Mensagem

"Não permita que aquilo que você chama de amor se transforme em obsessão.
Amor é liberdade.
Amor é vida.
Jamais prisão ou limitação."

Militão Pacheco

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Efeitos Físicos




Na Transfiguração no Tabor, relatada no Evangelho e a que se reporta Emmanuel, Jesus apresenta-se diante de seus discípulos atônitos, «com as vestes resplandecentes e sobremodo brancas, como nenhum lavandeiro na Terra as poderia alvejar».

Elias e Moisés, materializados, confabulam com o Senhor.

Eis uma das mais belas reuniões espíritas do Novo Testamento.

Ouçamos Emmanuel sobre o assunto:

«No Tabor, contemplamos a grande lição de que o homem deve viver a sua existência, no mundo, sabendo que pertence ao Céu, por sua sagrada origem, sendo indispensável, desse modo, que se desmaterialize, a todos os instantes, para que se desenvolva em amor e sabedoria, na sagrada exteriorização da virtude celeste, cujos germes lhe dormitam no coração.»

Os companheiros de Jesus participaram de legítima reunião de materialização.

Foram eles, Pedro, Tiago e João, testemunhas de autêntico fenômeno mediúnico. Elias e Moisés revestiram-se de corpos tangíveis, organizados com elementos fluídicos do ambiente e do laboratório da Vida Mais Alta.

Nos dias de hoje, nas reuniões espíritas, as entidades se materializam com freqüência.

Corporificam-se para rever, abraçar, confabular com parentes, amigos e conhecidos que permanecem no mundo terreno, trazendo-lhes, jubilosos, a consoladora certeza de que a vida continua além da desencarnação.

«E depois da morte - diz Emmanuel - volta a confabular com os amigos, fornecendo-lhes instruções quanto ao destino da Boa Nova.»

Outro registro, também do querido Benfeitor Espiritual: «Reaparece, plenamente materializado, diante dos aprendizes, no caminho de Emaús, e, mais tarde, em Espírito, procura Saulo de Tarso, nas vizinhanças de Damasco, para confiar-lhe elevada missão entre os homens.»

Não nos deteremos no aspecto fenomênico da Transfiguração do Mestre, que escapa aos objetivos desta obra.

Recordemos o episódio sob o prisma de nossas mais expressivas aspirações.

Elias e Moisés materializaram-se para que os Homens, de todos os séculos, jamais pudessem alegar ignorância quanto ao problema da sobrevivência e comunicabilidade dos Espíritos.

Tornaram-se visíveis a fim de que nunca pudéssemos alegar que o Divino Amigo, em seu ministério de luz, omitira a possibilidade de que o Espírito, depois de liberto do corpo somático, pudesse vir até nós.

A Transfiguração no Tabor constitui sublime advertência à criatura humana no que diz respeito ao imperativo do aperfeiçoamento, enquanto pisamos o chão da Terra.

Representa incisivo convite para que orientemos a vida segundo os padrões do Evangelho, em função da vida futura sempre rica de surpresas.

O Tabor é um convite, permanente, para que nos libertemos das mesquinharias humanas, aquecendo-nos no Sol da Boa Nova da Imortalidade.

Jesus, confabulando com Elias e Moisés, convoca a Humanidade para o esforço da sublimação, parecendo dizer: «Humanidade! Sofre, luta, ama, perdoa e trabalha. Deixa que a suave Luz da Esperança inunde teu coração sequioso de esclarecimento e amor, alegria e paz!»

O simbolismo do Tabor representa a vitória do bem sobre o mal, da luz sobre a treva, no rumo da evolução.

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