Mensagem

"Não permita que aquilo que você chama de amor se transforme em obsessão.
Amor é liberdade.
Amor é vida.
Jamais prisão ou limitação."

Militão Pacheco

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Os representantes de Deus na Terra





Quantas vezes você já pode ouvir ou ler a expressão “não estamos sós” ou, ainda, “você não está abandonado”?

É a pura expressão da verdade!

Ninguém está abandonado em momento algum da Vida, por mais difícil que ela pareça ser ou possa estar, sempre temos ao lado alguém, visível ou invisível, para apoiar e dar forças para seguir adiante.

Cada um dos Espíritos encarnado na Terra tem um Espírito Protetor, um Anjo da Guarda, de nível elevado, que acompanha o ser por todo seu périplo de reencarnações. Isso mesmo! Não apenas em uma reencarnação que o Amigo do Alto acompanha, mas por todo seu processo de evolução, inclusive nos períodos nos quais o Espírito transita na Vida Maior.

Mas o auxílio do Alto não se faz presente apenas através deste mecanismo! Muitos Emissários Divinos vêem à Terra encarnados, como verdadeiros representantes de Jesus, como missionários, atravessando o denso véu da obscuridade que envolve, ainda, o Planeta, para trazer luzes, esperança, amor, caridade e fraternidade, através do bom exemplo, através do gesto de fraternidade para com toda a humanidade.

São médiuns de Jesus, que servem de porta-vozes para proclamar no Mundo que a Vida é constituída de Amor e não de Dor.

Sofrem as injunções às quais ficam expostos, por desejo próprio, por anseios de que a humanidade prospere cada vez mais e seguem de mãos dadas com ela, com seus irmãos em Deus.

Guardam consigo a consciência universal de que tudo e todos somos frutos da vontade de um mesmo Criador e, compreendendo a realidade da Vida, vêem até a Crosta para dar o melhor que têm para dar, como representantes do Cristo.

Não alardeiam sua chegada. Não propagam serem melhores, maiores, acima de todos. Ao contrário: denotam-se como sendo servos, servidores, transeuntes comuns, trabalhadores fiéis de uma Causa Maior.

Mas agem como realmente são: dignatários de Jesus, doando-se à causa humana por Amor.

São, realmente, os médiuns da Vida Maior.


Militão Pacheco

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Ligações iluminadas





"Mas, exercer a mediunidade como força ativa no ministério do bem é fruto da experiência de quantos lhe esposam a obrigação, por senda de disciplina e trabalho, consagrando-se, dia a dia, a estudar e servir com ela."

EMMANUEL

O intercâmbio mediúnico desempenha relevante papel na obra de redenção humana, reformulando a sociedade e iluminando as civilizações.

Ligação iluminada entre a Terra e o Céu, a mediunidade bem orientada, possibilita o encontro, cada vez mais acentuado, do pensamento humano com as esferas invisíveis nobres, de onde se originam as melhores expressões evolutivas.

Sobre a Terra, abençoada oficina de renovação que Nosso Senhor Jesus-Cristo nos lega, por santuário de nossas esperanças, descem as vozes do Céu, revivendo, docemente, o Pentecostes.

Que seria de nós se Espíritos Superiores não contassem com fiéis instrumentos para a disseminação de edificantes ensinos, que, influenciando salutarmente o campo mental do homem, lhe modificam a rota, lhe alteram os rumos da vida?

Nutrimo-nos dos valores mediúnicos para crescer na direção do Supremo Bem e da Excelsa Sabedoria.

Entregues ao nosso próprio destino, sem a bússola do amor a guiar-nos o coração e a inteligência, cairíamos, repetidamente, nos desfiladeiros das lutas fratricidas, dos conflitos cruéis, onde cada um procuraria mostrar-se mais requintado quanto às formas de extermínio.

Mercê da mediunidade, em sua concepção mais elevada, o Céu tem canalizado para a Terra, em todos os tempos e lugares, as eternas lições do amor e da tolerância, suuprindo-nos o coração com o precioso manjar da justiça e da bondade.

Quanto mais sombria se torne a noite dos homens, distanciados de Deus e de Seus Caminhos, mais acentuadamente as Vozes dos Céus se fazem ouvir em toda parte, nos mais primitivos recantos e nos centros da mais aprimorada cultura.

Com a mediunidade e pela mediunidade, inunda-se a Terra de claridades do Amor e Fé.

Da Luz e da Esperança.

Da Misericórdia e do Perdão.

A mediunidade, ainda incompreendida, tem sido a força anônima, prodigiosa e desconhecida que tem propiciado as multiformes expressões do progresso do orbe.

As portas mediúnicas jamais serão fechadas.

Jesus, o compassivo Amigo dos Homens, permite que arautos do Seu Ilimitado Amor atravessem essa Ponte de Luz, denominada «mediunidade», a nos evidenciar, na linguagem irreversível dos acontecimentos, que a Sua mão generosa e sábia continua «no leme da Grande Embarcação».

Ante as claridades divinas, os homens de boa-vontade lançam mão da charrua do bem, por obreiros incansáveis, e põem-se ao trabalho.

Desbravam as florestas do obscurantismo. Arroteiam o campo dos corações.

Abrem sulcos, profundos, no «sentimento do mundo». Podam as florestas da incompreensão.

Criam, enfim, condições para que os Divinos Semeadores coloquem na gleba fértil o fruto do amor e da paz, do progresso e da felicidade, com o Celeste Benfeitor.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Facilidades





Há quem peça auxílio aos Espíritos amigos.

Há quem rogue proteção aos Emissários Divinos.

Há quem solicite Fé, também, assim como Paciência e Resignação.

Entretanto, dentro dos quadros de evolução da humanidade, certos pedidos podem ser encarados como um equívoco, embora a Espiritualidade esteja sempre pronta para servir e aliviar o sofrimento não somente daquele que pede, mas também daquele que despreze o auxílio.

Fé, por exemplo, é uma aquisição do Espírito. Cada um de nós, no passar das reencarnações, deve progressivamente adquirir a condição da Fé, raciocinada, elaborada e, por isso mesmo, inabalável. Não é capacidade que o Altíssimo possa simplesmente “dar” à criatura humana.

Assim também se pode tratar da Paciência, que é um atributo humano conquistado através das inúmeras experiências que se tem no decorrer das reencarnações.

E, ainda, recordando, a Resignação, que nada mais é do que uma forte expressão da Fé, diante das dificuldades que as experiências podem fornecer.

Temos todo o direito de pedir inspiração para enfrentar as dificuldades, mas precisamos dar nosso quinhão, regulando nossas forças para vencer os obstáculos, na medida em que caminhamos nas muitas Vidas, sempre em busca da Luz, do Amor e do Criador.

Recordando Emmanuel: “Por que motivo aguardaríamos vantagens da compreensão sem o trabalho preciso? Faz-se preciso renovar a mente e purificar o coração. ”


Militão Pacheco

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A Mediunidade no Futuro




O Espiritismo, em sua função regenerativa da Humanidade, prepara as criaturas para o trabalho na mediunidade acima das espectativas individuais.

Com pouco mais de um século e meio de existência, a Doutrina Espírita vem adaptando as criaturas, em todos os recantos do mundo, para o serviço de assimilação do pensamento do Cristo, por seus Enviados, seres que o mundo reverencia por sua grandeza, devotamento e apostolado.

A maioria dos médiuns, entretanto, dada a nossa imperfeição, ainda não alcançou a faixa sublime aonde operam os Mensageiros do Amor, motivo por que verificamos freqüentes casos de obsessões cármicas dolorosas.

Obsessões que evidenciam o justo funcionamento da Lei de Causa e Efeito e comprovam que permanecemos sintonizados com esferas menos elevadas do Plano Espiiritual.

A superação ou transposição de esferas densas, onde campeia o sofrimento e se desenrolam angustiantes parasitoses psíquicas, é trabalho que o homem terreno, herdeiro de passado delituoso por ele mesmo construído, e que realizará sua libertação, com o amparo do Espiritismo, sob a luz abençoada do Evangelho do Senhor da Boa Nova da Imortalidade.

Mobilizado para a obra do bem, cabe ao médium integrar-se a essa obra com amor, disciplina e constância, utilizando suas próprias possibilidades.

A Doutrina Espírita, estimulando à fraternidade, ao conhecimento e à moralização do Espírito, conduzirá a Humanidade para o mediunismo em novo estágio, no amanhã do Tempo, possibilitando o maravilhoso consórcio das ondas de luz do Mundo Espiritual Redimido com as vibrações de Amor dos seres em processo de verticalização do sentimento.

A «mediunidade torturada» de hoje, com o seu imenso cortejo de aflições, a refletirem a conturbação e o desequilíbrio, deixará de existir.

A mediunidade gloriosa, fonte dos mais elevados ideais, existirá plenamente, fertilizando a sementeira de fraternidade instituída pelo Mestre Galileu no cenário da Palestina.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal





É momento de reflexão, no mínimo.

Reflexão sobre o relacionamento com as pessoas, sobre as mágoas recíprocas, sobre os ressentimentos, sobre as dívidas que se semeia e os delitos que sem querer se comete.

Reflexão sobre os amores que se consegue obter, sobre as amizades, sobre as parcerias, os trabalhos em grupo e o bem que se pode fazer a outrem.

Mas também é momento de atitudes.

É hora de conjugar alguns verbos, em particular, a saber:

Perdoar, reconsiderar, reconquistar, reconduzir, reaproximar, reatar, reconstruir, refazer, considerar, ponderar, alegrar, unir e, principalmente, amar.

Nada é melhor do que aproveitar essas épocas para dizer: “irei me renovar e daqui em diante, buscar outras paragens, outros ares, outra vida, afinal, é Natal e o grande homenageado nesta data espera isso de todos nós”.

BOM NATAL!



Militão Pacheco

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Orgulho e Mediunidade





"Se abraçaste a mediunidade, previne-te contra o orgulho como quem se acautela contra um parasito destruidor". Emmanuel


Falou em mediunidade, recorda-se do Espiritismo e naturalmente projeta-se a mente para Kardec. Tudo interligado.

Mas a mediunidade é uma propriedade humana que tem atravessado absolutamente todas as eras e todas as civilizações da Terra de modo bastante natural e marcante.

Ela não se restringe nem a uma época, nem a uma nação e tampouco a um único indivíduo: é de todos e de sempre.

Tão comum é a mediunidade que uma enormidade de pessoas nem mesmo se dá conta de que a tem e a pratica. Chega a ser irônico.

Mas para que ela seja efetivamente bem aproveitada, no sentido humanitário da expressão, é preciso que algumas regrinhas básicas sejam obedecidas, a título de poupar sofrimento para seu portador.

A mais fundamental de todas é a disciplina.

Disciplina na forma de se praticar.

Disciplina quanto ao local onde se pratica.

Disciplina com relação à compreensão do que se trata a mediunidade.

Disciplina no que diga respeito ao objetivo de sua prática.

Disciplina naquilo que se pode fazer quanto ao momento de atuação mediúnica.

Enfim, disciplina no tocante à responsabilidade mediúnica.

Mas, mais importante: compreender que, por ser atributo tão comum a todos, variadamente quanto à individualidade, ela não é privilégio e tampouco diferencial para indivíduos especiais, dotados de poderes divinos que os façam semideuses.

Ninguém é dotado de mediunidades mais expressivas por conta de que seja melhor do que os demais.

Ao contrário: os médiuns mais ativos são os mais responsáveis por um maior número de gentes.

Mediunidade é oportunidade de resgate em massa e em tempo curto.

Quem a desperdice, por conta da tolice do orgulho alimentado pela vaidade, perde oportunidade de reduzir a cota de débitos de um passado certamente complexo que carrega consigo nos recônditos da consciência.

Se você é médium: aprimore-se e cultive em seu íntimo a expressão mediúnica conduzida por Jesus, através das sábias palavras de um de seus mais importantes representantes na Terra: Allan Kardec.



Militão Pacheco

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Inspiração





Tanta gente preocupada com a mediunidade dos outros que não se dão conta da própria capacidade.

Algumas vezes em função das perturbações de variadas ordens que abraçam o pensamento impedindo sua evolução para melhores possibilidades.

Outras vezes pelo foco materialista que naturalmente impede qualquer intercâmbio com a Vida Maior, ou pelo menos reduz a visão espiritual.

A idolatria também é forma de obliterar a capacidade inerente de qualquer ser humano para observar a presença de Entidades Espirituais na própria vida.

A verdade é que todas as pessoas são médiuns, em graus variados, mas mantêm consigo o canal de comunicação que permeia a mais comum de todas as potencialidades mediúnicas, que é a inspiração.

O escritor é sempre inspirado, de algum modo.

O radialista, também.

Assim como o músico, o médico, o professor, o chefe e o subordinado, o pai de família, o filho e a esposa.

As trocas entre as duas esferas da Vida são contínuas e permanentes. Queiramos ou não. Acreditemos ou não. Independe da vontade de quem quer que seja, pois esta é a natureza humana, pela vontade do Criador.

Somos, encarnados ou não, rádios que apresentam extensa faixa de possibilidades de sintonia.

Cada um escolhe a sua sintonia e vive em acordo com ela.

Assim, a qualidade de pensamentos originados de cada mente leva a criatura a viver em sintonia inspirada por si mesma.

O cauteloso vive cercado de cautelosos.

O irritado, de irritados.

O zombeteiro, de debochados.

O desonesto, de lapários.

O orgulhoso, de vaidosos.

O amoroso, de bem intencionados.

Assim é a vida: um mar de ondas que se buscam para vibrar na mesma sintonia, como tudo é no Universo.

Busque a sua sintonia adequada, para que possa ser inspirado adequadamente e viver desembaraçado de impedimentos.



Militão Pacheco.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Animais e mediunidade




Os irracionais não possuem faculdades mediúnicas propriamente ditas. (Emmanuel)

A alma dorme na pedra, sonha na planta, move-se no animal e desperta no homem. (Leon Denis)

Para começar, devemos entender e aceitar que os animais têm alma, sim. Não na acepção da alma humana, mas uma alma em formação, que poderíamos chamar de embrionária, para melhor compreensão.

Os animais também pensam. Não como pensam os humanos, mas de uma forma rudimentar, básica, em consonância com seu potencial evolutivo, de acordo com o que já pode obter em termos evolutivos, tanto em parâmetros físicos quanto em parâmetros espirituais.

Desta maneira, pode-se compreender mais facilmente que eles também têm algum grau de sentimento, mas mais uma vez dentro de potenciais que guardam em sua evolução filogenética, quer dizer, de forma muito menos elaborada que um ser humano habitualmente guarda em si.

Nós podemos notar, observando e estudando a vida animal, que existe uma série de comportamentos entre nossos irmãos animais que já são verdadeiras projeções de nossas atitudes, algo que ainda está no nascedouro das possibilidades que eles guardam consigo.

Quanto à mediunidade propriamente dita, o próprio Kardec reservou uma parte de O Livro dos Médiuns para entendê-la na vida animal. Assim fizeram, também, Leon Denis, Gabriel Delanne e Cairbar Schutel, por exemplo.

De O Livro dos Médiuns, podemos ler: "É certo que os Espíritos podem tornar-se visíveis e tangíveis aos animais e, muitas vezes, o terror súbito que eles denotam, sem que lhe percebais a causa, é determinada pela visão de um ou de muitos Espíritos, mal intencionados com relação aos indivíduos presentes, ou com relação aos donos dos animais."

Se entendemos que mediunidade é uma forma de percepção da vida espiritual, não podemos deixar de notar que os animais a têm. Mas têm por conta de suas potencialidades orgânicas e não por conta de serem efetivamente médiuns.

A capacidade auditiva de certos animais é, por exemplo, muito mais ampla do que a nossa. Podem ouvir sons que sequer podemos perceber. Nem por isso, tornam-se médiuns.

O mesmo se dá no campo da visão. Alguns animais vêm, percebem coisas que não teríamos a mínima possibilidade de alcançar com nossa limitada capacidade visual. Mas, ainda assim, não são considerados médiuns videntes.

São características peculiares a eles.

A natureza provê desta forma por necessidades específicas de cada espécie animal, em função das necessidades que têm para a manutenção da vida.

Mas não se pode compreender que estas habilidades naturais sejam equivalentes à mediunidade.

Não se concebe a manifestação de um Espírito através de um animal. Seja ele da espécie que for.

Os Espíritos podem até mesmo influenciá-los. Mas não encontram em seu aparelho orgânico qualquer possibilidade para uma manifestação mediúnica.

Não há qualquer lógica em se afirmar que animais são médiuns na acepção da palavra compreendida na forma de raciocínios, lógica e compreensão como temos os humanos.

Eles têm percepções diferentes das nossas, sem qualquer dúvida.

Percebem a vida espiritual, sem qualquer questionamento.

Mas por questões de ordem tão natural quanto o nosso potencial mediúnico. E ainda mais: tão variável quanto o é para nós, momento a momento, dia a dia, de tempos em tempos.

São tão instáveis quanto nós podemos ser.

Mas não são médiuns.


Militão Pacheco.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Identidade dos Espíritos




Espíritos elevados e não elevados formam a população do Mundo Espiritual, para onde iremos após deixar, na Terra, a roupagem de carne.

Elevados são os que pautam sua atuação, na palavra e na exemplificação durante o contacto conosco, pelos padrões da moral evangélica, que é a própria moral espírita.

Não elevados são aqueles que norteiam sua palavra e atos em desacordo com os princípios edificantes.

Emmanuel aconselha lhes afiramos a cultura, mas, também, a orientação contida na mensagem.

Identificar-se-á o Espírito pelos mesmos parâmetros com que identificamos os homens na Terra.

A regra é uma só.

Os Espíritos são as próprias criaturas humanas sem o corpo físico.

Homens e Espíritos elevados distinguem-se pelo bom senso.

A linguagem digna, nobre e criteriosa. O comportamento equilibrado.

A humildade e o desejo de servir.

Esses atributos, ajustando-se à fraternidade, indicam elevação espiritual.

Homens e Espíritos elevados terão sempre a mensagem instrutiva para os companheiros de jornada.

Homens e Espíritos em caminho para a elevação, via de regra comportam-se de acordo com o mal, embora seja lícito esperar deles boas atitudes. Não há ninguém, encarnado ou desencarnado, tão elevado que não possa cometer enganos, nem tão imperfeito que não possa praticar coisas certas.

Atitude e linguagem, pois, definem o Espírito.

O Espírito avançado em progresso evidenciará moral superior, sentido construtivo, coerência e bom senso, compreensão e bondade, simplicidade e concisão nos conceitos emitidos, oralmente ou por escrito.

O Espírito retardado na caminhada formulará conceitos inaceitáveis.

Destruirá, ao invés de construir. Revelará falta de lógica e de coerência.

Será, freqüentemente, intolerante, ameaçador, arrogante ou dissimuladamente humilde.

Pelos fluidos, será possível identificar a natureza dos Espíritos.

O Bom Espírito causará bem-estar ao médium. Dará tranqüilidade e paz ao ambiente. Proporcionará, algumas vezes, odores agradáveis.

O Espírito em grau de evolução muito negativo causa mal-estar, assim como inquietação no ambiente.

Pela apresentação perispiritual, luminosa e respeitável, conhecer-se-á os Espíritos Superiores.

A apresentação densa e a conduta irreverente indicam Espíritos inferiorizados.

Anotemos, no entanto, que Espíritos Superiores podem, por vontade própria, apresentar o perispírito densificado, a fim de realizarem missão de auxilio em regiões de sofrimento.

Caracteres morais e psicológicos ajudam, também, na identificação.

Certos Espíritos podem ser reconhecidos pelas idéias e sentimentos, hábitos, citação de fatos ou conformidade caligráfica.

Não é fácil a identificação das entidades, dado que podem elas disfarçar ou ocultar sentimentos e alterar a forma de apresentação, sob o ponto de vista anatômico.

O estudo e a experiência, sobretudo a pureza de propósitos nas reuniões de intercâmbio, inspiradas pelo desejo de servir, em nome do Divino Mestre, colaboram, valiosamente, no sentido de reduzirem-se as possibilidades de engano na identificação.

O amor cobre não apenas a «multidão de nossos pecados», mas, também, a nossa carência quanto ao discernimento.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Parentes no Além




O primeiro desejo de quem perde, no plano material, um ente querido, é, naturalmente, no sentido de ouvir-lhe a palavra amiga, pela via mediúnica.

Saber onde está, como se encontra. Conhecer-lhe as notícias, sentir-lhe as emoções. Amenizar a saudade pungente.

Entendemos justo e compreensível o anseio de quem ficou, imerso em lágrimas, vendo partir para outra dimensão da vida o ser amado.

A mensagem de quem se foi representa esperança e conforto.

Os Amigos Esclarecidos conhecem, no entanto, as dificuldades e inconvenientes de uma comunicação prematura, com o desencarnado amparado no processo de refazimento psíquico e de recomposição emocional.

Em fase de transição, não tem o novo habitante do Espaço, na maioria dos casos, condições de retornar, de pronto, ao convívio dos seus.

Só a alma renovada pode enfrentar, além da desencarnação, as vibrações e a emocionalidade dos que lhe pranteiam a partida.

Os Benfeitores conhecem as causas que desaconselham o comunicado com a urgência desejada, às vezes até pelo próprio desencarnado.

A intranqüilidade dos familiares, vergastados pela saudade cruciante, projeta dardos mentais de angústia e desespero que atingem, em consecutivo bombardeio, a organização perispiritual do recém-desencarnado, ferindo-lhe as fibras sensíveis do coração.

É por isso que, geralmente, retardam-se as comunicações dos novatos da Espiritualidade.

Há grande diferença entre as leis vibratórias do plano espiritual e as do plano material.

Em decorrência dessa diversidade, ou distonia, a comunicação prematura, causando no recém-desencarnado choques vibratórios violentos, é sempre protelada pelos Amigos Espirituais.

Poderia, o encontro precipitado, prejudicar o esforço de recuperação empreendido pelos samaritanos do bem.

Liberada do corpo físico, torna-se a alma mais sensível a emoções, a pensamentos.

A emoção causada pela volta ao convívio familiar, a visão das almas queridas poderão perturbar aquele que ainda não adquiriu, ausente da roupagem física, clareza de raciocínio, coordenação perfeita das idéias, segurança Íntima.

Outro detalhe: a posição mental do médium pode transtornar o comunicante ainda não suficientemente adestrado no mister do intercâmbio.

A instabilidade do medianeiro pode, assim, desajudá-lo, ao invés de ajudá-lo.

Eles, os Benfeitores Espirituais, sabem o que fazem. Retardam, quando preciso, por algum tempo, ou apressam o comparecimento do desencarnado aos trabalhos mediúnicos.

O médium educado, sereno, de campo psíquico harmonioso, manterá o comunicante, dominado pela emoção, em razoável nível de serenidade e equilíbrio.

Conscientizados de que nem sempre nossos desejos compatibilizam-se com a programação da Espiritualidade, auxiliemos os entes que partiram com as nossas preces, até que a Sabedoria de Deus os ponha em contacto conosco pela bênção da mediunidade esclarecida.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Bons resultados com a mediunidade




Numerosas qualidades sustentam o companheiro da mediunidade.

Mas uma das mais importantes é a forma como a conduz.

Educação mediúnica, por exemplo, pede tempo e trabalho, estudo e abnegação.

Não acontece de um dia para outro.

Médium inquieto, apressado em transmitir boas comunicações, antes do necessário preparo, é candidato, em potencial, ao desequilíbrio.

Emmanuel explica, também, além do conceito com que abrimos este capítulo, que a mediunidade é como um botão de rosa, que não desabrocha, que não se converte em rosa antes do tempo.

Botão violentado, pétalas despedaçadas - resultado lógico: nem o botão, nem a rosa.

Um dos imperativos para o irmão que sente a eclosão mediúnica , é o estudo.

Com Jesus, no Evangelho; com Kardec, na Codificação Espírita.

Aquele que não trilhar essa linha de orientação, não sabe onde vai parar, sob o ponto de vista da mediunidade.

Em Jesus, encontramos as luzes eternas do Amor, concitando-nos a servir e passar, amar, desculpando, ajudar e seguir à frente.

Em Kardec, temos a chave do conhecimento, dilatando as possibilidades de ver, observar, discernir, orientar-nos.

A sentença é do Cristo: «Aquele que perseverar até o fim será salvo.»

A constância, na atividade mediúnica, é fator de suma relevância.

Médium inconstante, volúvel, saltitante, ora aqui, ora acolá, semanas no trabalho, meses na ociosidade, não inspira confiança nem aos Mentores Espirituais, nem aos companheiros de tarefa.

Os obreiros do Senhor necessitam de instrumentos firmes, abnegados, valorosos na fé, perseverantes, sem embargo das limitações comuns a todos nós, mas esforçados em sua remoção.

O médium disciplinado obterá ótimos frutos em sua tarefa.

Lugar e hora certos, para o trabalho. Assiduidade e pontualidade.

Respeito à Codificação e apreço aos Instrutores Espirituais.

Constitui qualidade essencial, nas tarefas, a boa-vontade.

O médium que não a tem, torna o trabalho vazio.

Inseguro. Sem objetivo.

A mediunidade, via de regra, é oportunidade para o resgate do passado, com a conseqüente correção das próprias deficiências.

Erros e desajustes, débitos e gravames remotos são facilmente equacionáveis no serviço ao próximo.

Mediunidade, em síntese, é obra de reabilitação.

O médium prudente analisa, examina sugestões dos companheiros encarnados, aceitando-as, se justas e sensatas.

O médium vaidoso comporta-se como dono da verdade. Recusa, sistematicamente, advertências e conselhos.

A discrição é fator básico para o êxito mediúnico. Conhecer problemas, pela mediunidade ou por relatos íntimos, confidenciais, e revelá-los, é falta de caridade.

Vários são os tipos de mediunidade, conforme se vê em «O Livro dos Médiuns», mas este livro não tem a finalidade de enumerá-los.

Paulo, na Primeira Epístola aos Coríntios, afirma que «os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo».

Na variedade de "dons" espirituais, identificamos a Sabedoria de Deus.

Cada um recebe segundo as próprias possibilidades, e necessidades.

A Terra oferece vasto campo para o serviço mediúnico.

Em qualquer lugar e hora, pela assimilação de ondas mentais superiores, podemos ajudar alguém.

A mediunidade, por luz divina, é o traço de união entre Deus e o homem.

Que não esqueçamos, no entanto, a advertência de Emmanuel, tendo cuidado naquilo que fazemos dela.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O pensamento, de novo!




O pensamento está na base de todos os fenômenos de sintonia na esfera da alma.

Não é demais lembrar a advertência de Paulo, o Apóstolo dos Gentios, de que "vivemos cercados por «nuvens de testemunhas".

O ensino não deixa dúvidas: em torno de nós vivem e convivem milhares de Espíritos de todos os matizes.

Estamos sempre acompanhados e este acompanhamento tem relação com o problema moral.

Se formos bons e espiritualizados, teremos, invariavelmente, a companhia de entidades da mesma natureza.

O médium bem assistido tem condições de produzir mais.

De transmitir boas mensagens.

Os Bons Espíritos procuram, para comunicações, os bons instrumentos.

Os grandes artistas manejam peças adequadas para as maravilhosas criações do Belo.

Boas qualidades atraem Bons Espíritos.

Más qualidades atraem entidades menos felizes.

O médium bem acompanhado dificilmente fracassa. O uso da mediunidade pelo médium bem assistido é penhor de segurança e triunfo no intercâmbio entre os dois planos.

O médium descuidado de sua preparação interior está mais sujeito a claudicar.

A assistência inferior induz ao mau uso da faculdade mediúnica.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Quem é meu "Guia Espiritual"?




O tema "Guias Espirituais" é curioso e merece um pouco de atenção.

O que se escreva ou se fale no sentido do esclarecimento adequado do assunto, parece-nos louvável e oportuno, eis que envolve a sua conceituação aspectos essenciais do Evangelho e do Espiritismo.

- Que é um Guia Espiritual?

Um Espírito elevado que, representando a Misericórdia Divina, ampara-nos e orienta-nos para a Luz.

Formulemos outra questão a fim de colocar o problema em termos bem compreensíveis:

- Que espécie de amparo e orientação podem nos dispensar os Guias Espirituais?

Sugerem-nos bons pensamentos. Consolam-nos em nossas aflições. Guiam-nos para a direção correta, mas respeitam nosso livre arbítrio e se afastam à medida em que não lhes damos atenção.

Influenciam, beneficamente, nossos pensamentos, atos e palavras.

Inspiram-nos sempre para que façamos do Bem nosso permanente objetivo.

Os Guias Espirituais, por sua elevação e nobreza, não ficam conosco durante todo o tempo, mas nos acompanham o tempo todo, pois esta é sua responsabilidade diante de Deus.

Não podem ficar à nossa disposição minuto a minuto, porque embaraçaria nosso progresso, que se faz na base do esforço pessoal, da aquisição de sentimentos puros e de cultura nobre.

Todos nós temos Guias Espirituais: católicos, protestantes, budistas, espíritas, etc.

O que varia é a denominação que as diversas confissões religiosas dão a esses abnegados Benfeitores.

Emmanuel, em expressiva mensagem, diz que:

«A mesma bondade infinita que nos socorre nos santuários espírita-cristãos, é a mesma que se expressa nos templos de outra feição interpretativa da Divina Idéia de Deus.»

Confiemos na proteção desses Benfeitores, nas experiências que o cenário humano nos reserva, empenhando, diuturnamente, esforço e boa-vontade no sentido de que eles, os Amigos Espirituais, nos reajustem efetivamente nos deslizes que decorrem de nossas antigas dificuldades.

Considerando, todavia, que uma coisa é nos prestarem auxílio na prova difícil, e outra coisa é nos carregarem no colo, fazendo aquilo que pertence, exclusivamente, à nossa iniciativa e faz parte de indeclináveis deveres, habituemo-nos a respeitar, nos Orientadores de Mais Alto, os representantes de Jesus, aplicando-nos «às lições de que são mensageiros».

Guias Espirituais são irmãos nossos, que se engrandeceram e se iluminaram em lutas edificantes.

Amá-los e respeitá-los, portanto, constitui inalienável dever de todos nós.

Mas esperar que façam a nossa lição de casa é um equívoco.

Ou ainda, que nos dêem soluções mágicas para os problemas que nós mesmos criamos...

Os Guias não são mercenários, não fazem trocas, barganhas e tampouco cobram de nós atitudes estranhas e promessas ingênuas.

São Espíritos Protetores que assumiram compromisso diante de nós e de todos que nos cercam.

Precisamos aprender a amá-los, respeitá-los e ouví-los.

O melhor exemplo que temos: Chico Xavier e Emmanuel.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Dificuldades com relação à mediunidade




A mediunidade é o meio de que dispõem os Espíritos para suas comunicações com os encarnados.

Através dela, ocorrem fatos sublimes ou negativos, seja do ponto de vista fenomênico, no que tange à evidência e comprovação da imortalidade da Alma e de sua comunicabilidade com os vivos do mundo físico, seja do ponto de vista intelectual, espiritual.

Todavia, pela mediunidade mal-iniciada, mal-conduzida, mal-orientada - mediunidade sem Jesus e sem Allan Kardec -, a serviço de humanos interesses, Podem surgir conseqüências imprevisíveis.

São os escolhos da mediunidade. Seus perigos. Seus obstáculos.

PROBLEMA MORAL

- Sob o ponto de vista técnico, de sua realização como fenômeno, a mediunidade independe do fator moral.

Há medianeiros evangelizados, como os há, em grande número, inteiramente infensos a qualquer programa superior, no que toca ao comportamento individual, bem como à aplicação de suas faculdades.

Contudo, sob o ponto de vista dos frutos, dos resultados, o fator moral é de profunda importância, isto porque, os bons médiuns sintonizam com Bons Espíritos, assim como servidores incorretos, irresponsáveis sintonizam com entidades do mesmo teor.

Médiuns sérios atraem Espíritos sérios; médiuns levianos atraem Espíritos levianos.

O ensino vem dos Espíritos Superiores.

Procede de Allan Kardec e Léon Denis, ou de Emmanuel e André Luiz, pela mediunidade abençoada de Francisco Cândido Xavier, que expendem, sobre o assunto, judiciosas considerações.

O medianeiro que se não ajusta aos princípios morais pode ser vitimado pela ação do mundo espiritual inferior.

EVOCAÇÕES

- Allan Kardec adverte os espíritas para as evocações, porta aberta para que entidades desocupadas, zombeteiras e mistificadoras veiculem notícias espetaculosas, inverídicas, mirabolantes, que agradam aos curiosos.

Espíritos irresponsáveis adoram os evocadores, que lhes fomentam as investidas. Os evocadores constituem, em verdade, excelente platéia para os Espíritos menos elevados.

Ao contrário das evocações, um dos mais sérios escolhos da mediunidade, as comunicações espontâneas convém acentuemos - são as mais belas, as mais convincentes, embora numas e noutras não devamos prescindir da vigilância aconselhada pelo Codificador.

ESGOTAMENTO FÍSICO-MENTAL

- Um dos escolhos da mediunidade é a sua prática com o médium cansado, em decorrência de atividade desordenada, que sobreexcede sua capacidade física.

O esgotamento físico e/ou mental, antecâmara da estafa, de recuperação difícil, debilita as energias do medianeiro, podendo, dependendo de sua resistência moral, torná-lo vítima de Espíritos maldosos.

Tão logo perceba pronunciados sinais de fadiga, além da normal, deve o médium confiar-se a repouso e tratamento, por tempo adequado, para que o refazimento se faça.

INTERROGATóRIOS

- Na mediunidade exercida em harmonia com Jesus e Kardec, que nos ensinam o amor fraterno, o lema é SERVIR, com abstenção da curiosidade negativa.

Interrogatórios espirituais não são aceitos pelos Espíritos Superiores, credores do nosso respeito, nem pelos Espíritos sofredores, que se magoam.

O dirigente deve possuir tato para entender os Espíritos que se comunicam, oferecendo-lhes amor, tolerância e compreensão, mesmo em se tratando de entidades perturbadoras, que procuram fazer-se notadas ou se impor através de um linguajar colorido, ou de conceitos lisonjeiros.

O dirigente que se preocupa, excessivamente, em interrogar os Espíritos, à maneira dos cadastristas do mundo, pode, muita vez, ter diante de si um Instrutor Espiritual, que não dispõe de tempo para submeter-se a interrogatório, em perquirição sistemática, inadequada.

FUTILIDADES

- Que o campo mediúnico é inçado de perigos, de obstáculos, de dificuldades, de escolhos - todos nós o sabemos.

Dirigentes, médiuns e cooperadores que se preocupam com assuntos banais, não devem esperar boas companhias, nem bons resultados. O semelhante atrai o seu semelhante. Quem semeia ventos, colhe tempestade.

O serviço mediúnico, uma das coisas mais sérias do Espiritismo, não comporta irresponsabilidade, nem desrespeito, nem superficialidades.

TRABALHO ISOLADO

- É desaconselhável o desempenho mediúnico isolado. Em reuniões domiciliares ou em recintos estranhos ao Centro Espírita.

Tarefas mediúnicas em residências oferecem perigo, podendo gerar processos obsessivos em seus moradores.

Nos lares, recomenda-se, apenas, o Culto do Evangelho no Lar, com leituras, comentários e preces em favor de seus componentes e de pessoas alheias ao círculo familiar.

DESARMONIA

- Na condição atual do nosso mundo, de expiação e provas, é impossível organizar-se uma equipe mediúnica com pessoas perfeitas, sublimadas. A perfeição é, ainda, um objetivo a alcançar.

O que se alvitra, o que se preconiza é a formação de grupos mediúnicos integrados por irmãos que se estimem, que se entendam. Irmãos equilibrados e corretos em suas intenções, sem embargo das naturais deficiências humanas.

Um grupo harmônico, que trabalha com sinceridade, recebe amparo dos Bons Espíritos, que lhe sustentam as energias interiores.

Vibrações antagônicas desfavorecem o trabalho mediúnico.

MÉDIUNS-DIRIGENTES

- A pessoa que detém recursos mediúnicos de incorporação não deve presidir reuniões mediúnicas.

Agitações, tumultos, turbulências podem assinalar o clima de tais reuniões. Entidades desordeiras ocasionalmente podem assenhorear-se da organização do médium-dirigente, de maneira a estabelecer o pânico, a confusão, o temor.

A tarefa do médium é a que corresponde à sua própria condição: oferecer a sua faculdade aos que já transpuseram as fronteiras do túmulo. Ajudar a encarnados e desencarnados.

GRATUIDADE

- Boa prática mediúnica é a que se realiza em função do Bem, com integral desinteresse pelas coisas materiais.

O «dai de graça o que de graça recebestes», do Evangelho de Jesus, deve acompanhar o médium em todos os instantes de sua existência, a fim de que Espíritos inferiorizados não se lhe ajustem ao campo psíquico, desorientando-lhe a mente, perturbando-lhe a atividade, conspurcando-lhe a consciência, em nefasta simbiose.

O exercício mediúnico tem que ser constante doação na vida do medianeiro, com integral desinteresse por qualquer tipo de recompensa.

ANIMISMO

- Um dos mais freqüentes escolhos da mediunidade é o animismo, fenômeno pelo qual a pessoa «arroja ao passado os próprios sentimentos, de onde recolhe as impressões de que se vê possuído».

No fenômeno anímico «o médium se expressa como se ali estivesse, realmente, um Espírito a se comunicar».

O médium portador desse desajuste deve ser amparado, pacientemente, «com os recursos da caridade evangélica, podendo transformar-se em valioso companheiro».

FALTA DE ESTUDO

- A falta de estudo, evangélico e doutrinário, constitui sério escolho na prática mediúnica.

O médium deve ler, estudar, refletir, assimilar e viver, quanto lhe seja possível, as edificantes lições do Evangelho e do Espiritismo, a fim de que possa oferecer aos Espíritos comunicantes os elementos necessários a uma proveitosa comunicação.

O médium estudioso, além disso, é instrumento dócil, maleável, acessível. Tem, sempre, uma boa roupagem para vestir as idéias a ele transmitidas.

O que não estuda, nem se renova, cria dificuldades à transmissão da mensagem, favorecendo a desconexão.

MISTIFICAÇÕES

- Não devemos confundir «mistificação» com «animismo».

Na primeira, temos a mentira; no segundo, o desajuste psíquico.

A responsabilidade pelas mistificações resulta, mais, da estrutura da equipe mediúnica, do que das entidades que veiculam a mentira.

O conceito evangélico de que «quem busca, acha» tem validade, também, na vivência mediúnica.

Mentes despreparadas, corações invigilantes, propósitos inferiores, insinceridade no trabalho cooperam nas ocorrências da mistificação.

Amor entre os companheiros mediunicamente consagrados ao socorro aos sofredores diminui as possibilidades de mistificação, preserva o agrupamento contra a investida dos desocupados da Espiritualidade, resguarda o medianeiro.

AUSÊNCIA DE TRABALHO

- A ausência de trabalho é, realmente, um grave escolho da mediunidade, isto porque a ferramenta mediúnica exige utilização constante, ação contínua, não somente pela necessidade de aprimoramento das antenas psíquicas, como também pelo imperativo da conquista do sentimento do amor.

O trabalho assegura assistência espiritual superior, protege o médium contra o assédio e o domínio de entidades menos felizes, constrói preciosas amizades nos planos físico e subjetivo.

Harmonia fluídica, amor e confiança, destreza psíquica e apuro vibracional representam o somatório da atividade mediúnica exercida na disciplina do trabalho.

ENDEUSAMENTO DE MÉDIUNS

- O endeusamennto de médiuns é, sem dúvida, um dos mais funestos escolhos da mediunidade, o que maiores prejuízos causa ao médium, atingindo-o, duramente, a curto, médio ou longo prazo.

O espírita esclarecido é cauteloso nas referências ao companheiro da mediunidade, quando a boa palavra se faz necessária, em forma de estímulo e amparo.

Mais do que todos os escolhos, o endeusamento é o ópio dos médiuns, podendo fazê-los resvalar, inapelavelmente, nos desfiladeiros da vaidade, da presunção, do orgulho.

EDUCAÇÃO MEDIÚNICA

- A educação mediúnica, por sinônimo de «desenvolvimento mediúnico», deve ser iniciada no devido tempo, na época apropriada, isto é, ao se verificar a espontânea eclosão da faculdade.

Não devemos «querer» o desenvolvimento mediúnico, mas «amparar» a faculdade que surge, pelo estudo e pelo trabalho, pela oração e pela prática do Bem.

Forçar a eclosão da mediunidade, ou o seu desenvolvimento, significa abrir as portas do animismo, com sérios inconvenientes para o equilíbrio, a segurança e a produtividade do medianeiro.

Outrossim, é antidoutrinário induzir o médium, ostensiva ou veladamente, a oferecer passividade a tal ou tal Espírito.

A mente do companheiro, iniciante ou já afeito ao intercâmbio, deve permanecer livre como o pensamento e clara como um regato, a fim de que a filtragem mediúnica não se condicione, nem se subordine, inteiramente, à interferência do médium.

A educação mediúnica deve ser, em qualquer circunstância, espontânea. Natural. Suave.

Sem qualquer tipo de violência, externa ou interna.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Dificuldades Espirituais




O desenvolvimento prematuro de faculdades mediúnicas, tentando forçar sua floração espontânea, é desaconselhável por todos os títulos.

O despreparo espiritual e doutrinário, evangélico e moral, pode ocasionar desastres imprevisíveis para a Alma.

Ao invés do desenvolvimento, precipitado, da mediunidade, outras medidas são aconselháveis.

O conhecimento doutrinário e evangélico. A freqüência a reuniões de estudo.

O engajamento em tarefas de assistência social.

Desastres espirituais, com reflexos na estrutura íntima da Alma, prejudicam mais do que retrocessos financeiros.

O médium despreparado pode dar rumo infeliz à sua atividade, utilizando-a «nos atos de ignorância e superstição, maldade e fanatismo».

Exploração das entidades, impedindo-lhes a libertação.

Utilização da mediunidade para assuntos fúteis. Comercialização da prática mediúnica.

O imperativo maior é a construção espiritual, para quem renasce na Terra com recursos mediúnicos.
Os dons espirituais têm objetivos divinos. Aquisição de virtudes.

Melhoria constante do sentimento.

Progresso sob o ponto de vista da cultura espiritual. Os valores do Espírito, sobrepondo-se aos interesses mundanos, constituem defesa para a Alma em qualquer tempo, situação e lugar.

Médium algum se perderá nas vielas do desequilíbrio se estabelecer para si mesmo um programa de renovação.

Exercício da renúncia.

Muita paciência ante as incompreensões que lhe surjam no caminho.

Capacidade de perdoar, por maior seja a ofensa. 'Cultivo da esperança - «por divina claridade da certeza» - como diz Emmanuel, em meio aos obstáculos mais difíceis e ásperos.

O jugo é suave e o fardo é leve para o companheiro da mediunidade que se apóie no estudo, no trabalho, na oração constante, na humildade.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Mediunidade e Insucessos






Diversos motivos podem levar o médium a desertar da tarefa, contraindo, em conseqüência, graves responsabilidades.

Alinharemos, por oportuno, alguns deles.

A desconfiança dos encarnados pode, ferindo-lhe a suscetibilidade, fazê-lo abandonar a tarefa.

Pouca importância aos avisos e advertências de irmãos desencarnados.

A autodesconfiança, com excessivo receio de mistificações ou animismo, tem sido causa, também, para que medianeiros que podiam render bem, na gleba mediúnica, afastarem-se em definitivo ou transitoriamente.

Refratariedade a conselhos ou críticas construtivas de companheiros mais prudentes e experimentados.

A deserção do serviço mediúnico significa fracasso na experiência reencarnatória, com seu cortejo de conseqüências dolorosas.

Sendo a mediunidade aqui na Terra, de modo geral, oportunidade de resgate e reabilitação, a deserção do labor de intercâmbio implica o não-resgate de compromissos do passado.

Fugir à realização mediúnica traduz desperdicio de oportunidade.

Agravamento de responsabilidades pelo que não construiu, em função do presente, e não reconstruiu, em face do passado, ante os deslizes perpetrados.

O portador de mediunidade que se aproxima das fontes do Evangelho e do Espiritismo, encontra estímulo e força para continuar, superando lutas e obstáculos, dando curso, assim, à própria evolução.

Em Jesus, encontrará reconforto.

Em Kardec, discernimento doutrinário.

Há muitos recursos pelos quais a Espiritualidade, expressando compaixão por nós, convoca-nos ao trabalho espiritual ou mediúnico.

Sofrimentos físicos, com enfermidades em nós ou em nossos familiares.

Provas morais, que nos acordam para cogitações maiores no campo da vida.

Dificuldades com problemas de obsessão, em nós mesmos ou no círculo da consangüinidade.

Visitados por tais problemas, despertamos para o glorioso trabalho do intercâmbio.

Não apenas razões negativas nos chamam ao serviço mediúnico.

Raciocínios novos, em vista de leitura, meditação e aprimoramento interior, visitando-nos a mente, podem suscitar novos ideais, baseados na fraternidade espírita-cristã.

A compreensão, a certa altura da existência, da vacuidade das gratificações humanas, na esfera dos sentidos físicos ou psicológicos, conduz-nos, igualmente, à senda do espírito.

A simples eclosão mediúnica, com o desabrochamento da faculdade no tempo próprio, representa, em alguns casos, o início de florescentes atividades.

Sejam quais sejam as causas dos insucessos mediúnicos ou do despertamento para o trabalho, Evangelho e Espiritismo serão, sempre, em quaisquer circunstâncias, o real apoio para quem acordou e deseja caminhar com o Bem Infinito.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Desobsessão de si mesmo: é possível?




As reuniões espíritas - evangélicas, doutrinárias e mediúnicas - cooperam, eficazmente, para a cura da obsessão, beneficiando perseguidos e perseguidores, vítimas e algozes.

Essa é uma das abençoadas tarefas do Espiritismo Cristão: libertar irmãos invigilantes que caíram nas malhas difíceis da influenciação espiritual em seu aspecto negativo.

Um dos serviços mais nobres a que se dedicam, em toda parte, companheiros organizados em núcleos adequados de intercâmbio e assistência.

O irmão obsidiado pode, todavia, contribuir, e muito, para a sua própria cura.

Os recursos são imensos, bastando nos preparemos para utilizá-los sob o amparo generoso dos Benfeitores Espirituais.

Alinharemos alguns desses recursos:

Cultivo da prece.

Estudo e meditação.

Controle da vontade.

Trabalho, material e espiritual.

São esses, segundo nos parece, os meios de que dispomos para o esforço de autodesobsessão.

Os benefícios da oração são infinitos, sendo oportuno recordar que a prece possibilita a sintonia com as forças do bem.

Proporciona o revigoramento das energias psicofísicas.

A prece é verdadeiro alimento espiritual.

O estudo e a meditação, conjugados, valem por exercício mental destinado a manter o nível das idéias superiores, indispensáveis em quaisquer processos de libertação espiritual.

O conhecimento haurido no estudo e a sedimentação de hábitos salutares formam a base de nossa defesa, o elemento propulsor de nossa caminhada consciente, após o soerguimento.

Quem estuda, medita e melhora-se interiormente, esclarece e beneficia a si mesmo e a quantos se lhe aproximam, no caso, especificamente, as entidades menos evoluídas.

É sumamente perigoso consentir que entidades desequilibradas instalem, em nossa mente, o gabinete de comando de suas ordens.

Essa associação é por demais inconveniente.

O controle da vontade impede o domínio de Espíritos perturbadores, interrompendo o fluxo do processo obsessivo.

O trabalho, material e espiritual, é a grande bênção de nossa vida.

Na mente ocupada não há lugar nem vez para sugestões inferiores, sejam do mundo espiritual ou de companheiros encarnados.

Ajudar, servir aos necessitados, cooperar nas obras assistenciais são valiosos antídotos à obsessão.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Cuidados nos trabalhos mediúnicos




O ambiente que funcionam como local para que aconteçam os variados trabalhos relacionados com a mediunidade precisa estar adequadamente higienizado, do ponto de vista material, psíquico e espiritual, para que os ditos trabalhos transcorram em determinada faixa de equilíbrio que permita o desenvolvimento de assistência adequada para os necessitados que procuram auxílio.

Não só os encarnados precisam de um ambiente saudável para que aconteçam as sessões mediúnicas, mas também e principalmente os desencarnados são bastante necessitados de um local bem preparado para que tudo ocorra de modo harmonioso.

Na esfera espiritual, desde que os participantes encarnados estejam em adequada sintonia com o Bem, procurando assentar suas idéias com vibrações amorosas e bem intencionadas, certamente haverá uma preparação adequada para que tudo seja cercado de cuidados meticulosos para o bom andamento dos trabalhos.

As Entidades Espirituais responsáveis pelos trabalhos irão desenvolver tarefas que mantenham o ambiente livre de micróbios e vibrações inadequadas para o momento da sessão mediúnica.

Quanto aos encarnados, há a recomendação que, na verdade, estivessem se preparando durante todo o dia da sessão, mantendo o pensamento em sintonia com as tarefas que virá executar em horário mais adiantado, como se estivesse em preces – não formuladas, mas espontâneas, naturais – pois a manutenção da qualidade mental é essencial para que ao chegar à Casa de Trabalhos Espirituais possa estar em sintonia máxima com os Mentores do Trabalho, gerando o melhor aproveitamento possível no intercâmbio com os Espíritos que eventualmente busquem auxílio, assim como a liberação de vibrações saudáveis para os encarnados que se encontrem adoecidos e necessitem de amparo.

Isso é o que importa, tanto da parte dos freqüentadores chamados comuns como daqueles que sejam responsáveis pelo andamento dos trabalhos: sintonia com o Bem.



Ésper

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Amélia Rodrigues.



Amélia Augusta do Sacramento Rodrigues foi, quando encarnada, notável poetisa, professora emérita, escritora consagrada, teatróloga, legítimo expoente cultural das Letras da Bahia. Nasceu na Fazenda Campos, Freguesia de Oliveira dos Campinhos, Município de Santo Amaro da Purificação, Estado da Bahia em 26 de maio de 1861.

Qualquer de seus conterrâneos, por mais jovem que seja, conhece a vida dessa extraordinária mulher e seu esforço a fim de atingir os seus ideais. Estudou com o cônego Alexandrino do Prado, em seguida foi aluna dos professores Antônio de Araújo Gomes de Sá e Manuel Rodrigues M. de Almeida. Sua vocação para o magistério era inata. A par disso, matriculou-se no colégio mantido pela professora Cândida Álvares dos Santos e começou a lecionar no Arraial da Lapa. Posteriormente lecionou em Santo Amaro da Purificação por oito anos consecutivos.

Em 1891, graças à sua capacidade para lecionar e ao seu amor à causa do ensino, foi transferida para Salvador e lotada na Escola Central do Bairro Santo Antônio. Um de seus alunos, adolescente ainda, em 1905, foi selecionado para lecionar inglês pelo sistema do filósofo Spencer. Amélia Rodrigues não só o ajudou a compreender o pensamento daquele filósofo, como complementou o seu aprendizado. Disse a ele: "O jovem precisa de educação moral, que é o princípio fundamental da disciplina social; sem apelar para o coração, educar é formar no homem as mais duradouras forças da ordem social."

O pensamento de Amélia Rodrigues se identifica com o pensamento de Fénelon, contido em "O Evangelho Segundo o Espiritismo": "Educar é formar homens de Bem, e não apenas instruí-los". Aposentada, não abdicou de seu ideal de ensinar. Retornou ao magistério de forma ainda mais marcante. Fundou o Instituto Maternal Maria Auxiliadora, que mais tarde transformou-se na "Ação dos Expostos." Dedicou-se ao jornalismo como colaboradora das publicações religiosas "O Mensageiro da Fé", "A Paladina" e "A Voz". Escreveu algumas peças teatrais, entre as quais "Fausta" e "A Natividade". É autora dos poemas "Religiosa Clarisse" e "Bem me queres". Produziu ainda obras didáticas, literatura infantil e romances. Desencarnou em Salvador em 22 de agosto de 1926.

No Plano Espiritual, continuou seu trabalho esclarecedor e educativo, baseado principalmente no Evangelho de Jesus, fonte inspiradora de suas obras quando encarnada. Encontrou na Espiritualidade - seara infinita da imortalidade - maior expansão para seu espírito sequioso de conhecimento e faminto de amor, dando vazão aos anseios mais nobres. Aprofundou-se na mensagem de Jesus e, na atualidade, participa da falange de Joanna de Ângelis, mentora de Divaldo Pereira Franco. Pela psicografia do abnegado medianeiro, vem trazendo páginas de beleza intraduzível, que abordam os mais variados assuntos sobre o Evangelho, seu tema predileto, de onde extrai lições edificantes para aqueles que estão cansados e sobrecarregados, necessitados de orientação e de consolo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sonhos





O sonho é considerado pela Doutrina dos Espíritos como a libertação da alma, durante a qual o Espírito, envolto pelo perispírito, tem condições de vivenciar o “outro lado da Vida” e entrar em contato com a realidade do mundo espiritual.

Há sonhos que são efetivamente premonitórios, como há também aqueles que representam vivência na Vida Espiritual e outros que são simples recordações do cotidiano codificadas para uma linguagem que ainda não conhecemos minimamente, esta linguagem espiritual.

Há, também, os sonhos que apenas descarregam as necessidades, as aspirações e as frustrações, gerando imagens ideatórias, quer dizer, cenas que concretizam os anseios, os desejos, pelo menos em sonhos, o que não quer dizer que venham a acontecer.




Grande número de pessoas valoriza em demasia os sonhos, esquecidos ou ignorantes (no bom sentido) de que a maior percentagem dos sonhos representa apenas a tal codificação ainda não bem compreendida pelas pessoas encarnadas e pela maioria dos desencarnados.

O cérebro não é capaz de registrar com precisão adequada as verdadeiras experiências que o Espírito vivencia, por se tratar de uma estrutura de natureza diferente, isto é, material. Por mais impressionantes sejam as lembranças referentes ao sonho, estarão distantes dos fatos vividos no mundo das idéias.

Não se pode deixar impressionar efetivamente por acontecimentos experimentados nos sonhos, já que eles não terão representatividade em nível de autenticidade na vida de relação do encarnado, ainda que sejam sonhos ricos em conteúdo, marcantes pelas impressões que deixem ou com teor aparentemente profundo.

Eventualmente pode-se ter uma experiência destas que represente uma real vivência espiritual. Mas esta vivência, quando construtiva, não abalará quem a tenha. A não ser que se trate de uma particularidade obsessiva. Entretanto, este é outro capítulo para se estudar e conversar em se tratando de Doutrina Espírita.




Ésper

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Laços afetivos





Realmente os laços efetivados pelo coração jamais são desfeitos, pois geram uma ligação acima das expectativas do mundo comum, que tem suas ligações efetuadas pelos interesses que satisfazem às necessidades transitórias que encontramos no mundo.

São laços magnéticos, plenos, que importam à troca de necessidades de satisfação, quer dizer, quem tem esse tipo de ligação, realmente guarda consigo a mente ocupada em sentir que o outro coração está pleno ou pelo menos em paz.

Interessante observar que as mentes conectadas entre si por esta expressão do amor jazem às suas satisfações recíprocas, demonstrando que realmente uma das coisas mais importantes é ver o outro bem. Além disso, há uma conexão mental de tal nível que os pressentimentos vão e vêm dando sinais se tudo está bem ou não, de forma natural, expressiva e contundente.

Estas ligações são produtivas se há reciprocidade, mas se elas não ocorrem, o lado do quase par que sente as minudências das alterações perniciosas da Vida do outro sofre pelas incoerências que ele mesmo tem ou que tem o outro, em função de seus eventuais problemas ligados às emoções ou aos caprichos que constituem seus desejos habituais.

Assim, se apenas um lado mantém a ligação perceptiva, sofre habitualmente.

Quando há mais de uma criatura nesta ligação, constituindo um grupo de interesses comuns, há uma estruturação de teor familiar a vigiar por todos e nesta estrutura todos se protegem na medida daquilo que seja viável para um ser humano.

Poucas pessoas são realmente ligadas entre si de modo equilibrado na Terra.

Mas quando assim ocorre, dá demonstrações dos variados níveis de constituição familiar, no sentido espiritual, com certo isolamento dos demais companheiros com quem convivam durante uma determinada reencarnação.

Pois, as pessoas que não conseguem entrar em sintonia com esta família espiritual, espontaneamente sai da faixa de vibração comum aos demais e, por conta de suas particularidades, se afasta do pensamento coletivo deles, gerando uma polarização parcial e um distanciamento que pode vir inclusive a gerar problemas com aqueles que guardam entre si a afinidade de coração inicial.

Como tudo na natureza humana, os agrupamentos familiares têm suas dificuldades e assim, devido aos princípios que desposem em comum, as pessoas podem ter um foco equivocado para uni-los, o que degrada a qualidade final desta união que tem de tudo para ser maravilhosa. Uma família espiritual de verdade precisa ter uma base fundamental para que a união entre seus componentes seja real e eterna: o Amor.


Militão Pacheco

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A Esperança





A esperança é um dos sentimentos mais nobres que a humanidade tem.

Todo ser humano por mais desesperado que esteja momentaneamente ainda guarda consigo, rastros de esperança que o fazem se movimentar, mesmo aquele que comete atrocidades com os seus filhos, porque tem a esperança de que irá por fim as suas dificuldades.

Como nós vemos, ainda dentro do desatino, a esperança ainda vibra em nosso peito.

Por alguma razão, uma lenda antiga nos conta sobre justamente a esperança.

Diz essa lenda que o céu estrelado, maravilhoso, vibrava com todos os nuances de cores, todas as estrelas do firmamento enriqueciam os olhos de qualquer viajor do espaço que pudesse vislumbrá-las.

Até que um dia, tantas estrelas cansaram-se e pediram a Deus que mudasse de posição, e Deus em Sua profunda bondade e sapiência, teve a oportunidade de conduzir todas essas estrelas a um planetinha pequeno no sistema solar, conhecido por Terra.

E essas estrelas então, se encaminharam para lá e começaram a brilhar no firmamento do planeta, todas elas observando a humanidade durante séculos.

Depois de muito séculos, muitas dessas estrelas cansadas mais uma vez, foram à Deus e pediram para que mudassem de lugar e todas se retiraram, até que Deus parou para observar e percebeu que faltava uma.

Evidentemente Ele já sabia, mas perguntou para as outras estrelas: "onde ela está?"

Todas se calaram.

Mas o Pai com firmeza, perguntou novamente.

Onde está a estrela verde?

Uma delas um pouco cautelosa disse ao Criador: "A verde? Ah! Ela resolveu ficar, porque ela viu tanta mazela em cada coração humano, que ela preferiu ficar para iluminar cada coração, para lhes dar a esperança de um futuro melhor, que eles ainda não têm."

Assim meus irmãos, todos nós desde esses tempos longínquos, carregamos conosco no peito, a verde luz da esperança.

domingo, 4 de dezembro de 2011

As flores do campo





Conta-nos um amigo muito emocionado, a historia de um tibetano, não monge, apenas um tibetano comum, refugiado nos Estados Unidos, no Estado de Washington, que aos 52 anos de idade, após umas queixas inespecíficas teve diagnosticado um linfoma.

Felizmente desses linfomas mais fáceis de serem curados para a medicina da atualidade.

Este homem foi internado num hospital apropriado na cidade de Seattle para receber a quimioterapia.

Recebeu o primeiro pulso de quimioterapia, sempre uma pessoa muito gentil, educado, mas ao receber o segundo pulso na semana seguinte, passou a ser violento e agressivo inclusive com o corpo de enfermagem, que inclusive estranhou muito o comportamento e a postura desse nosso irmão e foram em busca da esposa que solenemente justificou a atitude do marido.

E ela relatou que ele houvera sido prisioneiro de soldados chineses pelo período de 17 anos, soldados que mataram a sua primeira esposa e que o torturavam diariamente, até que conseguiu se libertar.

Após conversar com ele, ela entendeu que ali naquele hospital, submetido àquele regime embora compreendesse a necessidade de se submeter a um tratamento, não conseguia, porque estava deveras envolvido com os pensamentos relacionados à época da tortura, porque cá entre nós, não é qualquer pessoa que suporta 17 anos de torturas contínuas.

Então este homem fora removido para o seu lar para que fosse mantido sob cuidados justamente desse nosso amigo, que teve um quadro como esse pela primeira vez, foi procurar pessoas que tivessem mais experiências, professores que lhe orientaram a fazer este nosso irmão tibetano enfrentar o obstáculo, pois essa seria a melhor solução para que ele encontrasse paz de espírito.

Esse nosso amigo então foi até o lar dele e encontrou-o sentado num tatame, de pernas cruzadas como um bom tibetano adepto claramente do budismo.

Ao se aproximar perguntou:
Como você se sente? O que o faz ficar assim?
O jovem tibetano disse:
O senhor não está aqui para me interrogar.
O senhor está aqui para fazer com que eu aprenda a amar, porque eu estou possuído pelo ódio há muitos anos, e agora revivendo essa situação no hospital, eu não consegui me conter.
Então o senhor está aqui, não para me questionar, não para me mostrar os meus problemas mas para me fazer aprender a amar.
Esse nosso amigo abaixou a cabeça, ficou pensativo e depois de alguns minutos, perguntou assim ao tibetano:
Mas como eu posso fazê-lo aprender a amar?
E lhe ocorreu uma idéia interessante de perguntar, como vocês fazem no Tibet?
O homem disse:
Bem, quando nós estamos adoecidos, nós ficamos no campo, e respiramos o perfume das flores.
O terapeuta então comovido, retirou-se e foi fazer uma pesquisa e descobriu que os tibetanos realmente fazem isso.
Não era uma ilusão, e fazem acreditando que ao respirar o perfume respiram também o pólen e que o pólen das flores, teria um poder curador.
Mas ali em Seattle não há campo de flores, pelo menos não próximos.
E um amigo do terapeuta sugeriu a ele que o levasse as floriculturas porque as floriculturas nessa cidade são muito grandes, para que o tibetano pudesse ficar lá e respirasse então o ar, o perfume das flores.
Conseguiu entrar em contato com o dono de uma floricultura, convidou então o tibetano para ir no domingo à tarde para lá.
Preparou tudo, preparou o chá tibetano muito característico, o tatame, o livro de orações que o tibetano costumava fazer e foram todos para a floricultura.
Na semana seguinte, o terapeuta conseguiu uma outra floricultura e na terceira semana ainda uma outra.
De inicio, as pessoas que trabalhavam e os freqüentadores estranharam, mas o que o terapeuta achou curioso é que na quarta semana, o dono da primeira floricultura ligou para ele, convidando o tibetano para ir lá e ainda disse que há uma serie de flores novas chegando.
Ele irá gostar do perfume dessas flores e preparamos também um banco de jardim para que ele possa ser acolhido melhor, sentar-se no banco e respirar e sentir o cheiro das flores com mais facilidade.
As coisas foram tomando um rumo muito curioso e todas as pessoas que conheciam o tibetano, acabavam se envolvendo com ele e começavam a torcer por ele, a desejar o seu bem.
Passou assim o período inteiro do verão, de floricultura em floricultura sendo sempre muito bem acolhido, não só pelos funcionários mas também pelos freqüentadores que eventualmente deixavam o carrinho e sentavam ao lado para conversar, perguntar as coisas sobre o Tibet.
No final do verão, já era hora de voltar para o médico oncologista que fez todas as pesquisas e não conseguiu mais identificar o câncer no sistema linfático do tibetano.
Deu então o tibetano como um homem curado, mas curioso pergunta ao tibetano:
Ao que o senhor atribui a sua cura?
O tibetano responde:
Doutor, não pense que a sua medicina pode curar tudo, mas pela primeira vez depois de muitos anos, eu percebi a compaixão das pessoas para comigo.
Não o dó, não a piedade, a compaixão, o interesse sincero de me ver bem e o câncer não pode mais estar comigo, porque este corpo está banhado em amor.
Ele não encontrará mais guarida, por isto estou curado.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Mediunidade e obsessão




O estudo da obsessão é dos mais necessários no Espiritismo, dada a diversidade dos processos obsessivos.

De acordo com o pensamento de Allan Kardec, exposto em «O Livro dos Médiuns», enriquecido pela opulência da literatura mediúnica específica de Francisco Cândido Xavier, a obsessão pode começar através de uma influenciação discreta, aparentemente simples, daí evoluindo para a fascinação.

O caminho a percorrer é sutil e longo, desenvolvendo-se para formas complexas e perigosas que podem chegar ao desequilíbrio total.

Fascinação é a ilusão produzida pela ação direta de Espírito moralmente inferiorizado, na escala evolutiva, mas lúcido e consciente, sobre o pensamento do médium, mais ou menos sensível.

A ação inteligente, habilmente conduzida, perturba o raciocínio da criatura.

Não aceita outra coisa senão aquilo que lhe vem à mente, com sutileza, com vistas a determinado objetivo visado pelo Espírito, geralmente de origem vingativa.

Todos percebem a fascinação, menos o fascinado.

Os valiosos antídotos da fascinação - leitura e prece, estudo e trabalho sério - são recusados.

A obsessão simples é outra etapa do processo de dominação elaborado pela entidade.

A criatura sofre a influência de entidades menos felizes, algumas desejosas de prejudicá-la.

E de outras, simplesmente pelo prazer de praticar o mal, qual ocorre no plano físico.

Tal vida, tal morte, já diziam os antigos.

De modo geral, a obsessão simples não tem raízes no pretérito. Pode surgir no presente, pela invigilância da pessoa - invigilância moral.

O obsediado simples pode transformar-se em verdadeiro obsediado e até num "possesso" (o termo possessão não é tido como uma realidade por Allan Kardec, aqui, é apenas uma força de expressão).

Se não houver reação positiva, enquanto for tempo, nem assistência adequada, no tocante à renovação íntima, ao trabalho do bem, que assegurem mudança de comportamento, a obsessão evoluirá para formas mais graves, em contínua progressão para a "possessão" e a subjugação.

Ao domínio moral, pode seguir-se o domínio corporal, produzindo a subjugação.

"Possessão" e subjugação caracterizam-se pelo inteiro controle do Espírito sobre o encarnado.

São casos difíceis, porque tendo a criatura perdido, pouco a pouco, o poder de reação, a capacidade de antepor sua vontade à do obsessor, a cura exigirá maior esforço dos Amigos Espirituais e dos auxiliares encarnados.

Na "possessão" e na subjugação, os Benfeitores têm de curar dois ou mais enfermos: o encarnado e/ou os desencarnados.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Mediunidade e o maravilhoso





Mediunidade é algo que sempre existiu. Desde que a humanidade iniciou o processo de consciência, quer dizer, desde que o homem começou a raciocinar.

Nossa ligação com a vida maior, com a vida espiritual necessariamente se faz presente, ainda que por alguma razão tenhamos sérias dúvidas a respeito da sua existência.

Intuitivamente os encarnados sentem que há Espíritos presentes de alguma maneira no mesmo ambiente que estão.

Claro que há os médiuns que têm mais clareza sobre a presença desses amigos ou adversários invisíveis aos olhos do corpo.

Mas a maioria das pessoas não tem mais do que uma sensação de presenças espirituais.

Os grandes fenômenos mediúnicos, nos dias de hoje, estão restritos a ambientes mais íntimos, menos expostos à curiosidade das pessoas.

O habitual agora é justamente a intuição. Nem as grandes vidências, nem fenômenos de materialização, nem curas mirabolantes. Apenas o convívio natural com os amigos do além para tornar os fatos da vida mediúnica mais comuns, mais naturais para se dizer com adequada propriedade.

Há que conviver o homem com seus pares da vida espiritual, em futuro não tão distante, de modo corriqueiro. Sem medos de fantasmas, sem torná-los santos ou demônios nos sentidos atuais dessas palavras.

Por isso se nota claramente uma espécie de esmaecimento dos fenômenos mediúnicos.

Os grandes médiuns de outrora jazem na vida espiritual, aguardando oportunidade de virem a se manifestar, ainda como entidades espirituais ou futuramente como almas mesmo, já revivenciando as vidas materiais.

O momento, a fase atual é formada por um objetivo: evangelizar os seres humanos.

Que o Evangelho do Cristo possa tocar mais o coração de cada um do que os fenômenos mediúnicos tenham conseguido sensibilizar as mentes entorpecidas daqueles incrédulos que ainda dormitam na vida terrena.



Alva Luzia

A maioria dos homens habituou-se a crer que médium só o é aquele que, em mesa específica de trabalhos mediúnicos, psicografa ou fala, ouve ou vê os Espíritos, alivia ou cura os enfermos.

O pensamento geral, erroneamente difundido além-fronteiras do Espiritismo, é de que médium somente o é aquele que dá passividade aos desencarnados, oferecendo-lhes a organização medianímica para a transmissão da palavra falada ou escrita.

Em verdade, porém, médiuns somos todos nós que registramos, consciente ou inconscientemente, idéias e sugestões dos Espíritos, externando-as, muita vez, como se fossem nossas.

Ao discutirmos tema elevado, em qualquer lugar e hora, somos, algumas vezes, intérpretes de Espíritos sérios, que de nós se aproximam atraídos pela seriedade da conversação.

Contrariamente, em momentos de invigilância vocabular, no trato com problemas humanos, atraímos Espíritos desajustados que, sintonizados conosco, nos fazem porta-voz de suas induções.

O aprimoramento moral contribui para que, na condição de médiuns, de receptores da Espiritualidade, afinizemos com princípios elevados.

O estudo e a fixação do ensino espírita coloca-nos em condições de mais amplo discernimento da vida, dos homens e dos Espíritos.

A Doutrina Espírita possibilita a defesa do médium. Resguarda-o contra processos obsessivos.

O conhecimento doutrinário beneficia aqueles que, em sessões mediúnicas, operam no intercâmbio, assim como aqueles que, sem se aperceberem, transmitem na conversação inspirações da Esfera Espiritual.

Estudar sempre dá segurança à caminhada.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Pobres de espírito





Os Centros Espíritas estão em intensa atividade. Todas as Casas que representam o pensamento doutrinário fazem enorme esforço para socorrer inúmeras criaturas que vivenciam muitos processos dolorosos.

Sejam esses processos ligados à matéria ou ligados às experiências espirituais.

Mas uma importante parcela do trabalho visa amparar necessitados sem condições mínimas para a própria subsistência, quer dizer, para viver com mínima dignidade.

Os moradores de rua são representantes desta parcela de seres humanos, que têm uma enorme privação de possibilidades.

A eles são dirigidos muitos trabalhos, não somente na seara espírita, mas por conta de muitos grupos religiosos ou não, que levam até eles comida, agasalhos, medicamentos, roupas, brinquedos, calçados e outros recursos.

Interessante é observar que, apesar de esse movimento não solucionar o problema, ele consegue aliviar parcialmente o sofrimento.

Curioso notar que existem pessoas que criticam tais movimentos socorristas, alegando que tais movimentos fazem com que essas pessoas, que vivem nas ruas, sem abrigo, sem lar, sem teto, sem recursos mínimos de higiene e alimentação, iriam ter uma postura “comodista” permitindo-se manter da mesma forma, já que outras pessoas viriam suprir suas necessidades fundamentais.

Mas só fica em inércia quem já está doente o bastante para não perceber que precisa caminhar.

Não socorrer, não aliviar a fome, o frio, a miséria é que é uma postura comodista. Ficam essas pessoas no conforto de suas salas esquecidos das recomendações cristãs de que todos devemos nos dar as mãos para que todos possamos nos elevar das sombras à luz.

Quem se acomoda em não auxiliar o próximo também é pobre. De espírito.

Não se acomode. Mesmo que você passe por problemas profundos, faça o que puder para ajudar seu próximo. Sempre.


Elizabeth.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O escultor





Todos os dias, quando eu acordo logo pela manhã, eu olho para o relógio e imagino que antes dele dar novamente meia noite, eu poderei esculpir o meu dia.

Então eu imagino que eu poderia reclamar por ter que ir trabalhar, mas eu prefiro agradecer por ter um trabalho.

Eu me recordo que eu poderia me queixar da chuva, mas eu prefiro agradecer a ela, porque ela me ajuda a manter a vida.

Eu penso que poderia me queixar dos meus familiares porque eles me irritam, mas eu prefiro agradecer a Deus a oportunidade que estou tendo de aprender a conviver com pessoas e a aprender a amá-las também.

Eu poderia me queixar de tudo, de todos, mas eu tenho me esforçado muito para agradecer a Deus pelo o que eu tenho, e também tenho me esforçado para agradecer o que eu não tenho, porque eu sou o escultor do meu dia.

Eu faço a moldagem dele de acordo com aquilo que eu quero.

Eu mudo as condições da minha vida pelo padrão de pensamento que eu irradio, fazendo assim da minha vida, uma bela escultura que só me agrada.

Jesus nos abençoe.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Transformação





Uma das coisas mais curiosas da vida humana é a transformação que cada criatura vai sofrendo com o passar dos anos.

Da juventude forte à decrepitude idosa, várias passagens com várias intercorrências transformadoras todas, levando o ser humano ao produto final, quando às vésperas do desencarne extremamente variável de pessoa para pessoa, dois sentimentos dominam a humanidade por conta desses processos de transformação:

O medo e a insatisfação.

Muito comum pessoas insatisfeitas com o andar da carruagem, com a idade avançando.

Muito comum o medo de envelhecer e por que não o medo de morrer?

Pouco comum tem sida a coragem necessária para nascer, crescer, amadurecer, envelhecer, morrer, desencarnar.

Isso nos faz levar em conta que muitas vezes a pessoa se transforma, apesar de tudo.

E me faz recordar a história de uma mãezinha que com um filhinho de três anos, descobre estar com câncer de mama.

Vai para o hospital, faz a devida cirurgia, submete-se às primeiras doses da quimioterapia e vai retornar ao lar sem cabelo.

No caminho de casa prepara todo um discurso para acolher o filhinho e para que ele não se assuste, afinal de contas, ver a mamãe sem cabelo para uma criança de três anos deve ser um problema.

Ela chega em casa e, o filhinho vem correndo ao seu colo.

Pede a ela que se sente, ela se senta.

Coloca a cabecinha no seu peito e fica abraçado por longos minutos em silêncio.

Depois do silêncio, a mamãe quebra e fala:

"Filhinho a mãe vai voltar a ter cabelo, ela está diferente, ela se transformou, mas ela vai voltar a ter cabelos."

Ele levanta a cabecinha e lhe diz:

"Mas mamãe, você mudou por fora, porque por dentro você está muito melhor!"

É assim meus irmãos que nós precisamos aprendera viver...
Vamos mudar por fora mas precisamos mudar por dentro.

Que Jesus nos abençoe.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Kardec e a Mediunidade




O Espiritismo não é obra de Allan Kardec. Sua denominação - «Doutrina Espírita» ou dos Espíritos - diz de sua origem, no Plano Espiritual.

Allan Kardec foi o sistematizador dos ensinos espíritas na Terra, convertendo-os em corpo de doutrina a que se dá, adequadamente, o nome de Codificação Espírita ou Codificação Kardequiana.

Os princípios doutrinários vieram até nós sob a égide de Jesus e orientação do Espírito de Verdade.

Ditaram-nos vários Espíritos, em diversos pontos do orbe e através de muitos médiuns, o que lhes dá características de universalidade, especialmente levando-se em conta a estatura moral e cultural dessa plêiade de Mensageiros de Jesus.

Kardec, mestre no sentido mais completo do vocábulo, organizou os ensinos, coordenando-os maravilhosamente.

Transfornou-os, com sabedoria, em opulento corpo de doutrina.

O interesse de Kardec pelo estudo das manifestações supranormais, que eclodiam na América do Norte e Euuropa, foi o ponto de partida do Espiritismo codificado.
Incrédulo a princípio, a ponto de escrupulizar em admitir que as mesas giravam no espaço e respondiam questões, Kardec condiciona sua aceitação à comprovação de que «tinham elas nervos para sentir e cérebro para pensar».

Realizou o mestre lionês, com critério e segurança, perseverantes estudos dos fenômenos mediúnicos - «força neutra sob o ponto de vista moral» - deduzindo conseqüências filosófico-religiosas profundas.

Enquanto muitos identificavam nas comunicações um objeto para lhes satisfazer a curiosidade, nos salões parisienses, a argúcia do missionário nelas observava o princípio de leis naturais que estabeleciam o traço de união entre os dois planos - o espiritual e o físico.

Estudando os fatos mediúnicos em todos os seus aspectos, Allan Kardec concluía pela existência do Espírito, sua comunicabilidade conosco através de criaturas sensitivas, os médiuns.

Assim, pela observação mediúnica, estavam dados os primeiros e definitivos passos para a Codificação do Espiritismo, que teria seu início com a publicação de «O Livro dos Espíritos» em 1857, em Paris.

O Espiritismo, como Doutrina Codificada, nasceu no terceiro quartel do século passado. Sua fenomenologia, no entanto, nasceu com a própria Humanidade.

Através da mediunidade, que o conhecimento doutrinário orienta e dignifica, temos condições de ver, ouvir e confabular com os entes queridos que nos antecederam na Grande Viagem.

Léon Denis, um dos mais brilhantes filósofos e médiuns de França, dá ao Espiritismo a designação, feliz e inspirada, que não nos cansamos de repetir: «Doutrina que luariza de esperanças a noite de nossas vidas.»