Mensagem

"Não permita que aquilo que você chama de amor se transforme em obsessão.
Amor é liberdade.
Amor é vida.
Jamais prisão ou limitação."

Militão Pacheco

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Amor e ódio


Amor: palavra polissêmica que nos leva a diversos significados. Entre eles, encontramos a seguinte definição: é uma força tendente a aproximar e a unir, numa relação particular, dois ou mais seres. É um sentimento que leva a desejar o bem de outrem ou de alguma coisa.

Ódio: sentimento profundo de raiva ou rancor, que leva a desejar ou a causar o mal de alguém. Aversão intensa, profunda, causada por medo, ofensa recebida.

O nosso pensamento precisa ainda da comparação das coisas. O alto só será alto se comparado o baixo; o magro, ao gordo. Amor e ódio se opõem, mas não é uma oposição radical, pois a intensidade de um (amor), dizem, poderia se transformar no outro (ódio), e vice-versa.

De modo geral, podemos dizer que há três tipos de "amor": amor egoísta (posse do bem amado), amor racional (amor pelo uso da razão) e amor doação ou incondicional (aquele ensinado por Jesus, no sentido de dar sem querer nada em troca).

O amor egoísta é um misto de ódio e obsessão, porque odeia e fere quem busca aproximar-se de seu amor. Este sentimento tem a mesma intensidade com relação à pessoa amada.

O amor verdadeiro resume a Doutrina de Jesus, porque esse é o sentimento por excelência, em que os instintos são elevados à altura do progresso feito.

“Ódio é uma forma defeituosa da manifestação do amor.”

“É reação do primitivismo animal, instinto em trânsito para a inteligência, que ainda não pôde superar as expressões dos começos passados.”

“Ódio é o Inquisidor da alma que o alimenta, é uma procela de fogo dentro de um coração.”

"Todavia, na maior parte das vezes, o ódio é o gérmen do amor que foi sufocado e desvirtuado por um coração sem Evangelho.”

O amor constrói, enquanto o ódio só sabe destruir. O amor fecunda a vida, enquanto o ódio a danifica.

“Amor e ódio são grilhões que os sentimentos forjam, um fundido de estilhas de astros, outro de bronze caliginoso, ambos algemando as almas através do galopar vertiginoso dos seculos, até que a luz triunfe da treva”.

"O ódio é o prazer mais duradouro; / os homens amam com pressa, mas odeiam com calma." (G. G. Byron)

"Dá-me sempre mais amor ou mais desprezo, / a zona tórrida ou glacial." (Th. Carew)

"Odeio e amo. Talvez me perguntes por quê. / Não sei. Sei apenas que é assim e que sofro." (Catulo, poeta latino [87-54 a.C.])

"O ódio não cessa com o ódio em tempo algum, o ódio cessa com o amor: esta é a lei eterna." (Dhammapada)

"A julgar o amor pela maior parte de seus efeitos, ele se assemelha mais ao ódio do que à amizade." (F. La Rochefoucauld)

"Nada no mundo é mais doce do que o amor, / e depois dele é o ódio a coisa mais doce." (H. W. Longfellow)

"Onde amor e ódio não concorrem ao jogo, o jogo da mulher torna-se medíocre." (F. W. Nietzsche)

"Odiarei, se puder, caso contrário amarei, contra a minha vontade." (Ovídio)

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