconvenientes com certas palavras, que são, enfim, verdadeiras criaturas especiais, em função de tantos limites que apresentam.

Nesse momento de lucidez, que infelizmente dura muito pouco, eu percebo que tenho muito em comum com todos eles e que também erro e faço as mesmas bobagens.

Pena, realmente, que são apenas momentos de lucidez. Mas, tenho me esforçado muito para aumentar esses momentos, para que se transformem, num futuro que espero seja bem próximo, embora eu duvide, passem a ser períodos de lucidez.

Tem sido muito custoso, pois parece que eu sou como o caule da vinha que, ao ser esticado volta para sua formação anterior, teimando em não se corrigir. Melhoro um pouco, até acredito que conquistei uma certa mudança, mas logo em seguida vem algum pequeno teste com alguém que esteja à minha volta e eu já me perco e volto a agir com a mesma soberba de antes..

Eu tenho esperanças de que irei conseguir mudar. Tenho feito muito esforço e tenho me policiado constantemente. Sei que, com a ajuda de amigos invisíveis, irei prosperar nesse campo da humanidade. Mesmo que demore mais do que eu gostaria.

E não vou parar de tentar, pois tenho plena convicção de que fui criado para evoluir sem parar.

Entretanto, preciso contar, também, com o esforço das pessoas que estão ao meu lado, no meu convívio. Todos precisam ter comigo uma dose extraordinária de tolerância, já que ainda tenho comigo as minhas enormes imperfeições, que acredito sejam, na verdade, virtudes inigualáveis.

Quero aprender, com o tempo, que não são virtudes. São qualidades inferiores que precisam ser aprimoradas.

Tomara que eu consiga.



Psicografia recebida em 30 de novembro de 2012.

Militão Pacheco

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Cegueira




O que mais afeta cada um de nós, interferindo em nossas decisões, em nossos pensamentos, atitudes e palavras é um obstáculo interno que temos graves dificuldades para retirar do próprio caminho graças ao hábito pernicioso de mantê-lo íntegro em nossa mente.

Trata-se do egoísmo. Uma verdadeira nuvem que criamos em torno de nossa mente e que impede de enxergar diante dos próprios olhos.

O sentimento original é de auto-preservação. Acontece que ele é exacerbado por praticamente todos nós e acaba tomando dimensões estupendas e desequilibrando nossas vidas.

O espelho passa a ser a nossa referência e, quando temos um espelho diante de nós, não há como ver nada mais.

Em tudo e em toda parte, nos apaixonamos pela própria imagem. Mas, não damos conta disso. Não há consciência de que estamos nesse patamar de pensamentos.

Mesmo as pessoas mais queridas são colocadas de lado, em função do egoísmo.

Ele, o egoísmo, é, muitas vezes, sutil, sorrateiro, insidioso.

Toma conta de nós sem que percebamos.

Mas a meditação visando o auto-conhecimento pode nos elevar e nos liberar dessa postura tão equivocada.

A leitura sobre o Cristo certamente nos elevará e irá clarear nossas mentes enfermiças no egoísmo.

Essa é uma das chagas mais difíceis de retirar do coração humano.

Mas, com vontade e determinação, na busca da auto-transformação, todos nós poderemos construir um novo ser, com luta e esforço.

A Doutrina Espírita tem condições de auxiliar a quem quer que queira começar a mudar as diretrizes da própria vida. Mas é necessário esforço. A leitura e a meditação são recursos essenciais para isso.

Recomendamos sempre a leitura das diretrizes para reforma íntima que Santo Agostinho nos deixou como legado no Livro dos Espíritos, nas questões 919 e 919 a.
Nada mais simples e mais eficaz. Ler e refletir, se necessário, diariamente.


Psicografia recebida no NEPT em 29 de novembro de 2012.

Militão Pacheco.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O Cristo em nós




Muitas pessoas aguardam a nova vinda do Cristo à Terra.

Acreditam que Jesus irá redimir todos os pecados e salvar todas as Almas no Juízo Final.

De uma certa forma acreditam que é o encerramento de mais um ciclo terrestre e que tudo se renovará em uma nova vida, com todos os crentes em Jesus salvos e libertos de suas imperfeições.

A eterna vida de complacência angelical. Um sossego sem fim. E sem qualquer razão de ser.

Não é possível crer, pelo fruto da fé e da razão, que alguém possa ser redimido sem se redimir.

Jesus, em verdade, já está entre nós. Desde sempre. E estende seus braços, oferece suas mãos para quem queira receber o auxílio e também estenda os braços em Sua direção.

Ele oferece o sentido da Vida através de todos aqueles portadores da caridade em todas as suas expressões, seja a caridade moral, seja a caridade material.

Sua jornada, iniciada há mais de dois mil anos, começou, na Terra, pelo chamado de Pedro e André, que foram os primeiros de sua Assembléia de doze companheiros que iriam começar a regeneração do Amor por entre a humanidade.

Após o martírio na cruz, sua palavra vem sido mantida através de inúmeros outros mensageiros.

Mas, desde o primeiro dia do advento da Boa Nova, vem convidando, insistentemente, junto a todas as almas, para que se transformem em instrumentos da Vontade de Deus, deixando claro que a verdadeira redenção vem do Alto, mas que não ocorrerá entre aqueles que não tenham a colaboração ativa dos corações de boa vontade.

Note que os próprios apóstolos, que foram convidados diretamente por Ele, precisaram de enorme esforço para que providenciassem a íntima redenção.

Paulo, que o conheceu somente após sua passagem, necessitou de imensos esforços para que pudesse estar à disposição da palavra de Jesus.

Não há mudanças sem esforço, sem trabalho, sem compreensão, sem disciplina. Somente após lutas íntimas, através do buril da boa vontade, é que poderemos alcançar a redenção no Amor.

É necessário o trabalho de boa vontade, como disse Jesus: ‘Ide e pregai’. Pregar, não somente através da palavra, mas também do exemplo. Da atitude.

Mas não nos esqueçamos de que ‘A Seara é grande, mas poucos são os ceifeiros’. Quer dizer, ainda são poucos aqueles dispostos a colocar as mãos à obra.

E não podemos deixar de compreender que na obra do Senhor é fundamental a contribuição humana. Para isso, amemos e trabalhemos, incessantemente, iniciando agora a obra interior que poderá contribuir para o Bem, sempre com o Cristo no coração.


Psicografia recebida no NEPT em 28 de novembro de 2012

Albino Teixeira

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Fraternos




A história da cristandade vem se repetindo nas várias fases da história da humanidade, particularmente na questão dos formatos das organizações religiosas.

Muitas reuniões, antigamente chamadas de concílios, formularam conclusões a respeito da natureza de Deus, da Alma, do Universo e da Vida, com propostas inocentes, imaturas e ingênuas por parte daqueles que dirigiam as propostas cristãs de cada época.

Na tentativa de impregnar a todos com a ideia do cristianismo recém-nascido, até mesmo a força foi utilizada, gerando inclusive guerras em nome de Jesus. Um verdadeiro absurdo!

O homem passou a disputar o direito de ser cristão gerando ódio e discriminação que perdura até a época atual e deve se estender por período não imaginável.

Fomos nós mesmos no passado que criamos posições e cargos dentro de uma pseudo-hierarquia religiosa, para manejar o cetro do poder em detrimento da verdade.

Acendemos fogueiras e construímos cadafalsos; estimulamos a tortura e criamos prisões para todos aqueles que ousassem discordar de nosso ponto de vista.

Além disso, às custas de muito sangue, erigimos catedrais e basílicas, ricos em suntuosidade.

Enquanto isso, certamente, Jesus nos olhava com ternura de quem assiste a crianças rebeldes disputando aquilo que não pode ser disputado, mas conquistado através do esforço, da disciplina, da determinação e da boa-vontade: o Amor.

Ainda na atualidade o homem – nós mesmos – estamos em embates horríveis que desconstróem ao invés de gerar paz e harmonia.

Mas, a palavra do Cristo é indiscutível.

Não O alcançaremos através desses recursos.

Não teremos conquistado a posição de cristãos através do posicionamento bélico.

Não poderemos alcançar o Reino ao nos alimentar de discórdia, incompreensão e animosidade.

É necessário, sem dúvida, a instalação de centros de compreensão, de estudo, de solidariedade, de prática da caridade, de estudo, de dedicação ao próximo, de aprendizado de Amor ao nos aproximar do Cristo através do gesto de fraternidade real.

É preciso que nos conscientizemos que a fraternidade pura é aquela que apara reciprocamente, trabalha para ajudar, compreende e perdoa, diante da humildade e do serviço que conduzem à vitória do bem.

Assim afirmou o Cristo: “Nisso todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.” (João 13:35)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A cristalização




O espírita escuta com muita freqüência à respeito de um fenômeno excepcional chamado reforma intima, e ele se debate intimamente com as propostas que o Evangelho lhe traz, fazendo com que se sinta culpado por não conseguir alcançar o modelo devido que desejaria ser.

Entre o sentimento de culpa e o sentimento de incapacidade, o espírita perambula nas sombras da ignorância e não consegue alcançar a abençoada reforma intima.

Acontece que embora se pergunte inúmeras vezes, como mudar, o espírita efetivamente não toma a iniciativa de fazer a coisa mais simples que pode, porque a essência do Evangelho é absolutamente simples; é amor.

Então, o espírita fica oscilando entre a culpa e o desejo de ser melhor por pura e simplesmente não praticar o amor, mas quando eu falo de amor, eu não estou me referindo aos arrobos de paixão ou a dedicação mecânica que espera a recompensa, ou ainda, ao palavreado romântico ou cauteloso que tenha a aparência de amor.

Eu me refiro ao amor que o Cristo pregou e acima de tudo, ao amor praticado dentro das possibilidades de cada um, porque cada um tem algo para dar, por mais singelo que seja.

Entretanto, cristalizado na sua própria opinião, cristalizado nas suas atitudes equivocadas, cristalizado nos seus equívocos diuturnos, o espírita não modifica uma única virgula do seu vocabulário habitual, continua execrando o próximo, continua avaliando as circunstancias alheias, continua julgando como se fosse verdadeiro juiz e ainda tem a coragem de afirmar que está se transformando.

Mas não está.

Permanece cristalizado no seu orgulho, na sua vaidade, esquecendo que o egoísmo é o oposto do amor e que o orgulho é a grande chaga da humanidade que impede a livre caminhada pela eternidade.

Reforma intima exige esforço, não cai do céu.

Não adianta pedir, não adianta rogar.

Tem que ter atitude.

Que Deus nos abençoe.


Psicofonia recebida no Nept em 21/11/2012

sábado, 24 de novembro de 2012

Insatisfação




Um dos estados emocionais mais comuns que habitam o coração da criatura humana, a insatisfação faz o papel da ferrugem corrosiva que lentamente abala as estruturas da personalidade, inviabilizando a manutenção do equilíbrio do indivíduo.

Talvez seja uma questão de hábito, já que sociedades inteiras participam de padrões de vibração que combinam com a insatisfação.

Há quem diga que é uma situação de educação do Espírito, que não se comporta como quem aprenda a agradecer o que já tenha conquistado ou adquirido e que prefere manter o pensamento voltado para um degrau abaixo do ideal, sempre aspirando por algo diferente do que tenha.

Seja como for, trata-se de uma situação que gera desequilíbrio emocional, psicológico, físico e espiritual.

Com muita frequência leva a um outro estado de espírito, ainda mais dificultoso, chamado depressão.

É possível que a insatisfação seja a origem da depressão, ainda que as impressões das variadas insatisfações que o ser humano carregue consigo sejam oriundas de um passado remoto e que estejam perdidas no passado espiritual de vivências anteriores, insondáveis pelos métodos habituais de pesquisa clínica ou científica.

Ela não é identificável por exames de laboratório.

Não é encontrada, na maioria das vezes, nem mesmo no processo consciente da lucidez humana.

Está escondida nas entranhas da mente. Mas, é ativa e é persistentemente presente no cotidiano de quem a possua e se manifesta invariavelmente em todas os pensamentos, em todas as palavras e em todas as atitudes que seu portador efetue.

É traduzida pelo amargor, pelo humor variável, pela irritação, falta de paciência, agitação, desatenção, desinteresse, inquietação e outros problemas não construtivos que a criatura apresente em sua vida, em sua rotina.

Claro que esses estados de espírito nem sempre se devem à insatisfação.

Mas ela é o maestro que desenvolve o desequilíbrio para a vida, sem qualquer dúvida.

Se o indivíduo conseguir identificar que é portador de insatisfação, deve lutar para se afastar dela e conquistar o estado de gratidão da alma, que é uma forma de apresentar-se, diante de Deus , como um ser humano, como uma criatura, que esteja satisfeita com o que tem e com o que apresente diante da vida.

O Espiritismo pode auxiliar muito. Não somente na identificação de tal estado de espírito, mas também em sua cura.

Basta aprender o básico da Doutrina, contido em suas Obras Básicas.

Depois de aprender, entretanto, é necessário que se coloque em prática, pois de nada adianta assistir uma aula, fazer as anotações e depois jogar tudo fora, como se não tivesse existido na vida.

Para os insatisfeitos, nossos desejos de recomposição para a Vida!


Psicografia recebida no NEPT em 24 de novembro de 2012

Militão Pacheco.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Crueldades





- Bem que eles poderiam ter ajudado um pouco, não é? Fiquei decepcionada...

- Não foi falta de tentativa. Quantas vezes eles ligaram para sua filha e ela nem mesmo atendeu ao telefone? Várias vezes! Até um deles foi à sua casa, tentando falar com ela enquanto você trabalhava...

- Ah, isso eu não acredito! Duvido que tenham se dado a esse trabalho! Duvido!

- Mas eu ouvi eles conversando! Foram, sim! Para que iriam mentir, conversando entre si? Se estivessem se justificando, até dá para entender o que você está dizendo, mas a conversa nem mesmo chegou até nós!

- Mas eu pedi tanto que ajudassem! Ela não podia ter chegado a esse estado! Meu coração está partido! Como minha filha pode ter caído tanto? Meu Deus! Que tragédia! Em uma UTI por causa de drogas! É o fim!

- Mas, me diga uma coisa: esse problema dela já é antigo... Por que você responsabiliza eles se eles só souberam desse seu problema há poucos meses? Que culpa eles têm?

- Ora, minha amiga! Eles não se dizem ‘espíritas’? Então! Quem mexe com essas coisas do outro mundo afirma que pode ajudar todos! E eu vi o filho de uma vizinha que nunca mais chegou perto de drogas depois que ela começou a frequentar aquele lugar! Se eles a ajudaram, por que não me ajudar?

- Não sei... Acho que cada caso é diferente do outro! Sua filha tem um problema mais profundo, como vou saber! De qualquer modo eu, vendo de fora, não poderia dizer que eles não tentaram ajudar! Tentaram até fazer o tal do ‘Evangelho no Lar’ em sua casa e você não deixou!

- Lógico! Como vou deixar pessoas estranhas ficarem rezando em minha casa? Ainda mais em minha ausência! Só com a menina para eles ficarem conversando com eles! Sei lá o que vão falar! De repente enfiam umas bobagens na cabeça dela e ainda piora a situação!

- Mas, se você foi lá pedir ajuda, qual a razão para essa desconfiança?

- Eu desconfio de todo esse pessoal que fica batendo no peito e se dizendo religiosos! Prá mim não passa de um bando de fanáticos!

- Mas é incoerente o que você está dizendo! Então por que foi lá!

- Acho que era desespero...

- Então por que os acusa de não terem dado assistência para sua filha se, na verdade, você nem mesmo acredita nisso tudo? Por quê fazer essas afirmações desmedidas?

- Você fala isso porque não é sua filha que está na UTI por conta de uso de drogas! Não é sua filha que se perde em situações que fazem sua vida se transformar em um inferno!

- É verdade, eu não tenho esses problemas com meus filhos, você tem razão. Mas, eu não estou dizendo o que estou dizendo em função disso, não. Você está enganada! Estou dizendo isso porque você está completamente incoerente! E não é de agora, minha amiga! Já faz tempo. Você sempre responsabiliza os outros pelas suas infelicidades. Desde que a conheci. Sempre me calei, pois acreditava que, apesar disso, você estava se modificando e se transformando. Mas, agora vejo que eu estava errada. E estou, ainda! Você não muda e sempre transfere responsabilidades para os outros. Mas, não faz a sua parte. Sempre ausente do lar, sempre distante dos filhos e do marido... Não é à toa que as coisas estão como estão...

- Você está sendo injusta! Eu não sou ausente...

- É, sim... Sinto muito, mas é, sim! E não só você: seu marido também! Seus filhos cresceram criados por babás. Nem os avós puderam assistí-los! Você sempre disse que avós estragam os netos. Talvez fosse melhor que seus pais tivessem cuidado dos dois! Acredito que eles não teriam tantas dificuldades como têm agora... Mas, pode ser que eu esteja errada...

- Quanta crueldade! E eu pensava que você fosse minha amiga... Me deixa sozinha, por favor...

- Deixo, sim. Preciso respeitar seu momento. Mas, mesmo à distância, estarei sempre pronta para ajudá-la! É só falar: estarei ao seu lado!

- Não quero sua ajuda! Você me atira na cara coisas absurdas! Com requintes de crueldade!

- É, eu sempre direi a você o que penso! Posso estar errada, mas meu anseio é para que você acerte...

- Isso não é amiga! É ‘amiga da onça’, isso sim! Passar bem!



Psicografia recebida no NEPT em 23 de novembro de 2012.

Militão Pacheco

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Caridade desinteressada




- Eu devo ter sido muito ruim na encarnação anterior! É a única explicação para tanto sofrimento agora!

- É possível. Mas o que isso importa, nesse momento?

- Importa para justificar o que estou passando! Não faço nada de errado, o tempo todo estou tentando acertar, sou honesta, atendo meu semelhante, pratico a caridade e padeço de muitos problemas. Intraduzíveis!

- Mas, não seria o caso de a senhora avaliar apenas esses benefícios que está praticando?

- Então! Se estou fazendo somente o Bem, não deveria ter ao menos um pequeno refrigério? Mas, é uma dificuldade atrás da outra! Assim não é possível de suportar! Quem aguenta tamanha pressão? Chega um momento no qual acabamos por ceder! Por isso estou assim, arrebentada por dentro e muito, mas muito triste!

- A prática da caridade não seria motivação suficiente para que a senhora se mantivesse firme diante dos obstáculos?

- Não, por que ela não está se justificando! Meus problemas permanecem! Nenhum deles recua! Meu filho continua com a dependência de drogas, meu marido permanece alcoólico, minha filha anda perdida na vida e não tem diretriz! Como posso permanecer na atividade beneficiente, ajudando tanta gente e ver que a minha família é esse traste? Quem, por Deus, consegue se manter em pé nessas circunstâncias?

- Talvez quem pratique a caridade sem qualquer interesse...

- Mas qual o meu interesse? Dôo por querer doar! O senhor não se atreva a insinuar que faço a caridade por interesse!

- Perdão, mas me pareceu que...

- Pareceu errado! Faço por querer e não admito que me interpelem desta maneira! Passar bem!

- Passar bem, senhora!


Psicografia recebida no NEPT em 22 de novembro de 2012

Militão Pacheco

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O berço




Cada um de nós quando vem à Terra, carrega consigo todas as experiências de vidas e vivenciadas em todas as encarnações que teve.

Ao impregnar as células germinativas que serão fundidas para a formação deste novo ser, promove uma atração de tal forma magnética que estas células terão dentro de si todas as necessidades inerentes à construção, executada durante todas as experiências.

O organismo físico que ora está em formação terá suas células definidas de acordo com as necessidades do espírito reencarnante.

Todas as divisões celulares levarão para cada setor do organismo as qualidades e as falhas que a criatura humana construiu para si mesma.

Esta formação e esta divisão serão expressas no berço, quando nascer a criatura carregando consigo todos os fardos e todos os prêmios que tenha conquistado.

Encontrará o ser humano diante de sua existência, diante de sua jornada terrena, tudo o que precisa para o único objetivo, evoluir.

Encontrará no caminho todas as pessoas de que precise para que venha a se desprender dos erros do passado, para que venha a conquistar o aprendizado necessário, pois estes são os recursos fundamentais para que cada um de nós alcance a angelitude.

Mas de cada berço que venha a enfrentar irá extrair a oportunidade para esta libertação.

Quanto maior a lucidez desse ser reencarnante, maior a responsabilidade diante da vida.

Quanto maior a inteligência, melhor uso deverá fazer dela.

Nenhum de nós está num patamar no qual possa se abster de erros, mas todos nós a cada oportunidade no berço, aqui estamos unicamente para acertar.

Que Jesus nos abençoe para corrigirmos as diretrizes a cada segundo e encontrarmos o caminho da evolução que efetivamente nos liberte.

Que assim seja.

Psicofonia recebida no Nept em 14/11/2012

terça-feira, 20 de novembro de 2012

PEDRO DE CAMARGO




PEDRO DE CAMARGO (VINÍCIUS)
1878 – 1966

Nascido no dia 7 de maio de 1878, na cidade de Piracicaba, Estado de S. Paulo, e desencarnado no dia 11 de outubro de 1966, na cidade de São Paulo.

Não se pode fazer o esboço histórico do Espiritismo no Estado de S. Paulo, na primeira metade do presente século, sem levar em consideração a personalidade inconfundível de Pedro de Camargo, mais conhecido pelo pseudônimo de Vinícius.

Os seus primeiros anos de escolaridade foram feitos no Colégio Piracicabano, educandário de orientação metodista, de fundação norte-americana. A diretora do estabelecimento era então a missionária Martha H. Watts, de quem Pedro de Camargo guardou sempre as mais caras recordações e grande admiração.

São dele as seguintes palavras extraídas de um artigo que escreveu por ocasião da desencarnação daquela missionária, ocorrida nos Estados Unidos: "Sempre que se oferecia ensejo de inocular princípios de virtude e regras de moral, era quando se mostrava admirável, comprovando a rara e excepcional competência de que fora dotada para exercer tão sublime missão".

Durante muitos anos, Pedro de Camargo presidiu a Sociedade de Cultura Artística, de Piracicaba, tendo a oportunidade de levar para lá famosos artistas.

Jamais teve tendência para a política. Chegou a assumir uma cadeira de Vereador, na Câmara Municipal de Piracicaba, eleito por indicação do extinto Partido Republicano.

Como não quisesse "seguir outra disciplina que não fosse a do dever, e ouvir outra voz que não a da razão e da consciência", dizia ele mais tarde - esse critério não serviu ao Partido, por isso não o quiseram mais.

Os estudos bíblicos eram metódicos no Colégio Piracicabano, de maneira que Pedro de Camargo se tornou um dos maiores entusiastas dessa matéria, tornando-se mais tarde uma das maiores autoridades no trato da exegese evangélica.

No ano de 1904, foi fundada em Piracicaba a primeira instituição espírita da cidade, com o nome de Igreja Espírita Fora da Caridade não há Salvação. Dentre os seus fundadores salientava-se a figura veneranda de João Leão Pitta.

O funcionamento dessa tradicional instituição acarretou a esse pioneiro uma série de perseguições movidas por inspiração de outras entidades religiosas, chegando ao ponto de não conseguir nem mesmo um emprego, tão necessário para o amparo de sua família, a qual ficou mais de um ano na eminência de completo desamparo.

Um ano mais tarde, em 1905, Pedro de Camargo interessou-se pelo Espiritismo, uma vez que nele encontrou a solução para tudo aquilo que constituía incógnitas em seu Espírito.

Tomando conhecimento do que sucedia com Leão Pitta, prontamente o empregou em sua loja de ferragens e, como segundo passo, desfez a secção de armas de fogo que representava apreciável fonte de renda em seu estabelecimento comercial.

Durante cerca de trinta anos, Pedro de Camargo desenvolveu, em sua cidade natal, profícuo e intenso trabalho de divulgação das verdades evangélicas à luz da Doutrina Espírita.

Nessa época passou a adotar o pseudônimo de Vinícius; suas preleções eram estenografadas e logo em seguida largamente difundidas, fazendo com que sua fama se propagasse por toda a circunvizinhança.

No ano de 1938, transferiu seu domicílio para a cidade de S. Paulo. Ali substituiu o confrade Moreira Machado na presidência da União Federativa Espírita Paulista e, juntamente com Thietre Diniz Cintra, fundou uma escola para evangelização da infância e juventude, tendo para tanto elaborado normas e diretrizes para esse gênero de educação.

Em 1939 tornou-se um dos diretores do Programa Radiofônico Espírita Evangélico do Brasil, levado ao ar, diariamente, através da Rádio Educadora de S. Paulo. Em 31 de março de 1940, quando a União Federativa Espírita Paulista fundou a Rádio Piratininga, emissora de cunho nitidamente espírita, Vinícius foi eleito seu diretor-superintendente e, em companhia de outros valores do Espiritismo paulista, orientou aquela emissora e seu programa espírita diário até o ano de 1942.

Nessa época Vinícius já havia se integrado na Federação Espírita do Estado de S. Paulo, tornando-se um dos seus conselheiros e ali introduzindo as suas "Tertúlias Evangélicas", realizadas todos os domingos de manhã, com apreciável assistência que invariavelmente superlotava o seu salão.

Durante muitos anos, foi delegado da Federação Espírita Brasileira, em S. Paulo, representando-a em todas as solenidades onde a sua presença se fazia necessária.

Quando a Federação Espírita do Estado de S. Paulo, em março de 1944, lançou o seu órgão "O Semeador", Vinícius foi designado seu diretor-gerente, cargo que desempenhou durante mais de uma década, emprestando àquele jornal a sua costumada cooperação.

Em outubro de 1949, em companhia de Carlos Jordão da Silva, integrou a representação do Estado de S. Paulo junto ao II Congresso Espírita Pan-americano, conclave de grande repercussão que se realizou no Rio de Janeiro. No ensejo desse acontecimento, reuniram-se na antiga Capital Federal várias representações de entidades espíritas de âmbito estadual, as quais, numa feliz gestão, conseguiram materializar o sonho de muitos seareiros espíritas, criando o Conselho Federativo Nacional e assinando o célebre Pacto Áureo de Unificação.

Pedro de Camargo foi um dos signatários desse importante instrumento de pacificação espírita nacional, no dia 5 de outubro de 1949.

Vinícius foi assíduo colaborador de numerosos órgãos espíritas. De sua bibliografia destacamos os livros: "Em torno do Mestre", "Na Seara do Mestre", "Nas Pegadas do Mestre", "Na Escola do Mestre, "O Mestre na Educação", e "Em Busca do Mestre", obras de marcante relevância no campo da divulgação evangélico-doutrinária.

A sua ação se fez sentir vigorosamente quando se cogitou da fundação de uma instituição educacional espírita. Lutou durante muitos anos por esse ideal. Exultou-se com a fundação do Educandário Pestalozzi, na cidade de França, entretanto, o seu sonho concretizou-se quando da fundação do "Instituto Espírita de Educação", do qual foi presidente. No âmbito desse instituto foi fundado o "Externato Hilário Ribeiro", em cuja direção permaneceu até o ano de 1962.

A par de todas essas atividades, Pedro de Camargo ocupava assiduamente as tribunas das instituições espíritas, principalmente as da Capital do Estado, tornando-se um dos oradores mais requisitados e o que sempre conseguia atrair maior assistência. Homem dotado de ilibado caráter, comedido em suas atitudes e de moral inatacável, tornou-se, de direito e de fato, verdadeira bandeira do movimento espírita. Quando seu nome figurava à testa de qualquer realização, esta infundia confiança e respeito, dada a indiscutível projeção do seu nome e a sua qualidade de paladino das causas boas e nobres.

Vinícius também teve notória atuação no campo da assistência social espírita, situando, entretanto, em primeiro plano o trabalho em prol do esclarecimento evangélico-doutrinário, imprescindível à iluminação interior dos homens.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Mãos à obra!




- Acordei hoje com muita vontade de chorar. E o pior é que nem mesmo sei qual a razão para isso. Só fico assim, muitas vezes, por dias. Depois passa e levo a vida com normalidade. O que posso fazer para melhorar isso?

- Há uma infinidade de razões para que fiquemos assim. Desde problemas do cotidiano que nos dão insegurança quanto ao futuro até circunstâncias ‘fantasmas’ que nos perseguem, às vezes, a vida toda e não temos como descobrir. Em qualquer situação, entretanto, a melhor solução para ajudar a combater as dificuldades emocionais que vêm ao nosso encontro de maneira, assim, furtiva, é a busca do equilíbrio através da religiosidade.

- É, acho que exatamente por isso, vim até aqui. Um amigo me falou desse Centro Espírita. Disse coisas bem interessantes e, como eu já tinha uma certa tendência a gostar, fiquei interessado e com esperanças de que o Espiritismo pudesse me ajudar...

- E pode, meu irmão. Pode, dando a você as ferramentas para que você mesmo se descubra, para que você mesmo gere estratégias que irão lhe conduzir ao equilíbrio o mantê-lo equilibrado. É preciso, entretanto, que você tenha alguma disciplina, pois para que você possa se aprofundar em você mesmo, para que desenvolva o autoconhecimento necessário, tem de ter frequência e adquirir conhecimento doutrinário.

- Olha, sinceramente, eu estou interessado! Não dá mais para viver sem entender algo ‘a mais’ sobre a Vida! Não pode ser que ela seja restrita a isso que a gente vive, às questões de ordem material somente. Precisa ter alguma coisa que explique melhor as razões para tantas dificuldades. Não só as minhas, mas a de todos. Não sei... acho que sou muito ‘perguntador’, Na verdade, eu fico questionando tudo o tempo todo.

- É, meu irmão, com o cuidado de não se aprofundar em questionamentos improdutivos, você deve, sim fazer um interrogatório sobre a Vida, mas recordando que há coisas que fogem ao nosso entendimento como seres humanos e que, antes de entender o funcionamento do cosmos, precisamos entender o funcionamento dos próprios pensamentos, das próprias lógicas, posturas, atitudes e assim por diante. Quer dizer, precisamos, em primeiro lugar, conhecer melhor ao próprio íntimo. Não que consigamos conhecer totalmente em apenas uma experiência na Terra, mas necessariamente precisamos melhorar a relação que temos com o próprio ser.

- Isso me parece difícil...

- E é. Mas, garanto a você que vale a pena. Há muito o que aprender. Vamos começar?

- É prá já!

- Então, aqui estão as diretrizes para seus estudos e tratamentos espirituais. Mas à obra, meu irmão!

- Mãos à obra!



Psicografia recebida no NEPT em 19 de novembro de 2012

Militão Pacheco

sábado, 17 de novembro de 2012

Luís IX




"O bem reinará na Terra quando, entre os Espíritos que a vêm habitar, os bons predominarão, porque, então, farão que aí reinem o amor e a justiça, fonte do bem e da felicidade.(...)"

Assim inicia a resposta à última questão de O Livro dos Espíritos e que, à semelhança de várias outras, são atribuídas ao espírito São Luís. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, ele responde a questões que se encontram no cap. IV, itens 24 e 25; cap. V, itens 28 a 31; cap. X, itens 19 a 21; cap. XIII, item 20; cap. XVI, item 15, bem assim derrama a sua sabedoria em vários itens de O Livro dos Médiuns, lecionando conceitos acerca do: "Laboratório do Mundo Invisível" e "Das manifestações físicas espontâneas".

São Luís foi canonizado pela Igreja Católica, no ano de 1297, pelo papa Bonifácio VIII. Adquiriu renome como soberano imparcial. Filho de Branca de Castela, foi coroado rei de França, em Reims, em novembro de 1226, com apenas 12 anos de idade. Durante 10 anos, até seu casamento com Margarida de Provença, foi sua mãe que exerceu a Regência, embora somente em 1242 ele tenha assumido pessoalmente o poder, tomando o nome de Luís IX.

Sob a orientação de sua mãe, tornou-se um soberano piedoso e altruísta. Seus súditos o admiravam pela sua imparcialidade e algumas gravuras o mostram ministrando justiça sob um carvalho, numa floresta perto de Paris, recordando exatamente a qualidade que o caracterizava.

Aumentou, durante o seu reinado, o poder real à custa dos nobres, que, mesmo assim o respeitavam pela sua justiça. Ele organizou um sistema de controle para evitar abusos administrativos e, desta forma, fortalecer o poder central.

Instituiu assembleias judiciárias que, posteriormente viriam dar origem aos parlamentos.

Católico fervoroso, ele fez construir, em 1245/1248, a Sainte Chapelle, em Paris e organizou a sétima Cruzada contra o Egito, sendo capturado pelos muçulmanos em 1250.

Resgatado, após o pagamento de elevado resgate, ele passou os 4 anos seguintes na Síria, fortificando as posições ditas cristãs.

De volta a França, estabeleceu algumas medidas como a proibição do duelo judiciário, proibição do jogo e a instituição de penalidades para a blasfêmia.
É de sua iniciativa a construção da Sorbonne, que tantas personalidades ilustres formaria para a Humanidade, bem assim construiu o Hospício dos Quinze-Vingts.

Em 1270, empreendeu nova Cruzada. Ao desembarcar em Cartago, seu exército e ele próprio são vitimados pela peste.

Chamado de o "bom rei Luís", referência que lhe faz, inclusive o Espírito perturbador da rua des Noyers (O Livro dos Médiuns, item 95), foi considerado um soberano ideal, admirado mesmo por seus inimigos pela sua integridade.

Nada menos que cinco mensagens se permitiu inserir o Codificador no cap. XXXI de O Livro dos Médiuns, da autoria de Luís IX, que assina São Luís e exorta os espíritas nos seguintes termos: "(...) Quanto mais modestos fordes, tanto mais conseguireis tornar-vos apreciados. Nenhum móvel pessoal vos faça agir e encontrareis nas vossas consciências uma força de atração que só o bem proporciona.

Por ordem de Deus, os Espíritos trabalham pelo progresso de todos, sem exceção. Fazei o mesmo, vós outros, espíritas." (item VI)


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Tratamentos Espirituais




- Então, eu quero fazer uma cirurgia espiritual...

- Para resolver qual problema, por favor?

- É que o meu médico descobriu que eu tenho um tumor na próstata e quer me operar. Eu tenho medo da cirurgia e conversando com meus amigos me deram a ideia de procurar uma cirurgia espiritual. Quem sabe eu não fico livre dessa, não é mesmo?

- Você é espírita há quanto tempo?

- Não, eu sou católico.

- Tudo bem. E o que você entende por cirurgia espiritual, meu irmão?

- Na verdade eu não sei direito. Mas, imagino que deve ser feita uma cirurgia sem cortes, sem anestesia, algo que possa resolver esse tipo de problema sem me causar tantos danos.

- Há várias formas de se ver esse tipo de tratamento espiritual. Uma é aquela bem conhecida, que tem muita divulgação, como fazia, por exemplo o Zé Arigó, com ferramentas e procedimentos cruentos. São cirurgias que impressionam bastante e muitas vezes resolvem problemas de saúde, de acordo com as possibilidades de cada pessoa que procura o médium.

- Então, não é sempre que as almas resolvem as doenças?

- São Espíritos, meu irmão.

- E não é a mesma coisa?

- Não. Almas somos nós, que estamos encarnados. Alma é o Espírito encarnado. Quando estamos na Vida Espiritual, desprovidos do corpo físico, somos Espíritos.

- Ah, eu pensava que alma fossem os Espíritos...

- Continuando, temos também as cirurgias, os tratamentos espirituais que são executados também por médiuns, mas sem procedimentos cruentos – que levam à intervenção direta sobre o corpo humano – e têm efetividade semelhante ao procedimento citado anteriormente. Além disso, temos, também, o tratamento espiritual operado por Entidades Espirituais que atuam sobre os corpos doentes para auxiliar, aliviar e eventualmente curar uma doença.

- Bom, pelo que entendi em nenhum dos três casos a gente tem garantia de cura. É isso mesmo?

- É isso mesmo!

- Então não adianta nada eu fazer isso!

- Não sejamos radicais. Os tratamentos espirituais sempre auxiliam. Em todos os quadros de doenças, sejam físicas, mentais ou espirituais. No seu caso, nós orientamos que faça o tratamento espiritual, pois não fazemos aqui nesta Casa as cirurgias espirituais, como você referiu, mas que faça, também o tratamento médico indicado.

- Então terei de fazer a cirurgia?

- Dependendo de sua situação orgânica, se há real indicação médica, não há razão para não se submeter a ela. O tratamento espiritual não afasta de modo algum a necessidade de se submeter ao tratamento médico habitual.

- Então vim até aqui à toa!

- Não, meu irmão, estamos à disposição para lhe oferecer o passe, a água fluidificada e as orientações para o tratamento espiritual em seu lar, através da prece e meditação, com o amparo desses irmãos que desveladamente se dedicam a nos amparar, desde a Vida Maior, a Vida de Espírito.

- Ah, eu agradeço, mas não quero. Queria é me livrar da cirurgia, mas se você me diz que não adianta, não vou perder meu tempo. Passar bem!

- Fiquemos em paz.


Psicografia recebida no NEPT em 16 de novembro de 2012

Militão Pacheco

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Conceitos Equivocados




Nós carregamos conosco muitos conceitos equivocados.

O nosso linguajar costuma não ser muito brilhante.

Nós colocamos para uma pessoa que apresente limitações especiais, o nobre titulo de deficiente.

Alguém que perdeu a visão chama-se cego.

Quem não escuta é surdo.

Quem perdeu um membro é coxo.

Mas nós precisamos reformular porque naturalmente é deficiente aquele que não se esforça para compreender Jesus e colocar em pratica aquilo que tenha aprendido.

É cego aquele que não enxerga as dificuldades alheias e sequer tenta ajudar.

É surdo aquele que nunca ouve os problemas dos outros, mas que fala em demasia dos próprios problemas.

E é coxo, é aleijado aquele que não caminha em direção à reforma íntima.

Os nossos conceitos são sempre voltados para os defeitos alheios, mas precisam mudar.

Precisamos começar a avaliar os próprios defeitos.

Reformulemos a concepção que temos da vida e das pessoas ao invés de julgá-las e rotulá-las, vamos fazer a análise própria, conduzindo assim a nossa vida para a necessária transformação de que tanto necessitamos.

Que Deus nos abençoe.

Psicofonia recebida no Nept em 07/11/2012

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Gratidão




- Fico sempre angustiada por causa das dificuldades que eu passo. É torturante não poder alcançar os objetivos que a gente tem, sabia?

- Mas, quais objetivos?

- Ter uma boa casa ou um bom apartamento, um bom carro, uma casa na praia ou no campo para descansar, um saldo adequado em aplicações para ter segurança na vida, poder se vestir com dignidade e com roupas de qualidade, ter bom calçados, poder cuidar da higiene, do corpo, poder frequentar uma academia, ir a restaurantes, curtir uns passeios maneiros... Enfim, poder ‘curtir’ a vida!

- E o que você tem, efetivamente?

- Ah, eu moro numa casinha razoável, tenho um carrinho mais ou menos, tenho meu trabalho, meus filhos, meu marido – minha família, portanto... Ah, a gente conseguiu guardar um pouquinho e demos entrada em um apartamento pequeno na praia, logo ali na Baixada... É, é tudo muito simples, mas a gente gostaria de ter algo ‘mais sólido’ para poder desfrutar, afinal a vida é tão breve, não é mesmo?

- É, isso eu concordo! A vida é breve, mesmo, não há dúvida!

- Então, o senhor acha que a gente vai ter oportunidade de ter uma vida melhor?

- Melhor do que você já tem?

- Como assim? Minha vida é muito simples... Eu gostaria de uma vida mais sólida...

- Antes de aspirar a uma vida ‘mais sólida’, seria bom que vocês aprendessem a agradecer à vida o que já têm.

- Ah, mas eu agradeço!

- Parece-me que você está insatisfeita...

- Bom, querer mais é estar insatisfeita? Quem não quer mais?

- Todos.

- Então... O que há de errado nisso?

- Aspirar melhoras materiais é importante, mas é mais importante aspirar por conquistas interiores, por melhoras íntimas, de teor emocional, mental, racional, ético e moral. É preciso aprender com muitas religiões que pregam a gratidão pelas pequenas coisas que temos na vida. Quantas vezes você já agradeceu por sua vida, pelo conforto que tem, pelo seu carro, pelo seu trabalho, pelo seu marido e pelos filhos que Deus lhe presenteou?

- Ah, eu não sou mal agradecida! Eu sou grata por tudo isso!

- Sim, mas, por favor, quantas vezes você já agradeceu ‘literalmente’ pelo que já conquistou? Em quantas oportunidades você fez uma prece e agradeceu a Deus por tudo o que já conquistou?

- Nenhuma. Assim, desse jeito, nenhuma.

- Você tem em mente um sentimento de gratidão por sua vida ou tem uma postura mais crítica em função do que gostaria de ter, como me relatou agora há pouco?

- Acho que sou mais crítica...

- Fica reclamando da vida com frequência?

- É, mais ou menos! Eu sou meio rabugenta, sim...

- Reclama do carro, do marido, dos filhos, do trabalho, das pessoas no trabalho, do trânsito que enfrenta, de não poder ter mais dinheiro para as ‘coisinhas’ que gostaria de fazer, enfim, fica em padrão de queixa durante o dia todo?

- É, fico, sim senhor...

- E pode considerar isso como uma forma de gratidão?

- Acho que não...

- Então, como aspirar a maiores conquistas se seu padrão de pensamento está preso a fiéis pesados que funcionam mais como uma âncora que lhe prendem ao mau humor e ao desânimo? Como querer deslanchar materialmente, se mentalmente você está comprometida com uma prisão de queixas e reclamações, se está afastada do seu próprio objetivo? Se não entende, ainda, que evolução não é sinônimo de conquistas materiais, mas de conquistas espirituais.

- Não, eu não quis dizer que teria de ter evolução espiritual. Eu só quero viver melhor! Não tenho direito?

- Claro que tem, mas precisa tentar entender que está colocando uma nuvem diante de seus olhos e que, com ela, não conseguirá caminhar sem tropeçar, sem cair. E essa nuvem é produzida pelos seus próprios pensamentos. Ao fixar seus anseios por melhores conquistas, cria para si mesma uma faixa de onda de insatisfação. Esta postura faz com que você veja tudo com uma carga de amargura, com algum grau de azedume e você se irrita com facilidade.

- É, eu ando muito irritada, mesmo!

- Então, essa irritação é oriunda de seus pensamentos, de sua insatisfação.

- Mas eu não sou insatisfeita...

- Se não fosse, não estaria irritada com tanta facilidade. Teria mais alegria em seu cotidiano, faria da vida um motivo para alegria e não senti-la como se fosse um fardo pesado.

- É, tenho de reconhecer... Estou pensando assim, como o senhor disse... Tudo parece estar meio cinza, difícil.

- Mas você é tão jovem! Tem tanto para construir, ainda, ao lado de seu marido e de seus filhos! Seja grata à Vida, por tudo o que já tem! Faça sua vida ser mais suave! Agradeça sempre todas suas conquistas. Não é preciso ‘ficar agradecendo’ o tempo todo. A simples postura diante de tudo mostra que somos gratos! Deixar de se queixar, ter uma postura mais proativa diante dos obstáculos, enfrentá-los com bom humor, não se queixar, não esbravejar, não praguejar, não reclamar, afastar a irritabilidade, o mau humor, o azedume... Tudo isso já é uma postura de gratidão! Você verá que sua jornada será mais suave, que enfrentará as dificuldades de modo mais rápido e encontrará solução para muitas delas.

- Ah, como eu gostaria que fosse assim!

- Depende de você! Faça como estou lhe sugerindo. Garanto que você não irá se arrepender.

- Então eu vou começar e é agora mesmo! Tomara que seja como o senhor fala!

- Você verá! É assim mesmo! Faça sua parte. Siga em paz.


Psicografia recebida no NEPT em 14 de novembro de 2012

Militão Pacheco

terça-feira, 13 de novembro de 2012

ESTUDO DO LIVRO – A CAMINHO DA LUZ (Espírito de Emmanuel) 6ª. parte





No nosso último estudo, falávamos da chegada do homem ao planeta, nesta época, seus corpos eram menores e mais embrutecidos, e podemos dizer que o Espírito estava no início de sua escalada rumo à perfeição, que é o destino de todos nós.

A passagem do princípio espiritual dos animais, para o ser espiritual dos homens, cuja diferença é que o ser espiritual passou a ter a inteligência e o livre arbítrio, é um mistério, que somente os Espíritos puros e Deus conhecem, que é chamado por nós de ‘elo perdido’.

O homem, ser espiritual, veio para colaborar no desenvolvimento do planeta, assim como, no seu próprio desenvolvimento, sempre inspirados e acompanhados por Jesus e sua equipe.

Dotado de livre arbítrio, o homem passou a ter responsabilidade e o mérito de suas ações.

A ciência humana ainda busca por respostas sobre a origem e a evolução do homem e já conseguiu grandes descobertas, algumas teorias, mas, não podemos esquecer que a ciência é cética e não considera Deus em suas propostas. Quando este dia chegar, de a ciência aceitar a existência Divina, muitos véus se levantarão, e ela obterá as respostas para muitos dos mistérios.

Falando agora um pouco sobre Adão e Eva, Caim e Abel, são personagens lendários que não existiram. A própria Bíblia, cita que Caim após ter matado Abel, mudou-se para outra região, onde se casou e formou família.

Como pode ter acontecido isto, se segundo a Bíblia, eram os únicos quatro habitantes do planeta?

Isto não tem lógica e é óbvio que havia outros seres humanos no planeta.

A pessoa de Adão simboliza a raça Adâmica, que era mais adiantada, do que as raças que já existiam no planeta. Mais inteligente, é ela que empurra todas as outras rumo ao progresso. Ela compunha-se de Espíritos que já haviam progredido. Caim e Abel são símbolos para o bem e o mal.

Estudando a história do progresso da humanidade, podemos encontrar os primeiros antepassados do homem no Continente Africano, isto no período Plioceno, como é chamada a última década do período Terciário, entre 5 e 2 milhões de anos atrás.

Nesta época o clima, a vegetação e a fauna eram muito similares aos atuais.
Os continentes se localizavam no máximo 70 km. Das posições atuais.

A Era Glacial, ocorreu neste período, e animais como mamute, tigre dente de sabre, mastodonte, eram animais característicos desta época e antepassados dos atuais elefante e tigre.

Os antropóides, como são chamados os nossos antepassados, são os ascendentes dos macacos, isto a ciência já comprova, com a semelhança orgânica do homem com o chimpanzé.

Jesus e seus trabalhadores estavam na direção dos fenômenos terrestres, e acompanhando estes novos habitantes do planeta, estabelecendo a linhagem definitiva de todas as espécies para que o princípio espiritual, que animava e anima até hoje os animais, encontrasse meios para evoluir rumo a racionalidade.

Os antropóides, antepassados dos homens atuais, começaram a sair das cavernas e se espalharem.

Nesta época, havia poucos humanos, em relação às grandes manadas de animais. O que pode ter levado esses seres a migrar para outras regiões, foi a ausência de uma residência fixa e a necessidade de alimentação, que na época era a base de frutas e sementes, só passaram a consumir carne um tempo depois, mas a caça se restringia a pequenos roedores.

Nestas migrações muitos morreram, até mesmo envenenados, pois não tinham como descobrir se as plantas eram venenosas ou não.

E na luta pela sobrevivência os homens, cujo espírito a princípio era simples e ignorante, começou a desenvolver as paixões, como o egoísmo, o orgulho, a inveja, o ódio, a raiva...

Uma curiosidade: o fogo era conseguido quando caia um raio e eles pegavam um galho em chamas, só mais tarde descobriram que o atrito de dois galhos secos ou duas pedras se obtinha o fogo.

Como eles passaram de um continente para outro?

Nesta época o nível das águas era mais baixo e a posição dos continentes ainda não era a atual, somente com o derretimento das geleiras da Era Glacial, porque o mundo não ficou todo congelado, só uma parte, que o nível dos oceanos subiu.

Conforme esses homens sofriam as influências do meio, iam formando os precursores das raças futuras, mas, a verdade é que Jesus, que nunca nos abandonou, auxiliou esses homens da era do sílex (rocha muito dura, que era muito utilizada pelos homens da caverna como arma ou utensílio), guiando-os, inspirando-os e auxiliando-os na sua jornada evolutiva, assim como, Ele faz por nós até hoje.

Enquanto o Espírito evoluía na inteligência, a espiritualidade trabalhava aprimorando os corpos, ou seja, Jesus e seus prepostos faziam o ajuste no corpo perispiritual destes antropóides no plano espiritual, no intervalo das reencarnações, para que o Espírito pudesse ter meios para se manifestar. Então, a evolução do ‘homem-corpo’, está diretamente ligada a evolução do ‘homem Espírito imortal’.

A Paleontologia, ciência que estuda os fósseis, prova a evolução do homem.
Após vários milhões de anos em que os humanos tinham se tornado mais adaptáveis e munidos de recursos, o cérebro estava crescendo em volume. Um cérebro maior está associado a habilidade de usar as mãos, a fala, mas, para a ciência este fato é um grande mistério, porque ela não aceita a existência do Espírito, e com um cérebro maior, o Espírito tem meios de se manifestar melhor.

E a ciência pergunta: Como ocorreu está transição?

Assim como não nos lembramos do nosso tempo como bebê, também não lembramos e nossa infância espiritual, e ainda não estamos amadurecidos para conhecer todos os mistérios e processos de nossa evolução.


Até breve.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Vergonhas




- Eu tenho vergonha dos meus pais, não adianta falar nada!

- Não quero censurar você, de modo algum!

- Então, porque pergunta qual a razão de eu não vir junto com eles aqui? Aliás, eu só venho aqui por que minha mãe fica me amolando com isso o tempo todo: ‘filhinho, vai tomar um passe...’ Irritante!

- Qual sua idade, mesmo, meu filho?

- Dezesseis.

- Pode me explicar a razão da sua vergonha de seus pais?

- Você já olhou bem para a fisionomia do meu pai? Ele tem o rosto todo marcado! É ruim de olhar para a cara dele! Dá até medo!

- Mas, você já se perguntou qual a causa dessas cicatrizes que seu pai carrega no rosto?

- É, eu fico me perguntando disso! Uma vez até tentei perguntar prá minha mãe, mas ela ficou tão sem graça que eu desisti.

- Então, meu filho... Essas marcas de seu pai tem uma razão de ser bastante importante! Há quinze anos, quando seu pai estava voltando do trabalho, ao chegar em casa, deparou-se com uma situação dramática: os bombeiros estavam resgatando sua mãe de dentro de casa, por conta de um incêndio. Imediatamente perguntou de você, mas sua mãe estava desacordada e os bombeiros nem mesmo imaginavam que poderia haver também uma criança. O chefe deles, naquele momento, desaconselhava a entrada de quem quer que fosse na casa, pois ela corria riscos de ruir...

- E eu? Como eles fizeram para me salvar? Pois estou aqui!

- Os bombeiros não poderiam entrar mais... Entretanto, seu pai não teve dúvidas! Entrou na casa e, sabendo onde você estava, foi lá dentro pegá-lo! Trouxe-o são e salvo, mas, no caminho as labaredas consumiram parte de seu rosto, deixando-o marcado para sempre.

- Porque eles nunca me contaram isso?

- Devem ter alguma razão. Certamente uma razão nobre, pois um pai que dá sua vida para salvar seu próprio filho não omitiria tal fato por leviandade. É certo que eles o amam muito e só desejam seu bem, moço. Não se deixe levar pelas aparências. Analise com carinho tais fatos e reveja suas posturas diante deles. Mais que isso: cuide-se como deve, pois, para eles, sua vida é valiosíssima!

- É, e eles, de verdade, nem ficam tanto ‘no meu pé’! Me dão grande liberdade! Ela só pede para eu vir aqui, só isso!

- Essa postura mostra o quanto o amam!

- Verdade! Valeu! Muito obrigado por abrir meus olhos! Vou cuidar bem deles! E de mim! Prometo!

- Siga em paz, meu filho!


Psicografia recebida no NEPT em 12 de novembro de2012

Militão Pacheco

domingo, 11 de novembro de 2012

José Herculano Pires




José Herculano Pires nasceu em 25 de setembro de 1915 na antiga província do Rio Novo, hoje Província de Avaré, Zona Sorocabana, e desencarnou a 09 de março de 1979 em S. Paulo. Revelou sua vocação literária desde que começou a escrever. Aos 9 anos fez o seu primeiro soneto, um decassílabo sobre o Largo São João, da cidade natal.

Aos 16 anos publicou seu primeiro livro, “Sonhos Azuis” (contos), e aos 18 o segundo livro, “Coração” (poemas livres e sonetos).
Foi um grande jornalista, crítico literário e crítico político dos Diários Associados. Representou os colegas como presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de S. Paulo.

Alegava sofrer de “grafomania”, escrevendo dia e noite. Não tinha vocação acadêmica e não seguia escolas literárias. Seu único objetivo era comunicar o que achava necessário, da melhor maneira possível.

Foi um dos fundadores da Faculdade de Filosofia de Araraquara, na qual lecionou como Mestre em Filosofia (USP).

Marido amoroso e pai muito amado de 4 filhos e da grande família espiritual.
Homem corajoso, enfrentava as grandes instituições espíritas na defesa do Espiritismo em sua pureza, lutando contra enxertos indevidos e mutilações doutrinárias.
Teosofista, não concordou com os cascões astrais de Helena Blavatski e iniciou a procura para as suas dúvidas; encontrou as respostas em O Livro dos Espíritos e passou a estudar e divulgar a Doutrina Espírita.

Através de seu exemplo de amor ao próximo, coerência na fala e exemplificação, atraiu grande número de indivíduos para a Doutrina.

Deixou 84 obras literárias, entre ensaios, filosofia, histórias, psicologia, parapsico-logia e Espiritismo.

Contribuiu para a compreensão do fenômeno mediúnico, sobretudo através do seu livro “Mediunidade, Vida e Comunicação”; para a compreensão do respeito à mulher em seus livros “Madalena” e “Adão e Eva”. Mostrou a atualidade e insuperabilidade da Doutrina Espírita, principalmente nos livros “Parapsicologia Hoje e Amanhã”, “Ciência Espírita” e “Curso Dinâmico de Espiritismo, o Grande Desconhecido”. Apresentou Deus, com propriedade, em seu “Concepção Existencial de Deus”.

Indispensável a leitura de “O Espírito e o Tempo”, pela dilatação cultural que propicia e que foi escolhido como um dos livros do século XX. “Introdução à Filosofia” explica muito bem como conhecemos e como percebemos o mundo onde nos expressamos, a formação do ego e outros assuntos atuais.

A dedicação e gentileza com a esposa - que despertava aos domingos com uma braçada de flores; as poesias amorosas escritas em todos os aniversários de Virgínia; a comemoração simples em todos os aniversários de casamento, quando agradecia a Deus a sua felicidade pela esposa e filhos, evidenciam uma alma forte e sensível.

Herculano lembra, no livro “Revisão do Cristianismo”, que “não somos filhos do pecado e da dor, mas filhos de Deus, criaturas divinas.”

Exemplificou a dignidade que a compreensão dessa idéia provoca, na transformação de um indivíduo frágil, tolo, em um forte, sereno, livre das paixões inferiores e da escravidão à matéria.

sábado, 10 de novembro de 2012

A Viagem Espírita em 1862




O detalhado relato no qual Kardec registrou os fatos de sua viagem pelo interior da França tem sido de muito interesse para muitas pessoas que estudam a Doutrina Espírita e, principalmente, inspirando para atividades que tenham como intenção unificar as atividades das instituições espíritas no momento atual.

Mas, para compreender melhor essa Viagem, é preciso saber que ela foi um atendimento a um convite do próprio Movimento Espírita da época.

Diz Kardec: "...Não irei a Lyon para me exibir, nem para receber homenagens, mas para conersar convosco, consolar os aflitos, encorajar osfracos, ajudar-vos com meus conselhos naquilo que esteja ao meu alcance fazer..."

1862 foi o ano no qual Allan Kardec recebeu da Sociedade Espírita Caridade, de Viena, Áustria, em sessão de aniversário a 18 de maio, o diploma e título de Presidente Honorário, concedido por aclamação ao 'digno e corajoso presidente da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas'.

A Viagem durou sete semanas, nos meses de setembro a outubro e Kardec visitou vinte cidades, saindo de Paris: Provins, Troyes, Sens, Lyon, Avignon, Montpellier, Cette, Toulouse, Marmande, Albi, Sante-Gemme, Bordeaux, Royan, Meschers-sur-Garonne, Marennes, St.-Jean d'Angély, Angoulême, Tours e Orléans, através das malha ferroviária francesa, num deslocamento de 4600 Km aproximados, tendo assistido a mais de cinquenta reuniões.

Era a terceira viagem que ele realizava para disseminar o conhecimento espírita e estabelecer diretrizes administrativas para o Movimento doutrinário que era crescente naquele momento.

Em comunicação mediúnica recebida por via mediúnica em 1o de agosto de 1862 na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, o Espírito Santo Agostinho, através do médium Sr. E. Vézy, comenta a respeito das próximas férias da Instituição, estimulando os presentes na reunião para que o período fosse de trabalho:

"Aproveitai essas férias que vão espalhar-vos, para tornardes ainda mais fervorosos, a exemplo dos apóstolos do Cristo..."

Kardec segui o conselho com determinação, aproveitando o convite dos lioneses e dos bordeleses, urilizando aquele período, que poderia serdedicado ao lazer, para promover a famosa Viagem histórica.

Nela Kardec identificou que os seguidores da Doutrina que eram em número de algumas centenas em 1860, havia passado para cerca de vinte e cinco mil no ano de 1862.

Após a Viagem emitiu nota na Revista Espírita de novembro de 1862 declarando ser longo o relato de tudo o que acontecera e que publicaria num livreto à parte, que já se encontrava em preparação, contendo, em síntese:

1. As observações sobre o estado do Espiritismo;
2. As instruções dadas por Kardec aos diferentes grupos, e
3. As instruções sobre a formação dos grupos e das sociedades, além de um modelo de regulamento para uso de ambos.

"Sob vários pontos de vista nossa viagem foi muito satisfatória e, sobretudo, muito instrutiva pelas observações que recolhemos", conclui Allan Kardec em suas 'Impressões Gerais'.

Como se pode ver, Kardec não se detinha a reuniões e a uma escrivaninha para sedimentar as bases doutrinárias: arregaçou as mangas e pôs 'mãos à obra' em favor do Espiritismo.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Cada gesto





Cada estrela que brilha no firmamento irradia as luz em todas as direções, sem quaisquer exigências ou preocupações com relação a quem serão os receptores da luz que derramam.

Toda a Natureza embeleza a paisagem com cores abundantes, com luzes incessantes, com calor imperecível, com Amor inacabável, por ser a expressão do pensamento Divino, que banha todo Universo.

Observa bem os elementos que lhe cercam e que se desdobram, sem qualquer interesse, para lhe fornecer recursos para a Vida.

A Natureza não questiona quem merece receber, apenas emite, apenas transmite todos esses recursos.

Tente transferir para você mesmo esse gesto ao se relacionar com as pessoas que lhe cercam e que lhe acompanham a existência.

Não pergunte se alguém merece receber auxílio por conta de algum fator que você julgue importante ou em função das aparências.

Quando o assunto for auxílio ao próximo, faça o melhor possível sem condição e sem medida, não somente para o bem do próximo, mas para o seu próprio bem, também, já que cada ser, por mais ínfimo que pareça ser, vem para a Vida para deixar algo a mais no sentido do progresso.

Cada gesto seu é uma semente para a Obra Divina e, se este gesto for expressão do Amor, será mais um passo dado em direção a este mesmo progresso.


Psicografia recebida no NEPT em 05 de novembro de 2012

Albino Teixeira

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Presente




O presente é um presente divino.

É o momento oportuno para realizar o Bem, pois ontem já se foi e o amanhã ainda virá.

Qualquer momento presente é sempre uma grande oportunidade para criar algo de bom.

Aproveite para aprender a ouvir, a ver e a falar.

Quem sabe ouvir com paciência encontra oportunidades notáveis para falar com caridade.

Falar com futilidade é desperdiçar o presente de Deus e gera desequilíbrio, com certeza, pois aquele que ouve será testemunha de sua infelicidade.

Lamentações são verdadeiros desperdícios para a Vida, deixando-a escorrer pelos dedos, em movimento improdutivo.

Alegria, ao contrário, pode ser contagiante e catalisar mais alegria, conduzindo à felicidade, por isso, afaste a tristeza de seu presente, para que seu futuro não venha a ser obscuro.

Valorize o presente do Alto, cultivando dentro de si mesmo o que tenha de mais construtivo.

Permita que se aproximem de você aqueles que sofrem e imploram auxílio, estando sempre disponível para a prática do Bem, pois muitas vezes aqueles que aparentemente incomodam são, na verdade, portadores de oportunidade para aprendizado.

Aproveite o presente para compartilhar com quem possa um ambiente pessoal otimista e criativo, mesmo que você esteja enfrentando obstáculos difíceis, não só para criar forças dentro de si mesmo, mas também para exemplificar seu esforço de valorização quanto à Vida.

Diante de problemas não lamente: sorria.


Psicografia recebida no NEPT em 05 de novembro de 2012.

Albino Teixeira.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Planeta Plutão




Quando fazemos uma afirmação, é importante dar a fonte dela, para que se possa consultar e confrontar tal afirmação com outras a respeito do mesmo assunto.

Falei, em um estudo do NEPT, sobre o paradeiro de Hitler. Citei exatamente sobre o relato que vem a seguir, e que faz parte de uma conversa entre amigos, da qual participaram Chico Xavier e Geraldo Lemos Neto.

Você pode saber sobre ele no FB: https://www.facebook.com/geraldo.lemosneto


Tempos depois dessa conversa perguntei ao Chico sobre Hitler. Onde estaria o espírito de Hitler? Chico então me contou uma história muito interessante. Segundo ele, imediatamente após a sua desencarnação, o espírito de Hitler recebeu das Altas Esferas uma sentença de ficar 1.000 anos terrestres em regime de solitária numa prisão espiritual situada no planeta Plutão. Chico explicou-me que esta providência foi necessária não somente pelo aspecto da pena que se lhe imputara aos erros clamorosos, mas também em função da Misericórdia Celeste em protegê-los da horda de milhões de almas vingativas que não o haviam perdoado os deslizes lamentáveis. Durante este período de 10 séculos em absoluta solidão ele seria chamado a meditar mais profundamente sobre os enganos cometidos e então teria nova chance de recomeçar na estrada evolutiva.

Quando o espírito de Gandhi desencarnou, e ascendeu aos Planos Mais Altos da Terra pela iluminação natural de sua bondade característica, ao saber do triste destino do algoz da humanidade na II Grande Guerra Mundial, solicitou uma audiência com Jesus Cristo, o Governador Espiritual da Terra, e pediu ao Cristo a possibilidade de guiar o espírito de Hitler para o Bem, o Amor e a Verdade. Sensibilizado pelo sacrifício de Ghandi, Nosso Senhor autorizou-o na difícil tarefa e desde então temos Gandhi como dos poucos que se aproximam do espírito de Hitler com compaixão e amor...

Impressionado perguntei ao Chico: Então Chico, o Planeta Plutão é uma planeta penitenciária?

E ele me respondeu: É sim, Geraldinho. Em nosso Sistema Solar, temos penitenciárias espirituais em Plutão, em Mercúrio e na nossa Lua terrena. Eu soube, por exemplo, que o espírito de Lampião está preso na Lua. É por isso que alguns astronautas que lá pisaram, sentindo talvez um frio na alma, voltaram à Terra meio desorientados e tristes. Soube de um até que se tornou religioso depois de estar por lá !

Como vemos o nosso Chico era capaz de desvendar muitos mistérios em torno da organização da vida mais além ! E com que simplicidade e naturalidade ele nos falava dessas coisas..."

Todos os créditos para Geraldo Lemos Neto

Páginas




Imagine uma página nova que você receba todos os dias ao despertar: é sua vida a cada dia que você acorda.

Pense que juntamente com a página, venha uma caneta de tinta indelével, a qual você utilizará para marcar os acontecimentos da sua experiência diária.

Cada movimento, cada pessoa com quem você converse, a quem você atenda, serão anotados na página de seu dia, de tal modo, que não poderá ser apagado.

São, na verdade, oportunidades para construir sua vida. Cada momento, cada frase.

Assim, mesmo que venha a se encontrar com um desafeto, tente cultivar compreensão e tolerância, lembrando que ao prestar algum benefício a quem quer que seja, você estará marcando na página da vida o bem que venha a fazer.

Mas os equívocos também serão anotados!

Para cada frase que venha a anotar, faça o balanço possível para aquelas que sejam o máximo possível edificantes, afastando de seu diário as palavras rudes e difíceis que habitualmente se usa no cotidiano.

Tenha sempre a boa disposição para encaixar uma anotação benéfica em sua vida.

Por mais que venham a lhe perturbar, anote compreensão, tolerância e indulgência em sua página, estendendo as mãos do auxílio ao invés de gesticular ofensivamente.

Faça todo o possível para cumprir seu dever cristão, espontaneamente, sem aguardar recompensa e todas as oportunidades, para que sua página seja escrita com palavras que engrandeçam e não com palavras que venham a denegrir.

Aumente ainda mais suas boas perspectivas diante de sua página diária com palavras de prece e boa vontade, elevando o nível da escrita para aquele que venha ao encontro das palavras, no intuito de lê-la.

Ao final do dia, agradeça ao Senhor pela oportunidade de mais uma página escrita na história de sua vida e tomara que esta tenha sido mais uma página repleta de boas palavras a enriquecer seu currículo de amor à vida, pois a escrita de suas páginas dependem, realmente, apenas de você,


Psicografia recebida no NEPT em 05 de novembro de 2012

Albino Teixeira

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O melhor remédio para a cura




A humanidade vem enfrentando mazelas seculares.

Vamos falar de uma delas, as doenças, doenças recorrentes, doenças crônicas, doenças agudas, doenças mentais, doenças orgânicas, doenças da alma.

O ser humano procura pela cura dessas doenças desde o principio dos tempos.

Inicialmente com os curandeiros tribais, com os mágicos, com os feiticeiros, com os médicos, com a ciência.

Mas a busca pela cura das doenças é algo incessante, ainda bem, porque temos que procurar isso.

As doenças, entretanto, têm um papel fundamental em nossas existências, porque elas têm todos os recursos para depurarmos e nos auxiliar em nossa evolução espiritual e talvez, sem as doenças, não conseguíssemos avançar tanto como espíritos na senda da evolução.

São elas que vêm ao nosso encontro para nos auxiliar a evoluir e fazem isso depurando-nos para nos fortalecer no íntimo, nos preencher de fé, de esperança, de coragem, de força de vontade.

Entrementes, a humanidade tem procurado a cura das doenças ainda de forma superficial, porque a verdadeira forma de nós nos curarmos das doenças está na mente, no pensamento.

E há um recurso especifico da mente que deveria ser lançado para que nos curasse de forma definitiva de todas as enfermidades que nos atingem.

Este recurso, esta ferramenta, está ao nosso alcance diariamente.

Chama-se perdão.

É, o perdão é a grande ferramenta para a cura de todas as doenças.

Precisamos refletir sobre isso porque pode nos parecer inverossímil o que eu estou dizendo, mas não é.

É a mais absoluta verdade.

Quando nós nos desprendermos de todas as âncoras que temos do passado e do presente, que nos retém no caminho em função da mágoa, do ressentimento, do desejo de justiça, da indignação, da insatisfação, da revolta, da raiva e do ódio, além do desejo de vingança, estaremos livres das doenças.

Que Jesus o grande médico de todos nós possa nos abençoar.
Que assim seja.

Psicofonia recebida no Nept em 31/10/2012

Cairbar Schutel

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Pessoas em estado de coma




Seu estado será de acordo com sua situação mental.

Há casos em que o espírito permanece como aprisionado ao corpo, dele não se afastando até que permita receber auxílio dos Benfeitores espirituais. São pessoas, em geral, muito apegadas à vida material e que não se conformam com a situação.

Ainda assim, não há como ter rótulos para os casos. Como foi dito, a situação deve ser analisada “em geral”, pois o que nos parece uma coisa, pode ser outra e, na contabilidade espiritual, o que mais importa é o que a criatura guarda em seu coração, assim, uma pessoa pode nos parecer materialista, mas intimamente não ser.

Em outros casos, os espíritos, apesar de manterem uma ligação com o corpo físico, por intermédio do perispírito, dispõem de uma relativa liberdade.

Em muitas ocasiões pessoas saídas do coma descrevem as paisagens e os contatos com seres que os precederam na passagem para a Vida Espiritual.

É comum que após essas experiências elas passem a ver a vida com novos olhos, reavaliando seus valores íntimos.

Em qualquer das circunstâncias, o Plano Espiritual sempre estende seus esforços na tentativa de auxílio.

Daí a importância da prece, do equilíbrio, da palavra amiga e fraterna, da transmissão de paz, das conversações edificantes para que haja maiores condições ao trabalho do Bem que se direciona, nessas horas, tanto ao enfermo como aos encarnados (familiares e médicos).

As conversações diante do enfermo precisam ter conteúdo respeitoso. Os cuidados médicos precisam ser delicados, pois há muitos casos nos quais os indivíduos ouvem e percebem tudo à sua volta o tempo todo, embora o corpo não reaja aos seus comandos.

É uma situação difícil, delicada e que deve inspirar, sempre, compaixão da parte de todos nós.

Psicografia recebida no NEPT em 05 de novembro de 2012.

Roberto Brólio

sábado, 3 de novembro de 2012

Obsessões e doenças





Enfrentar doenças não é uma situação incomum, mas exige algum controle para enfrentá-las.

Muitas vezes a sensação de estar doente leva a outra sensação: de insegurança. E esta pode ocasionar outros desequilíbrios, se persistir a insegurança na mente.

O simples fato de sentir algum mal estar não definido, uma dor que não tem uma fonte reconhecida, apesar de inúmeras pesquisas em exames e passagem em vários médicos, faz com que a pessoa desenvolva uma sensação de insegurança progressivamente mais profunda conforme o tempo vai passando e não há solução para o caso.

Instala-se uma desarmonia emocional que desgasta e gera dúvidas que levam ao medo.

Medo da morte e do sofrimento.

Sombras que crescem por não encontrar a causa de um desconforto físico e que levam a um desconforto mental.

Inquietação, agitação, desespero, agressividade, perda de controle e amargura.

O medo de adoecer que leva à doença.

O pensamento fixo na doença e o envolvimento com o fantasma dela que permeia a aproximação de Entidades Espirituais que estimulam ainda mais o processo de adoecimento, seja por motivos pessoais ou simplesmente por caprichos.

Tais Espíritos podem estar adoecidos, também, e aproximam-se por simples afinidade nos pensamentos ligados à doença.

Outros ficam à espreita e movimentam as energias com o intuito de conduzir o doente à doença efetiva, à moléstia física contundente que levará à morte, como se ela fosse o final de tudo, como se fosse possível castigar com ela.

Em verdade a geração da hipocondria é uma obsessão que pode ser insidiosa, mas pode, também, ser aguda e brutal.

Pode levar a pensamentos suicidas e efetivamente levar à atitude suicida.

Mas pode, também, alterar a vida de uma família, quando faz com que todos os familiares tenham contato com o doente adoeçam em consonância com aquele que padece da doença.

A psicologia e a medicina tentam, ainda em vão, auxiliar com medicamentos e psicoterapia, mas enquanto elas não alcançarem o ‘outro lado’ da vida, abrindo campo para a compreensão sobre a vida espiritual, permeando informações trans-pessoais, apresentarão limitações de alcance que não permitirão realmente curar os doentes da alma que sofrem das obsessões, não somente desta espécie de obsessão, mas de qualquer expressão delas.

Se não houver um amparo real quanto à vida espiritual, educando a Alma e os Espíritos para o perdão e para o Amor, a cura destes quadros não será levada a termo, infelizmente.

Será necessário que a ciência abra campo para a consciência que evolua na compreensão ampla de que há vida após a vida e que as duas interagem continuamente.

Somente assim, com compreensão ampla e profunda, atender aos obsediados permitirá curá-los.

Enquanto isso não acontece, os primórdios do cristianismo são revividos nas Casas Espíritas, levando, através da mediunidade e do amparo de Jesus, a consolação, o esclarecimento, a esperança e o perdão a todos aqueles que lá forem em busca do auxílio, como era na Casa do Caminho, em Jerusalém.

Cada coração sofrido, cada mente em desespero, necessita de auxílio e recebe esse auxílio nas Casas Espíritas que abraçam esse País-Continente que acolhe o Evangelho várias de suas expressões.

O Espiritismo é a grande ferramenta de amparo representante do Cristo em sua Seara de Amor e alivia as dores, minimiza as moléstias, cura as enfermidades através das mãos dos médiuns, de suas preces e súplicas, enquanto a ciência ainda não participa desses fenômenos naturais com serenidade.

Muitos amparos, alívios, amparos e curas.

Muita dedicação para a aproximação com corações sofridos, para levá-los ao bem estar, à melhor qualidade de vida e, porque não, à cura das doenças, por esclarecer, por educar, por ensinar a amar.

Assim, a mediunidade em nome de Jesus, é o instrumento de que Ele lança mão para conduzir de mãos dadas suas ovelhas para a liberdade.

É através dela que os obsedados podem ser curados.

E serão.



Psicografia recebida no NEPT em 04 de novembro de 2012

Albino Teixeira

Obsessões e vícios




Um dos tratamentos mais difíceis a ser conduzido pela medicina terrena é o de pessoas que tenham adquirido vícios e que apresentem dependência química de variados tipos.

Mas é apenas por conta de uma coisa: a ciência ainda vê essas questões de modo completamente parcial, material, e se ‘esquece’ da verdadeira Vida, que é a Vida do Espírito.

A medicina ainda atrela tais viciações aos mecanismos cerebrais que mantêm as moléculas dos produtos, utilizados para o prazer fugidio, dentro das células nervosas e de outros órgãos, como as responsáveis pela manutenção da necessidade e da manutenção por período indefinido de sua absorção.

A psicologia entende também que há aspectos emocionais importantes na manutenção da dependência química, tais como as questões ligadas à autoestima, por exemplo.

Enquanto uma mantém sua postura nas questões celular e molecular da dependência química e a outra percebe também as circunstâncias na esfera mental, o Espiritismo alerta para as questões de ordem espiritual, propriamente dita.

E não é de agora.

André Luiz, em suas obras, é firme na posição de que Entidades Espirituais dependentes tomam conta da situação e abordam os candidatos à viciação para que sirvam de meio de absorção das emanações que as drogas possam também lhes servir de recurso para o prazer.

A neurociência afirma que a dopamina ‘banha’ o cérebro nos momentos em que a pessoa se satisfaz, mas essa satisfação é passageira e, então, gera-se a necessidade de que se busque novamente, nem que de modo pseudo-controlado, as mesmas satisfações experimentadas anteriormente.

E não está errado! Há, mesmo, um mecanismo molecular importantíssimo na manutenção do prazer!

Porém, esse mecanismo não é a causa do problema e, sim, o resultado inicial da exposição à substância causadora do prazer.

A causa fundamental está na vontade daquele que busca a fonte de prazer fugaz e no imenso incentivo que ele ou ela apresenta por conta da influenciação direta de Entidades Espirituais têm sobre seu pensamento.

Os Espíritos envolvidos na necessidade de sentir prazer juntamente com o encarnado em sintonia, literalmente estimulam o consumo de drogas para sua satisfação, ao aspirarem as emanações características delas – das drogas – não só das células corpóreas do encarnado, mas também de seu perispírito, que irradia prazer e satisfação por alguns instantes.

Acontece um conluio imenso entre encarnados e desencarnados quando do consumo de drogas, de tal modo que ambas as esferas da vida, nesses momentos, apresentam-se totalmente integrados por alguns segundos, como se ambas fossem apenas uma.

Daí as ‘visões’ que os encarnados apresentam, além de uma euforia muitas vezes desmedida e, ainda, de sensações de desconforto que não são levadas em conta já que o prazer ‘compensa’.

Exatamente: não há só o lapso de prazer! Há, também, a dor, o mal-estar, o desconforto. Mas na balança dos prazeres, aquela pequena satisfação gerada parece ser compensadora. Mas não é, e a economia do processo traz imensos prejuízos orgânicos, emocionais e, principalmente emocionais.

O encarnado entra no patamar de escravidão. É procurado incessantemente por Espíritos, ora perversos, ora simplesmente dependentes, que anseiam pelas mesmas sensações que tiveram anteriormente, só que agora necessitam de um corpo para sugarem as emanações durante o processo de uso das drogas.

É um verdadeiro parasitismo. Como diria Herculano Pires, um verdadeiro vampirismo!

Sim, esses são os afamados vampiros que acompanham a humanidade.

Mas eles não ficam restritos ao uso de drogas e participam de quaisquer atitudes viciantes de pessoas comuns.


Psicografia recebida no NEPT em 03 de novembro de 2012
Zezinho

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Obsessões no lar




As provações mais difíceis, certamente, são aquelas que temos de enfrentar diariamente, sem que se possa ter algum grau de abstenção.

Permanecer ao lado de um ente amado que esteja passando por um processo obsessivo prolongado é, provavelmente, uma das mais duras provas a se passar.

Ter de olhar para um companheiro, para um filho ou para um irmão e saber que seu comportamento é desagradável e algumas vezes desafiador exige que se tenha uma dose extraordinária de boa vontade e que se desenvolva dia a dia a paciência da qual ainda não somos verdadeiros portadores.

É preciso que efetivamente se busque exatamente isso: amor!

Se estamos juntos, sob um mesmo teto, com uma criatura amada que nos faça sofrer as injunções de suas perturbações íntimas, é em razão de termos juntamente com ele vínculos que nos trazem a chance de resgatar dificuldades de um passado, nesta oportunidade.

Se em nosso lar habita conosco um filho desequilibrado, uma companheira em desatino, um irmão rebelde, que é perturbado e perturbador, há uma clara demonstração de que essa criatura amada precisa realmente ser amada.

Não é com reações revoltosas que iremos auxiliar aquele que necessita de amparo.

Não é com rejeição que poderemos acompanhar passo a passo o desenvolvimento e a melhoria dos quadros espirituais que geram o desequilíbrio.

Somente o amor pode inspirar para conduzir até mesmo para a cura.

Não se pode permitir o desânimo, o desespero, a insatisfação, a revolta ou mesmo a perda da fé.

Permanecer junto ao que se encontra em dificuldade neste caso é fundamental para sua jornada. E para a nossa.

Buscar os devidos auxílios na medicina e a partir da espiritualidade é atitude fundamental para que se construa um ambiente harmônico o bastante para correção recíproca.

Obsessão no lar é chance para se construir e conquistar. Mas depende de todos os envolvidos neste difícil processo que vem de uma teia de acontecimentos tecida no passado e que nos prende juntos para a redenção no amor.

Olhar para o doente da alma com ternura é uma postura saudável. Desejar-lhe o bem é fundamental para todos.

Mas certamente não é tarefa fácil e tampouco simples, pois aprender a amar uma criatura em desatino exige muito esforço.

E somente perdoando e amando teremos nossa real evolução. Se não iniciarmos a prática da caridade e da fraternidade dentro do lar, como poderemos exercitá-las diante das demais pessoas?


Psicografia recebida no NEPT em 02 de novembro de 2012.

Zezinho

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Obsessões coletivas




Muito comum que instituições espíritas tenham a sensação de proteção total contra as obsessões em função de formarem um grupo de trabalhadores de boa vontade em dedicação à causa espírita quase que exclusiva.

Com esta sensação há uma relativa invigilância que permite a ação insidiosa de grupos de Entidades Espirituais que progressivamente degeneram os trabalhos através da instalação de mecanismos obsessivos relativamente simples, mas bastante eficazes quanto aos resultados desejados por esses obsessores.

Assim, a instalação de uma obsessão coletiva acontece de tal modo que todos ou quase todos os trabalhadores envolvidos nas tarefas passam a ter uma postura semelhante ligada ao equívoco generalizado entre todos.

Crenças comuns, que poderiam ser inocentes, vão-se implantando nas menstes bem intencionadas e podem levar o grupo de trabalho a uma situação algumas vezes vexatória.

A psicografia é um dos recursos mais comumente utilizados pelas Entidades Espirituais portadoras de intenções equivocadas para convencer inicialmente aos dirigentes da Instituição e posteriormente os trabalhadores e frequentadores de uma ideia ordinária e, digamos, ‘diferente’ de algo que o bom senso aprovaria.

Aliás, o bom senso vai dando espaço para o desequilíbrio.

As mensagens psicografadas passam a dar instruções corriqueiras, a dirigir os trabalhos e até mesmo a interferir no livre arbítrio do máximo de pessoas envolvidas nos trabalhos.

E o objetivo é único: envolver a todos e desestruturar um trabalho voltado para auxiliar pessoas a se curarem de problemas espirituais e doenças físicas.

Com o crescente envolvimento todos ou quase todos os frequentadores da Casa Espírita em questão ficam literalmente com suas mentes permeáveias às mais variadas sugestões para que sejam conduzidos à mercê dos obsessores.

O processo geralmente se aprofunda ao nível da fascinação.

Publicações de obras, instalação de trabalhos assistenciais e espirituais, encaminhamentos profissionais, condução de casos familiares, orientação de casos jurídicos, assistência à saúde, tudo, enfim, passa a ser questão de ordem para esses envolvidos por essa equipe de Entidades algumas vezes perversas que os dominam a todos.

As psicografias passam a ser procuradas com certo grau de excitação por todos para ‘solucionar’ as pendências mundanas e para direcionar as questões de ordem dos trabalhos da Casa.

Mas não é só através da psicografia que esses processos podem ser instalados em uma Casa Espírita.

A mediunidade de cura é um recurso muito comum na conquista de inúmeros corações, neste sentido, por incrível que possa parecer.

A psicofonia muitas vezes é o fenômeno que mais chama atenção de todos. Passar por uma ‘orientação’ causa êxtase em muitas pessoas, que esperam a delineação de suas vidas, as decisões para questões de importância relativamente pequena ou mesmo desnecessárias, mas que impressionam e abrem as portas para obsessões contumazes, tanto dos assistidos como dos assistentes.

Os médiuns de efeitos físicos são alvos muito frequentes de intervenções obsessivas no objetivo de destruir trabalhos bem orientados e bem intencionados.

Assim, se não houver disposição para a vigilância real e busca constante do cuidado nos trabalhos, por serem os médiuns humanos, correm o risco de ficar à mercê de obsessões com relativa facilidade.

Não se pode acreditar que o simples fato de se estar em uma Casa Espítita faz com que o grupo seja invulnerável às obsessões.

É preciso postura madura e muita vigilância para manter o grupo em defesa contra as investidas destrutivas das obsessões.

Estudo é fundamental para a proteção de todos.

Disciplina, então, nem se fala. Sem ela, somos extremamente vulneráveis aos obsessores!



Psicografia recebida no NEPT em 01 de novembro de 2012

Zezinho