Mensagem

"Não permita que aquilo que você chama de amor se transforme em obsessão.
Amor é liberdade.
Amor é vida.
Jamais prisão ou limitação."

Militão Pacheco

sábado, 30 de dezembro de 2017

Aos cuidadores


Tua voz ecoa quando faz a prece, quando o coração fala com verdade. Suas palavras são ouvidas à distância, alcançam a todos que precisam ouvir para que de alguma forma sejam ajudados.

No teu desespero ou na tua angústia, precisa acalmar o coração e deixar vir o que há de melhor, pedir ajuda, mas não esquecer que deve também agir com teu poder de mãe. 

Se o filho ou filha é rebelde, não está equilibrado, não consegue manter a ordem com ele e vê que ele segue rumo perigoso, age por você mesma, como mãe, e procura auxílio religioso, psicológico, mas age enquanto é tempo. 

São Espíritos necessitados de ajuda e você, mãe, você pai, podem ajudar com exemplos, com ensinamentos e também saber dizer “não” e o porquê do não; saber ser doce e amargo na hora necessária.

Não percam as rédeas da educação dos filhos.

Comecei dizendo isso à mãe, mas na verdade os dois, pai e mãe, têm o mesmo dever de educar, de dar exemplos e, para isso, ambos precisam se modificar no íntimo, na moral. 

Os espíritos filhos precisam de vocês, precisam de religião, precisam de pais que os auxiliem em suas caminhadas morais.

Não diga “não sei o que fazer”; vocês precisam saber, precisam assumir a responsabilidade de educar esses espíritos.

Não percam o rumo, não desistam. Está na hora certa de todos agirem. 

Acordem para a verdade, pois têm nas mãos filhos necessitados, velhos espíritos cheios de tendências. Se não os socorrerem agora, quando o farão?

Está em suas mãos. Podem e devem agir com sabedoria, com confiança, com amor!

Ajudem, porque o tempo passa e eles crescem e depois?

O momento de ação é agora! Disciplina, disciplina, disciplina aos nossos filhos! 

Pais, acordem para realidade que os cerca! 

Não sejam cegos! Tudo está acontecendo! Podemos evitar o pior!

Que Deus nos auxilie e que a bênção de Fabiano de Cristo nos guarde em nossas tarefas.

Fiquem com Deus!

Dona Ofélia

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Hipnose


Induzidos pelo impacto de comando do hipnotizador, os hipnotizados produzem oscilações mentais com frequência peculiar a cada um, oscilações essas que, partindo deles, entram automàticamente em relação com a onda de forças positivas do magnetizador, voltando a eles próprios com a sugestão que lhes é desfechada, estabelecendo para si mesmos o campo alucinatório em que lhe responderão aos apelos.

Cada instrumento, nesse passo, após demonstrar obediência característica, revelar-se-á em determinado grau de passividade.

A maioria estará em posição de hipnose vulgar, alguns cairão em letargia, alguns raros em catalepsia ou sonambulismo.

Nos dois primeiros casos (isto é, na hipnose e na letargia), as pessoas apassivadas, à frente do magnetizador, terão libertado, em condições anômalas, certa classe de aglutininas mentais que facultam o sono comum, obscurecendo os núcleos de controle do Espírito, nos diversos departamentos cerebrais.

Além disso, correlacionam-se com a onda-motor da vontade a que se sujeitam, substancializando, na conduta que lhes é imposta, os quadros que se lhes apresentem.

Nos dois segundos (na catalepsia e no sonambulismo provocado), as oscilações mentais dos hipnotizados, a reagirem sobre eles mesmos, determinam o desprendimento parcial ou total do perispírito ou psicossoma, que, não obstante mais ou menos liberto das células físicas, se mantém sob o domínio direto do magnetizador, atendendo-lhe as ordenações.


André Luiz

Cesto de prata



O profeta enunciou, há muitos séculos, que "a palavra dita a seu tempo é maçã de ouro em cesto de prata".

Se estamos, portanto, verdadeiramente interessados na elevação, constitui-nos inalienável dever o conhecimento exato do valor “tempo” estimando-lhe a preciosidade e definindo cada coisa e situação em lugar próprio, para que o verbo, potência divina, seja em nossas ações o colaborador do Pai.

É lamentável se dê tão escassa atenção, na Crosta da Terra, ao poder do verbo, atualmente tão desmoralizado entre os homens.

Nas mais respeitáveis instituições do mundo carnal, segundo informes fidedignos das autoridades que nos regem, a metade do tempo é despendida inutilmente, através de conversações ociosas e inoportunas. Isso, referindo-nos somente às “mais respeitáveis”.

Não se precatam nossos irmãos em Humanidade de que o verbo está criando imagens vivas, que se desenvolvem no terreno mental a que são projetadas, produzindo conseqüências boas ou más, segundo a sua origem.

Essas formas naturalmente vivem e proliferam e, considerando-se a inferioridade dos desejos e aspirações das criaturas humanas, semelhantes criações temporárias não se destinam senão a serviços destruidores, através de atritos formidáveis, se bem que invisíveis.

Toda conversação prepara acontecimentos de conformidade com a sua natureza.

Dentro das leis vibratórias que nos circundam por todos os lados, é uma força indireta de estranho e vigoroso poder, induzindo sempre aos objetivos velados de quem lhe assume a direção intencional.

A ausência de qualquer palavra menos digna e a presença contínua de fatores verbais edificantes facilitam a elaboração de forças sutis, nas quais os orientadores divinos encontram acessórios para se adaptarem, de algum modo, às nossas necessidades na edificação comum.

Consciência plena


Preocupar-se apenas com a sua Vida na Terra não é suficiente. É preciso igualmente se interessar pela sua Vida e bem-estar futuro, quando passar para as próximas dimensões.

Ali, mais do que nunca, você encontra a si mesmo dentro da dimensão de "Ser" que é a manifestação exterior de sua própria consciência, porém em uma amplitude muito maior do que quando estava na Terra.

Quando está na Terra, você cria o seu próprio ambiente a partir de sua consciência, mas também pode participar do ambiente do seu próximo quando o encontra ou convive com ele.

Isto significa que, na Terra, você pode se deslocar para um ambiente mais agradável e conhecer pessoas mais amáveis do que normalmente a sua própria consciência criaria ou atrairia. Mas esta incompatibilidade leva ao atrito e mal estar.

Você se sente fora de sua zona de conforto ou sufocado pela consciência mais elevada com a qual se encontra, e não vê a hora de voltar ao ambiente de consciência mais baixa, no qual se sente à vontade.

Algumas pessoas são atraídas e nascem em um nível de consciência no qual se sentem como estranhas e, espontaneamente, começam a fazer de tudo, inclusive na infância, para deslocar-se para um estado de consciência no qual são capazes de crescer.

O nível de CONSCIÊNCIA em que estiver ao morrer é aquele no qual voltará.

Às vezes, uma pessoa com um nível alto de percepção espiritual, ao nascer, pode ser atraída para uma família de níveis espirituais mais baixo, pois o ambiente fortalecerá seu conhecimento e aumentará a sua perseverança espiritual, conforme ela se esforça em seus primeiros anos para voltar ao seu "lugar" de consciência por direito no nível espiritual da Terra, e mais tarde no próximo mundo.

Do mesmo modo que você experimenta sua consciência não desenvolvida quando morre, quando tiver reencarnado várias vezes e trabalhado para obter discernimento espiritual, você também entra em dimensões mais elevadas que refletem a sua própria consciência.

Assim, perceba que você e aqueles que encontra têm a mesma consciência.

Você é atraído pelas condições que lhe são compatíveis, e em razão de sua própria criatividade, com as quais possa contribuir.

Se sua consciência tiver sido orientada pelo ego e seus vícios, ao morrer você reencarnará em padrões semelhantes, uma vez que o sentimento de desconforto será intolerável e será "necessário" levar seus passos para o caminho da correção.

Precisará voltar à Terra com outra identidade, pois neste nível de existência, as condições terrenas lhe parecerão preferíveis em comparação com as do mundo espiritual.

Transcorrerão as necessárias reencarnações para que o "Ser" desperte para o fato de que só é possível escapar quando sua mente humana se propuser a tentar elevar suas percepções e consciência para um nível de bem-estar mais durável.

Quanto mais espiritualizada for sua consciência antes de morrer, quanto mais tiver refletido sobre o que viveu e adquirido entendimento a respeito do controle do ego sobre sua mente e sentimentos, e quanto maior a consciência sobre os danos que causou aos outros, maior será o progresso espiritual que fará.

Enquanto se experimenta o arrependimento, esta dor vai erradicando gradativamente o domínio do ego sobre sua mente e coração.

Quando finalmente deixar esta Vida, estará plenamente consciente de que o CAMINHO do AMOR INCONDICIONAL é o único caminho a seguir.

Então você compreenderá em plenitude que toda a miséria (enfermidades, privações, falta de êxito e infelicidades), são consequências da falta de AMOR no modo com que você aborda a vida, as pessoas e o ambiente.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Mensagem cristã


Não se reveste o ensinamento de Jesus de quaisquer fórmulas complicadas.

Guardando embora o devido respeito a todas as escolas de revelação da Fé com os seus colégios iniciáticos, notamos que o Senhor desce da Altura, a fim de libertar o templo do coração humano para a sublimidade do amor e da luz, através...

da fraternidade,
do amor
e do conhecimento.

Para isso, o Mestre não exige que os homens se façam heróis ou santos de um dia para outro. Não pede que os seguidores pratiquem milagres, nem lhes reclama o impossível.

Dirige-se a palavra d'Ele à vida comum, aos campos mais simples do sentimento, à luta vulgar e às experiências de cada dia.

Contrariamente a todos os mentores da Humanidade, que viviam, até então, entre mistérios religiosos e dominações políticas, convive com a massa popular, convidando as criaturas a levantarem o santuário do Senhor nos próprios corações.

Ama a Deus, Nosso Pai — ensinava Ele —, com toda a tua alma, com todo o teu coração e com todo o teu entendimento.

Ama o próximo como a ti mesmo.

Perdoa ao companheiro quantas vezes se fizerem necessárias.

Empresta sem aguardar retribuição.

Ora pelos que te perseguem e caluniam.

Ajuda aos adversários.

Não condenes para que não sejas condenado.

A quem te pedir a capa cede igualmente a túnica.

Se alguém te solicita a jornada de mil passas, segue com ele dois mil.

Não procures o primeiro lugar nas assembleias, para que a vaidade te não tente o coração.

Quem se humilha será exaltado.

Ao que te bater numa face, oferece também a outra.

Bendize aquele que te amaldiçoa.

Liberta e serás libertado.

Dá e receberás.

Sê misericordioso.

Faze o bem ao que te odeia.

Qualquer que perder a sua vida, por amor ao apostolado da redenção, ganhá-la-á mais perfeita, na glória da eternidade.

Resplandeça a tua luz.

Tem bom ânimo.

Deixa aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos.

Se pretendes encontrar-me na luz da ressurreição, nega a ti mesmo, alegra-te sob o peso da cruz dos próprios deveres e segue-me os passos no calvário de suor e sacrifício que precede os júbilos da aurora divina!

E, diante desses apelos, gradativamente, há vinte séculos, calam-se as vozes que mandam revidar e ferir!... E a palavra do Cristo, acima de editos e espadas, decretos e encíclicas, sobe sempre e cresce cada vez mais, na acústica do mundo, preparando os homens e a vida para a soberania do Amor Universal.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

A história da Fé


Em todos os tempos, o homem sonha com a Pátria celestial.

As ideias de céu e inferno jazem no pensamento de todos os povos.

Os indígenas da América admitem o paraíso de caça abundante e danças permanentes, com reservas inesgotáveis de fumo.

Os esquimós localizavam o éden nas cavernas adornadas.

As tribos maori, que cultivam a guerra, por estado natural de felicidade, esperam que o céu lhes seja uma rinha eterna, em que se digladiem, indefinidamente.

Entre os hindus, as noções de responsabilidade e justiça estão fortemente associadas à ideia da sobrevivência. De conformidade com a crença por eles esposada, nas eras mais remotas, os desencarnados eram submetidos às apreciações do Juiz dos Mortos. Os bons seriam destinados ao paraíso, a fim de se deliciarem, ante os coros celestes, e os maus desceriam para os despenhadeiros do império de Varuna, o deus das águas, onde se instalariam em câmaras infernais, algemados uns aos outros, por laços vivos de serpentes. Situados, porém, na sementeira da verdade, sempre admitiram que, do palácio celeste ou do abismo tormentoso, as almas regressariam_à_esfera_carnal, de modo a se adiantarem na ciência da perfeição.

Os assírio-caldeus supunham que os mortos viviam sonolentos em regiões subterrâneas, sob amplo domínio das sombras.

Na Grécia, a partir dos mistérios de Orfeu, as concepções de justiça póstuma alcançam grau mais alto. No Hades terrificante de Homero, os Espíritos são julgados por Minos, filho de Zeus.

Os gauleses aceitavam a doutrina da transmigração das almas e eram depositários de avançadas revelações da Espiritualidade Superior.

Os hebreus localizavam os desencarnados no “ scheol”, que Job classifica como sendo “terra de miséria e trevas, onde habitam o pavor e a morte”.

Com Vergílio, encontramos princípios mais seguros no que se refere às leis de retribuição. Na entrada do Orco, há divindades infernais para os trabalhos punitivos, quais a Guerra, o Luto, as Doenças, a Velhice, o Medo, a Fome, os Monstros, os Centauros e as Harpias, as Fúrias e a Hidra de Lema, simbolizando os terríveis suplícios mentais das almas que se fazem presas da ilusão, durante a vida física. Entre esses deuses do abismo, ergue-se o velho ulmeiro, em cujos galhos se depen duram os sonhos, aí principiando a senda que desemboca no Aqueronte, enlameado e lodoso, com largos redemoinhos de água fervente.

Os egípcios atravessavam a existência, consagrando-se aos estudos da morte, inspirados pelo ideal da justiça e da felicidade, além-túmulo.
Mais recentemente, Maomet estabelece novas linhas à vida espiritual, situando o Céu em sete andares e o inferno em sete subdivisões.

Os "eleitos" respiram em deliciosos jardins, com regatos de água cristalina, leite e mel, e os condenados vivem no território do suplício, onde corre ventania cruel, alimentando estranho fogo que tudo consome, e Dante, o vidente florentino, apresenta quadros expressivos do Inferno, do Purgatório e do Céu.

As realidades da sobrevivência acompanham a alma humana desde o berço. lntuitivamente, sabe o homem que a vida não se encontra circunscrita às estreitas atividades da Terra.

O corpo é uma casa temporária a que se recolhe nossa Alma em aprendizado. Por isso mesmo, quando atingido pelas farpas da desilusão e do cansaço, o espírito humano recorda instintivamente algo intangível que se lhe afigura ao pensamento angustiado como sendo o paraíso perdido.

Desajustado na Terra, pede ao Além a mensagem de reconforto e harmonia.

Semelhante momento, porém, é profundamente expressivo no destino de cada Alma, porque, se o coração que pede é portador da boa-vontade, a resposta da vida superior não se faz esperar e um novo caminho se desdobra à frente da alma opressa e fatigada que se volta para o Além, cheia de amor, sofrimento e esperança.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Mensagem de Natal



Vamos aproveitar essa época em que as pessoas estão mais propícias, mais sensíveis e com o coração mais aberto para a caridade, para elevarmos os nossos pensamentos, os nossos sentimentos de amor, caridade e compreensão e orar por aqueles que mais necessitam de nossas vibrações.

Vamos orar por todo aquele irmão que tem em si as mais diversas necessidades morais e materiais.

Orar, pois, pelos enfermos do corpo, da alma e da mente.

Lembremo-nos dos nossos irmãos carentes, que moram nas ruas e que necessitam de um pouco mais de nossas atenções e de nossas vibrações.

Lembremo-nos também dos irmãos que padecem de preces, afim de que suas almas se refresquem das obsessões.

E acima de tudo, meus irmãos, vamos pensar em Jesus Cristo, pois é por ele que se comemora esta data.

Porém, lembremo-nos que não é somente no Natal que devemos nos lembrar de tudo que fora mencionado.

Jesus, o Mestre Divino, está conosco a cada data, a cada dia, a cada momento, a todo instante, ainda que não se creia ou se dê valor a Ele.

Inspirados no seu Amor é que todos nós devemos praticar a caridade sempre!

A tarefa de servir ao Cristo deve ser prática constate na vida de cada um de nós, encarnados ou desencarnados.

Jesus, o Mestre Divino, o Divino Carpinteiro, nos inspira sempre neste compromisso de seguir os seus ensinamentos.

Que possamos estar sempre com os nossos corações receptivos para o Amor Celestial para que possamos estender a todos indistintamente e fazer que esse Amor Bendito seja resplandecido a cada dia.

Que o Senhor da Vida abençoe a todos neste Natal e por todos os dias que seguirão.

Que mantenhamos o espírito fraterno dentro de nós por todo o ano vindouro e que possamos nos dedicar cada dia mais ao próximo, amando-o como Jesus nos ensinou.

Fiquem em paz!

Militão Pacheco

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Nos momentos de aflições.

Nos momentos de grandes aflições parece-nos que a situação é sem fim.

Tão envolvidos nas dificuldades não conseguimos vislumbrar que é apenas mais um momento em nossa existência.
Nesses momentos faz-se necessária a prece, a prece fervorosa  com o real desejo de melhora e superação.
Por mais dificuldades que encontremos no dia a dia sempre poderemos contar com um interior forte e equilibrado. 
É luta séria e difícil manter a sanidade em nossa esfera ainda tão sofrida e lotada de ir aos que tudo fazem para acumular os bens materiais. 
Não desistir nunca, mas sempre ter a fé e a esperança de momentos muito melhores. 
Na casa espírita temos a preciosidade dos exemplos em nossos companheiros. 
Muitos vão e vem e partem. 
Mas muitos mantém-se independentemente do momento conflituoso. 
Esses, firmes, continuam a rotina com assiduidade e percebe-se que não abalam sua conduta com melindres desnecessários.
Ficar atentos a esses exemplos faz bem e tentar iguala-los é uma meta saudável. 

O que é necessário mudar...


Uma das maiores misérias da Humanidade é o não dar ao outro o que realmente necessita no tocante à caridade moral.

Quando encontramos um Ser em desequilíbrio, em condições morais inferiores, o que cada um deveria fazer é a prece, vibrações de fortalecimento. 

Entretanto, poucos se lembram ou sequer têm conhecimento que a caridade moral é meritória e mais difícil de se fazer do que a caridade material, pois para essa caridade material podemos doar o que temos sobrando em uma despensa, carteira ou na conta bancária ; e a caridade moral, ao contrário, é a doação do que temos interiormente, o amor, as boas vibrações, o real desejo de querer bem ao outro sem desejar nada em troca.

Pensemos nisso!


Nicolas

Nosso Mestre




Senhor Jesus, nosso Mestre, irmão... 

Agradeçamos-Lhe pelo seu nascimento, por Sua vinda a esse Planeta!


E perdoa-nos porque ainda não O recebemos por completo, por não Tê-lo seguido e praticado os seus ensinamentos!


Assim seja. 


Compreensão








À medida em que nos ocorrem as coisas da Vida, tudo leva ao aprendizado. 


Desde que queiramos, é claro! 

Tudo tem uma razão de ser, embora nem sempre consigamos ter a paciência que seria necessária para entender e aceitar. 

A Vida é uma oportunidade para o primoramento. 

O estudo nos dá a chance de ter de volta a calma e a paciência que habitualmente não temos. 

A mente sã nos traz o entendimento para a continuidade da encarnação. 

Portanto, estudo e disciplina sao primordiais para viver melhor. 





É Natal




É Natal, tempo de reflexão, de encontro com o criador, em todos os minutos do dia.

Lembremos de agradecer, de fazer e dar amor aos nossos irmãos.


Colocar o evangelho em prática. 


Que a paz esteja em seus corações. 


Bom Natal à todos!


Brolio 

domingo, 17 de dezembro de 2017

Uma prece



Que a Luz do Amor penetre em toda a escuridão

para que vejamos o que é verdadeiro e o que não é.

Que a cobertura sobre a visão seja dissipada

de modo que o que pareça ser luz,

mas que não tenha Amor, não mais domine.

Amado Filho da Luz, nós o manteremos profundamente em nossos corações e estamos presentes e disponíveis para você, em todos os momentos, para ajudá-lo e apoiá-lo no seu trabalho sagrado na Terra neste momento.

Com todo amor e bênçãos,

Que assim seja! 


sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Depoimento de Chico Xavier




"Devemos orar pelos políticos, pelos administradores da vida pública.
A tentação do poder é muito grande.
Eu não gostaria de estar no lugar de nenhum deles.

A omissão de quem pode e não auxilia o povo, é comparável a um crime que se pratica contra a comunidade inteira.
Tenho visto muitos espíritos dos que foram homens públicos na Terra em lastimável situação na Vida Espiritual...”

Francisco Cândido Xavier

Caminhando para a Luz




Vê-se o fio inquebrantável que sustenta os séculos das experiências terrestres, reunindo-as, harmoniosamente, umas às outras, a fim de que constituam o tesouro imortal da alma humana em sua gloriosa ascensão para o Infinito.

As raças são substituídas pelas almas e as gerações constituem fases do seu aprendizado e aproveitamento;

as línguas são formas de expressão, caminhando para a expressão única da fraternidade e do amor;

e os povos são os membros dispersos de uma grande família trabalhando para o estabelecimento definitivo de sua comunidade universal.

Seus filhos mais eminentes, no plano dos valores espirituais, são agraciados pela Justiça Suprema, que legisla no Alto para todos os mundos do Universo, e podem visitar as outras pátrias siderais, regressando ao orbe, no esforço abençoado de missões regeneradoras dentro das igrejas e das academias terrenas.

Emmanuel

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Faz assim...


Reconforte o desesperado.

Você não escapará as tentações do desânimo nos círculos de luta.

Levante o caído.

Você ignora onde seus pés tropeçaram ou tropeçarão...

Estenda a mão ao que necessita de apoio. 

Chegará seu dia de receber cooperação.

Ampare o doente.

Sua alma não esta usando um corpo invulnerável.

Esforce-se por entender o companheiro menos esclarecido.

Nem sempre você dispõe de recursos para compreender como é indispensável.

Acolha o infortunado.

Nem sempre o céu estará inteiramente azul para seus olhos.

Tolere o ignorante e ajude-o.

Lembre-se de que há Espíritos Sublimes que nos suportam e socorrem com heroica bondade.

Console o triste.

Você não pode relacionar as surpresas da própria sorte.

Auxilie o ofensor com os seus bons pensamentos.

Ele nos ensina quão agressivos e desagradáveis somos ao ferir alguém.

Seja benévolo para com os dependentes.

Não se esqueça de que o próprio Cristo foi compelido a obedecer.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Os dois raios


Essa historia é muito interessante e curiosa.

Um homem do campo fez uma oração muito sincera, rogando pela colheita para que pudesse florescer, pudesse nutrir todo o seu grupo de parentes e de pessoas próximas.

E não é que um anjo bom ouvindo a sua prece tão sincera, enviou um raio de luz, uma faísca de luz que tocou o seu coração?

A partir daquele instante este homem começou a trabalhar com muita boa vontade, mas além de trabalhar, ele falava, conversava com as pessoas de forma construtiva, encorajadora, determinada e a sua semeadura rendeu uma colheita impressionante no seu sitio.

Outras pessoas de sítios próximos foram visitá-lo para entender qual era o artefato, o recurso do qual ele lançava mão para conseguir tamanha produtividade na terra e todos entenderam que a sua posição, que a sua disposição, que as suas palavras enriqueciam o solo e o solo frutificava com maior fertilidade.

Aí os seus vizinhos começaram então a tomar a mesma postura, a mesma atitude, e todos cresceram, toda a comunidade, toda a cidade passou a ser uma cidade próspera, fortalecida pela agricultura.

Passaram-se os anos e aquela pequena nação produzia mais grãos do que podia ser necessário para a própria alimentação.

Mas nós sabemos que a humanidade ainda guarda imperfeições e aquele povo então começou a abrir campo para o orgulho e vendo uma nação próxima que não produzia, iniciou o deboche, o pouco caso.

E não é que um anjo mau observando tudo isso, lançou um pequeno raio escuro que tocou o coração de uma senhora, que residia numa pequena propriedade?

Essa senhora foi imediatamente tomada por emoções fortes e negativas, começou deixando crescer dentro de si uma insatisfação injustificável.

Mas essa insatisfação fez com que ela levasse aos seus filhos as suas palavras trevosas, difíceis, de tal forma, que os filhos se deixaram dominar pela insatisfação e começaram a observar que o vizinho tinha uma produção maior e a inveja começou a tomar conta deles.

Não custou muito, não levou muito tempo, para que esses dois rapazes começassem a hipnotizar outras pessoas e incendiaram a fazenda do próspero proprietário vizinho, exterminando com todas as expectativas eles foram imitados por outras pessoas e começou uma verdadeira guerra naquela nação, até que a nação ficou no chão, na miséria, na fome.

A polarização das palavras leva ao desequilíbrio, a desarmonia.

É muito interessante e importante compreendermos que aquilo que produzimos com os lábios nasceu de nossos corações.

A ingratidão é o cerne, é a semente da miséria humana.

Vamos fazer todo o esforço para afastarmos do coração a ingratidão e a maledicência.

Que Deus nos abençoe.

Psicofonia recebida no NEPT em 06/12/2017

Tratamentos Espirituais


A inefável misericórdia de Deus sempre proporcionou ao ser humano os recursos hábeis para que a paz, o bem-estar e a saúde o alcancem, embora os percalços existenciais. Quando escasseiam os meios humanos convencionais, nunca faltam os valiosos contributos da oração, da inspiração, da ajuda espiritual direta ou indireta, proporcionando os tesouros incalculáveis do amor para tornar a vida mais suave e menos dorida. 


Todos os dissabores e enfermidades de qualquer procedência encontram no Espírito as causas que os desencadeiam no corpo, na emoção ou no psiquismo. O ser real é sempre o responsável por quaisquer ocorrências no trânsito carnal. Em conseqüência, todas as providências saneadoras de distúrbios devem ser direcio- nadas às matrizes, ao veículo modelador orgânico. 

Atendendo às necessidades evolutivas dos homens e mulheres reencarnados na Terra, o Senhor da Vida permite que os genero- sos Espíritos que desempenham o ministério médico no mundo retornem, a fim de os auxiliar durante o curso de enfermidades dolorosas e pungentes. 

Quando escasseiam os recursos técnicos e acadêmicos, não poucas vezes, eles vêm oferecer o contributo do auxílio fraternal, vitalizando a virtude da caridade, que é sempre a bandeira que desfraldam. 

Espiritualmente, durante os desdobramentos parciais pelo sono, conduzem os enfermos às regiões de onde procedem, ali realizando transfusões de energias benéficas e curativas, que se incorporarão ao patrimônio celular. 

Noutras oportunidades, mediante a bioenergia, revitalizam os chakras, ativando os centros de fixação do Espírito ao corpo e mudando a estrutura molecular enfermiça, que se renova e se reequilibra.

Vezes outras, ainda, mediante o atendimento homeopático, socorrem aqueles que os buscam, estimulando-os à mudança de comportamento moral e estimulando os núcleos energéticos atra- vés das tinturas-mães devidamente dinamizadas, mais especial- mente quando se utilizam de médiuns portadores de faculdades de efeitos físicos ou de ectoplasmia, para procedimentos cirúrgicos com instrumentos próprios ou sem eles. 

Neste último caso, têm por meta chamar a atenção para a imortalidade da alma e para os mecanismos ainda desconhecidos por muitos acadêmicos que teimam em permanecer na cômoda atitude da negação sistemática, procurando explicações esdrúxu- las ou complicadas para ocultar aquilo que ignoram, mesmo antes de intentarem qualquer investigação séria e descomprometida. 

Embora devamos ter grande respeito pelos investigadores ho- nestos e devotados, aqueles que se dedicam a pesquisar o que ignoram antes de assumirem atitude de hostilidade, não cabe a mesma consideração em referência aos que negam tomados de vã presunção, numa postura injustificável na atualidade como magis- ter dixit. 

Os fenômenos mediúnicos e espíritas ocorrem amiúde, quer desejem as criaturas ou não, sendo de todos os tempos e sucedendo em toda parte, faltando somente interesse e seriedade para o seu estudo. 

Todos os procedimentos espirituais que têm por meta a recuperação orgânica são realizados no perispírito, o campo onde se encontram registradas as necessidades de evolução para o Espírito. 

Conforme se haja conduzido no transcurso das reencarnações, fixam-se-lhe nos tecidos sutis e etéreos desse delicado revesti- mento do Espírito, todos os atos que se irão impor como exigên- cias do processo iluminativo, sejam de natureza elevada ou de recuperação. 

Desse modo, as cirurgias espirituais ou mediúnicas não têm necessidade de ser realizadas no corpo somático, muitas vezes através de comportamentos agressivos e chocantes, violentando os dispositivos da técnica, da higiene, da precaução às infecções... 

Assim sucedem, para chamar a atenção dos cépticos, face à violação dos cânones estabelecidos a vigentes nas Academias de Medicina. Hemostase, insensibilidade, assepsia, refazimento dos tecidos cirurgiados, decorrem, portanto, da ação fluídica dos Espíritos- cirurgiões sobre o perispírito dos pacientes, que absorvem essas saudáveis energias impregnando a estrutura molecular das células e imprimindo-lhes novo comportamento. 

Ademais, pretendem esses Amigos generosos do mundo espi- ritual facilitar filmagens e gravações outras como fotografias, o tato dos assistentes, de maneira a demonstrar a intervenção que os chamados mortos conseguem no comportamento dos chamados vivos. 

A gravidade desse cometimento torna-se mais grandiosa quando os seus médiuns, compreendendo a alta magnitude do ministério, dedicam-se em regime de gratuidade, jamais esquecendo as dadivosas messes da caridade que dimana do Pai Criador, vitalizada pelo amor universal. Preparados antes da reencarnação para esse mister elevado, os médiuns que se dedicam às atividades curadoras não podem menosprezar a vigilância, a oração, a conduta exemplar, a fim de continuarem sempre encarregados de confirmar a sobrevivência à morte e as conseqüências inevitáveis do comportamento de cada qual durante a vilegiatura física. 

Os resultados que se podem obter através dos procedimentos cirúrgicos por meio dos médiuns operadores, também se podem conseguir por meio da oração, da terapia dos passes, da água  fluidificada, dos inesgotáveis recursos de que dispõem os missio- nários do Bem no plano espiritual. 

Eis porque, ante a necessidade de qualquer terapia acadêmica, alternativa ou mediúnica, torna-se imprescindível a transformação moral do paciente para melhor, a fim de, mediante as ações de enobrecimento, contabilizar valores que possam anular aqueles negativos que lhe pesam na economia espiritual, emergindo em forma de enfermidades, dissabores, transtornos psicológicos ou psiquiátricos. 

O servo do centurião que lhe rogara ajuda para a enfermidade que o afligia, recebeu do amoroso Terapeuta a cura à distância, enviando-lhe os fluídos renovadores necessários para o seu refa- zimento orgânico. Ao homem da mão mirrada, mesmo sendo num dia de Sábado, ante a hipocrisia sacerdotal, Ele pediu ao deficiente que Lhe estendesse o braço e sem o sequer tocar, restitui-lhe a mão igual à outra. 

Ao cego de nascença, compadecido do seu sofrimento, Ele cuspiu sobre o pó, fez lama, passou-a nos olhos apagados do desconhecido e mandou-o lavá-los no poço de Siloé, permitindo- lhe em júbilo a bênção da visão. 

À mulher hemorroíssa que Lhe tocou a fímbria das vestes ensejou a cura da grave doença que a infelicitava. Para cada caso, o Benfeitor utilizava-se de um processo, agindo certamente nos tecidos sutis e etéreos do perispírito. 

É sempre o amor que age em todas as circunstâncias que assinalam a presença do Bem. 



Nascente de Bençãos (psicografia Divaldo Pereira Franco - espírito Joanna de Ângelis)


sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

A palavra, uma rogativa


Rogando aos Espíritos Amorosos a assistência a todos aqueles que falam, a todos aqueles que se expressam de alguma maneira, ainda que falem por gestos, que falem pela escrita, que possam ser inspirados em elaborar as suas palavras no bem, no amor, no perdão, na sinceridade dos sentimentos e das emoções.

Não há nada mais rico na Terra entre os Seres humanos do que a comunicação no bem.

Que todos aqueles que se expressam possam ser bem inspirados dentro de teor sensato, equilibrado, harmônico, condutor da paz, da harmonia, do equilíbrio.

Que assim seja!

 

Psicofonia recebida no NEPT em 06 12 2017

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

O trabalho mediúnico pode causar cansaço?


O exercício da faculdade mediúnica pode causar fadiga?

— O exercício muito prolongado de qualquer faculdade produz fadiga. Com a mediunidade acontece o mesmo, principalmente com a de efeitos físicos. Esta ocasiona um dispêndio de fluidos que leva o médium à fadiga, mas que é reparado pelo repouso.

Fonte: Livro dos Médiuns/ Allan Kardec

Tratamento dos Espíritos



Nas atividades espíritas, colhemos do magnetismo sublimados benefícios imediatos, seja no clima do passe, sob o influxo da oração, ou no culto sistemático do Evangelho no lar, por intermédio dos quais, benfeitores e amigos desencarnados nos reequilibram as forças, através da inspiração elevada, apaziguando-nos os pensamentos, ou se valem de recursos mediúnicos esparsos no ambiente, a fim de nos propiciarem socorro à alma aflita ou às energias exaustas.

Se abraçastes, pois, a Doutrina Espírita, perlustra-lhes os ensinos e compreenderás que a humildade e a benevolência, o serviço e a abnegação, a paciência e a esperança, a solidariedade e o otimismo são medicamentos do Espírito, transformando lutas em lições e dificuldades em bênçãos, porque no fundo de cada esclarecimento e de cada mensagem consoladora, que te fluem da inspiração, ouvirás a palavra do Cristo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

1 - O Espiritismo pode contribuir para o tratamento das doenças?

Emmanuel - A doutrina Espírita, expressando o Cristianismo Redivivo, não apenas descortina os panoramas radiantes da imortalidade, ante o grande futuro, mas é igualmente luz para o homem, a clarear-lhe o caminho; desse modo, desempenha função específica no tratamento das doenças que fustigam a Humanidade, por ensinar a medicina da alma, em bases no amor construtivo e reedificante. Nas trilhas da experiência terrestre, realmente, a cada trecho, surpreendemos desequilíbrios, a se exprimirem por enfermidades individuais ou coletivas.

2 - Existe uma patologia da alma?

Emmanuel - Mágoas, ressentimentos, desesperos, atritos e irritações entretecem crises do pensamento, estabelecendo lesões mentais que culminam em processos patológicos, no corpo e na alma, quando não se convertem, de pronto, em pábulo da loucura ou em sombra da morte.

3 - Por que acontece assim?

Emmanuel - Isso acontece porque milhões de criaturas, repostas no lar, recapitulam amargosas e graves experiências, junto àqueles que atormentaram outrora ou que outrora lhes foram implacáveis verdugos; metamorfoseados em companheiros que, às vezes, trazem o nome de pais e figuram-se adversários intransigentes; responderam por filhos e mais se assemelham a duros algozes dos corações afetuosos que lhes deram o tesouro do berço; carregam a certidão de esposos e parecem forçados, em algemas duplas na pedreira do sofrimento; fazem-se conhecidos por titulares da parentela e exibem-se, à feição de carrascos tranqüilos.

4 - Como classificar o reduto doméstico, onde se reúnem sob os mesmos interesses e sob o mesmo sangue os inimigos de existências passadas?

Emmanuel - Do ponto de vista mental,os adversários do pretérito, reencarnados no presente, expandem entre si tamanha carga vibratória de crueldade e rebeldia, que transfiguram o ninho familiar em furna, minado por miríades de raios destrutivos de azedume e aversão.

5 - Qual o papel dos princípios espíritas diante dos conflitos familiares?

Emmanuel - Diante dos conflitos familiares, surgem os princípios espíritas por medicação providencial.

6 - Qual o ponto fundamental do socorro espírita nos males de origem doméstica?

Emmanuel - Claramente, na educação individual e, evidenciando a reencarnação, destaca o impositivo da tolerância mútua, por terapêutica espiritual imediata, a fim de que os pontos nevrálgicos do indivíduo ou do grupo sejam definitivamente sanados.

7 - Como classificam a Doutrina Espírita as pessoas difíceis da convivência ou da consangüinidade?

Emmanuel - A Doutrina Espírita, proclamando o entendimento fraterno por medida inalienável, perante os ajustes precisos, cataloga os irmãos transviados na ficha dos enfermos carecentes de compaixão e socorro.

8 - Como funcionam os ensinamentos espíritas na cura dos males que infelicitam as criaturas humanas?

Emmanuel - Os ensinamentos espíritas, despertando a mente para a necessidade do trabalho e do estudo espontâneo, preparam a criatura em qualquer situação, para a obra do aperfeiçoamento próprio e desvelando a continuidade da vida, para lá da morte, patenteiam ao raciocínio de cada um que a individualidade não encontrará, além-túmulo, qualquer prerrogativa e sim a felicidade ou o infortúnio que construiu para si mesma, através daquilo que fez aos semelhantes.

9 - A caridade pode auxiliar nas curas dos males humanos?

Emmanuel - Fácil verificar, assim, que a Doutrina Espírita encerra a filosofia do pensamento reto, por agente preservativo da saúde moral, e consubstancia a religião natural do bem, cujas manifestações definem a caridade por terapêutica de alívio e correção de todos os males que afligem a existência.

10 - Em que fórmulas essenciais se baseiam a terapêutica espírita?

Emmanuel - Com os ensinamentos espíritas aprendemos que os atos de bondade, ainda os mais apagados e pequeninos, são plantações de alegrias eternas e que o perdão incondicional das ofensas é a fórmula santificante para supressão da dor e renovação do destino.

11 - Quais são os medicamentos do espírito?

Emmanuel - Nas atividades espíritas, colhemos do magnetismo sublimados benefícios imediatos, seja no clima do passe, sob o influxo da oração, ou no culto sistemático do Evangelho no lar, por intermédio dos quais, benfeitores e amigos desencarnados nos reequilibram as forças, através da inspiração elevada, apaziguando-nos os pensamentos, ou se valem de recursos mediúnicos esparsos no ambiente, a fim de nos propiciarem socorro à alma aflita ou às energias exaustas.

Se abraçastes, pois, a Doutrina Espírita, perlustra-lhes os ensinos e compreenderás que a humildade e a benevolência, o serviço e a abnegação, a paciência e a esperança, a solidariedade e o otimismo são medicamentos do Espírito, transformando lutas em lições e dificuldades em bênçãos, porque no fundo de cada esclarecimento e de cada mensagem consoladora, que te fluem da inspiração, ouvirás a palavra do Cristo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

EMMANUEL (Do livro “Leis Do Amor”, Francisco Cândido Xavier E Waldo Vieira) Fonte: Universo Espírita

Reencarnação ou Ressurreição?


A reencarnação fazia parte dos dogmas judeus, sob o nome de ressurreição. Somente os saduceus, que pensavam que tudo acabava com a morte, não acreditavam nela. As idéias dos judeus sobre essa questão, como sobre muitas outras, não estavam claramente definidas. Porque só tinham noções vagas e incompletas sobre a alma e sua ligação com o corpo. Eles acreditavam que um homem podia reviver, sem terem uma idéia precisa da maneira por que isso se daria, e designavam pela palavra ressurreição o que o Espiritismo chama, mais justamente, de reencarnação.

Com efeito, a ressurreição supõe o retorno à vida do próprio cadáver, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já estão há muito dispersos e consumidos. A reencarnação é à volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas num outro corpo, novamente constituído, e que nada tem a ver com o antigo.

A palavra ressurreição podia, assim, aplicar-se a Lázaro, mas não a Elias, nem aos demais profetas. Se, portanto, segundo sua crença, João Batista era Elias, o corpo de João não podia ser o de Elias, pois que João tinha sido visto criança e seus pais eram conhecidos. João podia ser, pois, Elias reencarnado, mas não ressuscitado.

E havia um homem dentre os fariseus, por nome Nicodemos, senador dos judeus. Este, uma noite, veio buscar a Jesus, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és mestre, vindo da parte de Deus, porque ninguém pode fazer estes milagres, que tu fazes, se Deus não estiver com ele. Jesus respondeu e lhe disse:

Na verdade, na verdade te digo que não pode ver o Reino de Deus senão aquele que renascer de novo. Nicodemos lhe disse: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode entrar no ventre de sua mãe e nascer outra vez? Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus, o que é nascido de carne é carne, e o que é nascido do Espírito é Espírito.

Não te maravilhes de eu te dizer que vos importa nascer de novo.

O Espírito sopra onde quer, e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde ele vem, nem para onde vai. Assim é todo aquele que é nascido do Espírito. Perguntou Nicodemos: Como se pode fazer isto? Respondeu Jesus: Tu és mestre em Israel, e não sabes estas coisas? Em verdade, em verdade te digo: que nós dizemos o que sabemos, e damos testemunho do que vimos, e vós, com tudo isso, não recebeis o nosso testemunho. Se quando eu vos tenho falado das coisas terrenas, ainda assim me credes, como creríeis, se eu vos falasse das celestiais? (João, III: 1-12)

A idéia de que João Batista era Elias, e de que os profetas podiam reviver na Terra, encontra-se em muitas passagens dos Evangelhos, notadamente nas acima reproduzidas (nº 1 a 3). Se essa crença fosse um erro, Jesus não deixaria de combatê-la, como fez com tantas outras. Longe disso, porém, ele a sancionou com toda a sua autoridade, e a transformou num princípio, fazendo-a condição necessária, quando disse: Ninguém pode ver o Reino dos Céus, se não nascer de novo. E insistiu, acrescentando: Não te maravilhes de eu ter dito que é necessário nascer de novo.

Estas palavras: “Se não renascer da água e do Espírito”, foram interpretadas no sentido da regeneração pela água do batismo. Mas o texto primitivo diz simplesmente: Não renascer da água e do Espírito, enquanto que, em algumas traduções, a expressão do Espírito foi substituída por do Espírito Santo, o que não corresponde ao mesmo pensamento. Esse ponto capital ressalta dos primeiros comentários feitos sobre o Evangelho, assim como um dia será constatado sem equívoco possível.(1)

Para compreender o verdadeiro sentido dessas palavras, é necessário reportar à significação da palavra, que não foi empregada no seu sentido específico. Os antigos tinham conhecimentos imperfeitos sobre as ciências físicas, e acreditavam que a Terra havia saído das águas.

Por isso, consideravam a água como o elemento gerador absoluto. É assim que encontramos no Gênesis: “O Espírito de Deus era levado sobre as águas”, “flutuava sobre as águas”, “que o firmamento seja no meio das águas”, que as águas que estão sob o céu se reúnam num só lugar, e que o elemento árido apareça”, “que as águas produzam animais viventes, que nadem na água, e pássaros que voem sobre a terra e debaixo do firmamento”.

Conforme essa crença, a água se transformara no símbolo da natureza material, como o Espírito o era da natureza inteligente. Estas palavras: “Se o homem renascer da água e do Espírito”, ou “na água e no Espírito”, significam pois: “Se o homem não renascer com o corpo e a alma”. Neste sentido é que foram compreendidas no princípio.

Esta interpretação se justifica, aliás, por estas outras palavras: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é Espírito”. Jesus faz aqui uma distinção positiva entre o Espírito e o corpo. “O que é nascido da carne é carne”, indica claramente que o corpo procede apenas do corpo, e que o Espírito é independente dele.

“O Espírito sopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai”, é uma passagem que se pode entender pelo Espírito de Deus que dá a vida a quem quer, ou pela alma do homem. Nesta última acepção, a seqüência: “mas não sabes de onde vem nem para onde vai”, significa que não se sabe o que foi nem o que será o Espírito. Se, pelo contrário, o Espírito, ou alma, fosse criado com o corpo, saberíamos de onde ele vem, pois conheceríamos o seu começo. Em todo caso, esta passagem é a consagração do principio da preexistência da alma, e por conseguinte da pluralidade das existências.

Desde os tempos de João Batista até agora, o Reino dos Céus é tomado pela força, e os que fazem violência são os que o arrebatam. Porque todos os profetas e a lei, até João, profetizaram. E se vós o quereis bem compreender, ele mesmo é o Elias que há de vir. O que tem ouvidos de ouvir, ouça”. (Mateus, XI: 12-15)

Se o princípio da reencarnação, expresso em São João, podia, a rigor, ser interpretado num sentido puramente místico, já não aconteceria o mesmo nesta passagem de São Mateus, onde não há equívoco possível: “Ele mesmo é o Elias que há de vir”. Aqui não existe figura, em alegoria; trata-se de uma afirmação positiva. “Desde o tempo de João Batista até agora, o Reino dos Céus é tomado pela força”, que significam estas palavras, pois João ainda vivia no momento em que foram ditas? Jesus as explica, ao dizer:

“E se vós o quereis bem compreender, ele mesmo é o Elias que há de vir”. Ora, João tendo sido Elias, Jesus alude ao tempo em que João vivia com o nome de Elias. “Até agora, o Reino dos Céus é tomado pela força”, é outra alusão à violência da lei mosaica, que ordenava o extermínio dos infiéis, para a conquista a Terra Prometida, Paraíso dos hebreus que, segundo a nova lei, o céu é ganho pela caridade e pela brandura. A seguir, acrescenta: “O que tem ouvidos de ouvir, ouça”. Essas palavras, tão freqüentemente repetidas por Jesus, exprimem claramente que nem todos estavam em condições de compreender certas verdades.

Os teus mortos viverão. Os meus, a quem tiraram a vida, ressuscitarão. Despertai e cantai louvores, vós os que habitais no pó, porque o orvalho que cai sobre vós é orvalho de luz, e arruinareis a terra e o reino dos gigantes”. (Isaias, XXVI: 19)

Esta passagem de Isaias é também bastante clara: “Os teus mortos viverão”. Se o profeta tivesse querido falar da vida espiritual, se tivesse querido dizer que os mortos não estavam mortos em Espírito, teria dito: “ainda vivem”, e não: “viverão”. Do ponto de vista espiritual, essas palavras seriam um contra senso, pois implicariam uma interrupção na vida da alma. No sentido de regeneração moral, seriam as negações das penas eternas, pois estabelecem o princípio de que todos os mortos reviverão.

Quando o homem morre uma vez, e seu corpo, separado do espírito, é consumido, em que se torna ele? Tendo o homem morrido uma vez, poderia ele reviver de novo? Nesta guerra em que me encontro, todos os dias de minha vida, estou esperando que chegue a minha mutação (Job, XIV: 10-14, segundo a tradução de Sacy).

Quando o homem morre, perde toda a sua força e expira depois, onde está ele? Se o homem morre, tornará a viver? Esperarei todos os dias de meu combate, até que chegue a minha transformação? (Id. Tradução protestante de Osterwald).

Quando o homem está morto, vive sempre; findando-se os dias da minha existência terrestre, esperarei, porque a ela voltarei novamente. (Id. Versão da Igreja Grega).

O princípio da pluralidade das existências está claramente expresso nessas três versões. Não se pode supor que Job quisesse falar da regeneração pela água do batismo, que ele certamente não conhecia. “Tendo o homem morrido uma vez, poderia ele reviver de novo?” A idéia de morrer uma vez e reviver implicam a de morrer e reviver muitas vezes. A versão da Igreja Grega é ainda mais explicita, se possível: “Findando-se os dias da minha existência terrestre, esperarei, porque a ela voltarei novamente”. Quer dizer: eu voltarei à existência terrena. Isto é tão claro como se alguém dissesse. “Saio de casa, mas a ela voltarei.”

“Nesta guerra em que me encontro, todos os dias de minha vida, estou esperando que chegue a minha mutação”. Job quer falar, evidentemente, da luta que sustenta as misérias da vida. Ele espera a sua mutação, ou seja, ele se resigna. Na versão grega, a expressão “esperarei”, parece antes se aplicar à nova existência: “Findando-se os dias da minha existência terrestre, esperarei, porque a ela voltarei novamente”, Job parece colocar-se, após a morte, num intervalo que separa uma existência de outra, e dizer que ali esperará o seu retorno.

Não é, pois, duvidoso, que sob o nome de ressurreição, o princípio da reencarnação fosse uma das crenças fundamentais dos judeus, e que ela foi confirmada por Jesus e pelos profetas, de maneira formal. Donde se segue que negar a reencarnação é renegar as palavras do Cristo. Suas palavras, um dia, constituirão autoridade sobre este ponto, como sobre muitos outros, quando forem meditadas sem partidarismo.

A essa autoridade, de natureza religiosa, virá juntar-se no plano filosófico, a das provas que resultam da observação dos fatos. Quando dos efeitos se quer remontar às causas, a reencarnação aparece como uma necessidade absoluta, uma condição inerente à humanidade, em uma palavra, como uma lei da natureza. Ela se revela, pelos seus resultados, de maneira por assim dizer material, como o motor oculto se revela pelo movimento que produz. Somente ela pode dizer ao homem de onde ele vem, para onde vai, por que se encontra na Terra, e justificar todas as anomalias e todas as injustiças aparentes da vida.

Sem o princípio da preexistência da alma e da pluralidade das existências, a maior parte das máximas do Evangelho são ininteligíveis, e por isso tem dado motivo a interpretações tão contraditórias. Esse princípio é a chave que deve restituir-lhes o verdadeiro sentido.

(1) A tradução de Osterwald está conforme o texto primitivo, e traz: não renascer da água e do Espírito. A de Sacy diz do Espírito Santo. A de Lamennais também diz: Espírito Santo.

(2) Para o desenvolvimento do dogma da reencarnação, ver O Livro dos Espíritos, caps IV e V; O que é o Espiritismo, cap. II; ambos de Allan Kardec; e a Pluralidade das Existências, de Pezzani. (Nota do Tradutor: A palavra “dogma”, figura aqui no sentido racional e não fideísta, como “princípio” e não como dogma de fé O Espiritismo não é dogmático, no sentido religioso da palavra, mas têm princípios fundamentais, que filosoficamente são chamados dogmas).

Mundos habitados



Do ensinamento dado pelos Espíritos, resulta que os diversos mundos possuem condições muito diferentes uns dos outros, quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes. Dentre eles, há os que são ainda inferiores à Terra, física e moralmente. Outros estão no mesmo grau, e outros lhe são mais ou menos superiores, em todos os sentidos. Nos mundos inferiores a existência é toda material, as paixões reinam soberanas, a vida moral quase não existe. À medida que esta se desenvolve, a influência da matéria diminui, de maneira que, nos mundos mais avançados, a vida é por assim dizer toda espiritual.

Nos mundos intermediários, o bem e o mal se misturam, e um predomina sobre o outro, segundo o grau de adiantamento em que se encontrarem. Embora não possamos fazer uma classificação absoluta dos diversos mundos, podemos, pelo menos, considerando o seu estado e o seu destino, com base nos seus aspectos mais destacados, dividi-los assim, de um modo geral: mundos primitivos, onde se verificam as primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiação e de provas, em que o mal predomina; mundos regeneradores, onde as almas que ainda têm o que expiar adquirem novas forças, repousando das fadigas da luta; mundos felizes, onde o bem supera o mal; mundos celestes ou divinos, morada dos Espíritos purificados, onde o bem reina sem mistura. A Terra pertence à categoria dos mundos de expiações e de provas, e é por isso que nela está exposto a tantas misérias.

Os Espíritos encarnados num mundo não estão ligados a ele indefinidamente, e não passam nesse mundo por todas as fases do progresso que devem realizar, para chegar à perfeição. Quando atingem o grau de adiantamento necessário, passam para outro mundo mais adiantado, e assim sucessivamente, até chegarem ao estado de Espíritos puros. Os mundos são as estações em que eles encontram os elementos de progresso proporcionais ao seu adiantamento. É para eles uma recompensa passarem a um mundo de ordem mais elevada, como é um castigo prolongarem sua permanência num mundo infeliz, ou serem relegados a um mundo ainda mais infeliz, por se haverem obstinado no mal.

O Evangelho Segundo o Espiritismo

Almas gêmeas?


Encontrar um grande amor e ser feliz para sempre é o sonho de muitas pessoas. Muitos passam a vida idealizando sua cara metade; outros, quando se apaixonam, logo acreditam ter encontrado a pessoa ideal, até o momento em que surgem os problemas e as decepções. Como consequência, a desilusão parece desmoronar o castelo construído, como esculturas na areia.

Mas a grande dúvida permanece: nossa alma gêmea realmente existe, ou será apenas um sonho, fruto da imaginação dos mais românticos?

A crença na alma gêmea vem desde a antiguidade. Uma lenda conta que, Deus, no processo de criação do mundo, uniu homens e mulheres em um só corpo (a Bíblia diz que a mulher foi criada a partir da costela de Adão), mas após a queda do Paraíso os seres humanos teriam se distanciado do Criador. Assim, a união foi interrompida, dando origem ao sexo oposto. 

Desde então, homem e mulher passaram a buscar sua outra metade para se sentirem plenos novamente.

A explicação bíblica é mitológica e está carregada de informações profundas, que se não forem corretamente interpretadas podem dar a ideia de algo fantasioso.

Na psicologia junguiana, que leva em conta a linguagem simbólica, o termo alma gêmea simboliza o arquétipo da afetividade. 

Alguns psicólogos explicam que, com o tempo, os conceitos evoluíram e o príncipe encantado que chegaria montado em um cavalo branco foi substituído por uma pessoa que se identifique com os ideais do outro, a chamada cara metade ou o companheiro ideal.

Já a ficção alimenta a fantasia das pessoas e, muitas vezes, foge da realidade. Portanto, precisamos ficar atentos para a mensagem que está sendo passada ao público sobre certos conceitos.

O Espiritismo esclarece que não existem dois espíritos criados um exclusivamente para o outro, mas que podem ter em comum os mesmos interesses e afinidades. 

O espírito imortal poderá encontrar em sua trajetória evolutiva muitos espíritos afins. Essa busca pelo grande amor significa a aspiração da alma pela felicidade completa.

A pergunta 386 de O Livro dos Espíritos explica que duas pessoas que se conheceram e se estimaram em vidas anteriores não se reconhecem, como muitos acreditam; apenas se sentem atraídos um para o outro. 

Isso acontece porque as recordações das existências passadas trariam grandes inconvenientes; mas é claro que existem raras exceções.

Essas questões nos levam a uma reflexão: como aprender a conviver e aceitar as diferenças, mesmo quando há uma grande afinidade entre os espíritos afins, afinal, cada qual trilha um caminho na jornada evolutiva.

Borboletas


No ciclo de vida as borboletas processam uma metamorfose completa em quatro fases bem definidas e bastante distintas como ovos, larvas, crisálidas, e finalmente borboletas.

Cabe a nós, se quisermos seguir o exemplo, distinguir qual das fases nos cai melhor.

E se decidirmos ser borboletas, é preciso saber sempre, como ela, que tudo é passageiro.

Cada parte, triste ou feliz da vida, aceitemos ou não, faz parte desse ciclo.

Conscientizemo-nos então, de que tudo é passageiro e que amanhã será um novo dia sempre....

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Melhora antes do desencarne


Em caso de doença, o processo de desligamento do doente ocorre mais lentamente. 

Por vezes acontece que as equipes socorristas iniciam o processo de desligamento, mas os parentes estão junto ao doente e vibram tão intensamente para que este fique bom, que dificultam muito o seu processo de desligamento. 

Para resolver esta situação, os socorristas fazem com que o doente tenha uma repentina melhora, utilizando os passes magnéticos para esta finalidade.

Desta forma os familiares ficam aliviados e afastam-se, continuando as suas tarefas diárias. 

Neste momento, os socorristas podem retomar o processo de desligamento e o doente vem a falecer em pouco tempo.

Num velório costuma haver uma nuvem cinzenta de tanta tristeza que paira no local.

Às vezes o Espírito está ausente, já desligado da matéria. 

Outras vezes o Espírito está confuso no local e por vezes está a dormir junto ao corpo. 

O que dificulta nestes lugares é a tristeza e a "choradeira" das pessoas.

Seria tão maravilhoso se todos compreendessem a desencarnação como ela verdadeiramente é, e aceitassem a ausência fisica, ajudando o desencarnado com pensamentos de estimuko, amir, carinho, orando por ele com Fé, ajudando-o em seu desligamento e em sua ida a sua nova jornada no Plano Espiritual!!!

O melhor desencarne é de uma pessoa que foi espiritualizada em Vida, pois, normalmente desencarna de uma maneira mais tranquila, como que dormindo e acordando entre Amigos!!! 

É um regressar tranquilamente à verdadeira casa!!


O próximo



Lembrai-vos daquele que julga em última instância, que vê os movimentos íntimos de cada coração e que, por conseguinte, desculpa muitas vezes as faltas que censurais, ou reprova o que relevais, porque conhece o móvel de todos os atos.

Lembrai-vos de que vós, que clamais em altas vozes anátema, tereis, quiçá, cometido faltas mais graves.

Do item 16, do Cap. X, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo".

Companheiros da Terra, à frente de todas as complicações e problemas do sexo, abstende-vos de censura e condenação.

Todos nós - os Espíritos em aperfeiçoamento nos climas do Planeta - estamos emergindo de passado multimilenar, em que as tramas da alma se entreteciam em labirintos de sombra, para que as bênçãos do aprendizado se nos fixassem no espírito.

Ainda assim, achamo-nos todos muito longe da meta por alcançar.

Se alguém vos parece cair, sob enganos do sentimento, silenciai e esperai!

Se alguém se vos afigura tombar em delinqüência, por desvarios do coração, esperai e silenciai!...

Sobretudo, compadeçamo-nos uns dos outros, porque, por enquanto, nenhum de nós consegue conhecer-se tão exatamente, a ponto de saber hoje qual o tamanho da experiência afetiva que nos aguarda amanhã.

Calai os vossos possíveis libelos, ante as supostas culpas alheias, porquanto nenhum de nós, por agora, é capaz de medir a parte de responsabilidade que nos compete a cada um nas irreflexões e desequilíbrios dos outros.

Somos todos peças integrantes de uma só família, operando em dois mundos, simultaneamente - aquele das inteligências corporificadas no plano físico e aquele outro das inteligências desencarnadas que se domiciliam nas regiões da mesma Terra que habitais, disputando convosco, tanto quanto igualmente entre si, a aquisição de recursos substanciais da evolução.

Não dispomos de recursos para examinar as consciências alheias e cada um de nós, ante a Sabedoria Divina, é um caso particular, em matéria de amor, reclamando compreensão.

Á vista disso, muitos de nossos erros imaginários no mundo são caminhos certos para o bem, ao passo que muitos de nossos acertos hipotéticos são trilhas para o mal de que nos desvencilharemos, um dia!...

Abençoai e amai sempre.

Diante de toda e qualquer desarmonia do mundo afetivo, seja com quem for e como for, colocai-vos, em pensamento, no lugar dos acusados, analisando as vossas tendências mais íntimas e, após verificardes se estais em condições de censurar alguém, escutai, no âmago da consciência, o apelo inolvidável do Cristo:

“Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei.”


terça-feira, 28 de novembro de 2017

Morte encefálica 


Antes de se ter a morte encefálica como parâmetro para a constatação da morte efetiva, era o coração quem tinha a função sine qua non de determinar a hora do óbito, e a questão 69 do Livro dos Espíritos já alertava para que tal órgão não fosse tido como único capaz de fazer cessar a vida:


69 – Por que uma lesão do coração, de preferência que a dos outros órgãos, causa a morte?

Resposta: O coração é máquina de vida; mas o coração não é o único órgão em que a lesão causa a morte; não é mais que uma das peças essenciais.

 A morte encefálica foi discutida pela primeira vez na França, no ano de 1950, significando que “as estruturas vitais do encéfalo, necessárias para manter a consciência e a vida vegetativa, encontram-se lesadas irreversivelmente”. 

De forma simplificada, significa dizer que o cérebro não funciona mais, não há mais atividade e um eletroencefalograma mostrará o silêncio elétrico cerebral.

 Há 20 anos, o Conselho Federal de Medicina, por intermédio da Resolução nº 1.346 de 1991, estabeleceu que “a morte encefálica corresponde a um estado definitivo e irreversível de morte”. 

Atualmente em vigor, a Resolução 1.480 de 1997, também do Conselho Federal de Medicina, “estabelece critérios clínicos para diagnóstico e recomenda para pacientes acima de dois anos de idade, a realização de exame complementar dentro os que analisam a atividade circulatória cerebral ou sua atividade metabólica. 

Para pacientes acima de uma semana de vida, até 2 anos de idade, sugere-se a realização de um eletroencefalograma, com intervalos variáveis de acordo com a idade”.

 Do ponto de vista espiritual, não se pode dizer que a morte encefálica seja o momento exato do desenlace do espírito de seu corpo físico. É o que explica a questão 155 do Livro dos Espíritos:

 155 – Como se opera a separação da alma e do corpo?

Resposta: Rompidos os laços que o retinham, ela se liberta.

 155 - a) A separação se opera instantaneamente e por uma transição brusca? Há uma linha de demarcação bem nítida entre a vida e a morte?

Resposta: Não, a alma se liberta gradualmente e não escapa como um pássaro cativo que ganha subitamente a liberdade. Esses dois estados se tocam e se confundem; assim o Espírito se libera pouco a pouco de seus laços: os laços se desatam, não se quebram.

 Em nota à questão mencionada, Kardec explica ainda:

“Durante a vida, o Espírito se liga ao corpo por seu envoltório semimaterial ou períspirito. A morte é apenas a destruição do corpo e não desse segundo envoltório que se separa do corpo quando cessa neste a vida orgânica. A observação prova que no instante da morte o desligamento do períspirito não se completa subitamente; ele não opera senão gradualmente e com uma lentidão que varia muito segundo os indivíduos. Para alguns ele é muito rápido, e pode-se dizer que o momento da morte é aquele do desligamento, algumas horas após. Para outros, aqueles, sobretudo, cuja vida foi toda material e sensual, o desligamento é muito menos rápido e dura, algumas vezes, dias, semanas, e mesmo meses, o que não implica existir no corpo a menor vitalidade nem a possibilidade de um retorno à vida, mas uma simples afinidade entre o corpo e o Espírito, afinidade que está sempre em razão da preponderância que, durante a vida, o Espírito deu à matéria.

Com efeito, é racional conceber que quanto mais o Espírito se identifica com a matéria, mais ele sofre ao se separar dela. Ao passo que a atividade intelectual e moral, a elevação dos pensamentos, operam um começo de libertação mesmo durante a vida do corpo e, quando chega a morte, ela é quase instantânea. 

Tal é o resultado dos estudos feitos sobre todos os indivíduos observados no momento da morte. Essas observações provam ainda que a afinidade persistente entre a alma e o corpo, em certos indivíduos, é algumas vezes muito penosa porque o Espírito pode experimentar o horror da decomposição. Este caso é excepcional e particular a certos gêneros de vida e a certos gêneros de morte; ele se apresenta entre alguns suicidas”.

 Adiante, a questão 156 nos esclarece um pouco mais acerca do momento da morte:

 156- A separação definitiva da alma e do corpo pode ocorrer antes da cessação completa da vida orgânica?

Resposta: Algumas vezes, na agonia, a alma já deixou o corpo e não há mais que a vida orgânica. O homem não tem mais consciência de si mesmo e, entretanto, lhe resta ainda um sopro de vida. O corpo é uma máquina que o coração movimenta; existe enquanto o coração faz circular o sangue nas veias; e para isso não necessita da alma.

 Verifica-se que aqui, nesta questão, fica claro o comentário inicial de que o coração era o ponto que determinava a morte do corpo físico, antes da morte encefálica, conforme se preceitua atualmente.

 Conclui-se, portanto, mencionando que nosso patamar de conhecimento atual permite que a morte cerebral represente apenas uma impossibilidade de vida, mas não significa que esse seja o exato momento em que ocorre o desencarne, não garantindo, também, que o espírito já tenha partido de forma definitiva.

Ainda precisamos aguardar mais um tempo pelo surgimento de maiores informações que esclareçam tal assunto, demandando que tenhamos paciência e prudência até que esse novo patamar de conhecimento nos seja permitido.

Fascinação 


Há, Espíritos obsessores sem maldade, que alguma coisa mesmo denotam de bom, mas dominados pelo orgulho do falso saber. 

Têm suas ideias, seus sistemas sobre as ciências, a economia social, a moral, a religião, a filosofia, e querem fazer que suas opiniões prevaleçam. 

Para esse efeito, procuram médiuns bastante crédulos para os aceitar de olhos fechados e que eles fascinam, a fim de os impedir de discernirem o verdadeiro do falso. 

São os mais perigosos, porque os sofismas nada lhes custam e podem tornar cridas as mais ridículas utopias. 

Como conhecem o prestígio dos grandes nomes, não escrupulizam em se adornarem com um daqueles diante dos quais todos se inclinam, e não recuam sequer ante o sacrilégio de se dizerem Jesus, a Virgem Maria, ou um santo venerado. 

Procuram deslumbrar por meio de uma linguagem empolada, mais pretensiosa do que profunda, eriçada de termos técnicos e recheada das retumbantes palavras caridade e moral. 

Cuidadosamente evitarão dar um mau conselho, porque bem sabem que seriam repelidos. 

Daí vem que os que são por eles enganados os defendem, dizendo: Bem vedes que nada dizem de mau. 

A moral, porém, para esses Espíritos é simples passaporte, é o que menos os preocupa. 

O que querem, acima de tudo, é impor suas ideias por mais disparatosas que sejam.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

As tarefas das equipes de desencarne



Somente alguns Espíritos encarnados têm a capacidade de auto desligamento, ou seja, de desligar os laços que o prendem ao corpo físico. 

A grande maioria precisa de ajuda e amparo, pois o processo de desligamento é difícil para nós, que ainda estamos ligados "vibratoriamente" ao planeta. 

Por esse motivo existem na espiritualidade equipes especializadas no desligamento. 

Elas realizam suas tarefas de acordo com o merecimento dos espíritos que estão desencarnando.

Quando o Espírito é merecedor do auxílio que chamaremos de "completo", eles realizam as seguintes tarefas:

1 - PREPARAÇÃO

O ambiente doméstico, os familiares e o próprio Espírito que desencarnará em breve recebem visitas quase que diárias para auxílio magnético e preparação. 

Alguns recebem uma aparente melhora para consumação das sua últimas tarefas e para o último contato com os que lhe são queridos.

2 - PROTEÇÃO

Existem vampiros, obsessores e equipes das trevas especializadas em "vampirizar" os recém-desencarnados. 

A equipe espiritual tem como tarefa proteger o corpo físico e etérico (até o desligamento total) e o espírito contra as investidas das trevas.

3 - ENCAMINHAMENTO

Os Espíritos recém-desencarnados são auxiliados para o encaminhamento ao local onde serão amparados, seja um Posto de Socorro, uma Colônia Espiritual. 

Ninguém pode ser levado para planos superiores do Astral sem estar preparado.

4 - CORTANDO OS LAÇOS

É comum a presença de Espírito amigo ou familiar da última encarnação durante o desligamento. 

A maior parte dos espíritos de nível "médio" de evolução se mantém mais ou menos conscientes do que acontece (depende o grau de desprendimento e evolução). 

Por isso a presença da mãe, filho(a), irmã(o), etc, tranquiliza o espírito em processo de desencarnação.

5 - O ROMPIMENTO DO CORDÃO DE PRATA

A grande maioria dos Espíritos em processo de desencarne ainda se acha ligada de alguma forma à matéria física, seja por amor à família, aos bens, preocupações com os que vão deixar, etc. 

Em vista disso o processo desencarnatório é gradual e o rompimento do cordão de prata, última etapa no processo de desligamento, só é realizado (na maioria dos casos) após algum tempo.

Nos livros "Voltei" e "Obreiros da Vida Eterna" (ambos de Francisco Candido Xavier) os Espíritos são amparados por familiares, mãe e filha, respectivamente.

O tamanho das equipes é variado e geralmente organizado para amparar grupos de Espíritos que desencarnarão em um período específico. 

Junto a equipe de desligamento encontram-se os amigos espirituais dessa ou de outras vidas, os familiares, os amigos espirituais de trabalho (no caso de médiuns), etc .

domingo, 26 de novembro de 2017

Doenças da Alma 


A doutrina Espírita, expressando o Cristianismo Redivivo, não apenas descortina os panoramas radiantes da imortalidade, ante o grande futuro, mas é igualmente luz para o homem, a clarear-lhe o caminho; desse modo, desempenha função específica no tratamento das doenças que fustigam a Humanidade, por ensinar a medicina da Alma, em bases no amor construtivo e reedificante.

Nas trilhas da experiência terrestre, realmente, a cada trecho, surpreendemos desequilíbrios, a se exprimirem por enfermidades individuais ou coletivas.

Mágoas, ressentimentos, desesperos, atritos e irritações entretecem crises do pensamento, estabelecendo lesões mentais que culminam em processos patológicos, no corpo e na Alma, quando não se convertem, de pronto, em pábulo da loucura ou em sombra da morte.

Isso acontece porque milhões de criaturas, repostas no lar, recapitulam amargosas e graves experiências, junto àqueles que atormentaram outrora ou que outrora lhes foram implacáveis verdugos; metamorfoseados em companheiros que, às vezes, trazem o nome de pais e figuram-se adversários intransigentes; responderam por filhos e mais se assemelham a duros algozes dos corações afetuosos que lhes deram o tesouro do berço; carregam a certidão de esposos e parecem forçados, em algemas duplas na pedreira do sofrimento; fazem-se conhecidos por titulares da parentela e exibem-se, à feição de carrascos tranquilos.

Do ponto de vista mental, os adversários do pretérito, reencarnados no presente, expandem entre si tamanha carga vibratória de crueldade e rebeldia, que transfiguram o ninho familiar em furna, minado por miríades de raios destrutivos de azedume e aversão.

Diante dos conflitos familiares, surgem os princípios espíritas por medicação providencial.

Claramente, na educação individual e, evidenciando a reencarnação, destaca o impositivo da tolerância mútua, por terapêutica espiritual imediata, a fim de que os pontos nevrálgicos do indivíduo ou do grupo sejam definitivamente sanados.

A Doutrina Espírita, proclamando o entendimento fraterno por medida inalienável, perante os ajustes precisos, cataloga os irmãos transviados na ficha dos enfermos carecentes de compaixão e socorro.

Os ensinamentos espíritas, despertando a mente para a necessidade do trabalho e do estudo espontâneo, preparam a criatura em qualquer situação, para a obra do aperfeiçoamento próprio e desvelando a continuidade da vida, para lá da morte, patenteiam ao raciocínio de cada um que a individualidade não encontrará, além-túmulo, qualquer prerrogativa e sim a felicidade ou o infortúnio que construiu para si mesma, através daquilo que fez aos semelhantes.

Fácil verificar, assim, que a Doutrina Espírita encerra a filosofia do pensamento reto, por agente preservativo da saúde moral, e consubstancia a religião natural do bem, cujas manifestações definem a caridade por terapêutica de alívio e correção de todos os males que afligem a existência.

Com os ensinamentos espíritas aprendemos que os atos de bondade, ainda os mais apagados e pequeninos, são plantações de alegrias eternas e que o perdão incondicional das ofensas é a fórmula santificante para supressão da dor e renovação do destino.

Nas atividades espíritas, colhemos do magnetismo sublimados benefícios imediatos, seja no clima do passe, sob o influxo da oração, ou no culto sistemático do Evangelho no Lar, por intermédio dos quais, benfeitores e amigos desencarnados nos reequilibram as forças, através da inspiração elevada, apaziguando-nos os pensamentos, ou se valem de recursos mediúnicos esparsos no ambiente, a fim de nos propiciarem socorro à alma aflita ou às energias exaustas.

Se abraçastes, pois, a Doutrina Espírita, perlustra-lhes os ensinos e compreenderás que a humildade e a benevolência, o serviço e a abnegação, a paciência e a esperança, a solidariedade e o otimismo são medicamentos do Espírito, transformando lutas em lições e dificuldades em bênçãos, porque no fundo de cada esclarecimento e de cada mensagem consoladora, que te fluem da inspiração, ouvirás a palavra do Cristo:

“Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.