Mensagem

"Não permita que aquilo que você chama de amor se transforme em obsessão.
Amor é liberdade.
Amor é vida.
Jamais prisão ou limitação."

Militão Pacheco

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Para o jovem espírita




Pesquisando, achei estas propostas para a juventude espírita. Gostaria de compartilhar com todos, pois essas ideias são sempre aplicáveis de alguma forma:

1º) - Modificar-se interiormente para atender aos princípios de vivência trazidos pelo Evangelho, trazendo a expressão do sorriso constante.

2º) - Estudar incessantemente as obras espíritas, procurando nelas, um aperfeiçoamento para nossa personalidade, para o presente e futuro e participar ativamente da Mocidade Espírita.

3º) - Exemplificar aos outros, com nossos atos e com nosso comportamento, o que aprendemos no Espiritismo.

4º) - Orar e vigiar par não cair em tentação.

5º) - Encarar suas responsabilidades de jovem espírita, com firmeza, obedecendo horários e empenhando-se, mais e mais no estudo vibrante e esclarecedor para servir com a presteza a qualquer hora a quem quer que seja, lembrando três verbos importantes: Trabalhar, Trabalhar, Trabalhar.

6º) - Recordar sempre que o Espiritismo oferece substâncias de conhecimento e consciência do que, se hoje plantamos o mal, só ele colhemos, sabendo-se que ser jovem é a vez de ser o melhor plantando o bem.

7º) - Procurar harmonia em seu próprio lar, pois a paz do mundo começa em sua casa, buscando também desapego as futilidades materiais e sociais.

8º) - Guardar no silêncio das suas orações a imagem de Jesus, abençoando todos os homens do mundo para mais rápida libertação das “virtudes”, que prendem os passos à Espiritualidade maior.

9º) - Ter responsabilidade moral perante o sexo, a vida e às pessoas.

10º) - Refazer-se nas suas energias diárias, materiais e espirituais, para assim nunca sentir que a sua hora na Juventude Espírita já ficou para trás; Hoje Comece, Recomece e Continue no trabalho com Deus. Ele lhe dará força para ser um eterno jovem...

(Realização em conjunto pelas Mocidades Espíritas de Barra Bonita, Bocaina, Dois Córregos, Jaú, Mineiros do Tietê e São Manuel integrantes do 22º Depto. de Mocidades, durante o XXI ENJER, de São Manuel, aos 2 de março de 1980).
Viva Julho e Agosto de 1982


JOVEM ESPÍRITA: PROCURE A MOCIDADE DO CENTRO ESPÍRITA QUE SEUS PAIS OU PARENTES OU AMIGOS FREQUENTAM. PARTICIPE! COMPARTILHE!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O dever




Imensa maioria de criaturas terrenas não se possibilita o mínimo de esforço com os compromissos básicos para com a vida cotidiana e se entrega ao fugaz prazer da preguiça destrutiva que impede a caminhada efetiva para diante.

Entretanto, permanecem impassíveis observando as atitudes alheias, como juízes indébitos que teriam o poder de controlar, através do pensamento e da palavra, estas atitudes que estão distantes realmente de seu controle.

Sabem, entretanto, reprovar com veemência, embora a própria postura seja de profunda reprovação diante dos fatos que provoca e promove.

Além de saber julgar com acidez, ainda se dão o direito de agravar as faltas dos outros, dando feição criminosa àquilo que é apenas um equívoco humano, involuntário e, muitas vezes, inconsciente, isto, quando o erro realmente acontece.

A compaixão pelos demais passa ao largo. A crueldade se lhes avizinha a alma, azedando a vida, por conta das vibrações incessantes que irradiam à sua volta continuamente. Funcionam como verdadeiros inquisidores e levam para a sala de tortura, em suas mentes adoecidas, todos aqueles que julgam como criminosos diante de seus olhos reprovadores contumazes.

Não é nem um pouco incomum terem como alvo uma personagem de destaque da sociedade, particularmente alguém que tenha o compromisso com a fortuna, com a possibilidade de gerir trabalho e mercado, em uma civilização que se fundamenta no capitalismo produtivo e que se torna ao seu olhar não o gerador de oportunidades, mas o parasita da sociedade. Leva-o verbalmente ao tribunal e inquere de modo pouco delicado, como fazem os inquisidores até hoje, desde a idade média.

Não vêem os responsáveis por famílias, por trabalhos, por empreendimentos, mas apenas, sob sua ótica, vampiros que se aproveitam dos outros a sangue frio. Mas a visão deles está deturpada pela inveja que adoece e cria monstros inexistentes.

Vemos, assim, pessoas que realmente sofrem muito, por conta do nível de adoecimento que os envolve, por incapazes de perdoar a felicidade alheia, a capacidade do outro, a oportunidade de alguns, caracterizando a indolência e a inveja que corroem a alma e impedem a caminhada livre para a Luz.

Quem assim sofre, precisa despertar para a Vida de verdade, libertando-se das amarras dos sentimentos e das emoções inferiores, criando possibilidades de cuidar da própria vida, dos próprios pensamentos, das próprias palavras e atitudes diante das experiências que certamente terão.

Precisa perceber que precisa de auxílio, antes de mais nada.

Entretanto, a barreira do orgulho é quase inviolável e dificulta muito o despertar.

Muitas, mas muitas vezes, a dor é o único recurso para que a criatura acabe por despertar, pois tudo aquilo que despeja no mundo a criatura recebe de volta, isto é, o amargor, a acidez, a maledicência, a revolta nem sempre calada; tudo lhe permeia a vida e nisso tudo fica mergulhado, atolando-se em lama mental até que se afogue em lágrimas de dor profunda, levando-se pelo desânimo, que funciona a conta de uma âncora, até encontrar o fundo, no pântano da tristeza em que está mergulhando momento após momento.

Ao tocar o fundo, após algum tempo variável, pedirá socorro, por não mais suportar este estado de coisas. Aí, rogando por auxílio, consentirá com o Amparo do Alto e se deixará levar para cima, aos poucos, lenta ou rapidamente, em acordo com suas forças e com sua vontade, facultando ouvir o que precisa, receber energias reparadoras e renovadoras que lhe elevem acima do mal que produziu, por conta de sua indolência, preguiça e revolta.

Somente então estará disposto a cumprir seu dever de ser a expressão do Criador na Vida, gerando em torno de si o Amor através do qual foi criado, como nós todos o fomos, pois permitirá, através do arrependimento sincero, ser amparado e entender os verdadeiros papéis que cada um de nós cumpre em cada existência terrena.

Ainda mais: será permeável ao perdão. Pela Vida, pelo próximo, pelas circunstâncias, inclusive aquelas que eventualmente lhe façam sofrer, por sentir dentro de si o potencial de Amor Infinito que a Divindade emana permanentemente por todo Universo. Estará, então, reposicionado intimamente e se permitirá compartilhar das inúmeras alegrias de cultivar a compaixão, a indulgência, de servir ao próximo, de ser útil na Casa de Deus, mediante o trabalho, por mais humilde, em favor do todo e para todos, esquecendo-se de si e doando-se incansavelmente.

Muitos já exemplificaram assim, entre nós. Basta entender e seguir. Aí virá a sensação do dever em cumprimento.

Militão Pacheco

terça-feira, 28 de junho de 2011

Acreditar



Dizem que os tempos do fim do mundo estão chegando e muitas comunidades cultuam datas baseadas em informações de antepassados que predizem o verdadeiro apocalipse,o fim dos tempos, o fim do mundo.

O calendário maia aponta o fim do mundo para o solstício de verão de 2012, do hemisfério norte e, coincidentemente, há um alinhamento planetário previsto para a mesma época, pelos astrônomos, pelos cientistas, o que vem deixando muita gente preocupada.

Há um verdadeiro culto cataclismático em torno destas situações, como algo mágico, algo surreal, ilusoriamente verossímil, mas impalpável e gerador de descargas adrenérgicas aproveitado pela mídia, para vender informações cada vez mais enriquecidas com dados arrebanhados aleatoriamente, sendo incrustados em um corpo de informações básicas pré-existentes, na verdade incompatíveis entre si.

Os seres humanos sempre adoraram estas datas místicas, esses acontecimentos mágicos, estas situações que anunciam o fim-dos-tempos periodicamente, como um verdadeiro alimento para a imaginação auto-flagelatório, que faz com que o homem, a mulher, guardem dentro de si uma espécie de aviso de que tudo irá se acabar de súbito, tendo sido previsto por visionários, mensageiros do além, por entidades extra-terrestres, por missionários que trazem ou trouxeram avisos de sempre, como sucedeu com a vinda do Messias para a Terra, milênios antes de sua vinda através dos profetas da antiguidade.

Estudando as culturas antigas e as mais recentes, podemos observar que ciclicamente há uma perspectiva catastrófica, como se um novo dilúvio, em forma de chamas ou de terremotos, ou, ainda de corpos celestes a invadir a atmosfera terrena, pudessem dar cabo de tudo ou gerar muito "ranger de dentes", muitas dores, muito horror, banhos de sangue e tudo mais que promova o sofrimento, instituindo, na Terra a zona infernal, que na verdade o ser humano guarda dentro de si mesmo. Sim, pois, os medos estão dentro de cada um. Mas o medo da morte é um dos maiores temores da humanidade, como se ela fosse realmente o fim de tudo, quando, na verdade, ela não se configura como um fim, mas como um reinício.

Filmes, livros, fotografia, quadros, esculturas, gravuras, músicas, poemas, teatro e muitas expressões artísticas retratam a dor humana e "prevêm". algumas vezes, estes apocalipses que deixam o homem indefeso diante da Natureza, como sempre o foi.

A imensa facilidade pela qual a mídia atual aborda e perturba com essas "novidades" a cerca de dúvidas e questionamentos a respeito do destino planetário, gera uma nuvem assustadora de medo que permeia a manutenção do apego ao momento do ser, o apego do "aproveitar a vida", enquanto ela existe, de tal modo que os valores do Espírito deixam de ter qualquer importância, em decorrência do "fim-dos-tempos" que está para chegar, numa inversão de valores que deixa o ser humano ainda mais distante da Divindade que habita o próprio interior, na expressão do Amor que tem dentro de si, por ser ele uma fração do pensamento do Criador, da Divindade.

Assim, a criatura pensante deixa de pensar em criar por estar paralisado em crer que tudo se extinguirá efetivamente. O medo paralisa e impede uma caminhada linear em direção à luz do esclarecimento e do Amor.

Impressionante perceber que mesmo entre os espíritas correm informações sobre cataclismas, acidentes naturais, mudanças climáticas, transformações planetárias, catástrofes climáticas e migrações de povos que impressionam áqueles que vivemos na Vida Espiritual, por conta de nossa ignorância diante de tantas informações assustadoras, particularmente por conta das eventuais fontes que seriam as responsáveis por elas.

Quem divulga as notícias, dá nomes importantes, cita circunstâncias peculiares, gera fatos "fidedignos" que efetivamente impressionam.

É lícito, nestas situações, fazer um questionamento: devemos acreditar nisso tudo, com tanta simplicidade?

Kardec ensina a passar tudo o que aprendemos pelo crivo da razão. Primeiro a razão individual e depois a razão coletiva, abrangendo o máximo possível de pessoas que tenham condições de analisar de modo criterioso o que vem para o aprendizado.

Assim, em primeiro lugar, levantar a questão da identidade do Espírito comunicante, aja vista a impossibilidade de que ele venha a depor em função de estar desencarnado e ter seu nome utilizado como fonte de informação. Em "O Livro dos Médiuns" vemos claramente que o nome do Espírito não tem importância diante do conteúdo das informações. Elas precisam estar em consonância com o que se sabe do informante, isto é, um Espírito sabidamente equilibrado não desencadearia mal estar ou desconforto, mas ao contrário, carrega consigo mensagens de amor e esperança.

Só por isso, já podemos começar nosso questionamento destas notícias que têm circulado a respeito do fim-dos-tempos, que teriam sido afirmadas, inclusive, pelo Chico Xavier. Daí para diante, vamos pensar simplesmente assim: um Espírito bem intencionado provocaria, por alguma razão, o medo generalizado?

Se você acha que sim, que o Chico Xavier teria a intensão de ser um visionário pronto para disseminar a insegurança, então tudo certo: vamos acreditar nas notícias de que ele teria dito que muitas coisas curiosas irão acontecer. Agora, se isso soa estranho para você, então já podemos duvidar que essas informações sejam autênticas, mesmo que referidas como sendo de alguém que tem histórico tão importante dentro do contexto espírita mundial.

Quem quiser, que acredite.

Militão Pacheco

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Despertar




Algumas pessoas, ou muitas, acreditam que o ambiente que nos cerca, as pessoas que nos acompanham, as circunstâncias da vida, moldam nosso caráter e nosso estado de espírito.

Outros afirmam o oposto: nosso estado de espírito é capaz de moldar nossos relacionamentos, o ambiente que nos cerca e as circunstâncias da vida.

Será que apenas uma destas afirmativas preenche verdadeiramente os requisitos para uma realidade?

Certamente, não. Há uma interdependência entre as duas coisas: o interior e o exterior de cada um de nós. Há como que um mecanismo de realimentação permanente, contínua, dos dois níveis de vida para cada pessoa, de modo que o exterior interfere no interior e vice-versa.

Todos temos níveis de consciência variável durante todo o dia. Passamos por estado de vigília (consciência), semi-vigília (onírico) e sonolência (sono) em muitos momentos do dia, na dependência dos fatores que venham a estimular nosso cotidiano. Basta lembrar que, diante de um fato monótono vem a sonolência; diante de um fato crítico, vem a vigília, mesmo que se esteja cansado.

Temos níveis de consciência variável durante a vida, na dependência do aprender e do esforço para isso que cada um de nós despende no esforço de amadurecer. O jovem tem na juventude uma má conselheira, mas muitas vezes o idoso permanece na juventude, iludido pelos apegos desnecessários. Nem sempre a idade traz a maturidade, infelizmente, embora muitos se arroguem direitos por conta da idade avançada.

Estamos relativamente conscientes dos fatos, portanto, em acordo com uma série de fatores que podem estimular ou não nosso nível de consciência para mais desperto ou menos desperto.

O nível de conhecimento da pessoa interfere muito na questão do nível de consciência do que diga respeito á vida, mas pode acontecer de forma positiva ou negativa, em decorrência de predisposições que a pessoa tenha dentro de si mesma.

Assim, uma pessoa de teor orgulhoso, quando detentora de muito saber, pode se tornar impermeável a novas formas de consciência, por conta de idéias pré-concebidas que guarde dentro de si, em decorrência de seu conhecimento. Isso, apenas para ilustrar o que foi citado.

Pode-se dizer que o despertar do ser envolve a consciência de si mesmo, a consciência do ambiente e a consciência das demais pessoas com quem conviva ou não, além da consciência relativa daquilo que ainda não conhece.

Então, podemos avaliar que há vários níveis de consciência para se conhecer.

Pessoas vivem em nível de consciência de sono, sopor ou adormecimento relativo, graças a se entregar à vida de modo mecânico: comer, beber, reproduzir e dormir.

Há quem viva em nível de percepção na qual, além de ter as funções fundamentais já citadas, percebe a necessidade de preservar o ambiente e preocupa-se com outras pessoas, além de si mesmo, num grau de consciência mais abrangente.

Um degrau acima estão aqueles que fazem o que precisam para viver, mas têm consigo o cuidado de voltar a atenção para o meio ou para as pessoas que os cercam, deixando-se muitas vezes em segundo plano, por importar mais o bem estar do todo do que o próprio.

Mais acima, os missionários, que vêm à Terra para doar e se doarem por todos, por tudo, vivendo, muitas vezes, na penúria, para exemplificar, mas com condições morais que a maioria desconhece ainda, em nível de resignação superior, por uma pessoa, por uma família, por uma comunidade, por uma nação ou, em níveis variados, por toda humanidade terrena, como aqueles que trazem conhecimento elucidativo, gerando possibilidades de cura, de paz, de fraternidade e de amor.

Jesus veio à Terra com o chamado nível de consciência universal, por ser o mais próximo possível da ciência plena do todo que o cerca, por irradiar amor à sua volta, por entregar-se à humanidade, pelo mesmo amor.

Cada ser existente no Universo tem dentro de si o potencial de evoluir ao nível mais elevado de consciência, em ritmo que depende de fatores intrínsecos e extrínsecos, mas primordialmente dos primeiros. Temos dentro de nós a chama do Amor Eterno que o Criador nos concedeu. Precisamos aprender a desenvolvê-la para que nossa jornada seja o mais breve possível em direção à evolução que nos leve à Paz interior tão aspirada por cada um.

Enquanto o ser, a criatura, permanecer na ilusão de que as satisfações são fruto do ter ela estacionará aguardando o despertar para o aprender a ser, para gerar consciências gradativas que o iluminem para a Verdadeira Vida Universal.

O maior recurso de que dispomos, como guia para esta jornada para a Verdade e para a Vida, é o Evangelho do Cristo-Jesus. Aprender dEle é a essência para a consciência plena.

Militão Pacheco

domingo, 26 de junho de 2011

Biografia: Abel Gomes




Nascido no dia 30 de dezembro de 1877,Na antiga cidade de Conceição do Turvo, hoje cidade de Salvador Firmino, e desencarnado em Astolfo Dutra,Também no Estado de Minas Gerais, no dia 16 de agosto de 1934.

Descendente de colonizadores portugueses, Abel Gomes se tornou um nome benquisto por todos e aureolado de grande respeito e admiração, projetando-se por todos os Estados brasileiros e mesmo ultrapassando fronteiras, para atingir países vizinhos. Apesar de ser um homem simples, pobre e doente, impôs-se ao preito dos seus contemporâneos, pois não apenas ensinava, mas dava sempre o exemplo. Como sociólogo e evangelizador ele soube viver os Evangelhos, propiciando o exemplo vivo daquele que, no dizer judicioso de Jesus Cristo, “toma do arado e não olha mais para trás.”

Abel Gomes tornou-se representativa figura do Espiritismo, divulgando os seus preceitos no seio das massas e conseguindo atingir pessoas de todos os níveis sociais. Dentre os livros espíritas que contribuíram para a sua conversão, situa-se “Depois da Morte”, de Léon Denis, entretanto, os profundos estudos por ele encetados fizeram com que adquirisse a fé raciocinada, preconizada por Allan Kardec e, portando essa fé inabalável, dedicou-se de corpo e alma ao serviço das novas idéias que passara a esposar.

Embora fosse pregador, esquivava-se sempre que podia da tribuna, preferindo espargir os seus ensinamentos pela palavra escrita, através de suas próprias produções literárias e poéticas, todas elas aureoladas de grande profundidade moral e espiritual.

Ficou impossibilitado de andar quando tinha apenas 25 anos de idade, pois foi acometido de pertinaz e progressiva paralisia que lhe imobilizou as pernas. Quase cego, nunca se deixou vencer pelas expiações e pelos duros golpes da adversidade. Em sua cadeira de rodas continuou a produzir como poucos, jamais esmoreceu, o seu dinamismo era inquebrantável.

Pobre de bens materiais, jamais alimentou desejos de enriquecer-se com o ouro da Terra, pois não desconhecia que a fortuna material é um bem transitório que Deus coloca nas mãos de suas criaturas.

Exerceu a profissão de contabilista em várias firmas comerciais. Devido à paralisia e dificuldades de locomoção começou a trabalhar em sua própria residência, como alfaiate e fotógrafo. As poucas horas de lazer que lhe restavam, dedicava-as à composição de músicas admiráveis, passando a ensinar as maravilhas do som a um pugilo de artistas-amadores. Também demonstrou nítidas qualidades de teatrólogo.

Embora não se tenha casado, foi pai adotivo de dois rapazes que se tornaram cidadãos prestativos e respeitáveis.

Abel gomes fez parte de um pugilo de pioneiros do Espiritismo em Minas Gerais, entre os quais podemos citar João Ernesto, em Ubá; João Marcelino, na cidade de Pombas; Eurípedes Barsanulfo, em Sacramento; José Justiniano de Godoy e Jota Lacerda, em Cataguazes; José Alves Ferreira, Antonio Correntino e Franklin Teodoro dos Santos, em Araguari; e outros.

No ano de 1928, em companhia de outros denodados seareiros, fundou o Grupo Espírita Luz e Trabalho, no antigo Porto de Sto. Antonio, instituição que teve vida efêmera. No dia 2 de julho de 1933, coadjuvado por outros doze espíritas, fundou novo Centro Espírita, dando-lhe o nome do primeiro. Após a sua desencarnação essa instituição passou a chamar-se Cabana Espírita Abel Gomes. Posteriormente, os seus continuadores lançaram à publicidade o jornal “Arauto da Fé” e implantaram a Fundação Espírita Abel Gomes, que passou a amparar 30 crianças.

Exegeta de grandes recursos, Abel Gomes esmerava-se na interpretação de textos bíblicos, impregnando, com os lampejos do espírito que vivifica, vários ensinamentos contidos no Velho e no Novo Testamentos. Freqüentemente apelava para os acontecimentos da vida prática, explicando-os à luz da Doutrina Espírita, o mesmo fazendo com as parábolas e ensinos de Jesus Cristo. A sua maneira preferida de ensinar era através do exemplo dignificante.

Na qualidade de professor, exerceu o magistério nas cidades de Cataguazes e Vicosa, lecionando português e matemática. Foi um autêntico autodidata, não tendo cursado nenhuma Faculdade e nunca se matriculou num ginásio. A primeira vez em que entrou num desses estabelecimentos, foi para ensinar aquilo que já havia aprendido. Foi um homem dotado de sólida cultura e de incomparável senso humanístico.

Poliglota, dominava bem o português, o francês, o castelhano, o italiano e conhecia razoavelmente o grego e o latim. Foi também um dos pioneiros do Esperanto em nosso país, e consta que foi o primeiro a lançar uma gramática para o ensino desse idioma internacional.

Abel Gomes foi um homem de letra, tendo deixado numerosas obras ocultas no anonimato ou encobertas por pseudônimo (entre os quais o de Jota Ubirajara). Escreveu obras notáveis entre as quais “Braz Pires”, “A Felicidade”, e “Pérolas Ocultas”. Prestou inestimável colaboração a publicações brasileiras e portuguesas.

Foi um poeta de grandes recursos. O seu gênero era o lírico, deixando extravasar a sua alma em cânticos maravilhosos, abordando problemas humanos, patrióticos e religiosos, esses últimos com fundamento nos sadios ensinamentos da Codificação Kardequiana. No seu magistral poema “A Dor”, traduziu a sua conformação aos ditames do Alto, compenetrado que era das razões dos sofrimentos que o assolavam.

Abel Gomes foi, portanto, um dos mais autênticos espíritas dos últimos tempos e o Espiritismo muito lhe deve pelo seu inestimável trabalho em favor da sua divulgação, principalmente no Estado de Minas Gerais.

sábado, 25 de junho de 2011

Perante o próximo




Todos nós que nos candidatamos ao espiritismo, ouvimos, muitas vezes, mensagens e recomendações que nos aconselham ponderar sobre a preocupação excessiva com relação à vida alheia. Mas o que mais nos incomoda, certamente, é quando nos preocupamos em cuidar dos outros e deixamos de fazer a nossa própria lição de casa.

Conta uma história antiga, sobre uma família de tartarugas, que reunidas em determinada ocasião, resolveram fazer um piquenique. Como todos nós sabemos, as tartarugas são muito lentas e os preparativos para o piquenique da família demoraram sete anos. Quando tudo estava pronto, partiram para procurar um lugar para fazer o piquenique e essa busca demorou mais três anos. Quando encontraram o lugar, começaram a prepará-lo para que o piquenique pudesse ser feito. E essa preparação custou mais seis meses.

Estenderam a toalha, prepararam as refeições, mas, o mais velho da família, deu-se conta que estava faltando o sal. Todos se reuniram, porque afinal de contas o piquenique sem sal é insosso, não tem graça.

E, decidiram que um deles voltaria para pegar o sal. Imagine, o mais jovem foi eleito para ir buscar o sal, mas ele se recusava a ir, de modo algum. Depois de muito debate acabou aceitando, mas com uma condição, todos ali aguardariam a sua volta para iniciar a refeição, e ele se foi.

Passou um ano, dois anos, nada do jovem retornar; três anos, quatro anos, no quinto ano a tartaruga mais velha da família, já com uma fome bastante acentuada, resolveu iniciar a refeição. Imediatamente, de trás de um dos arbustos, sai o jovenzinho indignado:

“Eu avisei que era para me esperar. Eu estou ali atrás, esperando o tempo todo para ver ser vocês realmente respeitam o que eu pedi!”

Observem que nesta história infantil, há um grande ensinamento, exatamente sobre o assunto que abordamos. Quanto deixamos de fazer por cuidar da vida alheia. Precisamos pensar na nossa vida!

psicofonia recebida no NEPT em 08 de junho de 2011.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Coragem e Medo





Coragem é um atributo bastante interessante e muito importante. Nós sabemos que para enfrentar as dificuldades é muito importante ter coragem, mas, algumas vezes, diante de pequenos obstáculos, nós fraquejamos, mesmo aprendendo muito com a doutrina espírita, nós fraquejamos.

Conta-nos um amigo, que já viveu na China antiga a história de um menino que nascera sem um braço. Sem o braço esquerdo. E que aos dez anos de idade, resolveu praticar arte marcial.

Procurou um professor com o auxílio dos pais e o professor observando a sua deficiência física, aceito o desafio.

Durante alguns anos o jovem de dez anos foi aprendendo uma única técnica de arte marcial. Aprendeu apenas um golpe e este golpe lhe serviria e lhe seria muito útil mais adiante.

Um dia o professor, o mestre, o inscreveu numa competição, bastante comum nos paises orientais, onde as artes marciais correm à solta. O jovem tremeu, evidentemente:

-“Como posso competir se eu não tenho um braço?

O mestre o encorajou, dizendo:

-“Vá e aplique o golpe que você conhece”

-“Mas mestre, eu sei apenas um golpe!”

-“É o bastante, não é necessário mais do que isto.”

Começou o torneio. Enfrentou o seu primeiro opositor venceu a luta. Enfrentou o segundo e novamente venceu. Enfrentou o terceiro e venceu. E, assim, foi até chegar à final do torneio.

Quando chegou a final, o opositor era grande e os organizadores da prova resolveram por bem, afastar o jovem da final por conta da sua deficiência:

-“De forma alguma, ele vai enfrentar o seu opositor”

Encorajou novamente o rapaz e ele, com dúvidas, lhe perguntou:

-“Mas mestre, como eu faço, ele é muito maior?”

-“Lembre-se de apenas aplicar o golpe que você aprendeu!”

E ele venceu a luta. Quando terminou já tendo recebido o prêmio pelo torneio, ele retorna ao mestre e lhe pergunta:

- “Mestre, como eu posso ter vencido todos, se não tendo o braço esquerdo?”

- “Pupilo, eu lhe ensinei um golpe dos mais difíceis em arte marcial. E a defesa deste golpe exige que o seu opositor lhe tome o braço esquerdo para se defender e você não tem o seu braço esquerdo...”

Este mestre nos ensina, muito claramente, como transformar um ponto fraco na alavanca para vencer os obstáculos da vida. Não desistir, não vacilar, confiar e seguir adiante.


psicofonia recebida no NEPT em 15 de maio de 2011.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Acreditar e Agir





Muitas vezes nos deparamos com obstáculos dos mais variados e muitas vezes, nos faltam forças, nós nos sentimos frágeis, pequenos, delicados, mas nós precisamos estar preparados e preparados para todas as grandes travessias que a existência nos fornece.

Conta-nos um amigo da espiritualidade, a experiência de um viajante que ao caminhar, depois de muito longo tempo, se depara com um imenso lago que precisava atravessar. Não haveria tempo para contornar toda a sua borda. Com os pés sujos de pó ele caminhava e tentava olhar para a outra margem, tentando imaginar como faria para chegar lá do outro lado.

Quando de repente, ouve uma voz que lhe chama, vinda de um homem de cabelos bastante grisalhos e que lhe convida a entrar em seu bote. Era um barqueiro, que o levaria e se dispôs a leva-lo, graciosamente, para a outra margem.

Curiosamente, este viajante se depara com as duas pás que estavam no barco. Entra no barco e percebe que cada pá tinha uma palavra escrita. Numa pá estava escrito “agir” e na outra pá estava escrito “acreditar”.

O barqueiro já havia começado a sua jornada, mas ele muito curioso, pergunta ao barqueiro porque cada pá tem um nome? E porque “agir” e “acreditar”? Rapidamente, o barqueiro toma somente a pá onde estava escrito “acreditar” e começa a remar com firmeza. O barco começa, então, a girar em círculos, no sentido horário. De repente o barqueiro pega a outra pá, que está escrito “agir” e também rema com firmeza, e o barco, a embarcação gira no sentido oposto, no sentido anti horário. O barqueiro para, toma novamente as duas pás e volta a remar, levando o viajante para a outra margem do lago. Quando chega no final do destino lhe diz:

- “Este barco poderia se chamar auto confiança. Para que ele possa transitar de uma margem à outra, é necessário que nós possamos lançar mão das duas pás, “acreditar” e “agir”. Porque assim, as duas unidas nos permitem chegar ao nosso destino.”

Assim é na vida e o próprio Cristo nos chama muita atenção para isso. Ele nos diz assim: “Buscai e achareis; pedi e obtereis; batei e abri-se-vos-á”. Ou seja, “acreditar e agir”.

Que Jesus nos abençoe!


psicofonia recebida no NEPT em 18 de maio de 2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Cobrança





Cobrar dos outros aquilo que os outros ainda não estão preparados para mudar. Então, nós temos tido muitas experiências no convívio com as pessoas humanas, quando estas se decepcionaram porque aguardavam das pessoas amadas, das pessoas mais próximas, nos companheiros de estudo, de trabalho, atitudes mais generosas do que estas pessoas poderiam dar. Mas, nós precisamos avaliar que muitas vezes, apesar de julgarmos que os outros estão em condições de nos dar mais, eles não estão. Da mesma forma, estas outras pessoas podem estar esperando de nós algo mais, que nós, diante de nossa cobrança, não estamos dando.

Nós, muitas vezes, nos surpreendemos com as pessoas. Na década de 50, no interior paulista, numa pequena cidade próxima à Araçatuba, vivia uma comunidade muito alegre, que tinha como peculiaridade, divertir-se às custas de um senhor, já perto dos seus quarenta anos, pois, naquela época já era um senhor, diferente da atualidade. E, este senhor, era visto como um verdadeiro idiota na comunidade daquela cidadezinha, e quase todas as semanas se reuniam na sexta-feira e no sábado e convidavam esse senhor para aparecer, porque às custas dele, se divertiam.

Com bastante freqüência, quase todas as semanas na verdade, ofereciam à ele duas moedas. Na época uma moeda de 400 réis e uma outra moeda de 2 contos de réis, que hoje nós não temos mais a possibilidade de compreender, mas que eram valor cinco vezes maior, embora a moeda fosse bem menor do que a de 400 réis.

Evidentemente, todas as semanas este senhor, escolhia a moeda maior e todos se divertiam às custas dele. Ele era debochado, humilhado mas se retirava com a moeda de 400 réis.

O amigo nosso, que visitou a cidade e presenciou o episódio, teve a curiosidade de segui-lo e perguntou à ele:

- “ Você sabe a diferença entre as duas moedas?” Querendo ensinar.

Ele disse à esse nosso amigo:

- “ Sei sim senhor. A outra moeda menor vale cinco vezes mais do que esta”

- “Mas então, porque você a escolhe?”

- “Se eu escolher a moeda menor, eles param de brincar e eu não terei mais moeda alguma, como tenho tido todas as semanas”

Dessa lição nós aprendemos algumas coisas muito importantes: Primeiro, a ganância, muitas vezes, nos atrapalha, quere mais pode significar querer menos. Segundo, quem seriam os verdadeiros idiotas na história?

Temos que pensar, porque muitas vezes, nós julgamos aquele que parece ser idiota e idiota ele não é, ao contrário, quando nós nos expomos a exigir muito dos outros, talvez nós estejamos sendo os idiotas. Precisamos pensar e refletir, porque a vida nos surpreende com muitas freqüência. Na vida, aprendemos a não cobrar dos outros, aquilo que os outros não estão preparados para nos dar.

psicofonia recebida no NEPT em 15 de junho de 2011

terça-feira, 21 de junho de 2011

Apegos materiais




Se você é uma destas pessoas que tem "ciúme" das suas coisas, comece a se preparar para um fato do qual você não poderá se separar: nada do que "é seu", nada "lhe pertence" na Terra. Tudo é uma espécie de empréstimo que a Providência Divina faz com uma intenção nobre: permitir que você aprenda a lidar com o mundo material, sem no entanto se deixar conduzir pelas tendências humanas de posse e paixão.

É um aprendizado longo e tão mais difícil, quanto mais você se deixe banhar pelas águas barrentas das ilusões que nossa Casa Planetária nos oferece, isto é, quanto mais você julgue que a Vida se resume ao que você tem aqui, na Terra e que todo o Universo que pulula à sua volta não tem significado nem importância, mais você irá manter e se manter apegado àquilo que "lhe pertence" e àquilo que faz parte de sua vida material.

O Espiritismo ensina claramente que somos Espíritos vivendo em um mundo material. Aliás, não é só a Doutrina Espírita que declara esta Verdade, muitas outras filosofias e religiões guardam em seu bojo este recurso de consciência que deveria ser um alerta para todos os que se mostram eternos na Terra, esquecendo a realidade dos fatos.

Um dos atos de caridade mais impressionantes para a Vida, como exemplo de compreensão de que nada nos pertence, efetivamente, é a predisposição de doar órgãos. É uma postura mental das mais nobres que um ser humano pode ter diante de outros que necessitem de um órgão para manter a Vida e ter alguma dignidade para viver, por ainda guardar perspectivas para ela, embora determinado órgão vital esteja com seus dias contados.

A doação de uma córnea pode dar a Luz a um cego. Um rim, apenas um, pode dar alegria de viver a uma pessoa que já tinha em si a perda das energias vitais para conduzir seu corpo.

Mas há quem ainda tenha medos com relação a estas questões tão racionais e tão caridosas ao mesmo tempo. Há quem, por apego, acredite que seus órgãos não podem ser retirados do corpo, por conta de que na vida espiritual, sentirá sua ausência, como já vimos citar uma vez um homem que disse claramente não doar a córnea pois precisaria dela para se guiar enquanto espírito.

Uma bobagem sem tamanho, pois o corpo espiritual não necessita da matéria para ver. Vê, independentemente dos olhos físicos, como se pode notar nos fenômenos mediúnicos que assaltam as sessões espíritas ou mesmo o cotidiano das pessoas, que citam claramente "ver" coisas que os olhos não vêm.

Mas, felizmente, há tempo para o esclarecimento. Faça sua leitura, compreenda que o Ser Espiritual que você é significa muito mais do que este excelente corpo que você habita. O corpo, meu irmão, é apenas seu "médium", o recurso que a Divindade lhe dá para que você possa continuar em aprendizado, vivenciando a matéria, aprendendo sobre as Leis da Vida.

O cérebro é apenas o veículo através do qual suas idéias se manifestam. Ele não é o provedor das idéias, apenas o veículo delas. Elas são originadas em você, que é um Espírito imortal, independente do corpo.

Acrescente mais "bônus horas" para sua vida eterna: deixe declarado que você gostaria de doar seus órgãos para que alguém possa ser beneficiado com eles, pois, de qualquer modo, se eles não forem ou não puderem ser aproveitados desta forma, os micróbios farão sua parte e serão beneficiados com os nutrientes existentes em suas células, com o fluído vital que circula por entre elas, pois "nada se perde, tudo se transforma".

Roberto Brólio

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Tratamento com fluidoterapia




"Nos casos de obsessão grave, o obsidiado fica como que envolto e impregnado de um fluído pernicioso, que neutraliza a ação dos fluídos salutares e os repele. É daquele fluído que importa desembaraçá-lo. Ora, um fluído mau não pode ser eliminado por outro igualmente mau. Por meio de ação idêntica à do médium curador, nos casos de enfermidade, preciso se faz expelir um fluído mau com auxílio de um fluído melhor." - A Gênese, Allan Kardec, capítulo XIV, ítem 46.


Como se lê acima, temos na obra da codificação os dados necessários e fundamentais para compreender a necessidade da aplicação dos passes e da administração da água fluidificada para os pacientes que buscam o auxílio de um Centro Espírita para o alívio de suas dificuldades de ordem espiritual.

O passe é um dos recursos mais importantes para a impregnação de fluídos amorosos para o paciente, de modo direto, através da imposição das mãos, da prece amorosa, da ligação com as Entidades Espirituais responsáveis pelos trabalhos da Instituição à qual se ligam os trabalhadores, aos seus Guias Espirituais, que estão sempre ligados ao Ato de Amor que é o auxilio ao que busca auxílio; enfim, o passe é um gesto de amor que pode impregnar o paciente de fluídos benéficos no objetivo do seu equilíbrio.

A água fluidificada é um recurso também dos mais interessantes, já que a própria espiritualidade tem a possibilidade de impregnar a água destinada a ser tomada após o passe, com vibrações adequadas para aquele paciente, como um medicamento que seja apropriado para aquele momento específico e para aquela situação específica do paciente.

O passe pode auxiliar de modo evidente no mesmo momento em que seja aplicado e o paciente pode sentir seus benefícios imediatamente, podendo ser o resultado, muitas vezes, duradouro, na dependência de cada situação.

A água fluidificada tem uma ação complementar e auxilia a impregnação do magnetismo do passe para a manutenção do bem-estar do paciente, sendo, portanto, uma terapia complementar que leva à somatória de um benefício curador para quem se submeta ao tratamento.

Além destes dois recursos utilizados pelas Entidades Amorosas, servidoras da Causa de Jesus na assistência espiritual de todos nós, a própria freqüência à Casa Espírita, com a audição de palestras, com a conversação de teor elevado, a leitura de textos edificantes, a prática habitual do Evangelho no Lar, a mudança de postura diante da Vida e de seus obstáculos, fazem os recursos adequados para a transformação da Vida em fulcro de Luz para quem possa necessitar de superação diante particularmente das obsessões.

O passe é fundamental na terapêutica da desobsessão e encontramos casos nos quais um único passe auxilia muito um determinado paciente, liberando-o de problema antigo, graças às questões ligadas às suas necessidades, aos seus méritos e outras questões que normalmente fogem da compreensão de todos nós, em função do passado de cada um, já que não se sabe exatamente qual a causa do sofrimento, qual a duração, quais os mecanismos envolvidos e até que ponto o paciente já guardava em si predisposições adequadas para a cura eventual do processo obsessivo.

Por conta disso, o médium que aplique o passe não deve se preencher de vaidade, já que não é ele o causador de uma eventual cura de um paciente, mas apenas o agente pela qual tal cura ocorreu.

Aliás, o médium que se deixe conduzir por vaidade, acaba por perder consideravelmente as próprias potencialidades, pois se predispõe a uma obsessão, também, devendo, neste caso, ser submetido a tratamento adequado para libertar-se e poder voltar a ser útil instrumento do Alto nos propósitos cristãos.

De qualquer modo, o passe e a água fluidificada são, além dos recursos do aprendizado, as melhores ferramentas fluídicas para o tratamento das desobsessões.

Militão Pacheco

domingo, 19 de junho de 2011

Terapias Alternativas nos Centros Espíritas.




Um pantanoso terreno existe em muitas casas espíritas, que certamente teimam em ajudar o próximo, mas lançam mão de recursos que não podem ser considerados espíritas e, algumas vezes, nem mesmo espiritualista. Exatamente por isso, pode-se afirmar que há algo de dúbio nestas propostas.

Vagueiam, os trabalhadores da Seara de Jesus, às mancheias, em ondas de modismos e de buscas empíricas que trabalham a superficialidade do Ser e não entendendo que dar firmeza para o pensamento é instituir a verdadeira mudança de qualidade de pensamento através do efetivo aprendizado em torno da Doutrina Espírita, que nada mais é do que o pensamento de Jesus, em expressão mais atualizada, ainda que muitos queiram ditar que o pensamento de Kardec, portanto de Jesus, está ultrapassado.

Podemos dizer, sem qualquer vestígio de medo de errar, que as buscas "terapêuticas" que são praticadas e ensinadas em muitas destas casas, são as chamadas "terapias alternativas", que nem mesmo guardam qualquer sintonia com a Bendita Doutrina que tentamos aprender.

Vamos ler o que diz uma destas casas, que certamente tem em seu íntimo o desejo sincero de bem-servir a todos que busquem lá o socorro para seus corações em sofrimento:

"A cromoterapia é a mecânica de doação de energia através das mãos (como ocorre nos “passes”), porém, as energias ali utilizadas são mentalizadas pelos médiuns e pelo próprio paciente, na forma de cores em uma seqüência lógica pré-estabelecida pelo 'aplicador' (médium que conduz o 'passe'). O fator principal para a aplicação das cores é a firmeza de pensamento e a capacidade de silenciar a mente e através dela emanar as cores que são vibradas."

Note que mesmo a palavra passe, que é uma terapêutica espírita, está entre aspas - as nossas aspas são apenas as iniciais e as finais - dando conotação dúbia para a palavra, visto efetivamente não se tratar de um passe, mas de uma técnica empírica, dotada de cunho imaginatório que não se coaduna com os princípios doutrinários que tentamos vivenciar.

Temos de ter o cuidado de ler as obras básicas, para ter parâmetros efetivos de discernimento e clareza dos personagens que fazem parte real dos recursos utilizados pelo Espiritismo para auxiliar o reencaminhamento da humanidade, quais sejam: o estudo doutrinário, a freqüência às reuniões de estudo, o recebimento dos passes, a água fluidificada (que já é de per si uma técnica auxiliar implantada pela própria espiritualidade desde os primórdios doutrinários), eventualmente as sessões mediúnicas, o tratamento espiritual apropriado para cada caso, o evangelho no lar e, na estruturação do ser, a educação espírita infantil.

Implantações outras destoam das bases. E não se trata de ser limitado na aceitação de idéias novas, mas de ser racional para com todas as idéias e aplicar aquilo que seja justo de ser aplicado em benefício do próximo.

Na verdade, tudo o que procure praticar o bem pode ser válido. Mas nem tudo o é! Por isso precisa ser analisado e compreendido em sua essência e em sua aplicabilidade, para que não gere falsas esperanças, mistificações, criação de mitos, rituais (este um dos maiores escolhos para o Espiritismo atual, pode acreditar!) e circunstâncias vexatórias para a própria Doutrina, que se fundamenta na simplicidade e objetividade.

Para quem goste de aprender sobre a Doutrina, sugiro a leitura do livro de Herculano Pires, um dos maiores defensores da Doutrina Espírita, chamado "Obsessão, o passe, a doutrinação", que guarda em si o necessário para o trabalho de assistência ao próximo. Sugiro, também, e fundamentalmente, a leituta da obra "Desobsessão", psicografada por Francisco de Cândido Xavier, por conta do Espírito André Luiz e, na verdade, primariamente, o estudo profundo do "Livro dos Médiuns" para sedimentação sobre o maior recurso de intercâmbio dos Planos da Vida, a mediunidade.

Militão Pacheco

sábado, 18 de junho de 2011

O homem também cria.




Um dos mais importantes exercícios da humanidade é o de compreender a Natureza, não só aquela que a cerca, como também aquela que ela tem dentro de si mesma, em amplo sentido, quer dizer, não só as questões de elaborações mentais, mas também aquelas que estejam ligadas ao próprio organismo físico, com o qual o ser humano compartilha suas experiências terrenas.

Nesse exercício verdadeiramente titânico, o ser humano vagueia por ondas que têm dimensões desproporcionais para sua capacidade intelectual e enfrenta desafios que vêm se mostrando não tão absolutamente intransponíveis como pareciam ser há um ou dois séculos passados.

Quer dizer que a evolução das pesquisas vem demonstrando que os desafios podem ser superados, por conta da persistência e da disciplina que as disciplinas humanas têm apresentado, não só nas cadeiras universitárias das universidades, mas também na vida cotidiana, onde professores da Vida podem apresentar soluções práticas para compreender a Natureza intrínseca e extrínseca do homem.

Nesta jornada tão profunda quanto extensa o homem tem conquistado sobejamente capacidades de compreensão para concatenar as particularidades da Vida de tal modo que consegue superar hoje obstáculos que pareciam absolutamente inviáveis de serem transpostos há uma ou duas décadas.

Os alcances obtidos neste progresso tecnológico em muitas áreas do conhecimento já levaram representantes da humanidade à Lua e mantém astronautas em órbita planetária, envolvidos em pesquisas e investimentos evidentemente com finalidades materiais, mas que podem trazer ainda mais soluções práticas para aliviar as dores e alavancar o progresso daquelas criaturas que permanecem atreladas ao solo terrestre.

Tais avanços permitem que a Medicina prospere exponencialmente, assim como a cibernética, a tecnologia da informação e todas as demais áreas da ciência terrena, o que vem gerando conforto e qualidade de vida para o homem e a mulher comum, sendo assim,

A inspiração de Amigos Invisíveis que auxiliam Jesus na condução planetária é permanente em nossas Vidas e impulsionam os pesquisadores para o enfrentamento desses desafios com o objetivo de alavancar o conhecimento e manter a diretriz e evolução humana em sua jornada em sua residência atual, o Planeta Terra.

Muitos Espíritos Missionários do Alto encarnam em nosso lar terreno, com propósitos nobres e enobrecedores de trazer luzes para esta etapa mais atual de avanços gigantescos em termos de tecnologia.

Outros trazem consigo a mensagem de cunho ético-moral, atuando e exemplificando não só na doação de si mesmos, mas também no enfrentamento de provas das mais variadas de modo absolutamente natural e espontâneo, como quem afirma por atos, como todos precisamos nos comportar.

Assim, as leis naturais vêm sendo compreendidas por todos e incitando-nos a incorporar o progresso técnico às nossas Vidas, como também é desejável fazer com o progresso moral, para que nossas duas asas - parafraseando Emmanuel - possam nos elevar a esferas aprimoradas da Vida Eterna.

Nesse complexo processo de aprendizado, através do esforço e do amor, temos assistido sinais de evolução tecnológica muito interessantes e que nos mostram o poder criador que temos, em essência, para produzir alimentos, para reduzir doenças, para dar conforto material e psicológico e tantas outras potencialidades que certamente valeria a pena recordar em oportunidades posteriores.

O cientista entra no microcosmo e avança no macrocosmo, assim como resgata conhecimento do fundo do mar e prescruta o Universo, com sondas ou com aparelhos monitorados à distância, dada a sua própria limitação de ordem fisica, imposta pela própria Natureza.

Mas este desafio é enriquecedor, pois cria-se os mais variados mecanismos, que atravessam gerações, para ampliar a capacidade perceptiva e entender o Todo que nos cerca.

Microondas, infravermelho, ultrassom, máquinas progressivamente mais complexas para colaborar em cirurgias, computadores, aeronaves, submarinos, espaçonaves e outros recursos são grandes exemplos de como a humanidade vem criando, vem gerando "novos seres" para servir à própria humanidade, decorrendo daí entender que este também é um processo de aprender, para que em um futuro distante, venhamos a compreender como construir com átomos, moléculas, células, tecidos, órgãos e sistemas que interajam entre si, como só acontece desde os indivíduos unicelulares aos multicelulares, como nós.

Sempre sob a Tutela Divina, estamos e estaremos a aprender a criar. Entretanto, é necessário compreender que o Lubrificante Divino, para manter todas as peças do infinito quebra-cabeças universal em ordem e harmonia, é o Amor. Sem ele, nada disso faz sentido.

Militão Pacheco

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ciência e Tecnologia a serviço da educação religiosa para a humanidade




Na série de livros conhecida como "Nosso Lar", o Espírito André Luiz desenvolve o detalhamento da Vida Espiritual de modo a mostrar para o vivente na Terra que o que se tem na vida material é, na verdade, uma prévia ou uma espécie de continuidade do que se promove na Vida Maior.

Os recursos tecnológicos descritos já, desde a década de trinta do século anterior, pelas mãos sensíveis de Francisco Cândido Xavier, eram interpretados por muitos daqueles que liam as obras como sendo um trabalho de ficção científica que sobrepujavam em muito a aceitação das almas da época.

Geravam as idéias, então, algum desconforto, já que era uma literatura à frente de seu tempo de prescrição. Mas, com a passagem do tempo, percebe-se com facilidade que havia factibilidade nas cenas descritas pelo querido companheiro de todos.

Dentre os livros publicados, um chama a atenção, por questões de tecnologia, justamente por estar vários passos adiante e psicografado por volta de 1940 a 1945, e seu nome é "Missionários da Luz".

Vale recordar as palavras do Espírito Emmanuel, que prefacia a obra, ditando uma mensagem que eleva as disposições do leitor a um patamar livre de preconceito para melhor absorver o conteúdo do relato:

"Se a leitura te assombra, se as afirmativas do Mensageiro te parecem revolucionárias, recorre à oração e agradece ao Senhor o aprendizado, pedindo-lhe te esclareça e ilumine, para que a ilusão não te retenha em suas malhas. Lembra-te de que a revelação da verdade é progressiva e, rogando o socorro divino para o teu coração, atende aos sagrados deveres que a Terra te designou para cada dia, consciente de que a morte do corpo não te conduzirá à estagnação e sim a novos campos de aperfeiçoamento e trabalho, de renovação e luta bendita, onde viverás muito mais, e mais intensamente."

Justamente por ser uma mensagem revolucionária, este livro traz informações preciosas referentes às questões da genética humana, já na Vida Espiritual, isto é, todo o preparo para a reencarnação sendo adequadamente e detalhadamente desenvolvido por Entidades Amorosas, cientistas da genética espiritual e humana, que preparam o mapa genético do reencarnante para enfrentar suas provas dentro da Lei de Causa e Efeito que o espírita tanto toma consciência e estuda.

A ciência terrena, com imensos esforços para a compreensão, ainda não obteve resultado completo sobre a natureza e o papel do DNA para o desenvolvimento da Vida em sua expressão mais ampla, destoante das aparências, mas ligada à eternidade sequencial e à perenidade da Vida do Espírito que cada um de nós é.

Ela ainda vê nos genes a causa primária de tudo, assim como vê no cérebro a origem dos pensamentos, das emoções e dos sentimentos. Confunde-se e confunde, por não se permitir avançar na razão que observa que a vida não se restringe à carne, mas transcende-a evolutivamente e que o corpo físico não passa de uma nave conduzida por um comandante invisível aos sentidos humanos, mas nem mesmo por isso, deixando de existir.

Busca, a ciência, a compreensão dos intricados mecanismos biomoleculares que justifiquem moléstias variáveis, predisposições mórbidas e raciocínios diferenciados e adoecidos, não se permitindo reconhecer o gigantismo da essência da Vida por detrás da vida, em função de certo grau de ceticismo e de descrença.

Entretanto, citam os Amigos do Alto que esta mesma ciência tem caminhado para as esferas superiores e que ela irá ser contaminada por luminares recentemente reencarnados, com propósitos de conduzi-la a diretrizes mais modestas e grandiosas, ligada que será à religião, por conta de que, na verdade, tudo não passa de uma só força que conduz o Universo.

A ciência se fará religião e a religião permeará a ciência para o deleite da humanidade terrena, em tempos não muito distantes e isto permitirá que a criatura humana se deixe sensibilizar efetivamente pela fé lógica já trazida por um dos luminares do Cristo, o professor Rivail, no século XIX.

Nestes tempos, então, o preparo da genética irá acontecer em comum consciência das muitas Vidas terrenas e ainda extra-físicas, para que o engenho da Existência permita a troca de impressões entre as pessoas de modo mais lúcido e proveitoso.

Nesta época, a Terra já será um Planeta de Regeneração e nela predominará a Boa-Vontade.


Militão Pacheco

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Auto-desamor




Obstáculos naturais da Vida desgastam e enfraquecem o íntimo da pessoa, levando-a a perder a vitalidade de tal modo que, muitas vezes, as interrogações sobre as causas dos infortúnios possam estar a acontecer são verdadeiros vampiros a consumir as energias.

O inconformismo com as provas leva o indivíduo a um lento e persistente processo de perda de energia, por conta do estado prolongado de estresse que encaminha para um estado que pode mesmo beirar à semelhança da catalepsia, embora mantendo seu estado de vigília operante e aparente.

As depressões de variados graus atingem o ser humano em circunstâncias como estas, promovendo doenças variadas que reduzem o convívio social, a produtividade no trabalho e o estado de consciência diante das responsabilidades da vida.

Uma forte corrente de desânimo toma conta de quem passa por um estado mental desta ordem, levando a refletir pesarosamente sobre as injunções da Vida, perdendo o estado de brilho, tido como alegria, que normalmente envolve o ser humano em seu cotidiano.

Ao invés de reagir com energia diante das dores, há a entrega ao desânimo e a projeção de desvalia para consigo mesmo, catalizando o escurecimento da visão espiritual e impedindo que caminhe com algum equilíbrio para o enfrentamento que seria natural em circunstâncias habituais.

A autopiedade permeia a mente do ser, deixando-o em estado de lamentação que divide a mente com o questionamento, com a insatisfação, com o temor e a perda de vontade de viver.

Neste estado de espírito, a pessoa passa a ser uma companhia desagradável, por contagiar quem possa estar ao seu lado quando, eventualmente, esteja em visita, evento social ou mesmo trabalhando ou estudando.

O porte de quem passe por isso é algo que se assemelha a alguém que carrega consigo uma nuvem de pessimismo, de má vontade, de mau humor e de pesar pela Vida. Normalmente quem acompanha pode censurar ou ficar penalizado com a situação.

De qualquer modo, quem ama alguém que esteja assim, gera em seu íntimo preocupações justificáveis, conferindo um halo de sentimentos que geram na pessoa adoecida ainda mais autopiedade, como ganho secundário ou por não perceber que realmente não seria digno de receber tais comendas do desvalio.

Há quem goste de receber atenção por estes mecanismos e cultive a situação para evidentemente chamar para si todas as reverências.

Mas há quem não percebe o que faz e se deixe levar de modo prolongado, em um redemoinho de tormentos que vão se tornando progressivamente alucinógenos, confundindo e perturbando, afastando a criatura da sua caminhada mais justa que seria a busca pela Luz e pelo Amor ao próximo.

Seja como for, em qualquer situação destas o doente precisa de ajuda. Entretanto, em primeiro lugar, ele precisa reconhecer que precisa de auxílio, pois, se assim não o fizer, não há como ampará-lo de modo algum. E aí entra o maior de todos os obstáculos para que se possa dar a mão para que a pessoa consiga sair das trevas da dor nas quais mergulhou muitas vezes sem mesmo perceber: o orgulho!

Sim, o orgulho é o fenômeno pelo qual cada um de nós pode se cristalizar por período indeterminado em processos dificílimos de autopiedade contumaz. É preciso que quem passa por tais situações quebre a barreira do orgulho e literalmente peça auxílio, estenda as mãos, mesmo às cegas, para que seja conduzido para a liberdade proposta pela luz e pelo calor gerados pelo Amor.

Como o dependente químico, que ainda não reconhece sua dependência, é extremamente difícil apará-lo se ele não o permitir. Pode-se interná-lo quantas vezes seja possível, mas se ele não reconhece sua própria necessidade, se ele não percebe que um dos fatores pelos quais ele se entrega ao vício é justamente o auto-desamor, a autopiedade, é como se ele tivesse construído em torno de si uma grossa parede impermeável ao auxílio, pois não escuta, não vê e não aceita discussões em torno de assunto que possa elevá-lo.

Quem se envolve com a perda da auto-estima, procede como o dependente químico: encerra-se em recinto isolado, sem portas, sem janelas, sem frestas para receber o Calor e a Luz que só o Amor por si mesmo pode permitir que aconteça pelas mãos de outrem.

A dor, com o tempo, gerará outras reflexões, outros questionamentos, referentes ao tempo que passa e que deixa de ser aproveitado em função na inação promovida pela autopiedade, pois enquanto comunga deste sentimento, que nada tem de nobre, estará inapto. Estes novos questionamentos, cedo ou tarde, levarão o paciente a tornar-se impaciente para quebrar as correntes nas quais se aprisionou em decorrência das próprias mazelas.

Estes serão os primeiros passos em direção à liberdade, claudicante de início, mas certamente empreendedora em pouco tempo.

Desprendendo-se do passado difícil até que possa com ele lidar de modo maduro, irá então evocar de dentro de si mesmo as forças para a luta libertadora que eleva para a luz, percebendo que há quem o ame, que pode amar e que a autopiedade é um dos sentimentos, uma das emoções, mais destruidores que o ser humano pode cultivar em seu interior.

Destilará, então, os seus próprios instintos e evoluirá em termos emocionais, convocando a auto-estima, o amor próprio, o desejo de seguir adiante, já sem questionar as razões que o levam a levitar em torno de obstáculos muitas vezes aparentemente intransponíveis, para reconquistar sua trajetória em direção à sua evolução, tão ansiada, tão necessária, que encontrará em Jesus, em Seu Evangelho, para sua própria Paz Interior.


Militão Pacheco

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Pensamento




A ciência vem efetivamente evoluindo no que diz respeito às pesquisas relativas ao cérebro, com relação ao seu "funcionamento", organização e adaptação para as contínuas transformações da Vida propriamente dita.

Vemos, a partir da década de 90 do século passado, um enorme avanço naquilo que hoje chamamos de neurociências, trazendo conforto a muitos que sofrem de doenças antes tidas como simples questão de força de vontade da pessoa portadora de uma delas, como, por exemplo, a depressão.

Não era incomum que pessoas depressivas fossem mal vistas diante do quadro clínico complexo que enfrentavam, já que a ignorância campeava neste setor das pesquisas médicas e não traziam esclarecimentos suficientes para que se entendesse que uma pessoa em depressão passava por uma verdadeira revolução em seu cérebro, sob o bombardeio de dificuldades de neurotransmissão dos mais variados tipos, que levam esta pessoa, este paciente, a ter dificuldades de compreensão sobre as circunstâncias da Vida e de adaptação em determinados setores dela.

Havia, até meados da década de 80 do século XX, um certo estígma com relação a quem sofresse deste, que hoje é considerado o "mal do século".

Com a iluminação trazida pelas pesquisas neste setor, entretanto, houve uma melhor adequação da sociedade e da própria ciência para com os pacientes necessitados de acompanhamento e de tratamentos muitas vezes prolongados, portadores de problemas variados, não somente a depressão citada como exemplo.

O conhecimento técnico permitiu compreender outras patologias, como a dislexia, o déficit de atenção, a hiperatividade, as expressões variadas da epilepsia, as demências senis, ao mesmo tempo em que se pesquisa os processos terapêuticos para estas e outras doenças do campo neuro-psiquiátrico, ainda um tanto pantanoso, diga-se pela verdade.

Embora os avanços sejam abrigadores de alívio, temos de reconhecer que muito falta para que se possa ter maior índice de tranqüilidade e de convicção quanto aos processos terapêuticos aplicados.

Há muita melhora na terapêutica medicamentosa, sem dúvida, e os fármacos utilizados atualmente são, em muito, superiores aos utilizados, por exemplo, na década de cinqüenta do século XX, tais como a reserpina ou os anti-depressivos tricíclicos, que ainda são aplicados, mas ricos de efeitos colaterais extremamente indesejáveis.

Os medicamentos atuais, que atuam em setores mais específicos do sistema nervoso, são muito mais aprimorados, por conta das inúmeras pesquisas efetuadas, com resultados bastante promissores para a humanidade.

Entretanto, a ciência pesquisa o cérebro do paciente em modelo peculiar, no qual a fonte de tudo é o cérebro, ignorando que ela - a fonte - é proveniente do ser extra-cerebral, do Espírito que simplesmente habita o corpo e se manifesta através do cérebro.

As imperfeições relativas aos resultados das terapêuticas propostas ainda na época atual, embora muito avançadas em decorrência das inúmeras e excelentes pesquisas efetuadas, são resultado de uma confusão no foco delas, das terapêuticas.

O foco real é o Ser Espiritual, ainda aquém dos objetivos da ciência, por conta das limitações impostas pelas idéias pré-concebidas de que tudo está restrito apenas e tão somente naquilo que se pode perceber de alguma maneira "material", mesmo recordando que a biologia molecular avança a passos largos em direção ao esclarecimento de que "deve haver algo que comande os processos mais intrincados do que simplesmente uma infinita série de reações químicas aparentemente sem um comando específico".

Tudo indica que as pesquisas irão levar os técnicos a entender, em tempo relativamente breve, que há algo além do que os olhos, os sentidos humanos, os aparelhos e os recursos indiretos podem fornecer de dados para compreensão da incrível máquina que é o organismo humano.

Fazendo um paralelo muito pobre, na intenção de se comparar criatura com criador, em escala ínfima, podemos dizer que os computadores atuais são máquinas administradas por uma mente extra-máquina que, apesar de saber dar os comandos, não sabe exatamente todos os processos pelos quais esta mente obtém os resultados esperados para seu comando.

Sabe comandar, mas uma série enorme de comandos são conseqüência de um apertar de tecla, de um comando no mouse, de um toque na tela, de uma ordem por voz, da captação de uma imagem, enfim, a automação tecnológica criou incríveis mecanismos miniaturizados automáticos em decorrência de uma ordem mental extra-máquina. Até mesmo ondas cerebrais são capazes de fazer um computador efetuar tarefas das mais complexas.

E a tecnologia está apenas começando. Há uma imensa trilha a seguir para o aprimoramento contínuo dessa revolução tecnológica que está acontecendo.

Há, também, uma imensa trilha para os médicos e pesquisadores compreenderem que a fonte do pensamento não está nas reações químicas complexas do cérebro e que ele é apenas um "médium" do Espírito que o comanda, da mesma forma que este Espírito comanda um computador, sem saber todos os processos automatizados que acontecem em decorrência de sua vontade.

A destinação da humanidade, certamente, é a de unir todo esse conhecimento sobre a natureza material dos seres com a natureza espiritual que precede a tudo, na magnífica montagem harmônica de Gênios da Eternidade, companheiros de Jesus, na formação e cuidado deste Planeta excepcional que nos acolhe, dando-nos as chances de aprender continuamente, mesmo sem entender como tudo funciona nos meandros, na intimidade, na particularidade micro e macroscópica do corpo humano e de sua real existência espiritual.

Nós não temos, ainda, como imaginar todo o titânico trabalho destas Entidades Amorosas que nos amparam desde os primórdios, para a formação e desenvolvimento de tudo o que temos a nossa disposição, pronto, preparado para nossa jornada perpétua.

Um dia, teremos.

Militão Pacheco

terça-feira, 14 de junho de 2011

Desobsessão: é possível?




"Aquele que encontrou Jesus, já iniciou o processo de libertação interior..." Palavras de Eurípedes Barsanulfo no texto psicografado por Divaldo Franco no livro Sementes da Vida Eterna.

Mas o que quer dizer efetivamente "encontrar Jesus"? Certamente não está simplesmente ligado ao fato de tomar consciência de que Ele existe, de modo algum! Em pequena análise da citação de Eurípedes, já podemos nos atrever a imaginar que precisa ser "algo mais profundo", algo que faça a Vida ser melhor de verdade!

O que acontece, na maioria dos casos, ainda, é que quem tem conhecimento a respeito do Cristo, seja através da religião, ou mesmo filosofia, história, filmes, livros, enfim, qualquer meio que narre os fatos da Sua vinda à Terra, tem a possibilidade de ficar maravilhado com o que possa ter acontecido - isso mesmo, na condicional - mas, ainda assim, não permitir que o coração seja tocado de modo que busque no que aprendeu os recursos para sua própria evolução.

Então, saber de Jesus não implica em mudar com Jesus, necessariamente.

Há quem diga que Ele é inatingível, impossível de se alcançar. Passa a ser, então, apenas algo hipotético, como um sonho desprovido de realização para "nós, humanos".

Existem pessoas que simplesmente duvidam do que aprenderam. Nem mesmo consideram que Ele possa ter existido. Nesse caso, não há qualquer possibilidade de que ele seja, pelo menos, "imitado", ou que seus ensinamentos - que, então, "não existiram" - possam ser aplicados.

Um enorme contigente de pessoas do Planeta, ainda não tomaram consiciência de que Ele realmente veio entre nós. Outro tanto, apenas o vê como um missionário, como um profeta, "sem tanta importância assim".

Mas, para aquele que O vê, O sente e que realmente aprende com Ele, isso faz toda a diferença!

Quem é tocado por Suas emanações de Amor Infinito, deixa-se levar pela forte correnteza de fluídos construtivos e libertadores.

Ser tocado pelo Cristo, é mais do que "saber Dele", é viver com Ele, viver por Ele - pela causa que Ele ensinou, por palavra e exemplos. E aí, não há como não se libertar do cárcere da mágoa, da prisão do ressentimento, da âncora da inveja, dos grilhões do ódio e de tudo que possa interferir na retenção da criatura humana em estágio de trevas de sofrimento.

Jesus é a razão para nossa Vida na Terra, Ele coordena o desenvolvimento Planetário desde muito antes de nós mesmos e carrega consigo a Luz do Criador, no processo de Construção Universal.

Tem sido nosso Amigo Eterno, nosso Companheiro de Viagem, nosso Guia Celeste, a apontar as diretrizes para um Novo Mundo.

Tem sido e será sempre, pois é a maior expressão de Amor em Nossa Casa, no Universo, a Terra. Certamente, quando, em épocas longínquas, estivermos participando mais ativamente dos trabalhos de Amor e Evolução na Vida Maior, nossa memória jamais nos trairá e permitirá esquecer Dele, que serve de Farol para a navegação de todas as nossas existências.

Assim, quando finalmente nos deixarmos entregar pelo seu Amor Infinito, tentando compreender sua mensagem, permitindo que nossas fibras espirituais mais íntimas sejam adocicadas por Sua ternura amorável, estaremos dando realmente os primeiros passos para a própria desobsessão, afastando da mente todos as emoções e sentimentos perniciosos que têm nos acompanhado há tantos tempos.

Seria o primeiro passo: reconhecer em Jesus, o Salvador, mas não naquele "lugar comum" que algumas Instituições colocam, salvando o Mundo, sem nosso esforço e participação. Ele nos salvará, por conta de que nós mesmos iremos segui-Lo, fazer o que Ele nos ensinou e ensina. Isso será o bastante para um recomeço em direção à LUZ...

Quer ficar livre de suas perturbações? Siga Jesus!

Militão Pacheco

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Nasceu sabendo...


Imagem de René Descartes - nascido em La Haye en Touraine, 31 de março de 1596 — falecido em Estocolmo, 11 de fevereiro de 1650: foi um filósofo, físico e matemático francês. Durante a Idade Moderna também era conhecido por seu nome latino Renatus Cartesius.

Há um grande movimento dos meios de comunicação em busca de gênios em meio a toda a humanidade. Cada vez que uma criança se mostra capaz de fazer algo que a imensa maioria de adultos não consegue, ela é colocada em evidência pela mídia de forma contundente e meteórica.

Se avaliarmos nossa história conhecida, veremos que ela conta sobre várias personagens que apresentaram exatamente esta mesma capacidade que ainda vemos, ocasionalmente, em nosso mundo globalizado.

A grande diferença é que até meados do início do século XX as informações não corriam a superfície planetária com tanta velocidade como acontece atualmente. Ainda assim, havia algum tipo de divulgação que permeava a idolatria destas pessoas que pareciam "vir sabendo" e que, mesmo agora, são vistas como verdadeiros gênios da humanidade.

E são, evidentemente. Mas são "gênios" que trouxeram consigo uma bagagem, uma carga de conhecimento que adquiriram em múltiplas encarnações, não necessariamente só sobre a superfície da Terra, mas provavelmente e quase certamente em outros mundos do infinito Universo.

A falta de conhecimento e de aceitação sobre o evidente fenômeno da reencarnação faz da maioria das pessoas um enorme grupo de céticos que preferem acreditar que a genética é a responsável por tudo o que temos de manifestações, inclusive estes, que estejam relacionados ao conhecimento, seja da área que for, como música, ciência, letras ou qualquer outra.

Essas pessoas são vistas e tratadas como verdadeiros mitos, como ídolos, por conta da peculiaridade de manifestarem suas possibilidades de modo natural e espontâneo, por gerar admiração da maior parte das pessoas. Mas também gera inveja, infelizmente, pois há quem tenha despeito de quem possa mais de modo tão natural, sem precisar se esforçar para criar, para expressar algo muitas vezes sublime.

Mas o erro de quem avalia essas situações assim, de modo tão "material" é justamente imaginar que Deus seria injusto a ponto de "dar privilégios" para um grupo "tão seleto" de pessoas que teriam condições aparentemente sobre-humanas e que se destacariam sobre todos os outros, sem precisar de qualquer tipo de esforço para isso.

Aceitando e entendendo o processo de reencarnação, veremos que tudo se encadeia de modo lógico e claro, já que aquele que hoje é considerado um gênio, tem passado por inúmeras oportunidades como aprendiz, encarnação após encarnação, sucessivamente, até o aprimoramento que manifesta em determinada oportunidade quando esteja reencarnado propiciamente.

Há que se considerar que, além das próprias possibilidades, o Espírito reencarnado apresenta, também, algo de facilidade para que possa ser inspirado pelo mundo invisível aos olhos do encarnado, ou seja, ele tem algum grau de mediunidade para que se sensibilize com a Vida Maior e possa, como instrumento também, trazer a todos a delicadeza e a sublimidade das Esferas Mais Aprimoradas que a nossa, na atualidade.

Ambos os recursos estão "implantados" em seu ser, graças aos sucessivos degraus que galgou para alcançar tal estágio de aprimoramento em que se encontra.

Mas, certamente, cada Espírito deste que vem à Terra, ou que se mantenha nela, tem também suas imperfeições e suas necessidades, como dificuldades para que sejam vencidas, pois, como este nosso Planeta está em estágio de provas, ele - o Espírito -tem, além do compromisso de ser instrumento para uma elevada mensagem do alto, para que possa adicionar um grau de conhecimento que auxilie a Terra em sua evolução, as suas próprias dificuldades para que possam ser vendidas em busca do aprimoramento interior.

Mas não é só isso: por mais que se destaque em todas as áreas possíveis, ainda terá de evoluir, pois todos estamos em situação de Espírito para isso, para seguir nossa evolução.

Tudo certo: esses Nossos Irmãos são, muitas vezes, verdadeiros exemplos para todos. Muitos os seguem e propagam suas idéias e seus ideais. Essa é, também, mais uma tarefa para eles, mais um compromisso. Mas eles ainda estão em busca do aprimoramento que nós mesmos também estamos. Em graus diferentes, mas o propósito é o mesmo: a evolução.

Podemos nos lembrar de muitos luminares em várias áreas do conhecimento humano, como Mozart - acredito que é um dos mais comuns exemplos dos quais possamos recordar, Francisco de Assis - também vem à nossa mente com alguma freqüência, Sócrates, Descartes, Lavoisier, Allan Kardec, Albert Einstein, Pascal e por aí podemos passear por toda a história conhecida.

Mas, e nós? Como efetivamente estamos aproveitando essa atual encarnação? Aprendendo? Cultivando as potencialidades do Amor? Aproveitando os bons exemplos para progredir?

Que bom! Façamos isso, pois, em algum momento de nossa existência como Espíritos imortais, iremos reencarnar como "gênios", também. Mas, para os "gênios", a responsabilidade é sempre maior, pois "a quem muito é dado, muito é cobrado"...

Busquemos o nosso aprimoramento, sempre.

Militão Pacheco.

sábado, 11 de junho de 2011

A honestidade não tem preço.




A história é comovente. Fala de uma honestidade a toda prova, e é contada por Vladimir Petrov, jovem prisioneiro de um campo de concentração no nordeste da Sibéria.

Vladimir tinha um companheiro de prisão chamado Andrey.

Ambos sabiam que daquele lugar poucos saíam com vida, pois o alimento que se dava aos prisioneiros políticos não tinham por objetivo mantê-los vivos por muito tempo.

A taxa de mortalidade era extremamente alta, graças ao regime de fome e aos trabalhos forçados. E como é natural, os prisioneiros, em sua maioria, roubavam tudo quanto lhes caía nas mãos.

Vladimir tinha, numa pequena caixa, alguns biscoitos, um pouco de manteiga e açúcar - coisas que sua mãe lhe havia mandado clandestinamente, de quase três mil quilômetros de distância.

Guardava aqueles alimentos para quando a fome se tornasse insuportável. E como a caixa não tinha chave, ele a levava sempre consigo.

Certo dia, Vladimir foi despachado para um trabalho temporário em outro campo. E porque não sabia o que fazer com a caixa, Andrey lhe disse:

Deixe-a comigo, que eu a guardo. Pode estar certo de que ficará a salvo comigo.

No dia seguinte da sua partida, uma tempestade de neve que durou três dias tornou intransitáveis todos os caminhos, impossibilitando o transporte de provisões.

Vladimir sabia que no campo de concentração em que ficara Andrey, as coisas deviam andar muito mal.

Só dez dias depois os caminhos foram reabertos e Vladimir retornou ao campo.

Chegou à noite, quando todos já haviam voltado do trabalho, mas não viu Andrey entre os demais.

Dirigiu-se ao capataz e lhe perguntou:

Onde está Andrey?

Enterrado numa cova enorme junto com outros tantos prisioneiros, respondeu ele.

Mas antes de morrer pediu-me que guardasse isto para você.

Vladimir sentiu um forte aperto no coração.

Nem minha manteiga nem os biscoitos puderam salvá-lo, pensou.

Abriu a caixa e, dentro dela, ao lado dos alimentos intactos, encontrou um bilhete dizendo:

Prezado Vladimir. Escrevo enquanto ainda posso mexer a mão. Não sei se viverei até você voltar, porque estou horrivelmente debilitado. Se eu morrer, avise a minha mulher e meus filhos. Você sabe o endereço.

Deixo as suas coisas com o capataz. Espero que as receba intactas, Andrey.

Ser honesto é dever que cabe a toda criatura que tem por meta a felicidade.

E a fidelidade é uma das virtudes que liberta o ser e o eleva na direção da Luz.

Uma amizade sólida e duradoura só se constrói com fidelidade e honestidade recíprocas.

Somente as pessoas honestas e fieis possuem a grandeza d'alma dos que já se contam entre os Espíritos verdadeiramente livres.

Pensemos nisso!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Cura




Como ser pensante, a criatura humana tem em si mesma a capacidade de se elevar ao estado de recuperação ou até mesmo à cura de uma doença, em condições fundamentais para a manutenção de sua vida com qualidade total ou mesmo parcial.

Tanto é verdade, que podemos presenciar a superação de inúmeras pessoas que, mesmo com algum grau de adoecimento, mantêm suas atividades rotineiras, dentro de um limite no qual muitas outra pessoas sequer imaginariam manter.

Mas é importante ressaltar que a cura essencial, total e absoluta nem sempre é factível e para que ela seja alcançada em muitas vezes é de fundamental importância a participação da medicina, seja em problemas de saúde física ou mental.

Sem a medicina, na Terra, não alcançaríamos êxito em curar enorme número de criaturas humanas que vêm adoecendo por todo o período de existência da humanidade em nosso Planeta de Vida.

A medicina é, aliás, um reforço resultado do esforço do homem e da permissão de Deus. Tudo o que temos como possibilidade de terapias, seja pelo conhecimento médico propriamente dito ou pela tecnologia da informação, cibernética, robótica, nanotecnologia e outras expressões da ciência, o temos por permissão do Criador.

Assim, não há qualquer razão para que se questione a utilização de recursos terapêuticos da área da saúde, por conta de que tudo o que temos vem desta resultante que nada mais é do que o preparo para a evolução e a própria evolução da humanidade em termos de conhecimento.

As terapias com medicamentos ultramodernos nas mais variadas especialidades médica, como a oncologia, a psiquiatria, a hepatoterapia, a infectologia e outras são não somente lícitas, mas necessárias para prolongar a Vida e melhorar sua qualidade, que o ser humano tem como compromisso consigo mesmo na sua jornada terrena em todas as circunstâncias possíveis.

Não basta, então, ao homem, a expectativa apenas da autocura, através das transformações de cunho mental, emocional, sentimental e espiritual, sendo necessário e lícito o uso de medicamentos que lhe aprimorem a condição de vida, para que tenha a lucidez possível e o condicionamento físico razoável para que trabalhe, sirva e ame.

Não há erro em aceitar o amparo espiritual, como não há erro em se submeter a tratamento psicoterapêutico e medicamentoso, sempre que adequadamente indicado.

Há erro em rejeitar as possibilidades por simplesmente determinar que "cada um tem dentro de si mesmo o potencial de cura de que necessita". É um equívoco que beira a ingenuidade permeada por uma extraordinária dose de orgulho.

Como poderemos entender em estudos posteriores, tudo de que a humanidade necessita ela mesma vai em busca e, pelo seu esforço e determinação, graças ao desdobramento de uma minoria missionária, e alcança lograr êxito progressivamente mais elevado, aliviando dores e curando doenças.

É preciso afastar o fantasma da mistificação para as curas, é necessário refletir sobre os recursos lançados para auxiliar um doente, sendo o mais racional que se possa ser e abrindo mão de terapias que não condigam com realidades que se possa discutir em bases racionais, mas lembrando sempre que o que hoje não é compreensível, poderá perfeitamente ser amanhã.

Não cerrar a mente para nenhuma questão, não permanecer em postura preconceituosa diante de apresentações terapêuticas, não deixar de flertar com as possibilidades, mas lembrar da importância da lógica e da razão diante de fatos incontestáveis.

Curas e alívios de dores estão intimamente ligados a méritos. Nem sempre estamos em condição de receber do Alto um auxílio definitivo, mas é preciso recordar que, em muitos casos, as dores são um recurso para se alcançar um patamar mais elevado de consciência, por conta de permear a liberdade em função de resgastes na Lei de Ação e Reação que podemos compreender ao estudar a Doutrina Espírita.

Quando algum médium se dispõe a curar, como se espera em um caso destes, ele precisa ter em sua mente que nem sempre alcançará seu objetivo, pois está entrando em universo paralelo de consciências que carregam consigo todo seu passado, com inúmeros equívocos a serem reparados e não há como saber qual é a contabilidade espiritual de cada um.

Evidente que a cura mediúnica é uma oportunidade para o médium de cura e para o doente de haver uma reintegração de oportunidades para o futuro, se não fosse assim, a Divindade não o permitiria existir, pois tudo em a Vida é fruto de nossa necessidade e de propósitos superiores nem sempre claros para nós outros na Terra.

Mas recordar que nem sempre é alcançada a cura por fatores já dispostos é útil e importante.

Como tudo se encadeia em a Natureza, tanto o ponto de vista médico, quanto o psicológico e o espiritual estão intrinsecamente relacionados, mas certamente ainda não há como compreender toda essa relação que a Vida se nos apresenta em muitas situações.

Então resta a necessidade de percepção do que nos atinge, nem sempre entendendo a razão, mas que há uma e que, por isso, não adianta o debater-se, não adianta o revoltar-se ou indignar-se. Essas posturas só levam a um agravamento da doença, do aparente mal que nos atinge.

Também não é questão de conformar-se, mas muito acima disso, de desenvolver resiliência com os obstáculos que a Vida nos apresente, para enfrentar com serenidade e dignidade, pois esta, a dignidade, é ferramenta fundamental para uma melhor qualidade de vida. E ela não diz respeito a orgulho, mas, sim à simplicidade de compreender que, tendo verdadeira fé em Deus, Ele não nos daria absolutamente nada que não pudéssemos dar conta, nenhum peso extra, acima de nossas possibilidades ou necessidades.

Isso não é conformismo: é racionalismo diante da Vida.

Cura ou melhoria é um Bem que precisamos valorizar, mas serenidade diante do que tenhamos de enfrentar é um Bem ainda maior, mais relevante que é necessário, ainda, compreender melhor.

Militão Pacheco

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Doenças




Como já referi em texto anterior, o pensamento humano se espalha por todas as células de seu corpo, que nada mais são do que seres vivos comandados no universo de seu organismo, pela sua mente.

Não só as células, mas também todas as partículas, orgânicas ou inorgânicas, estão sobre o domínio da qualidade de pensamento emitido pela mente do ser espiritual que habita o corpo em determinada encarnação.

Podemos nos recordar que os minerais não têm vitalidade e nem movimentos próprios, sendo formado apenas pela agregação da matéria. São os chamados seres inorgânicos da natureza.

Assim, pode-se dizer que cada um desses componentes fica imerso nas emissões mentais do indivíduo espiritual que tem a consciência de si de forma plena e que banha a todos com seu pensamentos contínuos, sempre em consonância com a qualidade do seu íntimo.

Cada um desses componentes tem, portanto, uma certa parcela, um detalhe, uma impressão daquele que a comanda no atual processo encarnatório, levando consigo as qualidades e os defeitos de seu governador, em miniatura proporcional.

No fenômeno da morte, embora todos os componentes do corpo tenham uma destinação diferenciada, buscando outros fulcros de vida onde possam se manifestar, a essência da Vida da qual o Espírito é o portador, mantém-se íntegra a consciência que gera a Vida e que mantém ao seu redor as manifestações de vida que sejam proporcionais à situação de Espírito Errante ou Desencarnado, com seu corpo espiritual, de constituição semi-material, ainda desconhecida para os seres humanos encarnados.

Esse corpo espiritual também tem em si as mesmas impressões que haviam no corpo físico, mas nas adequadas proporções para sua natureza.

Desta maneira, a mente humana permanece banhando seu corpo espiritual, como o fazia com o corpo físico enquanto durava a encarnação, apenas em nível de maior sutileza.

A qualidade dos pensamentos emitidos pela mente do Ser leva para cada célula, para cada componente de sua constituição, seja no corpo material ou no perispírito, a saúde ou o adoecimento, a paz ou a desarmonia, o amor ou o ódio.

Pode-se afirmar, então, que o pensamento é a origem do estado de saúde o individuo. As doenças sempre são originadas por ele, sempre. Mesmo aquelas que parecem vir "do nada", como dizem atualmente, vieram das dificuldades ético-morais do Espírito encarnado que carrega consigo as heranças deixadas registradas em sua memória mesmo em outras vidas, pois dos seus desvios pretéritos não tem como fugir, graças à sua consciência que lhe acompanha.

Erros de postura mental, como ódio, ciúme e inveja são como micróbios corrosivos para o organismo. Diz um filósofo que o desejo de vingança é como se tomássemos uma dose de veneno diariamente para eliminar nosso desafeto.

Vícios, irritabilidade, paixões desenfreadas, estados mentais de lamentação e pessimismo são como vírus ou bactérias que consomem o corpo progressivamente.

Felizmente, o mesmo potencial que temos para adoecer, temos para nos curar. Assim, a correção adequada da qualidade do pensamento enriquece de experiências positivas e curadoras a quem quer que tenha força de vontade e sincero desejo de resolver as pendências íntimas, partindo do auto-conhecimento para a transformação interior e alcançando a libertação através do amor progressivamente mais elevado.

Acredite: você tem condição de conseguir corrigir até mesmo alguns erros de seu DNA, quando se dispuser a mudar a qualidade de seus pensamentos, mesmo que não esteja dirigindo sua atenção para cada célula de seu corpo, mesmo que a mudança de seus pensamento seja feita exclusivamente por uma questão de Fé em Deus, em contexto puramente religioso.

O potencial de viver bem está dentro de você. Basta que queira, para começar a mudar tudo em sua vida.

Certo que algumas circunstâncias deixam sequelas, mas com a própria transformação, esses obstáculos não terão o mesmo significado desfavorável para você, conforme conquiste níveis de consciência cada vez mais claros e elevados.

É que, conforme nos aprimoramos em termos de clareza de pensamento, crescem as responsabilidades e o desejo de servir aumenta, dando-nos o potencial para alcançar o nível de consciência dos mais elevados: o Amor.

Militão Pacheco, 09 de junho de 2011.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Vida Saudável




Cada ser humano precisa descobrir, em seu íntimo, qual a razão da própria existência, por qual razão está presente no cenário terrestre.

Isso, para muitos, parece tarefa improvável, já que a busca por uma razão termina por gerar inquietação, graças às indefinições que experimentam na proporção da insegurança que habita cada coração.

Mas estabelecer meta de estabilidade é uma necessidade eminente para cada um de nós e a busca por esta meta é de fundamental importância para estabelecer a alegria de viver, ainda que não conheçamos efetivamente o fator felicidade real.

As alegrias de viver fazem a nossa felicidade na Terra.

A busca por essa motivação para a vida já é, por si, uma motivação para que se possa elevar a qualidade de pensamentos e propostas de vida enobrecidas, embora possa se transformar em tormento para quem se preencha de inquietação desmedida quando pensa nas razões para a vida, por limitar-se a compreensão dela, da vida, a apenas uma encarnação, como se ela fosse o todo de tudo, o que leva a um desequilíbrio ainda mais intenso.

A agitação interior por conta da procura de motivo para a vida pode ser substituída, até que se entenda a própria missão na atual encarnação, pelo trabalho em favor do próximo, seja esse próximo aquele que esteja efetivamente mais perto de cada um de nós.

Atuar para com aqueles que convivam conosco da maneira mais salutar é promover a nossa própria qualidade de vida a um patamar de elevação sublime, pois trata-se de um gesto de caridade que já dá sentido à vida de modo a nos preencher o coração de alegria, aja vista que não há nada mais importante para quem quer que seja do que viver em ambiente harmônico e equilibrado, ainda mais quando se trata das criaturas mais queridas que nos cerquem, apesar de divergências que evidentemente existem por conta de formas diferentes de pensar.

Ainda que não tenhamos compreendido qual a razão da nossa existência, ponderemos com sinceridade não sobre ela, a razão, mas sobre a necessidade de viver em paz, pois o aceleramento da nossa condição vibratória, pautada na insatisfação, no descontentamento, na irritação, só irão gerar desconforto para nós mesmos. Assim, é claramente melhor que, ainda ignorantes das razões divinas para a nossa existências, que suplantam em muito nosso entendimento, possamos absorver a vida como um ato de Amor, que é a essência do Universo.

Praticando esse Amor, que está evidentemente dentro de cada um, por se tratar de algo Natural para tudo e para todos, certamente encontraremos as razões para a vida em cada segmento dela, em cada parcela do que fazemos, no ar que respiramos, no sol que nos acolhe, nas sombras que nos envolvem, nas companhias que temos conosco, no teto que temos ou não, na eventual situação de saúde ou de doença, pois tudo, sempre, é em acordo com nossas necessidades.

Temos herança de Espíritos de escol que deixaram significante mensagem de amor para a humanidade como um todo, mas todos eles tiveram seus conflitos, seus obstáculos, suas doenças, suas limitações, seus desafetos - mesmo que não tenham cultivado, e, ainda assim, permearam a mensagem de Amor Universal, provando que a maior de todas as missões na Terra é gerar esse Amor, dentro de nossos potenciais, em equilíbrio com nossas possibilidades.

Se ainda não encontramos a vera razão para viver, lembremo-nos de que, independentemente de uma missão aspirada, de uma companhia para a vida, de um trabalho qualquer, a maior de todas as missões é aprender a amar.

Então, amemos, pois, como nos ensina João, "só o amor cobrirá a multidão de nossos erros"...

Militão Pacheco