Mensagem

"Não permita que aquilo que você chama de amor se transforme em obsessão.
Amor é liberdade.
Amor é vida.
Jamais prisão ou limitação."

Militão Pacheco

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Obsessões que se aprofundam




A invigilância é a causa mais comum da instalação de uma obsessão. Em função dela os pensamentos insidiosos vão se acumulando progressivamente na mente daquele que permite tais movimentações.

Essa qualidade de pensamentos toma conta dos normais e passam a ser habituais, de tal forma que são julgados pelo próprio indivíduo como se fossem normais.

Então aquilo que não deveria ser visto com normalidade passa a ser assim e isso literalmente desestrutura a postura das pessoas. Achar as coisas e as pessoas ruins, incomodar-se com tudo à volta, irritar-se por qualquer razão, julgar-se perseguido, ver problemas onde não existem, reclamar do clima, do trabalho, de acordar para trabalhar, de acordar para estudar, do sabor dos alimentos, das roupas que se tem, de não se poder ter algo melhor, mais caro, da casa onde se reside, dos parentes mais próximos, enfim, tudo na vida passa a ser um tormento.

Até mesmo a liberdade que se tem passa a ser um problema, em função de não se dar valor a ela.

Tudo fica tão complexo que até o que é bom passa a ser desagradável.

A fuga para fontes duvidosas de prazer, como o tabagismo e o acoolismo, além das drogas ilícitas, é, na verdade, um grau de aprofundamento dos processos obsessivos.

Ninguém terá saciedade de prazeres tão fugidios. Quanto mais se procura a satisfação em posturas viciosas, mais se fica dependete de um prazer fugaz e inóspito.

Não há vício que resolva o problema de alguém. Não há prazer que não seja de uma rapidez imensa e que possa perdurar para levar ao equilíbrio. Ao contrário: quanto mais prazer, mais vício, mais desequilíbrio, mais perda e mais obsessão.

Pode parecer trágico, mas é mesmo!

A humanidade tem se equivocado secularmente com os vícios acreditando que sejam fonte de alegria, mas eles não são. São fonte de perturbações cada vez mais profundas.

E quando se fala de vícios, se fala de paixões. Paixões no sentido efetivo da palavra. Aquelas que conduzem ao vazio da alma e não preenchem o íntimo de ninguém.

Felizmente somente Jesus pode preencher o vazio da alma de cada um de nós. Somente o caminho traçado por ele pode efetivamente dar solidez e coerência para nossa existência.

As obsessões se aprofundam por conta de procurarmos o caminho equivocado. Em função de não compreendermos, ainda, que temos possibilidade de mudar a própria história, mudando nosso comportamento, com o afastamento do cultivo de pensamentos difíceis.

Quanto melhores os pensamentos, melhor nossa vida.

Essa é a lei de ação e reação.

Melhores ações, melhores reações.

Tudo muito simples, sem necessidade de buscar integração com nada mágico, nada místico. Apenas com Jesus.

Ele é o Caminho para a Verdade e para a Vida.

Reflita sobre o que tem pensado e mude sempre para melhor o que tem cultivado dentro de si mesmo para que sua existência seja cada vez melhor.



Psicografia recebida no NEPT em 31 de outubro de 2012.

Zezinho

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Obsessões de Causa Espiritual




De acordo com o que aprendemos com Kardec, as obsessões têm três graus de profundidade, que são as simples, as fascinações e as subjugações.

No dia a dia, temos praticamente todos nós, as obsessões simples a nos acompanhar, por conta de nossas próprias imperfeições, ao gerarmos pensamentos desequilibrados, nos aproximamos de Entidades Espirituais que vêm ao nosso encontro por questões de sintonias.

Seria, então, muito fácil de controlar esse grau de obsessões se não tivéssemos o hábito de cultivar pensamentos infelizes, como as reclamações do cotidiano.

Aliás, reclamar é realmente um hábito para praticamente todos. E é tão comum, que nem ao menos nos damos conta de que estamos a reclamar. Faz parte da 'personalidade' de cada um. Faz parte do repertório de pensamento. Dá a impressão de que não podemos viver sem reclamar e que esse costume é fundamental para constituir os traços de nossa personalidade.

Se pararmos para pensar um pouquinho em nossa postura mental, veremos que precisamos corrigir com urgência esse hábito infeliz, para educar nossa própria vida, para mudar a faixa vibratória na qual estamos nos deixando mergulhar rotineiramente.

É essa qualidade de pensamentos que facilita muito o surgimento de obsessões simples, mas que podem literalmente ter um aprofundamento e conduzir a níveis mais complexos de obsessões.

Mudemos, todos nós, portanto, a nossa postura mental habitual. Vigiemos contra as reclamações. A cada reclamação do que quer que seja, de quem quer que seja, façamos uma reflexão e modifiquemos nossas posturas, pois este é um dos mecanismos mais comuns no sentido de complicar a própria vida.

Mas não podemos esquecer que somos humanos e que falhamos. Assim, se porventura viermos a reclamar exageradamente, devemos recomeçar nossa proposta de eliminar as queixas de nosso cotidiano.

Vamos começar agora e, a cada recaída, vamos recomeçar.

Claro que há outros fatores para considerar as obsessões simples, mas esse é 'um' primeiro passo.

Os demais iremos discutindo dia-a-dia.


Psicografia recebida no NEPT em 30 de outubro de 2012

Militão Pacheco

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Doenças Mentais -1ª parte




Obsessões são ‘um fato’ na humanidade, mas não é de hoje que isso acontece.

Há quem diga que atualmente as obsessões são mais flagrantes do que no passado, mas temos de levar em conta o número de pessoas encarnadas na Terra, o nível de comunicação existente, que jamais aconteceu anteriormente, as interferências crescentes sobre a mente humana desde a infância, a desestabilização da família como unidade para a criatura humana, a crescente posição materialista da humanidade tendo em vista a necessidade de prazer imediato e outros fatores de cunho social, emocional, espiritual e filosófico.

As doenças mentais sempre estiveram presentes na humanidade e podemos afirmar que a maior parte delas vem das obsessões.

Mas, não podemos esquecer de doenças que surgem de distúrbios orgânicos, como lesões cerebrais de variadas causas, de nascimento ou adquiridas durante a vida.

Podemos, então, agrupar as doenças mentais em duas causas fundamentais, a saber:

Obsessões de natureza espiritual;

Lesões cerebrais de natureza orgânica.



Psicografia recebida no NEPT em 29 de outubro de 2012

Zézinho

sábado, 27 de outubro de 2012

Trabalhos Missionários




- Eu realmente não sei o que fazer! Às vezes fico horas pensando e não chego a conclusão alguma. Já fiz teste vocacional e não adiantou, pois continuo na dúvida.

- É, escolha de profissão é uma situação séria. Nem sempre se vem para a vida sabendo o que se deve fazer.

- Então, tem gente, tem colegas meus que já sabiam o que fazer desde pequenos. Por que essa diferença?

- Cada pessoa antes de encarnar tem seu projeto, suas necessidades, suas pequenas missões e, às vezes, a missão particular é justamente definir uma área da vida para a qual se dedicar. Assim, alguns já vêm para a vida com a situação definida, o que é mais comum em algumas profissões, que têm caráter missionário, do ponto de vista social, como é o caso dos médicos e dos professores.

- Então, ser médico é uma missão?

- Sem dúvida! E professor também! Veja a importância, do ponto de vista social, pessoal, familiar, educacional e ético que essas duas profissões têm! Ambas são vitais para a sociedade como um todo. Guardam posições que encaminham e mantém a vida!

- É verdade! Não tinha pensado nisso, mas você tem razão! Ser médico é uma responsabilidade muito grande! E ser professor talvez ainda mais!

- Sim, cada uma delas tem suas particularidades, mas pode-se dizer que o professor é o médico que educa para a vida e que o médico é o professor que ensina a cuidar da saúde.

- E as outras profissões? Não são missionárias?

- Devemos entender as questões ligadas a essa palavra. Missionário dá a impressão de que existe uma importância ligada a algo divino, como algumas religiões inclusive utilizam o termo para definir pessoas ligadas a multidões. E não está errado, mas no caso das profissões, é preciso ressaltar que se trata de uma questão mais ligada às necessidades sociais da vida na Terra. O próprio Kardec faz uma citação com relação à medicina, quando fala dos médicos médiuns, na Revista Espírita de outubro de 1867 – veja já há quanto tempo – que eles, os médicos, vêm como Espíritos que trabalham para a humanidade e não para servir a interesses egoístas individuais. Ora, essa frase do Mestre de Lion serve claramente como diretriz para fundamentar a compreensão de que se trata de uma profissão missionária.

- Mas o médico não ganha para isso? Se é uma missão, ele não deveria servir gratuitamente à humanidade?

- Não. Mais uma vez vamos evocar Kardec, no mesmo texto. Ele diz ‘A medicina é uma das carreiras sociais que se abraça para dela fazer uma profissão, e a ciência médica só se adquire a título oneroso, por um trabalho assíduo, por vezes penoso. O saber do médico é, pois, uma conquista pessoal. Nada há, pois, de repreensível em que continue a dela viver.’

- Certo. Então não é errado receber para o exercício da medicina, mesmo considerando ela ser uma profissão missionária. Bacana! Bom ouvir essas coisas, talvez me ajude a decidir por alguma coisa a fazer.

- É, entretanto, é importante reforçar para você o conceito da palavra ‘missionário’. Não há uma compreensão religiosa neste contexto. Não se aplica, neste caso, o entendimento que se dá quando se fala de um missionário como Allan Kardec, como Bezerra de Menezes, como Eurípedes Barsanulfo, como Madre Tereza de Calcutá e tantos outros que vieram à Terra para cumprir uma missão muito específica ligada à caridade, à fraternidade, ao amor ao próximo, para exemplificar aquilo que Jesus deixou como diretriz para todos nós.

- Eu entendo. Médicos e Professores têm uma pequena missão. Posso dizer assim?

- Depende. Há médicos, como há professores, que vêm para a Vida com uma enorme missão: deixar um legado. Há outros que têm um compromisso de cunho mais pessoal, com uma população de pessoas com as quais guardam vínculos do passado, no intuíto de reencaminhá-los, já que, de algum modo são responsáveis pelos eventuais problemas que enfrentam no presente. Não necessariamente por tudo o que sofrem, mas por alguma parcela de suas limitações, tanto no campo do aprender como no campo da saúde.

- Entendo... Acho que não me expressei corretamente.

- De uma forma mais singela, você usou uma expressão correta. Há, sim, uma espécie de responsabilidades mais simples, como há as mais complexas, como citei antes. De qualquer forma, toda profissão que é ligada de alguma forma às questões sociais, tem sua responsabilidade missionária. Isso faz compreender que todas têm sua enorme importância diante de todos nós. O que se pode dizer é que nessas duas, em particular, há uma ligação mais intensa com duas áreas importantes para a humanidade: a saúde e a educação, vitais para o desenvolvimento da criatura inteligente na Terra.

- É, eu ia perguntar, mesmo! E as outras profissões? Mas você, de certa forma já respondeu! Legal! Então todas as profissões são importantes! Não há nenhuma que não seja?

- Todo trabalho honesto é fundamental para o ser humano. A Lei do Trabalho, encontrada no Livro dos Espíritos diz que o Trabalho é uma lei da Natureza, como resultado da natureza material do homem, como expiação e recurso para exercitar a inteligência do homem. Sua natureza – do trabalho – é relativa à natureza das necessidades que tem a humanidade. Mesmo o homem que seja portador de grandes bens materiais, não está isento do trabalho, pois tem obrigação de se tornar útil na proporção dos meios que possui, de aperfeiçoar sua inteligência ou a dos outros, o que também é um trabalho. Todas as profissões estão ligadas à necessidade de evolução da humanidade e todo trabalho honesto também.

- Bom, eu ainda não sei o que vou fazer. Mas, depois de escutar tudo isso, já sei o que ‘não vou fazer’.

- E o que você ‘não vai fazer’?

- Ficar parado. Vou buscar algo que me faça bem e que seja útil para o máximo de pessoas que eu possa alcançar.

- E não esqueça: quanto mais se dá importância para o trabalho, maior o valor que ele representa para nós e para a humanidade.

- Valeu!

- Estejamos com o Bem!


Psicografia recebida no NEPT em 26 de outubro de 2012

Militão Pacheco

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Dificuldades familiares




- Fico muito apreensiva, sabe? Não sei como agir diante desses fatos com meu filho. É tão difícil saber o que falar. Parece que, se dou bronca fica ruim e se não falo nada fica pior.

- Você tem razão: é um momento delicado. Mas, a única maneira de tentar ajudar seu filho é aproximando-se dele o máximo possível.

- De que jeito? Ele não deixa! Parece que me odeia!

- Não, ele não odeia você. Ele realmente acha que as pessoas com um pouco mais de idade não fazem parte do universo dele. Além do mais, ele está realmente em uma vida paralela à sua, afinal, esta situação deve estar sendo construída há um bom tempo. Se houvesse uma aproximação real entre ele e vocês, certamente esse afastamento não teria ocorrido.

- Então, será que sou culpada pela situação dele? Às vezes eu fico me perguntando ‘no que foi que eu errei?’, mesmo! Devo ter sido uma péssima mãe! Só pode ser isso! No entanto, não consigo achar grandes falhas no que fiz e acho que faria tudo de novo, do jeito que eu fiz...

- Seria bom que você reconsiderasse esta posição, afinal, o resultado não é tão próximo do que seria adequado, não é mesmo?

- Mas, então o senhor acha que eu realmente errei?

- Na verdade, há uma combinação de fatores nessa situação entre vocês todos da família. Há o lado do pai, o seu lado e o lado dele também, com certeza! Não há equívoco, nesses casos, que seja unilateral. Quer ver? Você deu exemplos errados, com relação à viciação para seu filho? Seu marido pode ter feito isso?

- É, eu fumo e bebo com certa frequência e meu marido também. Mas, veja, é só cigarro e bebidas caseiras. A gente não fica por aí bebendo e se drogando!

- Sim, mas, além disso, tentaram ter proximidade com o rapaz? Sempre foram amigos dele?

- Mais ou menos, a gente se comporta como mãe e pai, mesmo, ora!

- E o que quer dizer isso?

- Quer dizer que a gente deu educação, deu escola, roupas, presentes, passeios, dinheiro quando precisava e, agora há pouco que fez dezoito anos, demos um carro para ele! Sempre do bom e do melhor!

- E carinho, atenção, conversa fraternal, educação religiosa, amizade no lar?

- Bom, ele sempre foi um menino muito genioso, preguiçoso, sem vontade. Nunca levou estudo a sério de verdade. Fica muito tempo no computador, na televisão. Sai com os amiguinhos, com as meninas, agora vai a baladas com frequência e não dá muito tempo para a gente ficar junto com ele. Na verdade, ele nunca foi de ficar muito perto da gente. É meio arisco, não sei...

- Essa distância pode ser a raíz do problema.

- Mas, se ele não quer saber da gente, o quê fazer?

- Agora, só resta a vocês tentarem resgatar de algum modo a amizade dele. Mas, vai depender dele também, afinal, os valores de ‘família’ não estão gravados em seu coração e ele não tem como saber efetivamente a importância real de um núcleo familiar. Ele não sabe que os verdadeiros amigos deveriam estar dentro do lar.

- É que, na verdade, ele e meu marido não se dão bem. Desde os doze, treze anos de idade dele, eles mal se conversam. É uma tristeza para mim...

- É, minha irmã, mas, se seu marido anseia, como você, trazer seu filho de volta para uma realidade livre de vícios, será necessário que vocês se desdobrem no sentido de resgatar o sentimento que está adormecido ou esquecido entre vocês três. É uma forma muito importante fazer com que o rapaz abandone o vício e compreenda o verdadeiro sentido da palavra ‘família’. É o caminho mais suave, mais apropriado e mais sensato. Claro que depende de vocês três como indivíduos, mas certamente, se os três colaborarem, ou pelo menos, você e seu marido, as chances de resgate aumentam. Não há ferramenta mais forte do que o amor para trazer um ser amado para perto de nós, no retorno de uma viagem que na verdade é um desperdício junto às drogas.

- Só o amor, né?

- É, minha irmã, só o amor.

- Eu pensei que vindo aqui o senhor e os Espíritos pudessem fazer isso por nós... Mas entendi sua mensagem. Nós é que teremos de mudar as coisas para trazê-lo de volta... Não sei... Sinceramente, duvido que meu marido ajude! Ele está tão revoltado com essa história de meu filho! Vai ser muito difícil, com certeza... Ah, meu Deus! Que pena que tenho disso tudo! Que pena! Uma vida desperdiçada!

- Não, minha irmã! Nunca desista! Há sempre o auxílio dos bons amigos da Espiritualidade próximos a nós. Faça um acompanhamento espiritual nessa casa, tome passes, assista palestras e faça suas preces. Não desanime e tenha confiança no amparo do Alto. Já tivemos oportunidade de assistir nesta Casa vários casos de jovens que foram literalmente resgatados dessas sombras de modo definitivo, e que agora são trabalhadores na Seara Espírita. Se seu marido ainda não tem como ajudar, você, como mãe e como filha de Deus, pode fazer sua parte.

- Será, senhor?

- Certamente! Nunca ficamos em desamparo! Se cada um de nós fizer sua parte, não omitindo as responsabilidades, estaremos abrindo caminhos para a redenção.

- Então, quando posso começar?

- Agora mesmo!


Psicografia recebida no NEPT em 26 de outubro de 2012
Militão Pacheco

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Reiniões




- Parece que eu me meti em uma enrascada...

- É que eu estava na faculdade com uns amigos, há alguns meses atrás, e ai um deles veio me falar que tinha uma brincadeira que eles estavam fazendo e me convidou para participar...

- Brincadeira com copos?

- É, como o senhor sabe?

- Por dedução. Esse tipo de convite e de ‘brincadeira’ têm se tornado muito comuns.

- É, parece que sim.

- Mas, porquê a ‘enrascada’?

- Não sei dizer, mas o tal do copo realmente sabe da vida da gente. Toda pergunta que é feita tem, realmente, uma resposta. No começo estava tudo bem, mas, de um tempo para cá as respostas estão mais pesadas e parece que tem uma ‘sombra’ o tempo todo me acompanhando. Tem umas amigas que sentem do mesmo jeito. É muito sinistro...

- Parece que vocês brincaram com fogo e estão se queimando...

- Então! E o que eu posso fazer, agora? A gente meio que parou de fazer as reuniões, mas mesmo assim a tal sombra fica no pé da gente!

- Meio que parou? Então não pararam totalmente, é claro!

- É, o sujeito que começou tudo diz que ‘uma voz’ fica atormentando ele e ‘meio que obriga’ a retomar as reuniões senão alguma coisa ruim vai acontecer. É muito sinistro!

- Então, meu irmão, é preciso parar radicalmente com essas reuniões, imediatamente. Além disso, é muito importante que todos vocês busquem auxílio em uma Casa Espírita, para que sejam devidamente tratados desta obsessão que vocês assumiram ao permitirem que Entidades Espirituais menos esclarecidas cuidassem da vida de todos vocês.

- Mas eles não são ‘menos esclarecidos’! Sabem muito!

- Sim, eles têm a visão mais ampla que a de vocês, mas não são exatamente ‘bonzinhos’!

- Será que eles não querem o nosso bem? Puxa, me ajudaram tanto! Deram tantas dicas para eu fazer as coisas!

- Se têm intenção de fazer o bem a todos, não parece, pois obrigam vocês a determinados constrangimentos além de manterem ‘uma sombra’ ao seu redor!

- É, isso é verdade! É ruim, não é?

- Eu diria, no mínimo, desagradável. E qual Espírito bem intencionado constrange alguém? Nenhum. As Entidades Espirituais de Bem fazem o bem sem constrangimento. Quando há qualquer perda de liberdade há sinal de que algo está errado, como acontece com vocês.

- É, a gente está se sentindo ‘meio amarrado’ mesmo!

- Então! Todos precisam de esclarecimento. Se vocês compreenderem melhor a mediunidade e como lidar de verdade com esta benção que permite o intercâmbio com a Vida Espiritual, desde que munidos de boa vontade e responsabilidade, tudo irá se corrigir. Aliás, o simples fato de vir aqui já ajuda bastante, pois você sente que algo está errado e que necessita mudar alguma coisa.

- Ah, não sei não! Você é muito pretensioso! Acha que pode resolver todas as ‘paradas’! Não sei se confio nisso tudo que estou ouvindo de você! Quer saber? Deixa prá lá! Vou embora! Esse lugar aqui é muito estranho, tudo muito ‘certinho’! Quem vocês pensam que são? Vou embora!

- Fique à vontade, meu irmão. A Casa é de todos nós. Se quiser, fique à vontade, estaremos de portas abertas para recebê-los. Saudações.

- Vou nessa! Tchau!



Psicografia recebida no NEPT em 25 de outubro de 2012.
Militão Pacheco.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ESTUDO DO LIVRO A CAMINHO DA LUZ (Espírito de Emmanuel) 5ª. parte




Como estávamos estudando no capítulo anterior, Jesus começou a trabalhar nas formas de vida no novo planeta, cujas sementes estavam no protoplasma.

Ele e seus operários, começaram pelos seres unicelulares, preocupando-se em nutrir e conservar as sementes da vida.

Conforme as condições ambientais do planeta, estas sementes foram se desenvolvendo e se multiplicando, a princípio nas águas mornas dos oceanos, não podemos esquecer que nesta época a temperatura do planeta ainda era muito elevada, e a atmosfera rica em elementos tóxicos e gás carbônico, somente nas águas havia oxigênio suficiente para manter a vida.

Com o passar de muitos, mas, muitos anos, a atmosfera foi se purificando, então surgiram os primeiros vegetais e animais, ainda de formas muito simples, viviam exclusivamente nas águas.

Os vegetais também apresentavam organizações simples.

Jesus e seus prepostos, manipulavam o fluído cósmico universal, que é a energia cósmica, a matéria primitiva da qual derivam todos os demais tipos de fluídos, seja em que estado for, sendo a origem de todos os corpos orgânicos e inorgânicos, este fluído foi manipulado por Jesus e seus operários de forma a se adaptar as condições do novo planeta.

Conforme o planeta ia esfriando, se solidificando e a atmosfera se purificando, as formas de vida foram se adaptando, se desenvolvendo e se multiplicando. Tudo sob a supervisão de Deus e Jesus.

Assim, também é hoje em dia, a vida está sempre se modificando e se adaptando, o próprio planeta está sempre em desenvolvimento e se transformando.

Seguindo as Leis Divinas, do progresso, da destruição e da renovação. Nada se perde no universo, tudo se transforma.

Voltando a falar sobre o início da vida em nosso planeta, os seres unicelulares, começaram a se multiplicar e se unirem, formando seres mais complexos, isto no reino vegetal e animal, que nesta época se confundem, não existiam formas definidas.

Milhares de anos formam necessários, a Jesus na elaboração das formas.

As forças telúricas, que é a força gerada dos fluídos magnéticos dos reinos mineral, vegetal e animal, ainda provocavam convulsões interiores no orbe terrestre, onde ainda era muito alta a temperatura.

Estas forças provocavam grandes terremotos e erupções vulcânicas, o que estabeleceu os contornos geográficos do globo.

O planeta começa a tomar forma, os oceanos começam a se fixas e as grandes extensões de terra a aparecer.

Como diz na Gênese, de Allan Kardec, a vida se manifesta, assim que haja condições, e cada espécie nasce, assim, que se produz condições adequadas à sua existência.

Nesta fase os animais começam a sair das águas e ir para a terra firme, que já apresenta condições para a vida. A terra está revestida, de vegetação, cujos vestígios são as atuais minas de carvão.

Jesus e seus operários, começam a trabalhar num novo período evolutivo no plano das formas de vida.

Tudo isto durou milhões até bilhões de anos.

No período secundário a 230 milhões de anos atrás, surgiram os dinossauros que significa, lagarto terrível, embora eles não fossem largatos.

Eles viveram aqui no planeta por 135 milhões de anos, depois deste período experiências e aperfeiçoamento das formas de vida, dentro dos limites oferecidos pelas leis físicas do novo planeta, estes animais monstruosos desapareceram.

Existem várias teorias para o desaparecimento dos dinossauros, mas, com certeza eles não foram criados por capricho de Deus e Jesus, eles tinham sua utilidade, mas, ainda não compreendemos, por que eles existiram.

Assim, como outros mistérios sobre a vida, a Natureza e a espiritualidade, que não estamos aptos a entender e conhecer.

Os crocodilos, os jacarés, os escorpiões, os tubarões, são animais que conservam formas de sua origem em épocas remotas.

O planeta já está em condições de receber o homem, o último ser da criação, ele iria colaborar, no desenvolvimento do planeta, assim como, no seu próprio desenvolvimento.

Nesta época os homens também eram adaptados as condições do planeta.

Seus corpos eram mais rústicos. O homem do ponto de vista físico, não difere em nada dos corpos dos animais, o que o homem possui a mais, é a inteligência, que é propriedade do Espírito, enquanto os animais possuem princípio espiritual.

Os primeiros homens que habitaram o planeta, tinham seus corpos adaptados à Natureza e à vida planetária da época, corpos curvados, abrutalhados, coberto de pêlos, podemos dizer que o seu próprio Espírito estava no começo de sua caminhada na escala evolutiva sobre a Terra.

Conforme o Espírito vai se aprimorando, a inteligência se desenvolvendo, o corpo vai ficando mais delicado e aprimorado. Então enquanto o corpo foi diminuindo e se aperfeiçoando, o Espírito foi ganhando mais importância.

Até breve...


obs: esses estudos são publicados por colaboração de uma trabalhadora encarnada do NEPT.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

O PEQUENO TRABALHO, A GRANDE ESCALA




O café da manhã fraterno do NEPT, assim como diversos auxílios de instituições religiosas, parece ao observador imaturo, algo muito pequeno, dado a escala de desigualdade social e de dificuldades enfrentadas pela população em geral.

De fato, nenhum trabalho dessa estirpe se propõe a resolver os problemas sociais, tampouco substituir o Estado em prover o bem estar social.

Na esfera espírita, há uma divisão de valores bem claros e principais nesse tipo de evento:

1) Ajudar ao próximo: Aqui não significa a “esmola” física propriamente dita. Quando o trabalho é realizado em prece, e os desejos mentais embutidos a cada encontro com os necessitados são virtuosos, há uma semente plantada que traz esperança e carinho aos necessitados;

2) Quando o trabalho é realizado de coração aberto e fé, a semente também é plantada nos trabalhadores, que passam a cuidar destas sementes com a devida obediência moral aos preceitos da Doutrina;

3) Todo o trabalho é assistido pelos Espíritos responsáveis, que não estão lá para apenas observar. Com certeza fluidificam o líquido e o alimento, com medicamentos e substâncias que ajudem na germinação das sementes ali plantadas;

4) Essa assistência espiritual é também um tratamento aos trabalhadores que estão envolvidos de forma contundente em se conhecer, se melhorar e tentar passar essa atitude adiante;

5) Tudo isso se resume a: P R Á T I C A - D A - C A R I D A D E

Agora vamos imaginar a multiplicação em progressão geométrica que acontece com apenas 1 semente que germinar. De toda a plantação, muito mais da metade com certeza se perde, pois ainda somos imperfeitos e descuidados. Mas o que germinar, já representa um avanço enorme e uma pequena vitória na escala de evolução espiritual que compete à cada indivíduo.

Quando pensar que a distribuição de um café da manhã não resolve os problemas do mundo, pense que o foco não é o mundo exterior, mas o universo complexo de nossa existência interior, que é comum a todos os seres humanos. A dificuldade social é só um trampolim que a Espiritualidade utiliza para praticar a sublime caridade, permitindo a nossa imperfeita presença a título de tratamento.


colaboração de um frequentador encarnado do NEPT - 'gracias', amigo!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Saindo do Centro Espírita




- Vou sair do Centro Espírita!

- Tudo bem. Espero que fique sempre tudo bem com você.

- Mas, você não vai nem ao menos perguntar o porquê?

- Não. É seu direito escolher seu caminho e suas razões são de foro íntimo. Não vejo razão para perguntar coisa alguma...

- Mas, você ‘tem’ de perguntar!

- Não, não ‘tenho’... Vá em paz.

- Eu quero falar a razão!

- Eu não gostaria de ouvir...

- Mas vai ouvir! É sobre a minha companheira de trabalho que é impertinente, intolerante, incapaz e desagradável!

- Viu? Por isso eu não gostaria de ouvir. Eu já imaginava. Você deveria se entender com ela e não vir aqui com uma decisão tão radical e disposta a deixar o trabalho por conta de um desentendimento, coisa habitual em nossas vidas...

- Mas, você nem mesmo sabe as razões e já está me responsabilizando por tudo?

- De modo algum. Estou responsabilizando você pelas suas atitudes. Se estamos, particularmente, em um Centro Espírita convivemos com pessoas que vêm até ele para receber auxílio, para serem esclarecidas paulatinamente. Todos nós, incuindo você e eu. Desta forma, devemos partir da premissa que faz parte do aprendizado a tolerância, a compreensão, a compaixão, a indulgência e o desejo sincero de viver em paz com todos os que colaboram no trabalho juntamente conosco. Nada demais, apenas o básico para aprender a conviver com mentes que geram ideais diferentes dos nossos, aspirações complexas, enfim, personalidades que se estruturaram e se estruturam de modo divergente, com experiências particulares que constroem pessoas diferentes. Mas, não más! Não ‘insuportáveis’!

- Ah, ela é insuportável, sim! Só quer saber de mandar!

- Nada disso. Ela faz o que é preciso para que o trabalho tenha fluência. Muitas atitudes que ela toma não deixam nem mesmo marcas. Ela faz o trabalho e pede, apenas pede, que esse mesmo trabalho seja respeitado!

- Ela não pede! Manda! É insuportável!

- Que pena!

- Também acho! É uma pena! Ela deveria ser retirada daquele trabalho!

- Não... Pena que você esteja assim com relação a uma determinada pessoa. Mas vamos encerrar nossa conversa, por favor. Não vale a pena falar de uma pessoa nesses termos quando a pessoa não está presente para se defender. É desnecessário. Se quiser, poderemos retomar a conversa na presença dela, o que acha?

- Você está louco? Não falo nada na frente dela!

- Pois é... acho que você precisa se reforçar de coragem e de transparência para resolver seus problemas de foro íntimo. Que seu caminho seja repleto de sucesso, minha irmã!

- Pois vai ser! Adeus a todos vocês!

- Siga em paz!

Psicografia recebida no NEPT em 22 de outubro de 2012

Militão Pacheco

sábado, 20 de outubro de 2012

Insatisfações




- Posso, de alguma forma, ajudar?

- Talvez me ouvindo um pouco, pois estou tão desanimado... Acho que tenho depressão.

- Mas, aconteceu algo que tenha lhe causado este estado de espírito, meu irmão?

- Não que eu saiba. Na verdade, tenho tudo para ser feliz, mas infelizmente não consigo alcançar esse estado da alma: a felicidade! Parece que tudo concorre para que eu não consiga. Tenho a impressão que me vigiam o tempo todo, às vezes ouço vozes que me deixam ainda mais desanimado. É um terror o tempo todo! Ainda assim, eu trabalho, trabalho muito, pois, se eu parar, tenho a impressão que seria ainda pior. Parece que o trabalho me protege...

- E você tem razão. O trabalho, ainda que executado de modo mecânico, tem um valor terapêutico e pode, de algum modo, nos proteger de agravamentos mais profundos. Ele ajuda muito não só a proteger, mas também a recuperar em inúmeros casos. Ele ensina, aos poucos, a superar obstáculos, a enfrentá-los! É muito útil e necessário a todos!

- Mas, sinceramente, eu não entendo a razão para esse meu problema, porque não consigo reagir verdadeiramente e sair desse estado. Fico pensando se não seria um 'castigo' de Deus por causa de algum crime que eu tenha cometido em alguma vida passada, pois, nesta vida eu não faço mal a ninguém! Sou um cidadão pacato, padrão e cumpridor de meus deveres. Faço tudo com honestidade, trato minha família com todo respeito, amo minha mulher e amo meus filhos, não deixo faltar nada em casa, nem mesmo carinho e atenção! Faço tudo que posso de melhor... Não consigo entender e acho esse meu estado muito injusto!

- Meu irmão, Deus não nos castiga! Na verdade, encontramos em nossa jornada, enquanto Espíritos imortais, todas as pedras que lançamos diante dos passos dos irmãos que nos acompanham, justamente e em função da lei de ação e reação, como podemos compreender ao estudar a obra 'O céu e o Inferno', codificado por Allan Kardec, particularmente no capítulo que aborda 'O código penal das vidas futuras'. A lei de ação e reação rege o Universo e é preciso compreender que, se você passa por dificuldades não é por castigo de Deus ou por acaso, mas por estar recebendo de volta os obstáculos que criou ou ajudou a criar no caminho de outrem em algum momento de sua existência, não necessariamente como encarnado, mas com certeza como Espírito imortal que é e que somos... Colhe hoje o fruto que floresce daquela semente que plantou no solo de suas experiências na matéria ou mesmo na vida espiritual.

- Então, pensando assim, eu sou o causador do meu próprio sofrimento? Sempre?

- De certa forma, sim! Quando algo desagradável acontece conosco, por mais injusto que possa parecer, o que está acontecendo é o cumprimento da lei de ação e reação, não havendo realmente injustiça! Nós ainda não conseguimos compreender a grandeza e a profundidade da Vida do Espírito e tampouco como se encadeiam as circunstâncias que nos envolvem na vida durante toda ela ou em determinado período dela. Isso sim, leva em conta a continuidade das vidas, das reencarnações no que se pode chamar de 'vida do Espírito' ou existência espiritual. Não há como constatar a contabilidade das existências, por não termos acesso a ela, que está registrada em nossa consciência espiritual, mas ainda não temos com acessá-la, devido sua imensa profundidade.

- Mas essa vida, para mim, muitas vezes é um verdadeiro fardo! E bem pesado! Tenho desejo de sumir! Acredito, muitas vezes, que não pertenço a este lugar! A este Planeta! Olho para as estrelas e fico imensamente desejoso de retornar ao lar ao qual pertenço, ao lar que realmente me pertence! Sei que ele está em algum lugar no firmamento...

- Pois então, resista firmemente a essas impressões! Resista com vontade! Se você realmente não é daqui, como sente, certamente o tempo dará conta de conduzi-lo ao seu lar real! Mas para isso é necessário que você possa 'comprar a passagem' utilizando a moeda que lhe permita o retorno: o merecimento! É preciso conquistar o mérito para o retorno ao lar, pois você não está aqui entre nós por acaso! De modo algum! E não adianta debater-se a esmo! É preciso ter em mente que não há como 'dar saltos' na Natureza.Trabalhe em seu próprio adiantamento, eu seu aprimoramento! Procure assistir às suas necessidades enquanto indivíduo, permitindo-se a serenidade necessária para que sua jornada, que como você mesmo diz, tem tudo para ser feliz, seja o mais próximo disso. Valorize sua família, valorize sua vida, desenvolva resignação! Ninguém alcança seus sonhos sem esforço, sem vontade e tampouco sem determinação! A transição para a Vida Elevada do Espírito só é alcançada com muito esforço. Todos os que nos antecedem na Vida Maior, aqueles que já alcançaram a Luz da Verdade, passaram por estágios semelhantes aos nossos, pelas imperfeições que temos conosco!

- Mas, isso me parece impossível!

- Não é! É difícil, complexo, mas não impossível! Posso acrescentar que, além disso, para seguir jornada, é necessário que exista uma estrada. Para construir essa estrada, é necessário que se tenha matéria prima. Em nosso caso, essa matéria prima é justamente o que acabei de lhe dizer: resignação, vontade e determinação; é impossível pavimentar a estrada de nossa vida com desânimo ou com insatisfação, pois ambos são fatores destrutivos em quaisquer circunstâncias...

- Então, para que eu saia 'dessa' é preciso me esforçar!

- Sempre! Como todos nós!

- Não sei se conseguirei, mas, depois dessa conversa, me deu vontade de tentar!

- Ótima ideia! Estamos ao seu lado!


Psicografia recebida no NEPT em 19 de outubro de 2012

Militão Pacheco

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Um novo ponto de vista





- Nada disso poderia acontecer comigo! Não é justo! Não faço nada de errado! Ajudo um monte de pessoas e olha só o que acontece! Uma porcaria de uma doença que vai arrancar de mim a vida!

- Hoje em dia o câncer tem sido curado em inúmeros casos. Temos visto pessoas que estavam ‘desenganadas’ pelos médicos e, no entanto, estão aqui entre nós, trabalhando e nos ajudando nas tarefas daqui da Casa mesmo!

- Mas o médico me disse que não pode garantir nada de sobrevivência no meu caso, porque é um câncer raro, do qual não se sabe muito! É desanimador! Ele me deu sentença de morte! Isso me revolta muito!

- O médico não é Deus!

- Mas sabe o que fala!

- Ele se baseia nas experiências da ciência terrena, nada além disso!

- Mas isso é o que vale! A ciência está sempre com as ferramentas para acertar! Ou será que não tem valor algum? Só vale o que ‘os espíritos’ falam?

- Claro que a ciência tem seu valor e é inestimável! Sem ela não estariamos na situação de conforto e segurança que temos atualmente. Graças a ela a vida na Terra foi prolongada, a qualidade dela melhorou muito e ela tem curado muitas doenças que antes eram consideradas incuráveis ou prolongado a vida de muitas pessoas que a teriam ceifadas precocemente. Mas ela não acerta sempre!

- É, isso é verdade! Mas, o que você quer dizer? Quer dizer que eles podem estar errados no meu caso?

- Sim. Podem ter se enganado. Mas pode ser que você receba auxílio espiritual suficiente para ter uma vida de boa qualidade e viver ainda por muito mais tempo do que o próprio médico acredita! Porém, é preciso que seu padrão de pensamentos a respeito de sua doença diagnosticada seja modificado. Não só a respeito dela, mas também a respeito de sua vida!

- Mas eu tenho medo! Ao mesmo tempo, tenho pena! Pena de saber que deixarei a vida! Sou jovem, ainda, tenho menos de quarenta anos! Sinto que tenho muito a fazer na Terra!

- Certamente deve ter, mesmo. Mas, não se esqueça de que a vida verdadeira continua...

- Ah, você me desculpe, mas essa história, agora, não dá para engolir! Como é que eu vou saber como é a vida depois que eu for ‘dessa para melhor’? Por tudo que leio, as coisas não são assim tão boas! Muita gente sofre muito ‘do lado de lá’! A barra fica pesada! E se for assim comigo?

- Pois, então: tudo depende de como você se comporta agora! De como já se comportou anteriormente e de como foi seu passado em outras vidas. Por isso, é muito importante que comece a mudar de atitude agora! Até mesmo seu organismo vai sentir um abalo com esta sua reação! Você sabe que o aspecto psicossomático é muito importante e que o que pensamos ‘derrama’ sobre nossas células! Não deixe que o medo domine você! Faça o contrário! Domine o medo! Cuide de você! Vá fazer seu tratamento com atenção, com cuidado! Mas não abandone a si mesmo! Não deixe de amar-se por conta de um obstáculo; pergunte-se qual a razão pela qual você quer ser curado...

- Não entendi! Como assim ‘qual a razão pela qual eu quero ser curado’? Alguém ‘gosta’ de ficar doente, ou ainda, alguém gosta de saber que a sentença de morte foi declarada?

- Claro que não! De modo algum! Mas, não foi isso que eu quis transmitir a você. Vamos lá, a título de exemplo: se você tem uma úlcera no estômago, quer se curar dela para quê?

- Para ficar bom e poder voltar a se alimentar normalmente?

- Sim, ‘normalmente’, mas não abusivamente como a maioria das pessoas faz! Geralmente queremos a cura de nosso organismo para poder retomar o comportamento anterior de exageros! Quando somos notificados da doença, temos arrependimentos e até ‘juramos’ mudar tudo em nossa vida, mas temos visto com frequência pessoas que, assim que sabem de suas curas, retomam a mesma postura anterior e se colocam à disposição das doenças novamente.

- Entendo... Então, eu preciso refletir... Para que será que eu quero ficar bom, é isso?

- De certa forma, é isso! Em primeiro lugar, é importante que você cuide dessa sua revolta, que nada acrescenta de bom para sua saúde e que, aliás, não é bom para ninguém! Depois, vá à luta! Faça seus tratamentos médicos, sem se abster de nenhum. Entenda que os médicos farão o melhor possível para você, dando o que a medicina tem de mais atual e adequado para tentar curá-lo. Mas, não abandone o tratamento espiritual, assim como não deve abandonar o tratamento médico. Se for necessário, procure inclusive o tratamento psicoterapêutico, pois é de grande valia para sua estabilidade emocional. Enfim, faça o verdadeiro ‘tratamento holístico’, que significa cuidar do corpo, da mente e do Espírito! Tente desenvolver a confiança em Deus e a auto-confiança. Ame seu organismo! ‘Converse’ com ele diariamente, faça uma reflexão construtiva com seu corpo! Não ‘odeie’ estar doente, mas respeite sua ‘prova’ e siga em frente, afastando o medo e construindo amor à sua volta!

- Tudo isso é muito complexo!

- Concordo, mas é isso que faz com que você mude de postura e dê chance para sua cura. Ficar revoltado ‘desconstrói’, desequilibra e gera ainda mais enfermidades para você mesmo. Ficar com medo cria instabilidades celulares que também favorecem o adoecimento. Enfim, atitudes mentais desequilibradas, sem esforço para o redirecionamento, permitem adoecer ainda mais, somente isso!

- Mas, não é natural ter medo?

- Sim, sem dúvida! Mas, também é natural lutar pela vida! Não se entregar, ter esperança e aprender a ter amor! Nós esquecemos disso! Mas é mais natural do que manter o medo ao nosso lado! Ter medo é natural! Manter o medo sempre conosco, não é! Quem tem medo o tempo todo, está doente e precisa corrigir, sempre com auxílio, pois essas coisas não são fáceis de enfrentar!

- Nossa! Você está me dando uma visão diferente disso tudo!

- Não, não sou eu quem está lhe dando uma ‘visão diferente’, mas a Doutrina Espírita! Ela é quem consola a todos nós! Basta estudar um pouco mais que você irá entender sobre tudo isso!

- Mas nem ânimo para estudar eu tenho tido... Nem para uma pequena leitura!

- Mais uma vez: corrija! Não se deixe levar pelo medo, controle o máximo possível! Use sua vontade para reagir!

- Vou tentar! Gostei do que você disse! Muito legal! Tomara que eu consiga colocar em prática!

- Estamos ao seu lado! Os Bons Espíritos sempre estão ao nosso lado, preparados para nos ajudar! Basta ‘dar ouvidos’. Que Jesus nos abençoe!


Psicografia recebida no NEPT em 19 de outubro de 2012

Militão Pacheco

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Elogios




- Assim, falando de Jesus, temos nele, sempre, o modelo para nossa jornada terrena, embora todos saibamos que ainda um exemplo distante da nossa situação, mas sempre um exemplo, sem qualquer dúvida! Ficamos, portanto, por aqui, e encerramos nossos estudos, rogando ao Divino Mestre que nos inspire para que possamos manter nossos passos sempre em sua direção... Façamos uma prece... ‘Pai, de infinita bondade, nós rogamos a Ti, Senhor de todos, que, através de teus mensageiros de Amor, recebamos o amparo para nossas vidas, fornecendo-nos as forças necessárias para a caminhada. Agradecemos, Senhor, mais uma vez, pela oportunidade do trabalho na Casa Espírita e, também, por poder aprender tanto com esta Bendita Doutrina de Amor e Caridade que nos acolhe. Que assim seja!’

- Caro amigo, posso lhe falar?

- Com certeza! Em que posso lhe ajudar?

- É que fiquei muito emocionado com todas as suas palavras! Elas penetram na mente e no coração, tocam no fundo e fazem que a gente reflita sobre a vida da gente! Meus parabéns, sua palestra é divina! Você irradia amor ao falar! Amor e sabedoria! Aliás, quanta sabedoria! Meus parabéns, de verdade!

- Não, meu irmão! De modo algum! Eu não sou sábio e tampouco capaz de irradiar amor. Apenas transmito os ensinamentos dos Espíritos, após estudar muito e tentar me convencer do que eles ensinam, mas nem por isso, ainda, capaz de executar tudo o que leio e tudo o que falo!

- Ah, não seja modesto! É visível sua carga de conhecimento! É muito claro que você é um grande espírita! Nem sei por qual motivo real você não é o dirigente desta Casa! Você sabe bem mais do que aquela senhora que se diz presidente! Deveríamos fazer um movimento para levá-lo à presidência deste Centro Espírita! Isso faria justiça real diante das circunstâncias!

- Por favor, meu irmão! Não diga isso! Ela é o maior exemplo de humildade que temos aqui. Uma pessoa extremamente dedicada, estudiosa, esforçada, amada por todos! E, certamente, não é por acaso que ela está na posição em que está!

- Bom, não sei! Sei que você exala conhecimento, dedicação e amor por todos os poros! Respeito sua posição, mas, pense bem! Não seria o caso de que você guiasse esta Casa para melhores trilhas? Eu acredito que sim!

- Nada disso! Sou apenas um servo-aprendiz. E tenho me esforçado muito para não cair em tentações como esta à qual o senhor me expõe.

- Como assim? Estou elogiando você, meu amigo! Reconhecendo seu valor!

- Exatamente! Elogiando... Não sou digno de elogios! Sou apenas um trabalhador! Nada tenho de mim! Sou apenas um transmissor de ideias que mal e mal copia o que lê! Se fosse tão bom como o senhor me diz, estaria em outras paragens da vida espiritual, trabalhando sem aparecer, doando tudo de mim para os mais necessitados! Seria um verdadeiro servo da Seara de Jesus! E estou distante disso, meu irmão! Muito distante! Sinto muito desapontá-lo, mas não aceito suas palavras de elogio, por não ser merecedor real delas.

- Ingrato! Mal-educado! Logo se vê que realmente não é nada disso! Não é capaz de reconhecer um admirador, alguém que quer acolher suas atitudes! Pois bem! ‘Fique com Deus’... e adeus!

- Fiquemos, todos, com Deus!

Psicografia recebida no NEPT em 18 de outubro de 2012

Militão Pacheco

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A reforma




Toda criatura humana quando ainda portadora da juventude em especial, tem consigo imensos anseios de modificar o mundo, de reformar o mundo.

E geralmente, inicia essa empreitada tentando modificar todas as pessoas que estão à sua volta, impregnando o seu modo de pensar, mesmo que esse modo de pensar embora lhe parecendo muito lógico, seja bastante equivocado.

Cada criatura tem a sua possibilidade de gerar em si mesmo o seu modo de pensar, o que não significa dizer que esteja com a verdade em algum momento.

Há um adágio popular que diz que a verdade é uma tocha na escuridão, mas que esta tocha não apaga a escuridão, só a ilumina.

Então a verdade por si não tem como clarear todos nós, é necessário que nós queiramos alcançá-la.

Assim, cada um vê as coisas ao seu modo e esse jovem que queria tanto mudar o mundo, vai percebendo com o passar do tempo que o único mundo que ele pode mudar é o mundo interior, porque o mundo exterior está sujeito a tantas forças que só irá mudar se cada um daqueles que estão ao seu lado também mudarem os seus próprios mundos interiores, porque cada um vê a coisa de um jeito, porque ainda não há uma sintonia para ver o belo como belo.

Um bom exemplo disso é a aurora boreal.

Há quem veja a aurora boreal de forma muito romântica, uma beleza extraordinária da natureza.

E há quem julgue tratar-se apenas de um jogo de luzes sem significado, nada além da obrigação da natureza.

Da mesma forma, o vento marinho.

Há quem inspire profundamente para sentir a brisa do mar e consegue ver uma beleza imensa em a natureza, enquanto outros não vêem no vento marinho, na brisa marítima, nada além de um estorvo que despenteia o cabelo.

É muito importante que nós tenhamos consciência de que ninguém pensa como nós.

Cada um de nós é gerador de uma forma de pensar única, mas todos nós podemos aproximar a nossa maneira de pensar uns dos outros.

Para isso é importante termos uma diretriz e não há na Terra diretriz melhor do que aquela deixada pelo Cristo Jesus, há dois mil anos.

Que Deus nos abençoe.

Psicofonia recebida no Nept em 10/10/2012

terça-feira, 16 de outubro de 2012

As três pedras




Nós seres humanos estamos na Terra para construir um grande edifício, o
edifício da evolução.

Para construir esse edifício são necessárias três pedras fundamentais, uma
delas leva à outra.

A primeira pedra se chama fraternidade.

A segunda pedra se chama piedade.

E a terceira, caridade.

Aqueles que tem o espírito fraterno já lançaram a primeira pedra fundamental
no seu edifício de evolução.

Já conseguem conviver com os irmãos, deixando de pensar exclusivamente
em si mesmos.

Já tem um objetivo de avaliar a necessidade alheia para auxiliar àqueles que
necessitam.

Uma vez lançada a segunda pedra fundamental, a pedra da piedade, o egoísmo
fica definitivamente afastado.

A pedra da piedade permite que a criatura humana olhe para as mazelas
humanas, para o sofrimento, para o tormento, porque há muitas pessoas em
função do egoísmo, que se afastam, que viram o rosto, quando vêem alguém
sofrendo, como se pudessem evitar de acompanhar o sofrimento, como se a
mente não registrasse a dor alheia pura e simplesmente, porque não se sentem
em condições de ver que existe a dor, como se estivesse se poupando de algo
que não é possível de se poupar.

A terceira e mais importante pedra, irmã das anteriores,é a caridade.

Aquele que já instalou a pedra fundamental da caridade para o seu edifício,vê
formar-se o plano inicial de todo projeto e seguirá para o alto em direção
ao Pai, construindo cada vez mais este edifício maravilhoso que todos nós
precisamos construir.

A caridade meus irmãos, é a primeira e a mais importante de todas as virtudes.

Sem ela não se alcança, por exemplo, a bondade que é a base para todo o
edifício evolutivo.

A pedra fundamental verdadeira é a caridade.

Para compreender é necessário primeiro ser solidário, ser fraterno, ter piedade
e praticar a caridade.

Se um de nós, pelo menos um, deseja construir a própria evolução, comece
agora pensando em ser fraterno.

Que Deus nos abençoe.

Psicofonia recebida no Nept em 26/09/2012

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Como falar




Um rei desses da antiguidade, ainda muito ligado as questões mágicas da vida, um dia acordou após um pesadelo muito intenso e nesse pesadelo ele perdia todos os dentes da boca.

Intrigado com o sonho que julgava ter algum tipo de significado, imediatamente mandou chamar os adivinhos que existiam no reino para que pudessem decifrar aquele sonho enigmático que lhe atormentava já há alguns dias.

O primeiro mágico, feiticeiro, se apresentou e ouviu atentamente a narrativa do rei.

Ao término ele disse:

- Eu não tenho boas noticias para lhe dar. O senhor irá perder todos os seus parentes, dos mais próximos aos mais distantes.

O rei ficou revoltado.

Mandou aprisionar o homem e lhe dar cem chibatadas.

Após as cem chibatadas, o feiticeiro morreu e ele mandou chamar então o próximo feiticeiro que também ouviu atentamente.

Ao termino da exposição do rei, ele pensou, pensou e lhe disse assim:

- Eu tenho uma boa noticia. O senhor irá sobreviver a todos os seus parentes, dos mais próximos aos mais distantes.

E o rei ficou muito alegre, mandou dar cem moedas de ouro e dispensá-lo para a sua aldeia.

No caminho, na saída do castelo, o primeiro ministro abordou o feiticeiro e lhe disse:

- Muito curioso, o outro feiticeiro disse a mesma coisa que você com outras palavras e foi açoitado até a morte e no entanto, você foi premiado.

O feiticeiro lhe disse:

- Mas, meu amigo, é tudo uma questão de como se fala, como se dá a noticia, porque a verdade nem sempre é bem vinda. Se você tomar a verdade e jogar contra uma pessoa, ela pode ferir. Mas, se você embalá-la em uma embalagem de presente e entregar a pessoa, ela ficará grata e pode até lhe devolver o presente.



Que Jesus nos abençoe.

Psicofonia recebida no Nept em 03/09/2012

sábado, 13 de outubro de 2012

A ira




Na vida atual, nos dias de hoje, passando pelas ruas, observando os automóveis, nós temos a percepção de que o sentimento dominante não é o sentimento construtivo.

As pessoas abandonam a urbanidade, os bons modos, a gentileza e a educação.

Deixam de lado a diplomacia do convívio.

Carregam consigo um grande lastro de ira e de revolta.

Parece que a ira, o despejar de palavras revoltosas, tem se transformado num grande escoadouro das insatisfações humanas.

Mas nos parece evidente, também, que este comportamento tem causado na humanidade um grande numero de moléstias, de doenças, de tal sorte, que vemos essas pessoas que esquecem que viver de bom humor faz bem a saúde, estão cada vez mais adoecidas.

A grande terapêutica para quem quer que seja, sem sombra de duvida é o amor.

Abandonar esses costumes azedos, amargos, desnecessários, mudar os hábitos das palavras, eliminar os palavrões do dicionário, julgar menos para servir mais.

Desenvolver a indulgência, a compreensão, a tolerância, seguir basicamente aquelas velhas instruções que recebemos há dois mil anos, e que parecem esquecidas na maioria das pessoas.

A ira, meus irmãos, em todas as suas graduações, mata!

Que Deus nos abençoe.

Psicofonia recebida no Nept em 12/09/2012

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Epífise (Glândula Pineal)







"Quanto mais lhe notava as singularidades do cérebro, mais admirava a luz crescente que a epífise deixava perceber. A glândula minúscula transformara-se em núcleo radiante e, em derredor, seus raios formavam um lótus de pétalas sublimes." (Missionários da Luz - P.16)

"Sobre o núcleo, semelhante agora a flor resplandecente, caía luzes suaves, de Mais Alto, reconhecendo eu que ali se encontravam em jogo vibrações delicadíssimas, imperceptíveis para mim" (Missionários da Luz - P.16).

"É a glândula da vida mental. Ela acorda no organismo do homem, na puberdade, as forças criadoras e, em seguida, continua a funcionar, como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura terrestre" (Missionários da Luz - P.17).

"A glândula pineal reajusta-se ao concerto orgânico e reabre seus mundos maravilhosos de sensações e impressões na esfera emocional. Entrega-se a criatura à recapitulação da sexualidade, examina o inventário de suas paixões vividas noutra época, que reaparecem sob fortes impulsos" (Missionários da Luz - P.17).

A glândula Pineal funciona como a ponte energética entre o corpo e o Perispírito (e também para o Mundo Espiritual por indução lógica). Quando da puberdade, há um efetivo funcionamento desta glândula, que permite o contato maior com o passado armazenado em nossa memória espiritual. Devido à incapacidade de acessar com plenitude nossas memórias do pretérito através do cérebro físico, recebemos apenas impulsos ou 'instintos' como resultados.

Por ser uma ponte eficaz com as esferas espirituais, a Epífise (como também é conhecida) é diretamente afetada pelas manifestações mediúnicas, tornando-se mais ou menos brilhante aos olhos espirituais que podem visualizá-la.

"Ela preside aos fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada expressão no corpo etéreo. Desata, de certo modo, os laços divinos da Natureza, os quais ligam as existências umas às outras, na sequência de lutas, pelo aprimoramento da alma, e deixa entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha investida." (Missionários da Luz - P.18).


"Segregando delicadas energias psíquicas (…) a glândula pineal conserva ascendência em todo o sistema endocrínico. Ligada à mente, através de princípios eletromagnéticos do campo vital, que a ciência comum ainda não pode identificar, comanda as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade. As redes nervosas constituem-lhe os fios telegráficos para ordens imediatas a todos os departamentos celulares, e sob sua direção efetuam-se os suprimentos de energias psíquicas a todos os armazéns autônomos dos órgãos. Manancial criador dos mais importantes, suas atribuições são extensas e fundamentais" (Missionários da Luz - P.18-19).

É impossível definir melhor o papel desta glândula, mas isso explica algumas coisas que estão embutidas nestes parágrafos. Quando André Luiz explica que trata-se de um ‘órgão de elevada expressão no corpo etéreo’ podemos subentender que ele age sobre o corpo físico e o períspirito, sendo que este último guarda consigo e inicia os efeitos que refletirão no primeiro (como um espelho). Agindo sob as células ela possui o efeito que desencadeará reações orgânicas úteis à evolução ou estagnadoras, quando há viciações e impulsos ainda animalescos.

Os órgãos sexuais (relativos ao sistema endocrínico) funcionam como aparelhos mecânicos e reflexo da atividade mental que consta em nossa glândula pineal. Eis o porquê de doenças e obsessões surgirem de desvios sexuais e perversões diversas .

Um órgão que fica submetido à Vontade , tão precioso meio de evolução, fica também submetido aos desvarios instintivos da humanidade, que recusava-se a aceitar valores morais mais razoáveis no passado, como assinala André Luiz:

A perversão do nosso plano mental consciente, em qualquer sentido da evolução, determina a perversão de nosso psiquismo inconsciente, encarregado da execução dos desejos e ordenações mais íntimas, na esfera das operações automáticas. A vontade desequilibrada desregula o foco de nossas possibilidades criadoras. Daí procede a necessidade de regras morais para quem, de fato, se interesse pelas aquisições eternas nos domínios do Espírito. Renúncia, abnegação, continência sexual e disciplina emotiva não representam meros preceitos de feição religiosa. São providências de teor científico, para enriquecimento efetivo da personalidade” (Missionários da Luz – P.19).

A reforma íntima se assinala como fundamental em todos os aspectos, mas a combinação de vontade com disciplina, resultaria em ganhos maiores a curto e longo prazos.

Ao trabalhador espírita, teria produção de células menos viciadas, além de a mudança de padrão vibratório contida em sua glândula favoreceria inclusive os trabalhos mediúnicos de ordem mais elevada. Uma boa ferramenta necessita de polimento, lavagem, afiação e cuidado para desempenhar o que seu potencial permite. Um parafuso enferrujado ainda é um parafuso, mas menos resistente e extremamente fácil de se corroer e quebrar.

Cada vez mais os efeitos de nossa negligência e falhas do passado podem ser alterados, tornando nosso esforço algo produtivo e útil às esferas elevadas. O que parece muito distante para nós (reforma íntima) é algo tão fundamental, que temos uma grande parte da eternidade para buscá-la.

Infeliz daquele que negligencia sua própria evolução na preguiça cotidiana, pois será refém de sua própria atitude. No entanto, sempre que isso for um ato de ignorância (aqui como ausência de conhecimento), é sempre atenuado pela misericórdia divina.

O aprendiz espírita não possui mais essa prerrogativa, já que seu véu de ignorância foi derrubado e agora a necessidade de sua aplicação ao caminho correto (como provavelmente foi assumido por ele antes de encarnar) é total. Negligenciar os compromissos implica em estagnação.




quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Guia Espiritual




- Então, eu gostaria de saber quem é o meu mentor espiritual!

- Muita gente tem essa curiosidade, mas eu, particularmente não vejo sentido em guardar esta preocupação ou curiosidade.

- Mas, não é importante a gente saber quem é que acompanha a gente no dia-a-dia, nas importantes decisões da vida e todo o resto? Claro que é!

- É importante ter a consciência de que há um Espírito Protetor, mas qual a finalidade de se ter um nome específico?

- Fazer a prece dirigindo para um determinado nome, uai!

- Há uma coletânea de preces sugeridas por Kardec no final do Evangelho Segundo o Espiritismo. As preces de números doze, treze e quatorze são preces dirigidas para nós mesmos. Nelas encontramos, na verdade, um estímulo para a nossa vinculação com nosso Espírito Protetor, mas não há, em um momento sequer, não só nas preces, mas em nenhuma palavra ou frase de toda codificação espírita que sugira a necessidade de que se saiba ou se diga o nome desse Espírito. Basta dirigir o pensamento para nosso Espírito Protetor, mais nada.

- Então, tudo bem, mas e se meu guia espiritual for um ‘preto velho’? Tem algum problema?

- Nenhum, com certeza. Mas devemos ter consciência de que Espíritos não têm raça, cor ou mesmo gênero masculino ou feminino. Isso é muito claro nos estudos doutrinários. Se é assim, o Espírito não é representado por outra forma que não seja aquela da qual nós guardamos necessidade para nosso grau de entendimento. Além disso, a expressão de Entidades Espirituais com essa denominação que você sugere é particularmente ligada à umbanda ou ao candomblé, que são, nos dizeres de Chico Xavier, “a mediunidade na Umbanda é tão respeitável quanto a mediunidade das instituições kardecistas com uma diferença: seria extremamente importante a mediunidade na Umbanda recebesse a doutrinação do espírita do Evangelho com as explicações de Allan Kardec. Porque a mediunidade esclarecida pela responsabilidade decorrente dos princípios cristãos é sempre um caminho de interpretação com Jesus de qualquer fenômeno mediúnico.”

- Então, não é válido que eu diga que meu guia espiritual seja um ‘preto velho’?

- Claro que é, se para você essa representação lhe ajuda a dar condições para ser uma criatura melhor, mais próxima de Jesus. Nessa proposta, tanto faz a expressão que busquemos, pois a religiosidade humana é necessária para isso: para sermos melhores.

- Mas, afinal, existem ou não ‘pretos velhos’?

- Existem, assim como existem, também ‘brancos velhos’, ‘amarelos velhos – os orientais’ e os ‘vermelhos velhos – indígenas norte-americanos’... Qual a necessidade de que seja exatamente um ‘preto velho’?

- Por que eles são Espíritos mais evoluídos, por terem sofrido muito na última encarnação, quando eram escravizados, ora!

- Você conhece algum escravo ‘fenício’? Ou do antigo Egito? Ou escravo da época do Império Romano? Há algum? Há algum escravo da América do Norte, entre nós?

- Nunca pensei nisso? Não sei...

- Então, provavelmente todos nós já passamos pelas circunstâncias vexatórias da escravidão, ou como escravos, ou como ‘senhores’. Mas nem por isso estamos por aqui manifestando nossa ‘veia escrava’ para orientar pessoas. Chico Xavier exalta, naquela frase que lhe contei, a necessidade de esclarecimento, exatamente por essa questão: quanto mais esclarecido o Espírito, menor sua necessidade de estar ligado às expressões de vida que tenham tido anteriormente. A linguagem do Espírito é universal, através do pensamento, que não tem um determinado idioma, mas sim a expressão da vontade e necessidade do indivíduo, então, não é preciso que ele se manifeste com linguajar peculiar ou mesmo com características marcadas de uma determinada encarnação. Assim como também não é preciso que ele se manifeste em psicofonia (incorporação) e necessite de tabaco ou álcool, de modo algum. Mesmo para a aplicação de um passe, não é preciso que se tenha a fumaça de um charuto: apenas a imposição das mãos e o coração em preces.

- Acho que entendi... Bobagem minha, então, não é? Nem precisaria me preocupar com isso...

- Verdade. Mais adequado é que preenchamos nossa mente com aprendizados da Doutrina Espírita para seguir adiante a Jornada Terrena.

Psicografia recebida no NEPT em 11 de outubro de 2012

Militão Pacheco

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Mal entendido




- O senhor acha que eu devo me associar a ele? E, se eu me associar, o empreendimento vai dar certo?

- Meu irmão, não há como responder tais perguntas para você assim, de modo tão direto. É preciso levar em conta um fator importantíssimo: o livre arbítrio.

- Como assim? Não entendi.

- É que cada pessoa tem seu próprio livre-arbítrio...

- Sim, mas e daí?

- Calma, meu irmão, por favor. Como cada pessoa tem a liberdade de agir de acordo com seus próprios pensamentos, assim, mesmo que tenhamos a confiança maior possível nela, ela pode, por sua escolha, vir a falhar no relacionamento comercial conosco, motivada por qualquer razão desconhecida para nós outros.

- O senhor quer dizer que não posso confiar nele? Mas ele é meu amigo, meu irmão!

- Você entendeu mal, meu irmão. Só disse que todos nós podemos falhar. Todos nós, inclusive eu e você. Somos humanos e falíveis, portanto, por alguma razão poderemos fazer uma escolha e, por conta dela, perder a confiança de um grande amigo. Desta maneira, não há como afirmar de modo tão direto que sua provável associação com um amigo não tenha chance de dar errado em algum momento, por conta de que vocês dois podem vir a escolher um caminho diferente. Sabe, uma sociedade normalmente é feita por pessoas que têm um objetivo comum, mas esse objetivo, por inúmeras razões, pode ser mudado na trajetória da sociedade e, assim, cada um pode resolver seguir seu próprio caminho. Não se vê com frequência duplas ou conjuntos que se desfazem por conta de divergências de opiniões no trabalho?

- Devo entender, então, que não devo fazer a sociedade com meu amigo, porque nós dois corremos o risco de mudar de idéia no meio do caminho?

- Não, meu irmão, precisa entender que, em matéria de sociedade, não há certezas e que você pode, sim, escolher criar tal empreendimento, mas consciente dos riscos que existem, pois é assim que a vida se elabora em nosso nivel de compreensão sobre ela.

- Bom, então, devo ou não montar o negócio?

- É você que deve decidir, meu irmão.

- Mas eu vim até aqui para saber o que fazer e o senhor não está me ajudando em nada! Pelo contrário! Estou ainda mais confuso... Que coisa desagradável!

- Perdão, meu irmão, por não poder lhe ajudar nesse momento. Mas o que posso fazer é dar-lhe sugestões sobre a vida. Não posso lhe dar uma instrução direta de como proceder, particularmente em questões de foro material, de trabalho, principalmente por que é uma situação que lhe ocorreu, que você e seu amigo elaboraram e vocês dois precisam tomar a decisão, como seres humanos adultos em fase de crescimento e evolução espiritual.

- Essa é boa! Eu pensava que o Espiritismo estava aqui para ajudar a gente a tomar decisões importantes para nossa vida e o senhor ainda me dá um sermão de como ela é, como seu eu não soubesse! Lamentável! O senhor fica me devendo essa! Passar bem!

- Fiquemos com Jesus no coração.

Psicografia recebida no NEPT em 10 de outubro de 2012

Militão Pacheco

terça-feira, 9 de outubro de 2012

ESTUDO DO LIVRO – A CAMINHO DA LUZ (Espírito de Emmanuel) 4ª. parte




A Vida Organizada.

Assim que as forças naturais acalmaram-se e a atmosfera ficou menos densa, desceu das alturas uma nuvem de forças cósmicas, que envolveu toda a Terra, era o hálito de Deus.

Essa nuvem era viscosa e sem forma definida, chama-se protoplasma. O protoplasma foi a primeira matéria viva a habitar o globo terrestre.
Jesus e seus prepostos, já haviam terminado o trabalho, da formação da Terra, manipulado o fluido cósmico universal, para que a Terra pudesse receber a nós seres humanos.

Mas, Jesus, mesmo como Espírito Puro, não podia digamos, “colocar” a vida no Novo Planeta., só Deus pode fazer isto, por que a vida pertence a Deus.

Então, quando Jesus e seus operários terminaram a formação do planeta, seguindo a orientação de Deus e suas leis, Deus soprou a vida sobre o planeta.

O protoplasma era o celeiro da vida.

Isto ocorreu no período de transição.

A vida é bela e organizada, perfeita como o Criador. Tudo na Natureza foi planejado nos mínimos detalhes.

Seguindo as Leis Divinas, Jesus foi manipulando os fluídos e operando as construções celulares de acordo com o ambiente terrestre, tudo obedecendo a um cronograma preestabelecido.

No protoplasma estavam as sementes dos seres vivos, em estado de inércia, aguardando o momento propício para se reunirem e se multiplicarem.

Os primeiros habitantes do planeta, foram os seres unicelulares, como as amebas, que se multiplicaram prodigiosamente nas águas mornas dos oceanos, onde encontravam o oxigênio necessário para manter a vida, o que na terra firme não existia em quantidade ainda suficiente para manter a vida animal. O ar era rico em gás carbônico, impróprio para os animais, mas, necessário para as plantas.

Nesta mesma época, começaram a aparecer os primeiros vegetais, também como os animais, com formação mais simples, como: os musgos, cogumelos, e palmeiras (árvores de tronco esponjoso), as árvores de tronco lenhoso vieram mais tarde.

O primeiro sentido desenvolvido por esse seres, foi o tato, que deu origem a todos os outros, acompanhando o aperfeiçoamento dos organismos.

Como podemos ver, Jesus começou a manipular os fluídos da vida, a partir dos seres mais simples, unicelulares e daí foi para organizações celulares mais complexas, até chegar no que somos hoje.

Isto é uma grande lição para nós. Que devemos começar pelas coisas mais simples, mais fáceis, e depois passar para as mais difíceis.

Todo o trabalho de Jesus e seus prepostos, foi feito ao longo de bilhões de anos, passo a passo.

Após muito tempo, as amebas começaram a formar colônias, e as células se multiplicaram.

Nesta época os reinos vegetal e animal se confundem, os animais, tinham uma organização mais próxima dos vegetais, só mais tarde apareceram os primeiros crustáceos e peixes, cujas espécies já não existem mais, mas já tinham as características que iam ter no futuro.

Jesus primeiramente se preocupou em nutrir e conservar os primeiros sinais de vida. O coração os pulmões, são formados, e logo após as primeiras células do sistema nervoso, e dos órgãos da procriação, que definem os seres, masculino e feminino.



segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Esperança e Razão




As curas mediúnicas são sempre foco de muita movimentação tanto no meio Espírita quanto fora dele.

Inúmeras pessoas procuram Casas Espíritas que têm um ou mais médiuns de cura que certamente atuam com toda boa vontade para ajudar a quem vé lhes procurar para solucionar uma dificuldade de ordem física, muitas vezes em função da qual está ‘desenganado’ pela medicina tradicional.

Pode se ver amontoados de pessoas nas portas e nas cercanias destas Casas, pois o número de aflitos que sofrem de doenças físicas é sempre grande, particularmente quando a população terrena alcança números imensos como agora nestes tempos. Obviamente, quanto mais criaturas humanas, maior o número de doentes.

É de se esperar que todos os que procurem essa qualidade de atendimento guardem consigo esperanças de que sejam amparados, aliviados em suas dores, mas não necessariamente que sejam em todas as oportunidades curados de suas enfermidades.

Uma enorme massa de pessoas vai atrás de um milagre, mas ignoram, na maioria das vezes que milagres não existem. Existe, sim, até mesmo a possibilidade de cura, mas não se pode afirmar que ela realmente aconteça.

Felizmente, há um grande número de médiuns que, atuando como curadores na atualidade, já faz palestras, preleções elucidativas, que mostram o caminho do Evangelho para todos aqueles que os procuram em seus postos de atendimento. Isso é de fundamental importância para retirar dos corações, progressivamente aquela ideia de que as curas são realmente algo do além.

Como Espíritas, sabemos que os fatos não ocorrem assim. Há atuação do médium, com seus fluídos vitais, com seu magnetismo e há, também, ação das Entidades Espirituais que atuam através desse médium, para aliviar, amparar e auxiliar a todos os que os procuram, mas sem mistérios. É mediunidade e ponto final.

Sabemos também que o grande feito desse processo todo de cura é mudar o que se tem por dentro. Isso é importante realmente e, em função disso, eleva o Espírito.

Aceitar com resignação uma prova é colocar-se acima dela e aproveitá-la no próprio aprimoramento.

Buscar a cura é direito de todos, mas é necessário ser racional, sempre.

Se a medicina tradicional oferece um tratamento, que se faça esse tratamento, de forma independente de se procurar um tratamento espiritual. Uma coisa não impede a outra, de modo algum, da mesma forma que um tratamento homeopático não é passível de abolir um tratamento tradicional, com medicamentos farmacologicamente reconhecidos.

Rejeitar uma moléstia, sentir medo ou ódio dela não é construtivo para si mesmo. É como tomar um veneno letal para curar-se, ou seja, agravar o próprio quadro, encetando um adoecimento ainda mais profundo.

Buscar a Medicina Espiritual é importante, também, mas nunca abandonar um tratamento terreno por ‘ter certeza’ que o tratamento espiritual é o bastante.

Enfim, esse esclarecimento evangélico que muitos médiuns vêm ofertando antes de suas sessões de cura é providencial para alertar a todas as almas que a verdadeira cura é aquela que nasce do coração do homem, na transformação íntima irreversível.

Esperança e razão devem andar de mãos unidas.

Psicografia recebida no NEPT em 08 de outubro de 2012
Alva Luzia

sábado, 6 de outubro de 2012

Leviandades




- Meu Deus! Que mãos mágicas! Como pode você ter feito as minhas dores irem embora assim, tão facilmente?

- Mas, mas... Eu só apliquei o passe, nada demais. Só o passe...

- Ah, mas suas mãos são abençoadas! Muito agradecida! Aliás, nem sei como agradecer, meu Deus! É bom demais ficar sem dores, principalmente assim, tão rapidamente! Deus lhe pague! Deus lhe pague!

- Não, não precisa agradecer, eu nem fiz nada!

- Ah, para com essa falsa falta de modéstia, meu amigo! Eu sei que você é um grande médium e agora sei, também, que tem nas mãos um enorme poder de cura, pois só assim eu seria tão bem assistida! Parabéns! Vou contar para minha irmã agora mesmo! Ela disse que está ‘morrendo’ de dores de cabeça!

- Por favor, senhora, não faça comentários. Essa assistência não é minha, ela vem dos Espíritos e, além do mais, se a senhora foi beneficiada, é por mérito seu e não por alguma virtude minha...

- Ah, por favor, não me chame de ‘senhora’, é ‘você’, mesmo! Somos amigos, afinal, já não é de hoje que venho observando sua dedicação ao trabalho e o carinho com o qual trata todas as pessoas. Você é muito mais gentil do que o próprio pessoal da direção da Casa, que são pessoas gentis, mas você não, você é especial. Dá para se ver no contato, no tato, no cuidado com todos. O modo como se veste, sua higiene, enfim, você é um médium especial e saiba que é muito querido de todas nós!

- Eu agradeço muito suas palavras gentis, senhora, mas não sou merecedor de nenhuma delas. Sou apenas e tão somente um trabalhador esforçado na Seara de Jesus, nada além disso. Sou muito imperfeito. Tanto quanto todos aqui e nada tenho de ‘especial’, pelo contrário. Já tenho consciência de muitas das minhas dificuldades e venho tentando controlá-las na medida do possível. Agora, se me permite, preciso permanecer em meu trabalho, há mais pessoas para o passe, por favor.

- Ah, claro! Bom trabalho, querido! Bom trabalho!

Passados alguns instantes...

- Minha irmã, aquele médium de quem tanto lhe falo é realmente um boçal! Fiz tantos elogios a ele, afinal de contas minhas dores sumiram durante o passe, e ele nada de me dar a mínima atenção! Eu me arrependi de ter sido honesta com ele! Quase que me entreguei a ele de coração e ele foi duro comigo, como uma pedra. Não é capaz de dar uma aberturinha naquele coração duro. Faz bem seu trabalho, mas, apesar de ser muito gentil, não recebe bem os elogios. Passa a ser, inclusive, rude. Que tristeza!

- Acredito que ele esteja agindo com correção.

- Com excesso de correção, você quer dizer...

- Não, minha irmã, com correção, simplesmente. Nada demais. Já vi algumas pessoas tecendo elogios a ele e ele, com delicadeza, afasta de si as possibilidades de ser melhor do que realmente é. Parece-me que se trata de um legítimo servidor de Jesus e não alguém como nós que nos abastamos de algum grau de vaidade, de perfídia, de maledicência, enfim, essas ‘coisinhas’ que na verdade só servem para nos fazer mal.

- Ah, la vem você com seus sermões! Não suporto seu falso moralismo! Por que não vai lá tomar um passe com ele? Afinal, queixou-se de dores de cabeça quando vínhamos para cá...

- Irei tomar o passe, com certeza, minha irmã, mas não precisa ser necessariamente com ele. Qualquer médium servirá de ponte para o amparo dos Espíritos! São eles que realmente nos ajudam. Os médiuns, por maior que seja a boa vontade deles, são tão problemáticos quanto nós e estão aqui conosco para aprender. São educados, amáveis, gentis, preparados para servir, ocasionalmente para ouvir, mas têm suas dificuldades na Vida.

- É, não adianta, mesmo! Você realmente se enfiou de cabeça nessa ‘história’ de Espiritismo! Cuidado, einh! Não vai virar uma dessas fanáticas que a todo momento ‘batem no peito’ para ditar regras e que não fazem nada do que falam!

- É, querida, eu posso até cair nesse erro, afinal,também sou humana, não é verdade? Mas prometo a mim mesma, todos os dias, que vou modificar meu modo de ser. Para isso tenho me esforçado muito, tenho lido bastante e feito reflexões sobre meu modo de pensar, de falar e de agir. Espero sempre que eu consiga permitir o auxílio que meus Guias Espirituais me oferecem permanentemente...

- Eu não vou ficar nesse lugar! É lugar de doidos e você está ficando igual. Quando precisar de mim, minha irmã, é só chamar, pois estarei à disposição para lhe ajudar, afinal de contas, ‘carolas’, mais cedo ou mais tarde caem em si e acabam precisando de ajuda. Fui!

- Estarei aqui, nessa Casa que me acolheu com tanta simplicidade. Muito grata pela sua generosidade, afinal, se eu cair, sei que terei em você a irmã e amiga de sempre. Fiquemos com Deus em nossos corações.

- Ai, ai! Chega! Falei que você está ficando fanática! Que coisa! Tchauzinho!

- Tchauzinho...


Psicografia recebida no NEPT em 06 de outubro de 2012.

Militão Pacheco

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Esperança





- O que você tem?

- O médico disse que é um câncer incurável... Estou arrasado... Eu sinto tanta disposição para a vida ainda e ela está sendo tomada de mim por uma doença que veio não sei de onde e muito menos por qual razão... É um horror!

- Já foi indicado algum tratamento?

- Marcaram cirurgia para daqui há dez dias, mas, sinceramente? Estou morrendo de medo dessa cirurgia! Já me falaram de tantas coisas que acontecem depois dela... Muita coisa no corpo pára de funcionar, é muito triste...

- Mas, meu amigo, quem pode garantir que tudo será tão ruim assim como dizem para você?

- Acho que ninguém! Mas, também não podem me garantir sucesso por causa da cirurgia, ué! Eu fico na berlinda! Tem horas que eu penso ‘vai dar tudo certo, eu vou superar essa’ e tem horas que eu já parto para o outro lado: ‘que coisa, vou morrer tão cedo...’ Aí eu fico desesperado, sabe? Sei lá, é tão confuso...

- Vamos procurar ajuda espiritual?

- Bom, é por isso que eu estou aqui. Tenho esperanças que os Espíritos possam me ajudar. Quem sabe uma cirurgia espiritual não resolva tudo, né?
- Mas nós não fazemos ‘cirurgias espirituais’, meu irmão. Fazemos tratamentos espirituais, através da mediunidade e com a presença de Entidades Espirituais que nem mesmo se denominam como médicos, apesar de que nada impede que tenham sido em alguma experiência reencarnatória.

- Ah, não fazem? Que pena! Disseram-me que aqui teria um tratamento para isso e que eu seria ajudado...

- Você será auxiliado, sim, tenho certeza! Mas não no padrão de ‘cirurgia espiritual’. Não temos esse procedimento aqui.

- Então, não seria melhor eu ir a algum lugar que fizessem isso?

- Não sei dizer se seria melhor, meu irmão. Sei que aqui podemos tentar ajudá-lo com os nossos recursos.

- O senhor já tem experiência em casos assim?

- Um pouco. Temos nos esforçado muito para aprender a servir. Tem sido nossa principal preocupação nas últimas décadas. Há um longo caminho a seguir, mas já adquirimos alguma experiência, sim, sem dúvida.

- E como foram os casos que o senhor acompanhou?

- Variados em sua natureza e em sua evolução. Mas temos visto, no mínimo uma ajuda muito grande no alívio do sofrimento e na qualidade de vida das pessoas, sem qualquer duvida.

- É, acho que isso já me ajudaria... Mas, eu posso procurar outro lugar que faça a tal da ‘cirurgia espiritual’?

- Claro que pode, meu irmão! Você é livre como todos nós! Tem o direito de buscar o que é melhor para você, sem qualquer dúvida. Podemos oferecer para você uma ajuda simples, mas de coração, acredite!

- Eu acredito! O senhor me parece muito sincero. E o que devo fazer aqui, para começar meu tratamento?

- Vou lhe explicar o que você precisa fazer e eu irei acompanhando seu tratamento periodicamente para saber de sua evolução, tudo bem?

- Tudo bem! Sabe, não sei porque, mas eu estou me sentindo um pouco aliviado! Como se alguém tivesse retirado um véu da minha frente! Muito bom eu me sentir assim, leve, de novo! Não sei o que o senhor fez, mas já está me ajudando! Obrigado!

- Na verdade, é você mesmo quem fez algo por si, meu irmão. Ao depositar confiança em algo, deu-se a oportunidade de retirar o ‘véu’ que estava diante de seus olhos e reduzir as pressões internas. A isso se dá o nome de ‘esperança’ e é muito bom de sentí-la em nosso íntimo, como é! Então, vamos lá! Vamos iniciar seu tratamento!


Psicografia recebida no NEPT em 05 de outubro de 2012

Militão Pacheco

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Saudade




- Sinto muito a falta dele...

- Isso é natural, nós sentimos saudade mesmo daqueles que partiram antes de nós. Há quanto tempo ele se foi?

- Dez anos. Essa mágoa que tenho no coração não vai desaparecer nunca. Eu não consigo aceitar a morte do meu pai.

- É uma pena, afinal, se é há tanto tempo, seu pai já deve ter outras preocupações, outras ocupações. Pode sentir você, mas provavelmente não sinta com a mesma intensidade do início do processo após o desencarne...

- Como assim? Ele pode simplesmente ter me esquecido? Isso é possível? E o amor que dedico a ele continuamente? Ele não seria ingrato assim! Não, de jeito nenhum! Você está enganado!

- Posso estar, é verdade, mas você também está ao se referir a seu pai como se ele não pudesse ter falecido.

- E não podia! Era meu apoio, meu amigo, meu conselheiro! Tudo que eu precisava eu me reportava a ele e ele sempre tinha uma palavra equilibrada para me dar. Ele não podia ter partido! Deus foi injusto comigo! Muito injusto! Fiquei sem amparo, sem apoio, sem minha linha mestra.

- Você é adulto e quando seu pai partiu, já era adulto e maduro...

- Mas sem ele a vida é improvável! Mas eu consigo me comunicar com ele! Ele vem sempre perto de mim para me orientar, disso eu não tenho dúvidas! Toda vez que preciso de alguma instrução, eu me ligo mentalmente a ele e consigo ótimas inspirações para tomar decisões corretas. Por isso que eu digo e afirmo que você está enganado: ele está ao meu lado sempre para me ajudar. E tem dado muito certo.

- Mas eu acho que você está errado novamente...

- Não posso estar errado! Tudo o que tem acontecido me mostra que é ele quem me socorre! Tenho certeza!

- E se não for exatamente ‘ele’?

- O que você quer dizer? Claro que é ele! As palavras que vêm à minha mente são as dele!

- Então, por qual razão você veio conversar comigo? O que é que lhe aflige de verdade, se você tem tanta convicção de que é ele que se comunica com você?

- É que ultimamente não tenho conseguido ‘manter contato’. Parece que o ‘sinal’ de lá para cá está fraquejando, não sei... Aí resolvi vir pedir auxílio, mas você está me deixando mais desesperado ainda com essa história de que ‘não é exatamente ele’!

- E não é! Sabe, todos nós temos um companheiro de viagem que nos inspira, que nos orienta, mostra o caminho adequado, através de nossa intuição. É o nosso Anjo da Guarda, nosso Espírito Protetor. Inúmeras vezes esse Espírito que tem condições morais muito mais elevadas que as nossas, nos transmite ondas mentais que alcançam nossos corações para aliviar, amparar e inspirar nossos passos. É esse companheiro que vem se comunicando com você, pois seu pai está em seu processo de adaptação à Vida Maior. Ele até poderia recolher condições para auxiliar, se fosse um Espírito mais evoluído, mais bem preparado, mas se assim fosse, não se restringiria a auxiliar apenas uma pessoa: você. Particularmente por que um Espírito esclarecido não concentra sua atenção em apenas uma pessoa.

- Mas, meu pai me abandonou, então?

- Você entendeu mal. Eu disse que ele está em adaptação na Vida Maior. Assim como, quando nascemos na Terra temos um período pelo qual passamos chamado infância, na Vida Maior também passamos por algo que pode se dizer que se assemelha a isso e que é proporcionalmente maior quanto menor seja o esclarecimento do Espírito. Seu pai certamente o ama muito, como você o ama, mas ele tem suas necessidades individuais, já que não se trata de um Espírito em grau de evolução mais adiantado. É um Espírito imperfeito, como nós.

- Acho que consigo aceitar, ouvindo você explicar as coisas desse jeito... Eu preciso dar um jeito de aceitar a morte dele...

- Na verdade você precisa mesmo, pois ele também tem suas necessidades e, certamente, está caminhando para sua própria experiência. Diga uma coisa para mim: como você se sentiria se alguém ficasse lhe chamando ao telefone a cada dificuldade que tivesse, tirando sua atenção de seus afazeres?

- Com certeza isso me incomodaria...

- Então! Não é melhor deixar seu pai livre para vir visitá-lo quando puder e quiser? Não é melhor respeitar o livre arbítrio de seu pai? Permitir que ele siga sua vida livre?

- Ei, desse jeito parece que eu tenho perseguido ele esse tempo todo!

- Não é bem assim. Na verdade, você tem tolhido, sim, a liberdade dele ao ficar recordando e evocando sua presença com tanta frequência. Mesmo que seu Espírito Protetor lhe auxilie constantemente, seu pai, de algum modo, sente seu chamado e isso desestabiliza seu estado geral. Então, você não é um perseguidor, mas um filho impertinente, que, além de tudo, ainda não colabora em permitir o livre acesso de seu pai, seu grande amigo, à própria existência.

- Foi mal...

- Foi, infelizmente, foi mesmo. Mas você pode começar a corrigir já! Faça isso, meu irmão! Faça sua parte e colabore com a nova fase que seu pai inicia a partir de agora. Quando precisar de um conselho espiritual, peça ao seu Anjo da Guarda, pois ele, sim, está apto para auxiliá-lo, por se tratar de uma Entidade Espiritual, digamos, ‘mais graduada’, já que por méritos e esforço próprio, conquistou essa posição. Além disso, é, sim seu amigo, embora você não se recorde dele.

- Como eu consigo refazer aquela sintonia, que eu achava tão bonita, mesmo que equivocadamente eu agia, pensando que se tratava de meu pai?

- Há algumas preces simples e bonitas no último capítulo do Evangelho Segundo o Espiritismo, que na verdade são verdadeiras evocações ao Espírito Protetor. São as de número doze, treze e quatorze. Leia com atenção uma delas todas as noites e continue com essa boa disposição que está demonstrando para mudar as coisas ai dentro de você, pois é esse o melhor caminho para recuperar-se na jornada.

- Muito grato, senhor! Vou tentar, mas acho que sozinho...

- Não está sozinho, meu irmão, não está sozinho. Venha a esta Casa para tomar seu passe, ouvir as preleções e ter a companhia de outros irmãos que, como você, são necessitados de esclarecimento e apoio. Esses irmãos somos nós todos que aqui estamos. Siga com Jesus...

Psicografia recebida no NEPT em 04 de outubro de 2012

Militão Pacheco