Mensagem

"Não permita que aquilo que você chama de amor se transforme em obsessão.
Amor é liberdade.
Amor é vida.
Jamais prisão ou limitação."

Militão Pacheco

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Nos mesmos pratos


“E  ele, respondendo, disse: O que mete  comigo  a mão no prato, esse me há de trair.”
(Mateus, 26:23) 


Toda ocorrência, na missão de Jesus, reveste-­se de profunda expressão simbólica.

Dificilmente o ataque de estranhos poderia provocar o Calvário doloroso.

Os juízes do Sinédrio, pessoalmente, não se achavam habilitados a movimentar o sinistro assunto, nem os acusadores gratuitos do Mestre poderiam, por si mesmos, efetuar o processo infamante. Reclamava­se alguém que fraquejasse e traísse a si mesmo. A ingratidão não é planta de campo contrário.

O infrator mais temível, em todas as boas obras, é sempre o  amigo transviado, o companheiro leviano e o irmão indiferente.

Não obstante o respeito que devemos a Judas redimido, convém recordar alição, em favor do serviço de vigilância, não somente para os discípulos em aprendizado, a fim de que não fracassem, como também para os discípulos em testemunho para que exemplifiquem com o Senhor, compreendendo, agindo e perdoando.

Nas linhas do trabalho cristão, não é demais aguardar grandes lutas e grandes provas, considerando­se, porém, que as maiores angústias não procederão de círculos adversos, mas justamente da esfera mais íntima, quando a inquietação e a revolta, a leviandade e a imprevidência penetram o coração daqueles que mais amamos.

De modo geral, a calúnia e o erro, a defecção e o fel não partem de nossos opositores declarados, mas, sim, daqueles que se alimentam conosco, nos mesmos pratos da vida.

Conserve­-se cada discípulo plenamente informado, com respeito a semelhante verdade, a fim de que saibamos imitar o Senhor, nos grandes dias.


Emmanuel - Vinha de Luz

Nenhum comentário: