Mensagem

"Não permita que aquilo que você chama de amor se transforme em obsessão.
Amor é liberdade.
Amor é vida.
Jamais prisão ou limitação."

Militão Pacheco

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Prazeres





Para as grandes mentes da Terra a felicidade consiste em sentir que há felicidade em torno deles, que já apresentam um grau de consciência ainda desconhecido para a maioria das pessoas que mal consegue sair do próprio hálito mental.

Isso é, efetivamente, questão de evolução, pois quanto mais esclarecido é o Espírito, mais facilmente ele compreende que há uma interação perene entre todos os componentes do Universo, de tal modo que ao se tocar uma flor, uma folha, há repercussão em todos os níveis, independente de nossa consciência relativamente ao fenômeno.

Então, percebe-se que, quando a infelicidade está à solta em volta de nós, de algum modo esta infelicidade nos contagia, assim como um ambiente agradável pode auxiliar uma mente em desespero na recuperação de seus sentidos, para que retome sua vida corriqueira com alguma serenidade.

Todos estão em todos. Tudo está em tudo.

Parece estranho, algumas vezes, ler ou dizer isso, mas na verdade é tão lógico! Não somos todos criaturas de Deus? Nós, os objetos, os seres microscópicos, que nem ao menos damos ciência, as estrelas no firmamento, tudo não é resultado do pensamento, da vontade divina?

Tudo é expressão d’Ele! Absolutamente tudo! É como se fôssemos partículas de Sua vontade.

Emanações de Seu Amor Infinito – e é assim, na realidade! Todos, tudo, estamos para ele como estão nossas células, nossos átomos, para nós mesmos!

Imagine que, repentinamente, seu olho direito comece a se dar mal com seu olho esquerdo, por qualquer razão impalpável! Parece algo absurdo, não parece? Mas, ainda assim, imagine! Cada um deles começa a olhar para um lado, à revelia do outro, pouco interessado no que o “seu proprietário” deseja – você! O que tenderia a acontecer? Certamente algum tipo de acidente, ou vários acidentes, dependendo da situação. Uma situação bizarra, para nós, não é?

Então! É assim que nós nos comportamos quando nos colocamos contrariamente a qualquer pessoa, gerando antagonismos e focalizando apenas nossas próprias necessidades! Olhamos para onde queremos olhar e esquecemos os compromissos que temos com o Universo!

Sim, pois temos alguns compromissos com Deus! Não seria compreensível estar na Vida à toa! Cada um de nós tem algum compromisso, por menor que possa nos parecer! E este compromisso, certamente, não está projetado para satisfazer apenas nossas necessidades básicas! Deve haver alguma coisinha mais importante!

Aí vem a pergunta: “O que preciso fazer na Vida?”

Pois é! É simples! Simples demais: aprender a amar. "Amar a Deus, acima de todas as coisas. E ao próximo como a si mesmo!"

É simples, mas não é fácil, porque nós estamos tão habituados a pensar somente em nós mesmos, que teremos dificuldades para mudar o modelo de pensamento impregnado em nós!

Mas precisa tentar. Diariamente! Continuamente!

Estamos em progressão contínua, com a oportunidade de crescer moralmente a todo instante. A Vida é para isso, para crescer! Para amadurecer, aprender...

Na forma do pensamento pela Yoga, temos uma expressão que vale ser recordada, por conta de nossas necessidades de prazeres e suas conseqüências: “o homem semeia um pensamento e colhe uma ação; semeia um ato e colhe um hábito; semeia um hábito e colhe um caráter e semeia um caráter para colher um destino”.

É isso. Qual deveria ser o maior prazer para todos nós? A alegria do próximo!


Elizabeth

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Injustiças





As justiças da vida são um foco de pensamento bastante presente no pensamento de muitas pessoas, pois estas são preocupadas com aquilo que aparece para a maioria das pessoas no dia-a-dia, no cotidiano.

Essas preocupações, relativamente comuns, passam de uma para outra pessoa, em comentários que denotam algum grau de insatisfação ou de deboche para com a experiência comum daqueles que não têm, ainda, a compreensão sobre a existência de uma Justiça Maior, que se faz presente na existência, de modo mais sutil e, muitas vezes, parecendo crueldade para com alguém aparentemente inocente.

Esta Justiça é presenciada diariamente nos pequenos e nos grandes acontecimentos das experiências que costumamos presenciar e ela é inaparente, quer dizer, ela não vem trazendo de fato um atestado de que a justiça está se cumprindo.

O ponto que chama a atenção, que deveria ser de conhecimento e aceitação absolutamente normal para quem quer que fosse, é que a Vida, de verdade, não se resume a esta experiência que se vive por algumas décadas e se extingue, como se fosse uma lâmpada que se apaga. A Vida é muito mais do que isso, felizmente!

Ele se espalha no palco da Terra e além, no Universo, em variados setores da compreensão que a mente possa abraçar em sua consciência, ultrapassando as barreiras mentais do espaço e do tempo, coisas que a capacidade comum do Ser Humano ainda tem profundas limitações para absorver, embora julgue saber mais do que realmente imagine seja o que necessite ser aprendido.

A Vida é um movimento permanente, não só na Terra, mas em todos os recantos do Universo! Ela se faz presente a todo instante e leva às sucessivas reencarnações, de modo mais ágil do que possa transparecer para quem quer que se limite a pensar que é apenas isso que a gente vivencia em uma única reencarnação.

Assim, quando você tem a oportunidade de presenciar uma tragédia e julgue um absurdo o que está acontecendo, lembre-se de que por detrás dela, há uma rede de ocorrências intraduzíveis para sua compreensão, ainda, graças às sucessivas experiências que o personagem mais importante dela venha tendo, geração após geração, reencarnação após reencarnação.

Aparentemente, temos uma injustiça, mas na Verdade, há uma Justiça sendo cumprida.

A Justiça Divina jamais se furta de ser cumprida! Jamais!

Nós ainda não a compreendemos adequadamente, mas que ela se cumpre, só duvida quem ainda não tenha tido a necessária sensibilidade para compreender tal fato, provavelmente por causa do desconhecimento das Leis Naturais que regem o Universo.

Estas Leis são apresentadas e debatidas adequadamente em uma Obra específica da Obra da Codificação: “O Céu e o Inferno”.

No Capítulo VII desta Obra, Kardec relata que “O Espiritismo não se apóia, pois, numa autoridade de natureza particular para formular um código fantasioso.” Em seguida detalha todas as bases sobre as Leis que regem a Vida verdadeiramente, sempre sob a tutela do Espírito da Verdade, que é o próprio Cristo.

Ali se entende as razões para uma Justiça real e deixamos de gerar debates sobre as “injustiças do mundo”, pautando no coração um hálito de esperança para o momento seguinte e deixando de lado as insatisfações da Vida, pois então se compreende que na verdade não existe injustiça.

Bia Orantas.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Família




Quando estamos encarnados, geralmente convivemos com pessoas que constituem nossas famílias. Nem sempre ela, a família, é composta por pessoas que têm o "mesmo sangue" que nós temos, mas certamente são pessoas que têm conosco algum tipo de afinidade, ou, algumas vezes algum tipo de necessidade, já que ainda estamos em uma experiência reparadora.

Então, em decorrência de nossas imperfeições, não é tão incomum partilhar de experiências reencarnatórias ao lado de criaturas que, como nós, tenham débitos entre si. Por mais estranhas que possam parecer uma para a outra. Mas que há algum centro de forças magnética que as atrai umas para as outras, disso não há como duvidar.

Um dia, um Espírito amigo me disse que até mesmo nas provas mais duras, quando alguém tira a vida de outrem, há aproximação magnético-fluídica, de tal modo que a aproximação, embora pareça casual, tem todo um emaranhado de fios mentais que aproximam as pessoas.

Para nós ainda é difícil de compreender essas questões em função das nossas limitações com relação à visão da Vida Espiritual. Mesmo para os desencarnados, que ainda estão passando por fases de reconhecimento da Verdadeira Vida, não é tão simples compreender essas circunstâncias das experiência material.

Muitos querem retornar rapidamente, pois as sensações materializadas são por demais marcantes e geram necessidades que perturbam o Espírito.

Ainda bem que as equipes de auxílio têm crescido progressivamente, pois o número de pessoas que iniciam uma nova etapa de evolução, deixando-se levar pela lógica reencarnacionista também tem crescido.

Então, as pessoas na Vida Maior se unem e se esforçam para fazer com que aqueles que chegam da Vida Terrena possam se adaptar melhor e mais rapidamente à realidade efetiva. É bonito de presenciar essa união neste lado da Vida, que agora experimentamos.

Mas, então, diante disso eu vejo tanta gente se debatendo, revoltada, enquanto tem junto de si pessoas com as quais deveria estar se combinando, se entendendo, se unindo, apaziguando, perdoando e buscando o perdão, de tal modo que a nós, desencarnados, preocupa.

Independe de o agrupamento familiar ser consanguíneo, independe de questões biológicas. Quando estamos junto de pessoas, precisamos construir, gerar ambiente sadio, elevado, o mais possível repleto de esperanças e amor.

Não me refiro a um período único da vida, como a infância ou a adolescência. Eu me refiro à Vida toda, em todas as vivências que venhamos a ter.

Precisa sempre tentar gerar Paz em torno da gente! Com família, como colegas, com amigos, com patrão, com empregado, com vizinho, com todos!

Bia Orantas

sábado, 27 de agosto de 2011

Aceitar-se





Obstáculo habitual para a expressão de conquistas de cada um é a questão do auto-amor ou auto-estima, como se queira colocar.

Por conta de uma série de fatores que formam o histórico de vida de cada um, podem-se formatar algumas barreiras mentais que levam a pessoa a não conseguir ter a necessária estima por si mesmo, no que diga respeito à sua evolução pessoal e suas conquistas minimamente aguardadas em uma experiência reencarnatória.

Um trauma de infância muitas vezes gera insegurança que permanece, algumas vezes, por toda a vida e serve como barreira.

A falta de pais serve de base para que a mente infantil permeie inseguranças enormes que impedem o crescimento desejável do Espírito.

O desdém de pais, irmãos e parentes também é veículo da desarmonia da personalidade.

A intolerância dos colegas, na tenra juventude, impregna na mente pré-adolescente e adolescente uma série de impressões que recolhem o potencial construtivo do ser.

As dificuldades pessoais, no campo do aprendizado, por conta das limitações que, na verdade, todos têm, mas que podem ser um pouco mais pronunciadas para algumas pessoas, gera frustrações sucessivas que limitam o campo de visão para o futuro e constrangem o desenvolvimento das capacidades que se tem guardadas dentro de cada um.

Uma série de fatores colabora para que o indivíduo se sinta constrangido consigo mesmo, perdendo um dos fatores mais importantes nas conquistas do Ser Humano, que é o amor próprio.

Ainda assim, vale recordar o que Jesus nos recomenda: “amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo”.

Então, pode-se afirmar que quem se aceita como é, doando de si à vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.

Albino Teixeira

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Obsessão





Uma das causas mais comuns de busca dos Centros Espíritas é para o tratamento das obsessões, mesmo que a pessoa não saiba exatamente que está passando por uma, pois nem mesmo se dá conta de que tem uma e não conheça o que quer que seja sobre o assunto e, muitas vezes, nem mesmo crê na existência de Espíritos...

Quando se dá conta de que tem “algum problema espiritual”, referido de modo popular como “encosto” e depois de muitos tormentos de cunho pessoal ou familiar, vai à procura de alguma religião para tentar resolver o problema de alguma maneira, o que é absolutamente licito, tratando-se de um direito de cada um curar-se, seja pelo recurso que for.

Algumas pessoas se debatem em função disso, recusando a possibilidade de que precisam de ajuda externa para resolver tal problema que o aflige e é esse o ponto que eu gostaria de abordar aqui.

Existe uma série de causas para a pessoa não aceitar o auxílio espiritual para o tratamento das obsessões e uma das mais comuns é justamente a ignorância, no bom sentido da palavra, que se adquire a respeito do que é o Espiritismo objetivamente falando.

As informações contraditórias que correm por entre as pessoas ditando que a Doutrina Espírita é algo mágico, místico, errado, é pecado, é “coisa do demônio”, é fruto da imaginação das pessoas, é bobagem, etc, etc...

Fica, então, no inconsciente coletivo, uma marca registrada dizendo que quem procure o Espiritismo não esteja tomando atitude coerente.

Até em razão de que há uma propagação proposital que visa destituir a Religião Espírita de integridade, para afastar as pessoas de encontrarem as diretrizes que podem auxiliá-la em seu processo de cura espiritual.

Outra questão que afasta quem passe por dificuldades espirituais de buscar amparo em Casas Espíritas é a absoluta falta de crença na existência de uma Vida Espiritual. Há uma infinidade de pessoas que absolutamente não encaram que possa existir algo sequer minimamente próximo de um relato de André Luiz, por exemplo.

Enfim, tratar de modo natural sobre as obsessões ainda é um tabu. Imagine que você chegue ao seu médico clínico e diga para ele: “Dr. estou passando por dificuldades espirituais e preciso de sua ajuda, mas preciso dizer que já passei pela orientação espiritual em uma Casa Espírita, para iniciar a terapêutica que irá me ajudar na outra dimensão da Vida”...

O médico pode até franzir a testa e meio que deixar para lá sua afirmação, mas você irá correr o risco de ser encaminhado imediatamente para o psiquiatra. Não por uma questão de que até seria natural fazer isso, mas por preconceitos que o encaminham para pensar que você está apresentando sinais de fanatismo ou mesmo de loucura.

Zézinho

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Dúvidas





Allan Kardec, o responsável pela codificação da Doutrina Espírita, nos faz um alerta bastante interessante a respeito dos estudos sobre o Espiritismo, a cerca das questões essenciais do aprendizado e referente ao ponto da compreensão sobre os ensinamentos fundamentais de nossa religião.

Ele relata que “é melhor rejeitar dez verdades do que aceitar uma única mentira”.

Obviamente é uma colocação que chama atenção pela objetividade que contém!

Mas o interessante desta história é a gente refletir um pouco sobre ela. Quer ver? Vale à pena questionar o próprio Espiritismo, então? Resposta: claro que vale! É preciso interrogar, levantar dúvidas, pontuar algumas expressões que não sejam claras para nós, até que a gente tenha esclarecida a dúvida.

O problema desse ponto se desdobra de modo bem simples, fazendo o observador pensar naquele que apresenta a dúvida, por conta de método. Isso mesmo, método, pois uma dúvida precisa ter base, precisa ter princípio, precisa ter objetivo, ter lógica, ter razão de ser, ter respeito pela linha filosófica que a originou, enfim, precisa ter SERIEDADE!

Se a dúvida é “jogada”, sem qualquer tipo de preocupação, pelo menos com o RESPEITO pela Doutrina Espírita, ela perde totalmente o valor e fica vazia de pretensões adequadas. Vira deboche, vira provocação, desrespeito, infantilidade, perde o sentido.

E o pior: a pessoa que levanta uma questão sem respeito, invariavelmente, acaba virando alvo de chacotas pelas outras pessoas que estejam presentes diante da dúvida apresentada. Infelizmente, pois isso também é um erro!

Para apresentar uma dúvida é preciso acompanhar um estudo, compreender esse estudo, desafiar a própria mente a superar idéias preconcebidas, deixando de lado o que se imaginava saber antes de estudar a tal matéria e desenvolver questionamentos saudáveis que permitam enriquecer o próprio conhecimento, além de, eventualmente o conhecimento alheio, quando a dúvida for colocada em público.

Portanto, antes de se fazer uma pergunta, é preciso mentalizar se a tal seria capaz de gerar polêmicas desnecessárias, para evitar mal-estares.

Nem sempre se tem maturidade de conhecimento para fazer perguntas mais coerentes, particularmente para quem está iniciando em uma Doutrina qualquer, assim, quando alguém inicia na Doutrina Espírita e vem recheado de conhecimentos de outras religiões ou mesmo sem qualquer conhecimento prévio, acaba quase que invariavelmente, fazendo perguntas que parecem infantis e às vezes são mesmo.

Mas nestes casos, é importante para quem observa o questionamento, avaliar o contexto da pessoa, indagando-se sobre a situação dela e entendendo que não se trata de um desrespeito, mas de uma dúvida de quem se inicia no Espiritismo. É diferente!

Agora, quem já tem alguma experiência, quem já leu sobre a Doutrina, quem já “acha que sabe alguma coisa”, que cuide de seu espaço e não desperdice energia inutilmente fazendo perguntas inúteis que certamente não levarão a nada de interessante, a não ser abrilhantar o próprio ego e massagear a própria vaidade, como se suas perguntas fossem “melhores e mais importantes do que as das outras pessoas, que não sabem nada...”.

Elizabeth

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Renúncia





A palavra tem um grande peso quando pensamos nela. Renúncia é uma dessas que inspira algo quase sempre acima daquilo que podemos fazer, afinal, estaremos renunciando, abrindo mão de algo que com certeza deve ter alguma importância para nós.

Uma das coisas mais difíceis de abrir mão é do orgulho. Meu Deus, como é difícil deixar para lá essa peça tão importante do nosso vestuário mental! Parece que ele está enraizado dentro da gente, de tal modo que muitas vezes ele é mais importante até mesmo do que uma pessoa que a gente ama!

A gente pode assistir umas situações tão difíceis por causa dele, como por exemplo, um pai que nem mesmo olha para um filho, uma filha que tem vergonha de sua mãe, companheiros que convivem sob o mesmo teto, sem ao menos trocar uma palavrinha... Na maioria das vezes por algo que não justifica esta postura, de verdade!

Os desentendimentos entre as pessoas têm sido muito comuns! Muito comuns! Não que não fossem antes, mas parece que estão se alastrando mais, como uma moléstia que vai tomando conta da sociedade.

É preciso mudar isso, para viver melhor! É preciso ter alguma disposição para ter equilíbrio!

Cada um de nós, de qualquer religião, precisa dar o primeiro passo para a reconciliação, pois não há nada melhor na Vida do que viver em harmonia com as pessoas que convivem com a gente!

É sempre possível achar a porta do entendimento mútuo, quando nos dispomos a ceder, de nós mesmos, em pequeninas demonstrações de renúncia a pontos de vista.

Vamos renunciar ao nosso orgulho em favor da paz entre todos! Eu sei que no começo é difícil, mas a gente acostuma a ser feliz rapidinho!

Elizabeth

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Corredores





Trabalhos em comunidades são bem complexos e abrangentes, envolvendo a questão da formação de uma equipe para que os resultados sejam mais proveitosos.

Na formação dela, as pessoas precisam conquistar entre si a união em função de um propósito que deve ser único.

Essa união, entretanto, leva algum tempo e parece que existe algum período, citado por algumas pessoas mais experientes como sendo de anos e não dias ou meses.

Portanto, a maturação de uma equipe não deveria ser cogitada para breve período de experiência, até por conta da necessidade de que aconteça uma certa “sintonia fina” entre todos, ou a maioria, mesmo que um ou outro fique meio fora do compasso com os demais trabalhadores.

Ainda assim, a gente vê que tem lugares que são recém-formados, onde as pessoas cobram uma harmonia que ainda não dá para alcançar, por conta justamente desse tempo que ainda não passou.

Um dos desgastes mais intensos dentro dos trabalhos em equipe deste tipo é justamente a conversação que acontece entre alguns dos trabalhadores nos corredores das instituições onde os trabalhos acontecem. É bastante comum ver grupinhos de pessoas aqui e acolá conversando coisas que nada tem a ver com a proposta do trabalho.

Mas eu nem estou falando dos bate-papos amistosos que precisam acontecer para que a integração entre todos venha a acontecer, mesmo sobre coisas mais simples. Eu falo justamente sobre assuntos desnecessários que não deveriam acontecer, particularmente “nos corredores” de um Centro Espírita!

Gente! É preocupante ouvir os assuntos que são abordados, de modo inútil, algumas vezes
sinceramente pejorativos mesmo! Outras vezes assuntos aparentemente ligados ao Espiritismo, mas com cunho bem estranho, para não dizer redondamente equivocado!

Eu fico me perguntando, quando assisto a isso, qual a razão para uma pessoa engajada em um trabalho ficar ali “nos corredores” fomentando discórdia, desentendimento, desconfiança, desamor, desordem, enfim, coisas que vão acabar por atingir a eles mesmos.

Eu acredito que cada um que freqüenta um Centro Espírita deve ouvir e falar as coisas que sejam dignas de serem ouvidas e faladas, afastando o pensamento dessas situações absolutamente desnecessárias, para que sua postura seja adequada às propostas de um trabalho em um lugar que é, com certeza, um posto avançado de socorro espiritual.

Centro Espírita não é lugar para conversas ruins! Vamos elevar o nível das nossas palestras para preservar o lugar que nos acolhe com muito carinho!

Elizabeth

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Eutanásia





Do "Evangelho Segundo o Espiritismo": Um homem está agonizante, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é desesperador. Será lícito pouparem-se-lhe alguns instantes de angústias, apressando-se-lhe o fim?

"Quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir o homem até à borda do fosso, para daí o retirar, a fim de fazê-lo voltar a si e alimentar idéias diversas das que tinha? Ainda que haja chegado ao último extremo um moribundo, ninguém pode afirmar com segurança que lhe haja soado a hora derradeira. A Ciência não se terá enganado nunca em suas previsões?"

Pois é, tanta polêmica a respeito de certos assuntos e as respostas são tão claras! Não há muito o que discutir, a não ser quem queira dispor de suas opiniões particulares, com suas próprias impressões e idéias ligadas à sua forma pessoal de pensar. Não que isso não lhe pertença de direito, de modo algum! Mas, que é interessante abordar este tema em particular de modo simples, isso é!

A base é simples: não temos o direito de dispor da vida de ninguém, de modo algum. Não é lícito interromper vidas, por nossa vontade, quando se faz referência a seres humanos. Ainda que em outras escalas da vida, entre vegetais e animais, exista uma dispensação relativa quanto ao assunto, entre nós, seres humanos, a colocação é tácita. Não há legitimidade em se tirar a vida de ninguém em circunstância alguma.

Nem mesmo sob a justificativa de se poupar a pessoa de sofrimento. Justamente por não conhecermos os desígnios de Deus para cada um de nós. Somente Ele pode dar qualquer veredicto sobre qualquer criatura que Ele tenha criado. Nós, não. Mesmo que pareça crueldade manter uma pessoa viva, é compromisso nosso fazer o melhor para aliviar o sofrimento em todos os níveis, mas nunca extirpar a vida de quem quer que seja.

Para compreender melhor a responsabilidade, a humanidade vem criando termos de linguagem que possam expressar os pensamentos a respeito do assunto e, dos melhores que podemos encontrar, temos na ortotanásia o ideal para cada um de nós, quando estamos vivenciando as experiências materiais habitando um veículo de carne.

O significado da expressão poderia conduzir ao pensamento sobre a morte digna, que seria o mais interessante aspecto para que se possa ter uma esperança de morte e desencarne dentro de limites que não gerem ansiedade pregressa ao fenômeno em si.

A "morte verdadeira" ou "morte digna", com cuidados paliativos que afastem o máximo possível o sofrimento é a melhor conduta para o moribundo que padece de moléstia que abrace os momentos finais de uma existência terrena.

Isso é humanidade real e não, simplesmente, tirar a vida de alguém.

Militão Pacheco

domingo, 21 de agosto de 2011

Trabalho





Às vezes a gente pode observar alguma pessoa perdida em pensamentos e conclui algo que gera um pouco de tristeza, por causa das insatisfações ligadas no trabalho.

Quer dizer, existe insatisfação naquele coração, por causa do trabalho!

Mas aquela pessoa, independente da causa que gera esse desconforto, precisaria entender a importância do trabalho para sua vida, pois ele é a grande oportunidade de aprender muito, mesmo que seja com algum contragosto.

Aí, alguém pode dizer: “Ah, mas você não tem o chefe que eu tenho...”

Eu entendo, mas o chefe pode ser, também, um agente de evolução para você, sabia? Pois é! É muito provável que ele não esteja “por acaso” ao seu lado. Existe alguma ligação fluídica que atrai as pessoas “difíceis” para perto da gente! Algo que tem toda a chance de fazer a gente precisar se desdobrar para manter o equilíbrio, que faça a gente precisar desenvolver algo que a gente não tem, pelo menos em dose adequada: paciência...

Então, por qual razão não aproveitar as oportunidades que o trabalho nos dá para ir conquistando alguma paciência? É uma forte oportunidade, com certeza!

Olha, eu não falei de PROFISSÃO! Eu falei de TRABALHO! Digo isso, para que você pense com carinho na oportunidade que você está tendo de trabalhar mesmo que seja fora de sua profissão, já que a própria situação por si só já pode criar um certo mal-estar na gente, não é mesmo?

Então, que tal tentar, de verdade, fazer um ENORME esforço para encarar o trabalho com a cabeça erguida e com disposição para aproveitar a oportunidade que surge para desenvolver habilidades que ainda não se tem como se deveria ter?

Pode parecer difícil, pode realmente ser difícil, mas eu garanto para você que vale muito a pena!

Experiência própria!

Elizabeth

sábado, 20 de agosto de 2011

Para quê?





Eu penso que é normal a gente ter dúvidas. Não só normal, mas também e principalmente saudável! As dúvidas mostram que existe alguma preocupação em aprender, de fato, ou pelo menos uma ligação real com as coisas das quais se tem dívidas.

Mas tem uma coisa que sempre me incomoda e é o ponto em que algumas pessoas têm dúvidas "tão duvidosas" que chegam a parecer infantis, sem propósito e sem qualquer lógica. Isso pode, inclusive gerar mal estar, ainda mais quando essas perguntas que surgem em função das dúvidas são expostas em público ou colocadas para pessoas em lugares não muito apropriados.

Bom, enquanto existe uma certa ingenuidade por parte de quem faz as perguntas, ainda não é tão preocupante. O mais difícil é quando elas acontecem em avalanche e por trás tem uma série de intenções que não são nada construtivas. Aí a situação fica difícil!

Como é desagradável perceber que alguém que não concorda com alguma proposta, ou não concorda com alguém que faz parte de um trabalho, gere mal estar público, seja diretamente ou sorrateiramente, por causa de sua malícia destrutiva!

Se a pessoa, ou as pessoas que são consideradas incapazes ou questionáveis não tiver ou tiverem preparo para receber o bombardeio, a situação pode causar danos complicados para o lugar onde a situação está acontecendo.

Então, eu chego a algumas conclusões básicas: primeiro, que quem se expõe para dar uma opinião ou para fazer um trabalho qualquer que seja formador de opinião, precisa ter preparo não só para divulgar as idéias que defende, mas também para suportar as pressões de quem possa querer destituir essa tarefa e, segundo, que se alguém tenha uma opinião diferente sobre um trabalho ou alguém vinculado a esse trabalho, precisa criar cuidados com a forma com a qual expõe suas idéias,não só para mostrar respeito com o esforço alheio, mas também para não se expor como uma pessoa que seja "do contra" e sem os necessários fundamentos para emitir opinião, porque quem age de modo intempestivo perde credibilidade, mesmo que tenha razão.

Assim, é muito importante a gente perguntar "para quê?" quando tem por intenção somente gerar polêmicas.

Elizabeth

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Zangado





Mal humor é desagradável! Tanto para quem tem quanto para quem está ao lado.

Irrita, incomoda, perturba, afasta, desorganiza, desestrutura, magoa, prejudica...

Além disso, derrama no próprio mal-humorado vibrações ruins e causa mal-estar.

Às vezes, quando vejo alguém que com freqüência está de mal-humorado, eu me pergunto: de que adianta?

Afinal, tudo isso só piora as coisas!

Eu faço de tudo para não ficar de mal-humor! Afinal, gosto de me sentir bem! Gosto da alegria que vejo nas crianças, que ainda são ingênuas!

Elas contagiam a gente, também!

Se você puder parar para assistir crianças brincando, mesmo que você esteja mal-humorado ou mal-humorada, vai sorrir, por que aquela alegria é contagiante!

Seria tão bom se os adultos enfrentassem tudo com bom-humor! Tão bom!

Eu acredito que dá para mudar! Eu faço muito esforço para isso, aqui comigo e tem dado resultado bastante animador e aí eu me sinto muito bem!

A gente precisa mudar! Faz bem para a gente mesmo!

Viva o bom-humor! Abaixo o mal-humor!

Alegria para todos!


Elizabeth

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A Passagem





Um dos grandes personagens da história da Terra, após várias e insaciáveis conquistas territoriais, inicia um processo de questionamento íntimo que o levou à parada de seu périplo pelos continentes temporariamente. Após esse período de conflitos, retomou suas lutas por maiores riquezas, mas já não com o mesmo ímpeto dos primeiros tempos. Não só pelo desgaste natural que a idade lhe impunha, mas particularmente por conta de que sentia a necessidade de modificar alguma coisa na estrutura de sua proposta, embora fosse homem de coragem e ligado às questões culturais, que colocava acima das aparências que as guerras lhe forneciam em suas sucessivas vitórias de então.

Sua sombra, após o primeiro período de instalação de um mundo novo e promissor, às custas de vidas e miséria, era a necessidade que sentia de deixar uma lembrança menos lesiva a respeito de sua passagem pela história e mais produtiva, já que após a conversação mais demorada com determinada personagem de um dos povos submetidos ao seu jugo, iniciava a percepção de que em algum momento deixaria de estar ali em função da natural morte de seu corpo.

Interessante é que sentia dentro de si que a perda da vida orgânica não seria o final de tudo, em absoluto. Sabia intimamente que mesmo deixando o corpo que habitava, teria sua integridade individual preservada e teria suas recordações, as lembranças de suas experiências durante a vida. Mas, em função justamente disso, iniciou o pensamento que desenvolvia uma nova consciência a respeito das outras pessoas. Não apenas e exatamente aquelas com as quais convivia contemporaneamente, mas todas as outras que viriam a viver depois, no decorrer da formação do mundo que se descortinava à sua vista.

Por toda a destruição que causara e causaria seria lembrado, certamente. De alguma maneira iria ter seu nome registrado nos livros que contariam sua saga, que ele até aqueles momentos julgava heróica, mas que já não tinha, após aquele diálogo, o mesmo brilho para ele, mesmo pensando em tudo o que construíra após dominar territórios e povos em sua jornada sucessiva iniciada anos passados.

Mas suas dúvidas o levavam a refletir que a morte, embora fosse encarada por ele como uma questão natural o amedrontava, já que após ela teria um encontro que seria definitivo: suas obras. Maldita criatura com a qual conversara tantas horas! Por qual razão havia conseguido implantar em sua mente aquela maneira de pensar? Ele havia sido conquistado pela primeira vez em sua experiência. Nem mesmo sua mãe conseguira infiltrar seu pensamento, mesmo sendo a mulher que era, com a personalidade fortíssima como a que tinha. Mas aquela figura, com suas frases marcantes, deixara em seus pensamentos a necessidade de fazer algo diferente do que havia feito até então.

De certo que ao iniciar sua jornada pelo mundo conhecido e descobrindo novas regiões em sua marcha para as conquistas havia deixado um rastro de sangue. Mas também havia construído uma nova sociedade. Impunha as armas, mas usava o diálogo, como havia aprendido nas escolas gregas e permeava a manutenção da cultura do povo subjugado além de comandar a instalação da cultura helenista tão profícua em sabedoria e conhecimento.

Queria, na verdade, elevar o mundo, pois o enriquecimento dos povos somente se concretizaria através do saber e ele tinha a consciência plena deste fator.

Em seus conflitos, questionava-se inquietamente a respeito do que deixaria de herança para o mundo. Sentia a importância de sua missão, pois percebia a relativa facilidade com a qual dominava as mentes mais singelas que eram conduzidas para a reconstrução de uma nova geração para a estruturação de uma nova comunidade planetária única, unida, com aproximação de ideais e culturas. Mas ao mesmo tempo sentia a necessidade de modificar suas disposições para que tivesse a possibilidade de ser reconhecido não como um conquistador implacável e sanguinário, mas um novo governante mundial, uma personagem que tivesse passado pelo mundo para ser o semeador de uma nova mentalidade.

Começava a crer que a passagem pela vida precisava ter uma importância diferenciada e que não é justo apenas passar, mas passar e deixar registros na passagem que tenham significância não para o indivíduo, mas principalmente para a coletividade, para a maioria das pessoas que também tenham a oportunidade de estar entre os vivos, de ter o contato com esta realidade com a qual estava ele tendo.

A vida precisaria dar bons frutos, que gerassem alegria, que fosse dadivosa, generosa, permeada de integridade, de solidariedade, de alegria no intercâmbio com as pessoas. A vida é, pensava ele, a força motriz para o aprendizado diante do Universo.

Então olhava para as estrelas, contemplava a imensidão e ficava ainda mais perplexo com a inteligência que estava por detrás de tudo. A beleza da natureza, o perfume das flores, a imagem das águas que geravam vida, a riqueza da diversidade das espécies, o encadeamento de tudo com tudo lhe faziam embevecer de admiração.

Tudo o que havia aprendido nas escolas da Grécia era agora visualizado em suas telas mentais. Algumas vezes, os seus comandados ficavam perturbados com seu estado incompreensível para todos, que o seguiam algumas vezes cegamente, apenas aguardando suas ordens, que davam sinais claros de enfraquecimento. Era, então, tido a conta de louco, pois não tinha mais o mesmo vigor dos primeiros anos de luta. Não tinha mais o brilho no olhar, a voz vibrante que simplesmente comandava a todos, então estava sendo desrespeitado pelas mentes afiladas nos vales da ignorância que imaginavam tratar-se apenas de um grande general.

Era, de fato, um comandante. Um guerreiro. Seguia sua trajetória, deixando rastro de dor e ranger de dentes enquanto simultaneamente irradiava à sua volta auspiciosas transformações pelos povos que conquistava, sempre com condescendência. Mas queria deixar de deixar marcas duras para iniciar uma nova fase de conquistas, mais brandas e elevadas. Voltadas para a Luz, que começava a conhecer melhor, embora a tivesse de algum modo registrada em sua intimidade.

Após aquela conversa, era um novo homem, um novo ser, diferente de tudo o que havia dispensado para si mesmo. E precisava transportar seus ideais para um novo patamar de consciência, acima daquele no qual vivera até então. Fazia a revolução íntima que estava gerando um novo homem, mais lúcido, mais sereno, menos dominador. Tanto que, apesar de as conquistas continuarem, quando mais se infiltrava no oriente, mais ameno e humano se tornava, poupando vidas e civilizações, transformando as conquistas e domínio de todos, permeando a tolerância para com os governantes e com os povos.

Era um novo homem, que veio a desencarnar por uma traição de um de seus seguidores, que julgava não estar mais o missionário em condições para a liderança, em função de sua loucura, pois era loucura tolerar, era insanidade perdoar, tolice semear a diplomacia. Seu corpo foi levado à sua mãe, quando ele ainda era jovem e ela o velou com muito amor, pois, à distância sentia todos os movimentos de consciência de seu filho, graças à profunda ligação que mantinham entre si, fundamentada esta ligação em amor autêntico, que ele só viera a compreender já no final da experiência da vida, quando sua sensibilidade fora realçada após uma única conversa com um Emissário de Jesus.

Albino Teixeira

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Convívio





Uma das mais difíceis artes da vida humana é conviver com as pessoas, mesmo que seja algo pronunciadamente recomendável para cada um, já que a formação da sociedade consiste exatamente nisso: o convívio pacífico de todos.

Mas a tolerância que é necessária para que esse convívio aconteça em harmonia tem faltado nas pessoas nos tempos atuais. Não que anteriormente fosse mais fácil de encontrar esta aquisição humana tão necessária, mas tudo indica que a fase atual pela qual a Terra atravessa tem sido marcada pela intolerância recíproca, marcadamente desde o início da infância, alimentada que é pelos educadores da primeira fase da educação do Espírito em sua primeira infância, particularmente pelos exemplos que estes educadores dão em atitudes habituais, normalizando o inormalizável, isto é, a intolerância entre as pessoas em situações banais, inclusive.

Temos assistido, perambulando por entre as gentes, em ambientes variados, como observadores invisíveis aos olhos encarnados, a tal da intolerância campeando terreno nas escolas, nas empresas, nas instituições públicas, em casas onde deveria ser primordial a caridade, nas ruas, nos asilos, nos orfanatos, nas prisões, nas comunidades em geral e nos lares, particularmente.

Dá-nos a impressão de que é normal ser intolerante, afastando do pensamento a necessidade de se ter uma postura mais amena, mais adequada para as instalações de viver bem, como seria desejável para todos.

Pais não conversam com filhos; filhos não conversam com pais; companheiros desprezam o convívio uns com os outros; irmãos apresentam rejeição entre si, enfim, um desatino bastante comum, que infelizmente deve gerar dificuldades progressivas, pautadas de modo bastante acentuado na característica do egoísmo.

Ele é uma das maiores dificuldade para a evolução humana, isso é muito bem detalhado em vários textos do Evangelho Segundo o Espiritismo, mas é sempre útil recordar a importância do esforço para afastá-lo dos hábitos de cada um.

É por conta dele que vemos resultados duros na vida das pessoas, mesmo dos jovens, que após algumas atitudes voltados para si mesmos terminam por colher o amargo fruto da semente egoística que plantaram anteriormente.

Temos tido a oportunidade de presenciar jovens que apresentam sentimentos de culpa por conta de não terem tido a oportunidade de se reconciliarem com o pai, com a mãe ou com um irmão até o desencarne deste que se tornou um desafeto indevido. Após a passagem do ente amado, a culpa domina a mente, transformando a vida num fardo para carregar por tempo indeterminado, até que a consciência possa filtrar os acontecimentos ou até que tenha a oportunidade de resgatar o episódio causador do afastamento.

O foco destes tipos de situação é o egoísmo, infortunadamente. Por isso e por outras inúmeras razões ele precisa ser erradicado da mente de cada um de nós.

Assim a tolerância, que pode ser compreendida como uma expressão do amor certamente deverá criar força por entre as gentes, favorecendo a união das famílias, a união dos povos e a destinação adequada para a humanidade.

Se cada um de nós tiver o cuidado de iniciar um movimento íntimo de observação e compreensão para com as dificuldades alheias, seremos o princípio de mudança do Mundo. Se a iniciativa partir de cada pessoa, teremos perspectivas de mudança mais ágil para o Planeta, no sentido do desenvolvimento espiritual, afastando novas dificuldades para o futuro, pois o presente é o construtor do futuro.

Dê você seu passo, a partir de agora. Comece observando as pessoas que o cercam, que acompanham sua jornada terrena e pense que, quando você venha a se sentir agredido, certamente o agressor tem suas dificuldades e tem algum tipo de desequilíbrio que o leva a agir com instabilidade emocional. Não reaja, não agrida, não critique.

Tenha compaixão para com quem quer que seja e não cultive a indignação em seu coração, para que suas vibrações sejam mais estáveis e menos geradoras de desarmonias para você mesmo. Cultive a paz de espírito, para irradiar para seu organismo as vibrações que mantenham sua saúde.

Lembre-se de que a mente é a governadora do corpo. Quando sua mente está em equilíbrio, seu corpo receberá sinais de que tudo está bem e certamente deve manter um estado de bem estar em sintonia com sua mente.

Se você é muito crítico para com os demais à sua volta, você descarrega substâncias químicas tóxicas em seu próprio organismo, por conta de sua insatisfação, em função de sua indignação.

Não faça isso com você mesmo: cuide de aprender a tolerar para o seu próprio bem estar.
Afinal, estamos vivenciando e convivendo para aprender a Amar.

Militão Pacheco

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Evangelho Segundo o Espiritismo





“Podem dividir-se em cinco partes as matérias nos Evangelhos: os atos comuns da vida do Cristo; os milagres; as predições; as palavras que foram tomadas pela Igreja para fundamento de seus dogmas; e o ensino moral. As quatro primeiras têm sido objeto de controvérsias: a última porém, conservou-se constantemente inatacável. Diante desse código divino, a própria incredulidade se curva. É terreno onde todos os cultos podem reunir-se, estandarte sobre o qual podem todos colocar-se, quaisquer que sejam suas crenças, porquanto jamais constituiu matéria das disputas religiosas, que sempre e por toda parte se originam das questões dogmáticas. Aliás, se discutissem, nele teriam as seitas encontrado a sua própria condenação, visto que, na maioria, elas se agarram mais à parte mística do que à parte moral, que exige de cada um a reforma de si mesmo.”

Não há como contestar as palavras dos preâmbulos do Evangelho que estão compiladas acima. Tudo muito claro, muito direto, objetivo, sem desgastes desnecessários. Tudo ajustado para nossa compreensão.

Para quem ainda tenha dúvidas sobre a principal razão para a Doutrina Espírita, basta ler Kardec para entender de modo rápido e conciso que é a reforma de si mesmo, expressão que tem sido substituída por reforma íntima e que algumas pessoas têm declarado tratar-se de algo ultrapassado, em desuso, mas que, na verdade, nada tem de desatualizada e merece toda nossa atenção mediante as necessidades evolutivas de todos.

É natural que busquemos a Doutrina Espírita para o socorro dos problemas pois, afinal de contas, a mediunidade, recurso de permanente intercâmbio entre as duas esferas da Vida Eterna, cumpre seu papel aliviando as dores e curando as moléstias tanto do corpo como da alma humana.

Mas deveríamos questionar se esta é, de fato, a principal razão para que a mediunidade exista conosco desde tempos imemoriais, pois afinal de contas ela vem sendo utilizada como ferramenta para recuperar muitas almas perdidas em dores e perturbações insondáveis de modo absolutamente natura, e, mesmo assim, cultuada como algo de extraordinário, como algo mágico que faria parte de um mundo paralelo, gerando imagens e aspirações indevidas e ligadas a uma mística que somente mantém a característica dos nossos ancestrais, ainda ligados à ignorância sobre a realidade da Vida como um todo.

Mediunidade é recurso natural, do qual todos podem usufruir. A questão não é realmente poder usufruir, mas como se faz isso, quer dizer, qual uso se faz dela, pois o mal uso leva a resultados com efeitos colaterais indesejáveis. Sempre.

Doutrina Espírita é recurso natural, da qual todos podem usufruir. A questão não é realmente poder usufruir, mas o que se espera dela, quer dizer, transformar a Doutrina Espírita em oráculo é subestimar seus potenciais, assim como fazer dela um ponto de assistência médica, sem qualquer outro recurso de cunho moral.

Ambos são ricos mananciais de renovação perene para quem queira se aproximar com o fundamental objetivo de transformação interior e, em paralelo, pode ser beneficiado através dos demais recursos que podem amparar em determinados aspectos particulares. Mas estes aspectos não são o foco mais importante da Doutrina e sim auxiliares para amparo, alívio para as dificuldades, motivação para a transformação.

O Espírita precisa compreender que o mais importante no Espiritismo não é o fenômeno mediúnico e sim a "reforma de si mesmo", como nos chama atenção o mestre lionês.


Albino Teixeira

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Desapegar-se com entendimento.




Das dificuldades mais interessantes para a humanidade o materialismo é das forças mais claras, gerando obstáculos freqüentes na jornada da Terra.

Esquecendo que é um Espírito habitando transitoriamente um corpo, o ser humano encontra nas aparentes delícias da carne suas satisfações mais pueris.

Assim, preenche fugazmente seu vazio interior comendo, bebendo, adquirindo bens, fazendo sexo por puro prazer, muitas vezes sem a devida responsabilidade e mergulhando em vícios diversos.

Entorpecido por todas estas ilusões, o homem passa a acreditar que isso é a vida. Só isso.

Tudo se resume em aproveitar esses prazeres fugidios, que sequer podem fazer dele, ser humano, alguém melhor, se não forem praticados com a devida responsabilidade. Ao contrário.

Facilitam o cultivo do egoísmo e formam densa nuvem diante de seus olhos, limitando sua visão e compreensão sobre as verdades da Vida, mesmo que parcial.

Se alguém falar com esta pessoa sobre a Vida do Espírito, que se trata de fato interminável, que o Ser Espiritual é imortal, que este mesmo Ser já viveu em muitos corpos, ele dirá que se trata de uma bobagem e dirá coisas destrutivas a respeito desta questão, alegando que pensar em algo após a morte é ficção e que, como tudo acaba com ela, não há motivo para que ele precise se modificar e ele será responsável apenas sobre aquilo que venha a experimentar até o final da vida.

O que uma pessoa assim não consegue abstrair é que nada acaba com a passagem para a Vida Eterna e que muitas vidas podem ser necessárias para reparar os equívocos cometidos em apenas um instante de uma vida.

Esquecido de sua origem, o homem prefere ficar mergulhado na ilusão da matéria, que lhe dá o imediato prazer, mas que lhe tolhe a liberdade em vidas futuras.

A vinda do Cristo à Terra trouxe novos e firmes modelos de ética e moral, que servem sempre para o propósito da experiência vivenciada na carne.

A partir dele e de seus emissários, que já o precederam, inclusive, no preparo para a sua vinda, esses novos modelos sensibilizam qualquer criatura humana em todos os tempos, inspirando muitos a segui-lo, no tempo devido a cada um, em função de suas possibilidades individuais, permitindo alcançar as diretrizes para a jornada correta em sua trajetória em direção à Luz.

O Sermão da Montanha tem em seu bojo os maiores incentivos para que o homem possa avançar em direção a ela, a Luz.

Veio o Cristo, docemente, trazer a palavra de incentivo, de encorajamento, de esclarecimento, pacificação, para todos à época. Mas estas palavras ecoam em nossas mentes sempre, fazendo com que o coração de cada um entre em sintonia com Seu Amor, afastando de cada um as sombras que mantêm a dor, para iluminar os caminhos, permitindo que os passos possam ser firmes e determinados no propósito firme da evolução.

O Espiritismo vem atualizar a palavra de Jesus, como um foco de Luz que acende a memória daqueles que já ouviram anteriormente as verdades. É um refrigério para cada Alma, para cada Espírito.

Relembra as coisas do Espírito, da Vida Eterna, do Amor infindável do Cristo por todos nós, mas coloca em nossos braços a responsabilidade da atitude correta diante da própria consciência e da Vida, chamando atenção para o simples fato de que somos Espíritos Imortais e que, embora habitemos um corpo constituído de matéria densa, nele estamos para aprender a lidar com ela, a colaborar na construção do Universo, ainda com tarefas menores, embora fundamentais para nossa formação, mas que caminharemos, sim, para um futuro tanto mais promissor, quanto maior seja nosso entendimento com relação ao Amor que une, que perdoa, que cria, que anima e que viva por Jesus.

Assim, menos presos às questões de ordem material e compreendendo o real papel da matéria em nossas vidas, ficaremos leves para seguir a caminhada em direção a Ele, Jesus, o Cristo de Deus.

Tagore

domingo, 14 de agosto de 2011

Identificação




Em O Livro dos Médiuns, Allan Kardec, no capítulo XXIV, ítens 14 e 54, faz uma análise pertinente à identificação dos Espíritos comunicantes, mediante psicografias, a forma de comunicação mais fluente em seu trabalho.

Essas análises são evidentemente respaldadas nas instruções das Entidades Espirituais Superiores que versaram suas disposições livremente ao Mestre de Lyon, para que ele pudesse codificar e categorizar a Doutrina bendita que nos acolhe até os momentos presentes.

Muitas dificuldades seriam evitadas se os médiuns e os estudiosos da Doutrina se ativessem à leitura e compreensão destes textos, divulgados por Kardec.

Diz Kardec que "de fato, os Espíritos não nos trazem uma carteira de identidade e sabe-se com que facilidade alguns deles tomam nomes que jamais lhe pertenceram. Justamente por isso, esta questão de identidade é, depois da obsessão, uma das maiores dificuldades do Espiritismo prático."

Como se pode notar, não é uma coisa tão simples evidenciar a verdadeira identidade de uma Entidade Espiritual manifesta, particularmente por precisarmos lembrar que a nossa boa fé em acreditar nos Espíritos pode estar sendo mascarada por nossas necessidades pueris de acensão ou de reforço para a vaidade.

É isso mesmo: MUITAS vezes o médium que ouve determinada categoria de mensagens, ou que venha a ler, deixa-se conduzir apenas e tão somente por conta de que QUER ouvir ou ler aquilo com o que tenha contato. É, nestes casos, um mecanismo de simbiose no qual o médium se satisfaz com suas necessidades e faz o possível para angariar mais "votos a seu favor" no decorrer do trabalho, mesmo que este se furte dos necessários cuidados para com a elaboração dos trabalhos em seu desenvolvimento. Ao mesmo tempo o "plano espiritual" com o qual ele tenha contato, encontra vasta margem para instalação de pensamentos distorcidos, com relação à verdadeira realidade das lides mediúnicas.

Encontro que representa a necessidade do equívoco com ele próprio, nada além disso.

Observa-se a autenticidade de uma manifestação, nos detalhes que ela apresenta, seja ela através da psicofonia ou da psicografia. Detalhes de informação de cunho pessoal ou de informações de cunho doutrinário.

Uma "orientação" correta, de acordo com o pensamento cristão, não se indispõe ou se coloca de modo contrário ao que Kardec ensina.

Uma verdadeira mensagem cristã estimula as criaturas à união, à consagração das almas, à fraternidade, à caridade, ao amor, sempre.

Os Espíritos bem intencionados têm sempre o intuito de promover a paz, jamais qualquer disposição contrária a esta. Eles também, conhecedores das Leis Universais que regem a Vida, não apresentam propostas que possam dar encaminhamentos a "novas formas de trabalho, mais atuais, considerando que Kardec está ultrapassado", ou algo similar.

Aliás, os bons Espíritos são conscientes de que Kardec não está ultrapassado, pois ele representa a palavra de Jesus, que nunca será ultrapassado. Algo facilmente compreensível.

Assim, em rápidas palavras, podemos refletir sobre a autenticidade de qualquer trabalho, de qualquer mensagem que envolvam as questões de direção Espírita. Tudo precisa estar com Kardec, um excelente discípulo de Jesus.

Portanto, diante de um trabalho Espírita, pese, meça, medite e submeta ao mais severo controle da razão todas as comunicações que tenha a oportunidade de vivenciar. Todas, inclusive em livros.

Não se incomode com nomes de autores ou de personagens. Importe-se com o conteúdo e faça paridade deste conteúdo com tudo o que puder da Doutrina Espírita, com tudo o que conheça. Sempre.


Militão Pacheco

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Hora da Prova!




Muitas vezes, conforme a pessoa vai conhecendo o Espiritismo, inicia um desenvolvimento de ideais diferenciados, se comparado com aquilo que projetava para si mesmo até então, pois a Renovadora Doutrina jorra informações magníficas a respeito do Ser e sua destinação futura, assim como, também, a respeito das suas obrigações enquanto aspirante a cristão, diante de sua própria consciência, particularmente.

Um novo mundo se descortina para o neófito espírita. Novo e maravilhoso! Amplo, cheio de possibilidades, potencialidades e aspirações para virtudes, até então indescobertas, mas agora uma vasta avenida que conduz ao Eterno Amor transformador.

Tudo, então, se agita no íntimo da pessoa e as disposições iniciam um transtorno íntimo curioso como conturbado, já que as posições anteriores, acomodadas nas expressões despreocupadas com a responsabilidade de evoluir para um ser melhor, iniciam um conflito com as novas aspirações, voltadas para a libertação do Amor, fonte geradora da verdadeira alegria de cada um.

Tal situação conflitiva, movimenta a criatura na direção da Vida, mas cobra o preço da metamorfose, que certamente cria dores, algumas vezes intraduzíveis, pois o Espírito sai das trevas da ignorância e caminha em direção à luz da sabedoria e do Amor.

Toda mudança gera transitório desconforto, pois a inércia tenta manter o Espírito na mesma posição em que se encontra, o que é uma tendência de todo corpo, mas não é verdadeiramente uma tendência do Espírito. Ele é criado para a dinâmica produtiva da interminável criação universal e não tem como permanecer estável, estagnado, parado, precisando dispensar energias em função do todo que o acompanhe.

As dores oriundas da eclosão de um novo Ser, magnetizado pelas novas ideias que o Espiritismo pôde criar, são libertadoras, mas podem causar algum tipo de confusão na mente de quem se aventure a buscar o processo de mudanças para melhor.

Assim, a pessoa começa a aspirar pela posição do cristão totalmente convertido, esquecendo-se de que para subir é preciso galgar cada degrau, por conta de não haver qualquer possibilidade de saltar etapas evolutivas e, como tudo na Natureza, deve seguir em progressão.

O cristão preparado passou por cada degrau, sucessivamente, sem poder fugir de cada etapa de sua jornada. Quando é visto pronto, pode parecer que é fácil, que é simples e que ele mesmo não precisou enfrentar seus próprios monstros internos, em sua catárse evolutiva. Mas não é assim! Todo Ser preparado para viver o Cristo em sua intimidade, deixou-se conduzir pela flama reformadora da Verdade, abolindo de suas entranhas espirituais as pueris propostas de manutenção do egoísmo, da vaidade e do orgulho.

Deixa o neófito, lentamente ou rapidamente - dependendo de suas possibilidades, de ser a larva e transforma-se ao se recolher em seu casulo regenerador, para eclodir a libélula aspirante à Vida, que se pode movimentar em sua leveza, na direção do Amor.

Mas não deve se culpar por não conseguir resultados imediatos, ao enfrentar obstáculos que somente ele mesmo vê ou que a Vida ofereça, ao não resistir às velhas pressões que o iludiram tanto e ainda iludem e ao se perturbar por ainda precisar das antigas posturas diante da ilusão que a Terra lhe oferece.

Não precisa se martirizar em decorrência de suas falhas, mas, ao cair, erguer-se e recomeçar em suas tentativas repetitivas, recuperando-se em suas aspirações novas, em seus ideais reformadores, para que consiga, em seu tempo particular, obter êxito em sua nova empreitada: vivenciar Jesus em sua intimidade!

Não se pode olvidar que somente cai quem está em movimento, portanto é necessário levantar-se, ao cair, para recomeçar, sempre, sem se culpar, sem se lamentar.

Esforço, determinação, coragem e disciplina são as ferramentas para a cristandade libertadora!


Albino Teixeira.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Descontrole Afetivo




Quando se fala de afeto, imediatamente o pensamento se dirige para algo construtivo e positivo mas nem sempre é assim, infelizmente.

Por conta da necessidade que a criatura humana tem do prazer, evoluem suas necessidades de tal modo que busca o afastamento da dor e do sofrimento, olvidando as parcerias de modo a priorizar as próprias buscas em torno justamente do prazer.

Afeto deixa de ser, então algo que se procure oferecer, em detrimento da compreensão da necessidade de um ser amado, para ser algo que se procure receber, graças às necessidades inclusive orgânicas, por conta da liberação de hormônios ligados às sensações de saciedade e prazer.

Interessante notar como esta questão da busca pela afetividade tem sido uma tônica na atualidade, envolvendo particularmente a juventude, que esquece o próprio futuro para centrar no presente, saciando o prazer imediato, mesmo que não seja com a presença física de alguém para que lhe doe afeto, mas muitas vezes através de imagens ou vídeos que permitam à imaginação fluir por sensações fugidias e confundidas com o afeto na verdade inexistente no momento.

O ser humano ingênuo, pueril, preso às próprias necessidades apenas precisa receber, ter, ser prioridade e não doar, fazer e dar prioridade. Por isso, neste caso, faz-se mister um círculo vicioso de necessidades superficiais que dêem a satisfação para o momento, gerando um vazio frustante após o término da sensação do prazer, que certamente é muito rápida e imediatamente depois deixa o indivíduo em alerta, necessitando de nova dose de satisfação.

É uma sede interminável, viciosa, permissiva, descontrolada, que leva o ser humano a sugar as energias, a atenção e muitas vezes os bens materiais daqueles que o cerquem, que façam parte de sua vida em todos os contextos.

É nisso que reside a base da viciação no álcool, nas drogas, nos jogos, no sexo e no poder crescente, representado este pela insaciedade de ter. Ter e não ser. Possuir bens perecíveis e não os eternos ligados ao amor, à compreensão da vida eterna e à universalidade que nos cerca.

Este é o princípio do parasitismo espiritual, tão comum na Terra, infortunadamente.

Os fundamentos para a liberdade destes processos estão discriminados na tábua de salvação do Evangelho Segundo o Espiritismo, nos princípios da Moral Cristã, independente de fenômenos de qualquer espécie a não ser, ou seja excluindo, a transformação efetiva de cada pessoa na busca da verdadeira satisfação que leva ao aprimoramento para o Bem, para o Amor, para a União de Todos os Corações.

Este é o verdadeiro milagre para a Vida: transformar-se para o Bem efetivamente. Não há qualquer outro tão importante quanto este!

Compreendendo a palavra do Senhor Jesus Cristo pode a criatura humana ser portadora de Suas Verdades Eternas e levar consigo os princípios de progressão e maturidade espiritual, facultando então o desprendimento de necessidades pueris, deixando de se preocupar em receber, para dedicar-se a doar. Doar, servir e amar.

Esta é a grandeza real de espírito que todos precisam aspirar a ter para não mais ter descontrole afetivo e cobrar de quem quer que seja o que quer que seja, mas controlar a afetividade, controlar as emoções e tornar-se mais um ser sereno, adquirida a Paz Interior, reflexo da maturidade espiritual que mostra internamente a origem e o destino de cada um, isto é, a eternidade, que pouco tem a ver com a experiência na matéria, exceto a necessidade real de lida com ela, sem se tornar escravo dela.

Amar é doar-se para toda a humanidade.


Alva Luzia

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

As Dificuldades





Todos nos temos dentro de nós enorme potencial construtivo e destrutivo. Muitas vezes nós desconhecemos o potencial construtivo, porque temos ainda gravado dentro do próprio coração espiritual, o amargor das provas difíceis, como a criança que se amedronta diante de uma seringa, mesmo sem ter que tomar a injeção, ou ainda, se amedronta ao ver alguém de branco, pois a memória atávica da dor é muito forte. O medo muitas vezes produz sofrimentos atrozes, é justamente aí que entra a falta de fé.

A humanidade, infelizmente, ainda padece deste mal, a falta de fé. Nós sabemos que para ter fé, não basta crer, é necessário compreender. Por isso Kardec nos alerta, claramente, que a fé precisa ser raciocinada. Esta a grande mensagem do espiritismo. Mas quando a pessoa se entrega, acreditando que é vitima das circunstâncias, muito raramente, numa única experiência ela consegue se resgatar das trevas da própria ignorância.

Isto nos faz recordar uma experiência real de um grupo de médicos que experimentava novos caminhos para a compreensão do psiquismo humano. Esses médicos resolveram, então, elaborar uma experiência e convidaram um desses condenados à morte, na América do Norte, para passar por uma experiência que talvez o livrasse da cadeira elétrica.

Chegaram até ele, disseram que vieram fazer uma proposta. Que ele seria submetido à um experimento simples, mas que com esse experimento indolor, ele poderia até mesmo se libertar da morte e na pior das hipóteses, poderia morrer, mas sem a dor e o tormento de uma cadeira elétrica. Porque todos nós sabemos que a cadeira elétrica é algo dantesco.

Enfim, a experiência consistiria em coloca-lo em uma cama, contido, ou seja, acorrentado, evidentemente, de forma correta para não machuca-lo e ele sofreria um talho numa artéria e a artéria sangraria, evidentemente. As chances de que a artéria coagulasse era muito grande e se a artéria coagulasse, ele sobreviveria e não iria para a morte na cadeira elétrica. Depois de pouco pensar, o preso que não tinha nada a perder, aceitou a experiência.

Depois de alguns dias, foi conduzido à sala para a experiência, onde foi colocado numa cama confortável, contido com cintas de couro, tendo a cabeça presa também, para não se movimentar muito. E foi feito, então, um corte muito superficial, próximo à região do punho, numa grossa artéria. Mas o corte foi muito superficial a ponto apenas dele perceber que houvera sido cortado.

A pequena quantidade de sangue saiu do corte e imediatamente, em seguida, estancou. Mas, a artimanha dos cientista não era o corte. Debaixo da cama, havia um frasco de soro e este soro gotejava seu conteúdo numa bandeja de alumínio. Cada gota que caia, fazia o ruído característico da queda do soro na vasilha de alumínio. Paralelamente, todos os cientistas analisaram as reações através do vídeo e eletrodos colocados no paciente, e conforme o gotejamento se mantinha, o paciente se afundava, perecia.

Observe bem que o corte já estava coagulado, mas o ruído do soro caindo na bandeja de alumínio, sugeria ao preso que o sangue continuava caindo. A coisa se agravou a tal ponto que ele teve uma parada cardíaca e morreu.

Ele não morreu na cadeira elétrica. Ele não morreu do corte no corpo. Morreu porque havia se pré-determinado a morrer.

Esta história é um fato, não é uma história da carochinha. Aconteceu. Ele foi ressuscitado através de um cardioversor e voltou à vida, mas antes, ele morreu.

A curiosidade fica aí por conta da nossa própria mente. O que nós podemos fazer conosco. Aquele que já se determinou fracassado, fracassará.


psicofonia recebida no NEPT em 03 de agosto de 2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Caminho Renovador





Quando enfrentamos um problema, diante do qual nos desgastamos, nos permitimos baixar as defesas da alma e do corpo, favorecendo, inclusive infecções e perturbações do sono, não é incomum alguém sugerir que tenhamos paciência e que mudemos nossa atitude diante das dificuldades.

As pessoas que ditam essas frases de encorajamento para nossos problemas podem simplesmente estar dizendo as coisas por questão de hábito, podem sugerir algo padronizado por se sentirem sensibilizados com a nossa dificuldade ou então terem passado por provas semelhantes e estarem a sugerir algo que tenham realmente efetuado, servindo-nos de exemplo.

Mas a dor é de cada um!

Então, para cada um ela soa de uma forma, com uma expressão particular.

Ninguém pode sentir a dor de outra pessoa.

Isso é fato indiscutível!

Então, quem ouve, mesmo educadamente, tem lá no fundo do pensamento, se é que pensamento tem fundo, uma pontinha de indignação. Dá um pouquinho de revolta ouvir conselhos tão vagos e algumas vezes para o "dolorido" inexpressivos!

Pensamos: "é fácil falar!"

Mas não é de se esquecer que a dor é a grande professora da alma, do Espírito encarnado!

Infelizmente em sua expressão mais dura, com a régua na mão, pronta para a palmatória, ou mesmo dando a palmatória!

É a dificuldade que expressa em cada um seu potencial de crescer, de se aprimorar e de evoluir.

Então, quando o conselho de ter paciência vem, seja por conta do que for, mesmo que o interlocutor esteja falando para se livrar de quem se queixa, este que ouça, para que se deixe impregnar de um "conselho", de uma sugestão, de um palpite feliz, pois este palpite é feliz!

O palpite quer que o sofrido se erga, quer que o dolorido se recupere, quer que o ingênuo cresça!

Por trás do palpite há uma grande sabedoria popular, que expressa a necessidade de se superar obstáculos com o recurso da paciência e ela é nossa diretriz das mais difíceis de se adquirir. Mas é das mais nobres, acredite!

Não despreze as sugestões positivas que venha a encontrar em sua vida, pois, por mais singelas que sejam, por mais medíocres que lhe pareçam, são construtivas e precisam ser reavaliadas em seu interior, como algo valioso para sua saúde espiritual!

Deixe que seus ouvidos ouçam e perceba que nem sempre se pode desprezar sugestões singelas.

"Rogas à vida o roteiro da Esfera Superior, e a vida responde sempre: Meditar com mais amor. Procurando, desse modo, caminho renovador..."


Vladas Audikas

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Felizes!




Estamos passando por tempos difíceis, é verdade! Provas coletivas, provas individuais, violência, agressividade ativa, passiva, notícias imperiosas, danosas, espantosas, desastrosas...

Espíritos difíceis reencarnando a cada minuto, de tal forma que parece que o mundo está definitivamente perdido e que nos aproximamos do seu fim!

Tristeza, meu Senhor! Tristeza!

Mas, enquanto isso, calados, silenciosos, reencarnam muitos, mas muitos irmãos que propagam a felicidade em seus olhares, em sorrisos fantásticos que exuberam qualidades interiores!

Não nos damos conta, é verdade, pois, como sempre foi até agora, damos mais valor para o que é mais difícil, mas precisamos mudar e segui-los urgente! Eles têm consigo, em seu interior, a mensagem de esperança e de fé que precisamos adquirir em nosso íntimo!

Vemos, com bastante frequência, crianças recém reencarnadas que expressam a felicidade para seus pais! Não dão tanto trabalho para serem cuidadas como outras o fazem! Elas têm sido, em muitas famílias, o esteio de Paz, para que todos ali presentes, muitas vezes confusos em seus sentimentos, em suas emoções, possam conferir em si mesmos a potencialidade de mudar de trajetória, adquirindo um novo olhar sobre a Vida, para que ela tenha mais cor, mais amor, mais equilíbrio.

São crianças especiais, sim. Mas não são rotuladas como "crianças felizes" pelos excelentes educadores da modernidade! Nem mesmo se dão conta de que são mensageiros da experiência adquirida em outras vidas e que dão valor para ela, maiores sejam os obstáculos a superar.

Nem precisam de rótulos, na verdade, já que estão entre nós com a mensagem silenciosa do Amor e este não precisa de alarde, qualquer que seja.

Elas estão como nós e se sujeitam ao risco de serem contaminadas, por seus pais, por seus colegas, por seus irmãos, pela sociedade, pelo planeta todo, como seres humanos totalmente vulneráveis que são como nós mesmos o somos.

Assim, sob riscos, vêm para trazer a mensagem de alegria para o mundo.

A esperança de seres amados assim, que têm a coragem de reencarnar na Terra, nesses tempos modernos, onde, como sempre, campeia a agitação, é que elas consigam contaminar, com sua alegria e boa disposição, a todos os outros com os quais elas convivam, pois assim, sua semente de alegria gerará frutos de Amor para que a humanidade já comece a devida conversão para a sua própria Natureza que se destina ao aprimoramento e não ao distanciamento de Deus.

Vamos nós dar os primeiros passos no sentido de alegrar o íntimo com renovadas esperanças para o futuro promissor que cada um de nós terá, aproveitando as lições do agora, como ensinamentos valorosos para o presente, na construção do futuro.

Alva Luzia

sábado, 6 de agosto de 2011

Suicídio




Nada a ver com a realidade da Vida e tudo a ver com estado de perda parcial ou total da consciência, pois mostra a fragilidade do ser que pode ter em mente como uma solução para todos os problemas mas que, na verdade, reflete apenas insensatez.

Suicídio pode ser um mecanismo de fuga, o resultado de um momento de desespero, a somatória de influências espirituais, a perda completa da consciência, o esquecimento do valor da Vida, algo de consciente que mostra a maneira materialista de pensar do indivíduo, pode ser, enfim, a loucura efetiva que domina o Ser perdido na Vida e sem diretriz que o conduza ao Alto por apenas olhar para o baixo.

Não é solução, de modo algum. Nem mesmo por "honra", que afinal, denota apenas orgulho e mesmo arrogância.

Cada suicida tem sua destinação, em decorrência de sua situação pregressa, não havendo, portanto uma regra única para todos os casos.

Não há castigo infame para o filho perdido nas trevas da morte equivocada, mas há responsabilidade a ser resgatada, em decorrência do gesto tresloucado.

Alguns seguem por décadas o momento da morte, até exaurirem as forças vitais que ainda restam para a Vida que teria.

Outros, por intercessão, são libertos para resgatarem com lucidez e retomarem à Vida com limites impostos por si mesmos.

Outros, ainda, por arrependimento e méritos próprios, conseguem obter oportunidades valiosíssimas de reparação, algumas vezes até mesmo junto daqueles a quem a própria consciência pode apontar terem prejudicado direta ou indiretamente. Mas sempre com limites proporcionais ao erro cometido na morte provocada.

Ninguém, entretanto, pode se libertar sem o ônus do crime. Todos resgatam seus erros. Mas é assim para tudo na Vida. Não há quem escape da própria consciência, em quaisquer situações, por menores que sejam os equívocos.

A prece pelo suicida é o melhor alento não só para ele, mas para os que ficam também.

Jamais praguejar contra ele, pois é preciso recordar que nenhum de nós é incapaz de cometer a mesma inadequação diante da oportunidade bendita de reencarnar.

A covardia, a insensatez, a coragem, o orgulho, a falta de fé, a vergonha, o medo, a loucura são os motivos tidos como justificativa para um ato pavoroso, mas ainda dentro da possibilidade da criatura humana, que não compreende verdadeiramente o verdadeiro significado da Vida.

Oremos sempre pelos suicidas.


José Cintra Filho

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Culpa de quê?




Observa a pessoa humana uma série de eventos em sua vida que fogem à sua possibilidade de controle dos fatos com bastante frequência, particularmente dentro do seio da própria família, na sua vida social, no seu trabalho e do ambiente escolar.

Desde a primeira infância, quando a criança começa a caminhar em seus primeiros passos, ela já encontra diante de si fatos inicialmente isolados e algumas vezes simultâneos, que coordenam suas atitudes, assim como outros independentes de seus pensamentos que se sucedem em encadeamentos improváveis de ter algum tipo de controle.

Filhos que assistem graves situações domésticas são dos exemplos mais comuns, desde o início da formação das estruturas familiares, no exercício da humanidade de aprender a viver em conjunto, de compartilhar compromissos, de efetivar a compreensão de que cada um necessita de outros à sua volta para poder viver e sobreviver.

Essas situações não incomuns, promovem marcas mentais que geram quadros psicológicos que têm potencial de fazer com que o ser adulto que tenha passado por tais momentos de dor, tenha consigo, mesmo que de modo inconsciente, um sentimento de culpa pelo que aconteceu, como se pudesse ter feito algo para evitar o transtorno familiar, ou como se fosse o artífice do problema criado por outrem.

Essa culpa gera uma série de limitações para quem guarde em si tais recordações entorpecidas pelo tempo, algumas vezes impedindo que se encontre em processo de evolução profissional, em desenvolvimento de relacionamentos afetivos e mesmo de manutenção de outra família, aja vista que tal culpa pode gerar o medo imperceptível de que tudo dê errado ou que seja novamente responsável por qualquer fracasso em outra empreitada que a vida venha a lhe oferecer.

Certamente a criança, neste caso é apenas a representação metafórica de um Ser Espiritual que delineia a inteligência que esteja em consonância com suas dificuldades necessárias para sua evolução.

Assim, muitas vezes podemos abstrair que na verdade o problema é do Espírito que traz consigo alguma experiência diferente e que ela seja a causadora do evento que marca a memória espiritual de tal modo a limitar as ações em outra reencarnação, permeando para o Ser as dificuldades, aparentemente injustificáveis, para que possa voar em sua evolução como seria o habitual e o é assim para a maioria das outras pessoas à sua volta, mesmo irmãos ou pessoas próximas.

Então trata-se de um Espírito com um sentimento de culpa não compreensível, já que tem tudo favorável para que a atual vida seja produtiva e plena. Mas as sucessivas frustrações em decorrência de suas próprias limitações, fazem-no sofrer por algo escondido dentro de sua alma condoída de resgatante passado complexo, como é a para a maioria de nós mesmos.

Por isso, quando uma mãe, mais uma vez por exemplo, se sente culpada pelo fracasso de um filho, desdobrando-se para ajudá-lo a superar suas limitações, podemos inferir que há várias facetas para serem analisadas nesta situação.

A mãe é um Espírito que certamente traz consigo o propósito de auxiliar este filho, a necessidade de amá-lo, de ampará-lo e conduzi-lo para o sucesso de suas empreitadas pessoais, além das necessidades que ela própria tem consigo, em função de suas provas e expiações. Mas particularmente com ela mesma, tem gravado em sua memória espiritual as dificuldades vivenciadas com esta criatura que hoje é seu filho. Então, mesmo que as dificuldades deste filho sejam oriundas apenas das escolhas equivocadas que ele faz, ela, imbuída que está de elevá-lo, se sente culpada, como se o fracasso fosse dela.

Ele mesmo, pode ser um Espírito que traga consigo matizes mentais que o impeçam de caminhar livremente, graças a culpas registradas em sua intimidade, de tal modo esquecidas que o fazem tropegar em seus passos em busca do acerto e da elevação.

Processos dos quais todos precisam aprender a se libertar, pois o passado é a construção da vida, é verdade, mas o que mais importa, realmente, é o presente e o futuro. Para isso cada pessoa precisa de consciência de que a Vida é um ato contínuo que progressa indefinida, facultando a cada um a possibilidade de crescer ou estagnar.

Parado e cultivando culpa o Ser Humano não produz.

É preciso reagir, estudar, trabalhar e servir, sempre sob a égide de Jesus!


Albino Teixeira.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Paz e Amor




Todo o Universo transborda o Eterno Amor da Inteligência Suprema que o criou, cria e criará sempre!

Em todos os pequenos recantos da Expressão da Natureza pode-se observar claramente os movimentos que procuram a harmonia, o equilíbrio, mesmo naquilo que a inteligência humana pode imaginar ser destruição, seguindo as disposições expressas nas constantes trocas, nos contínuos intercâmbios entre o que se pode perceber e o que é imperceptível para os parcos sentidos humanos.

Ainda que o homem faça um enorme esforço para gerar à sua volta o desequilíbrio, a Natureza irá impulsioná-lo para o reequilíbrio, utilizando os mais variados mecanismos que o conduzirão novamente para a busca do meio termo relativo às suas possibilidades em determinado período de sua existência, que certamente só é efêmera enquanto vivencia na carne a experiência do nível material desta Terra.

Pois, enquanto Espírito, o Ser Humano tem gravado em sua mais profunda intimidade, exatamente o mesmo Amor que o originou, pois tudo no Universo é a expressão do Eterno Amor da Inteligência Suprema. Tudo, sem exceção alguma!

Mesmo ao se debater intimamente ou externamente a criatura humana de algum modo sabe que não procede da revolta. Tampouco da tristeza. Sente que tem dentro de si Amor e que necessita da Paz para aproveitar mais as experiências.

Nascemos do Amor e para ele nos dirigimos continuamente!

Somos frutos da Inteligência Suprema e por isso temos uma fração desta inteligência conosco. Assim, ainda que perturbados pelas impressões da matéria, racionalizamos em determinado nível as emoções com as quais convivemos. Quando as emoções nos dominam, sofremos indebitamente.

Fortes emoções e desequilíbrios nos dominam temporariamente em função das limitações de nossa visão espiritual míope, limitada e algumas vezes uma cegueira que impede de caminhar, de aprender, de trabalhar e amar.

Mas somos nós mesmos os causadores destes impedimentos, em função de particularidades todas ligadas ao nosso egoismo, que é pueril.

Em certo momento, cansados e ressabiados, iremos rogar o auxílio daqueles que já se iluminaram para que possamos retomar a sintonia do Amor, do qual fomos gerados, pois o Amor é a nossa destinação.

Eliminaremos de dentro de nós, a ditadura do medo e lançaremos novas diretrizes para a democracia da Paz, por conta de sermos exatamente isso: Paz.

Há muita gente que resiste em amar; mas a resistência será vencida, com absoluta certeza!

Ninguém escapará do Amor. Nenhum de nós irá deixar de alcançar a Paz.

Amor e Paz.


Alva Luzia

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Solitário caminhar pela Vida.




Cada um de nós tem suas peculiaridades e particularidades com as quais transitamos a cada experiência evolutiva.

Cada peculiaridade pode se transformar em característica marcante que anuncie nossa presença em cada ambiente pelo qual possamos comparecer e em cada oportunidade na qual tenhamos a chance de vivenciar a companhia de pessoas amadas ou conhecidas.

Tais particularidades são, portanto, nossa marca, uma característica de nossa personalidade. Ela é o que chamamos de individualidade.

Cada indivíduo tem experiências próprias, dores únicas, suas, indivisíveis, não compartilháveis com mais ninguém, já que o ser individual não pode transferir suas impressões.

Não se pode transferir o Amor; apenas senti-lo e expressá-lo na proporção do que sentimos.

Não se pode transferir o ódio, apenas transformar nossa aparência, nosso comportamento, nossos gestos e palavras, em função da falta de nobreza com a qual ele nos preenche indevidamente.

Alguém poderá lembrar, então, que cada um de nós pode ser considerado uma ilha, já que tudo é tão particular, tão privado, que é cercado por outros na mesma situação.

De certa forma, somos ilhas, já que a experiência é individual. Mas nem por isso precisamos ser ilhas isoladas, incomunicáveis, ao contrário, precisamos ser plenamente comunicáveis, francamente permeáveis aos sentidos alheios.

Já que só podemos sentir o que é nosso, devemos - é um dever mesmo - aprender a compreender o sentimento alheio, evitando o isolamento voluntário e enriquecendo o convívio permanente com todos que possamos e não somente com aqueles que julgamos ter obrigação de conviver.

Somente assim teremos a oportunidade de não sentir dos piores produtos da mente humana: a solidão. Ela é o fruto da auto-piedade, dos mais perversos, que maltrata a pessoa de modo a fazer com que ela sinta que tudo à sua volta não se comunica com ela, como se ninguém a quisesse.

Há quem se julgue portador de um castigo, por não encontrar companhia. Como se não se unir a alguém fosse algo excepcionalmente maravilhoso e absolutamente necessário, traduzindo alegria intraduzível, o que não é de modo algum verdadeiro.

Unir-se a alguém, na Terra, é, ainda, na maioria das vezes resgate de um passado mórbido. Mas não é assim que o solitário entende, o que é uma pena!

Independente de estar o solitário com centenas de pessoas à sua volta, sente-se só no mundo, pois nesta situação, nada o alegra, nada o estimula, nada dá esperança. Uma tristeza só!

Vigie seu pensamento solitário e, embora sendo um indivíduo, lembre-se de que você precisa esticar os braços do Amor para todos os lados, se esforçando para trocar com as outras ilhas as impressões que enriquecem somente aqueles que se aprimoram no auto-amor e no amor ao próximo a cada dia, a cada instante da experiência da Vida.

Não se torture por não ter companhia, ainda. Faça das pessoas que lhe cercam a vida suas companhias.

Os grandes missionários fazem de suas companhias o Mundo todo, a título de exemplo para todos nós, de como deve ser a Vida.

Alva Luzia

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Perda de tempo.




Há um verbo mal utilizado pela maioria das pessoas: desculpar. Tanto no sentido pessoal: desculpar-se, como no sentido direto: desculpar.

Afinal, quando se pede desculpas, é necessário que quem as peça, reconheça seus erros, senão não há valor real para o pedido e não passa de uma rota de fuga para as desejáveis responsabilidades que deveria cumprir.

Quem desculpa, por outro lado, precisa se integrar com aquele que errou, efetivamente perdoando e não dando as desculpas de modo efêmero e superficial.

Quem tem a infelicidade de errar, de modo grave ou nem tanto, precisa se conscientizar de não cometer novamente o mesmo erro, para que o pedido de desculpas seja real e, principalmente, efetivo.

Mas há, ainda, um outro aspecto nesta questão: as desculpas não pelo erro cometido, mas pelo acerto que não efetuou. Um desvio para com as próprias obrigações.

Pode-se pedir desculpas ao corpo, por ter tido uma vida viciosa e degradante que o tenha debilitado? Pode-se, sim, mas é preciso arcar com o ônus do erro.

Cria-se vários mecanismos mentais para justificar erros absurdos quando se fala de cuidar do próprio corpo. Atitudes infelizes, hábitos desnecessários, vícios destrutivos são justificados por mecanismos mentais incompreensíveis que abonam o erro, através de desculpas variadas, geralmente em processos de transferência de responsabilidade para outras pessoas.

Procura-se legitimar o erro com desculpas variadas e absurdas.


Há, também, muitas desculpas para não se praticar o Bem, como a juventude, a velhice, os compromissos da vida, as preocupações com a família, os negócios, o trabalho, os filhos, os companheiros de jornada, as dívidas, enfim, tantas desculpas evasivas que surgem, enquanto a prática do Bem fica em segundo o terceiro plano, de tal modo que pode-se avaliar como uma perda de tempo o que se gasta de energia para planejar as desculpas para o que não se faz efetivamente.

Aqueles que são chamados para o trabalho do Evangelho, entretanto, enganados por si mesmos, afundados em suas desculpas fugidias, um dia despertarão para a realidade e, presos à própria leviandade desculpista, precisarão de novas oportunidades para reparação.

Mas aí já será em outra oportunidade, outra jornada, outra Vida. Quem sabe, em outra esfera.


Alva Luzia

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Cooperar sempre!




Observamos que a Vida é feita de trabalho, muito trabalho. De aprendizado, muito aprendizado.

Mas também observamos que muitos ficam à margem dos dois, estáticos, privando-se de oportunidades de crescimento, por conta de ilusões que extraem potencial de evolução.

As ilusões que dão prazer imediato, mas não satisfarão no futuro, pois deixam essas pessoas progressivamente menos úteis para si mesmos, para suas famílias e para a sociedade.

Quanta dor geram esses prazeres, meu Deus!

Levam a alma para seu próprio inferno, viciados em promessas vazias, em dívidas cruéis, colocando sob risco todos os que os acompanhem a trajetória!

Há uma verdadeira avalanche que cobre vidas e mais vidas nestas circunstâncias.

Por isso, o espírito de cooperação é fundamental, para despertar quem é levado por estas imagens surreais da Vida. Todos precisam trabalhar para ajudar na recuperação de quem esteja hipnotizado por elas.

Todos precisam estudar, para compreender melhor que a viciação não é simplesmente falta de caráter, mas uma profunda doença que vem atingindo a humanidade há séculos.

Muito já se perdeu por conta da viciação. Mas há muito o que fazer para recompor estas perdas.

E não é lamentando, não é se revoltando, que poderemos efetivamente colaborar para mudar o quadro que já está montado.

Com paciência, firmeza e determinação, com Amor, com boa vontade e compaixão.

Olhe para o que está viciado, pois ele ou ela apenas estão viciados e não "são viciados", com compaixão. Se você não tem esse sentimento, procure desenvolver dentro de você. Pratique a caridade do esforço para se permitir fazer parte da equipe que colabora na mudança do mundo para um mundo melhor.

Você mesmo poderia estar naquela situação, dependendo da história de sua Vida. Felizmente não está. Mas pense bem: você realmente não tem nenhum pequeno vício? Nem mesmo pensamentos difíceis são um vício para você? Então! Todos temos nossas imperfeições. Por isso precisamos olhar para o próximo doente e identificá-lo assim: como quem adoeceu.

É um quadro transitório; não definitivo. Como tudo para nós é na existência, exceto a Vida Espiritual, que é eterna.

Compaixão para com os que passam por problema é regra essencial para viver bem. Intolerância é descuido que leva ao sofrimento.

Lembrando sempre de que precisamos vibrar de modo construtivo por todos os que se permitem ser médiuns da dor.

Alva Luzia.